Lançamento do iPad fica para o dia 3; Rio e SP terão lojas abertas à meia-noite

Preços vão variar de R$ 1.699 a R$ 2.599, dependendo da versão do aparelho.

Fonte: Célio Yano, de EXAME.com

Justin Sullivan/Getty Images

Tablet chega ao mercado brasileiro oito meses depois do lançamento nos Estados Unidos.

São Paulo – A Apple anunciou nesta segunda-feira (29) oficialmente a data de lançamento do iPad no Brasil. As vendas começarão nesta sexta-feira (3) na loja virtual da empresa e em revendas autorizadas. Embora tanto os modelos Wi-Fi quanto as versões Wi-Fi + 3G estreiem ao mesmo tempo, por enquanto não haverá vendas em lojas de operadoras de telefonia, que ficarão responsáveis apenas por fornecer aos consumidores os chips para utilização de planos de internet móvel.

Até esta segunda-feira, duas lojas confirmaram que estarão de portas abertas na virada do dia 2 para o dia 3 para o início das vendas à meia-noite. Em São Paulo, participará da ação a Fnac do Shopping Morumbi. A iTown do BarraShopping garantirá o comércio do iPad no primeiro minuto da sexta-feira para o Rio de Janeiro. Segundo a Apple, qualquer outra revenda autorizada também poderá seguir a estratégia de vendas se quiser.

Na semana passada, fontes próximas ao assunto haviam afirmado a EXAME.com que as vendas do iPad começariam no dia 2, mas oficialmente a Apple ainda não havia confirmado a informação.

Os preços sugeridos para o varejo serão de R$ 1.649, R$ 1.899 e R$ 2.199 para as versões Wi-Fi de 16GB, 32GB e 64GB; e de R$ 2.049, R$ 2.229 e R$ 2.599 para os modelos Wi-Fi + 3G com as mesmas capacidades. Pela loja virtual da Apple o iPad poderá ser parcelado em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito.

A lista completa de lojas que venderá o iPad a partir do dia 3 de dezembro pode ser consultada no site da Apple. A empresa não divulga quantas unidades serão colocadas no mercado nacional neste primeiro momento.

Sucesso no mundo

Lançado no início de abril nos Estados Unidos, o iPad é fenômeno de vendas nos países em que já está disponível. Somente em território americano, foram mais de um milhão de unidades vendidas em apenas 28 dias. Por conta da alta demanda, a Foxconn, empresa chinesa contratada pela Apple para fabricar o iPad, pretende acrescentar até novas 50 linhas de produção para atender a demanda pelo tablet em 2011, de acordo com o site DigiTimes.

Atualmente, a montadora tem capacidade para produzir 2,5 milhões de iPads por mês. Com a ampliação, a Foxconn deve aumentar a produção para 3,3 milhões de unidades por mês, o que eleva a produção anual para 40 milhões de aparelhos.

O celular da classe C

Fonte: Renato Cruz – Estadão.com

A telefonia celular, vista como elitista no seu lançamento no País, há 20 anos, tornou-se o serviço de telecomunicações preferido dos consumidores de baixa renda. Somente 17,5% dos usuários de celular são das classes A e B, segundo o Data Popular.

Mesmo nos planos pós-pagos, que as operadoras costumam apontar como os que concentram os clientes de renda mais alta, as classes C, D e E são maioria, com 59,7%. “As operadoras não sabem direito qual é o perfil do cliente”, disse Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. “Normalmente, elas sabem somente se ele usa muito ou pouco o serviço.”

O bancário Claudio Vicente Ferreira, de 31 anos, tem um plano pós-pago da Oi. A mensalidade seria de R$ 40, com direito a 60 minutos. Mas ele conseguiu um desconto e o plano sai por R$ 18,90 mensais. “Eu nunca pago só isso”, disse. “Sempre ultrapasso e minha conta é de R$ 40 a R$ 50.” Pelos critérios usados pelo Data Popular, ele é um consumidor de classe C.

“Eu tinha um pré-pago, mas, como uso bastante, não compensava”, afirmou Ferreira. Ele contou que, quando tinha o pré-pago, participava de uma promoção em que carregava R$ 15 e ganhava o triplo do crédito em bônus. Quando essa promoção venceu, ele resolveu migrar para o pós.

A analista de cobrança Valéria Augusto Silva, de 20 anos, tem um plano controle da Vivo de R$ 35. Esse tipo de plano é híbrido. O cliente paga uma mensalidade e, se usar sua franquia de minutos antes do fim do mês, o aparelho deixa de fazer chamadas. Para voltar a falar, é preciso carregar com créditos como um pré-pago. Esses celulares são classificados como pós-pagos pelas operadoras.

“Dificilmente eu carrego meu celular com créditos”, afirmou Valéria. “Dá para controlar bem. O plano dura o mês inteiro.” Roger Solé, diretor de marketing da TIM, afirmou que, no geral, o pré-pago é visto como mais vantajoso pelo cliente que está começando a usar o celular. Depois, existe uma tendência de migração. “Existe um sonho de consumo de ser pós-pago, para não ficar sem falar”, disse Solé.

Tanto Ferreira quanto Valéria usam o celular para falar e para mandar mensagens de texto. Eles não acessam a internet no telefone móvel.

Um grande desafio das operadoras é vender serviços de dados para esse público, principalmente acesso à internet. E o problema está mais na divulgação do serviço e na formatação dos pacotes do que na renda. Quarenta e oito por cento dos que gastam mais de R$ 100 e 73% dos que gastam entre R$ 40 e R$ 100 são das classes C, D e E.

Existe, no entanto, uma confusão muito grande sobre o que seja acesso à internet no celular. Segundo Meirelles, do Data Popular, existem consumidores que falam que acessam a rede no telefone móvel, quando, na verdade, usam serviços em que enviam um torpedo para receber música ou outros conteúdos, o que não tem nada a ver com internet.

Mesmo sem levar em conta a classe social, o desconhecimento sobre os termos usados pelas operadoras é bastante grande. Cinquenta e seis por cento dos brasileiros, segundo a empresa de pesquisas, não fazem a menor ideia do que seja 3G (celular de terceira geração) e 62% não sabem o que é smartphone (celular inteligente, em que o consumidor pode acessar a internet e baixar aplicativos). “O serviço de dados é visto pelo consumidor como um comedor de créditos”, disse o sócio-diretor do Data Popular.

Brasil terá sua versão da “Black Friday” na internet

Data em que redes norte-americanas fazem descontos em produtos eletrônicos é esta sexta-feira (26)

Fonte: Monica Campi, de

São Paulo – O dia mais esperado pelos norte-americanos para compras de produtos com grandes descontos, a chamada Black Friday – sexta-feira após o feriado de Ação de Graças -, também vai chegar ao Brasil, pela internet, através de algumas redes de varejo.

Pelo site de compras coletivas Busca Descontos grandes empresas de e-commerce disponibilizarão nesta sexta (26) descontos de até 70% em produtos de lojas como Walmart, Americanas, Compra Fácil, Shoptime, entre outras.

Entre os produtos estarão eletrônicos, eletrodomésticos, informática, celulares, CDs e DVDs, livros, games, vestuários, perfumarias, entre outras.

Os descontos estarão disponíveis durante toda o dia, a partir das 0h. Para participar o usuário precisa realizar um pré-cadastro no site de compras coletivas e selecionar a forma que deseja ser avisado sobre o início das vendas (Twitter, SMS ou e-mail).

Nos Estados Unidos a expectativa dos consumidores é poder encontrar ofertas principalmente em eletrônicos. Brasileiros podem tentar aproveitar os descontos americanos em ações que serão promovidas em sites como Amazon.com, GroupOn e FourSquare. A loja virtual da Apple Brasil também promoverá descontos especiais nesta sexta-feira.

Executivo compara “confusão” de mídias sociais ao boom na internet

Fonte: Folha.com

As chamadas mídias sociais são hoje, nos Estados Unidos, o principal foco dos publicitários para atingir consumidores, mas “o nível de confusão” em torno dessas plataformas é equivalente ao boom da internet nos anos 1990, quando se investiam muitos recursos sem a certeza do sucesso.

A opinião é de Greg Coleman, presidente do Huffington Post, cujo site teve uma “explosão” de acessos após o investimento em mídia social.

“O que estamos fazendo agora é pegar as nossas ferramentas de mídia social e aplicá-las à comunidade de marketing”, afirma.

“O apetite pelo marketing real, honesto, é uma das coisas mais fortes que eu já senti”, afirmou Coleman, ontem, na conferência “Digital Hollywood”, em Nova York.

“Todos [os publicitários] querem criar uma página no Facebook e acham isso uma grande ideia”, disse.

Para ele, o objetivo dos marqueteiros é usar todas as ferramentas sociais para enviar a mensagem “de uma forma diferente”, mais “autêntica”.

Roger Keating, vice-presidente sênior responsável por mídias digitais no grupo Hearst Television, acha que as plataformas móveis, como os celulares, são “claramente” a tecnologia emergente, com a qual produtores de conteúdo e publicitários deveriam se preocupar.

“Mas ainda estamos obcecados com as mídias sociais”, afirma.