TAM diz que preço das passagens pode subir

Como exemplos de alta de custos no setor, presidente da companhia citou  os preços do petróleo, do querosene de aviação e o aumento das tarifas aeroportuárias

Fonte: Anne Warth, da Agência Estado

BRASÍLIA – O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou que o preço das passagens aéreas pode subir caso se o cenário de alta de custos do setor não se alterar. Ele citou como exemplos os preços do petróleo, do querosene de aviação e o aumento das tarifas aeroportuárias. “Persistindo a alta de custos dessa maneira, uma recuperação tarifária poderá acontecer”, afirmou. Bologna participou da cerimônia de lançamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), em Brasília.

 

Bologna evitou dar um prazo sobre quando as passagens poderiam aumentar, mas destacou que dificilmente o cenário deve mudar. Segundo o executivo, o setor sofreu um choque de custos “bastante relevante” nos últimos meses. “É muito difícil ver um retrocesso nisso”, disse. Segundo ele, porém, o aumento só será possível se o mercado for capaz de absorvê-lo.

O executivo descartou a possibilidade de que a TAM atue como operadora de aeroportos. “Não é nosso negócio investir em operação de aeroportos. Queremos aeroportos mais eficientes e competitivos”, afirmou. “O modelo não importa. O importante é ter preço acessível e tarifa justa.”

Anúncios

Anac pune atrasos e cancelamentos da TAM com restrição de vendas

Companhia não poderá vender bilhetes para rotas domésticas até 3 de dezembro

Fonte: Luciana Fadon Vicente e Solange Spigliatti, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Foi suspensa nesta segunda-feira, 29, a venda de bilhetes da companhia aérea TAM para todas as rotas domésticas com decolagem prevista até a próxima sexta-feira, dia 3 de dezembro. A expectativa é que a situação esteja normalizada até quarta-feira, do contrário, novas medidas serão adotadas. A punição partiu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com a intenção de evitar a ampliação dos problemas para os passageiros, que começou na última sexta-feira, 26. A Anac identificou que a TAM está apresentando atrasos e cancelamentos acima da média do setor.

Inspetores da Anac já foram enviados para o centro de operações da companhia e para aeroportos de São Paulo para iniciar uma auditoria sobre os atrasos e cancelamentos dos últimos dias.

Segundo a Anac, no prazo estimado de uma semana, enquanto não for concluída a auditoria, também ficam suspensos todos os pedidos de acréscimos de voos na malha da TAM.

Desde agosto de 2010, a Anac está acompanhando semanalmente as escalas das tripulações das companhias aéreas, por meio de relatórios enviados pelas empresas. A auditoria na TAM visa verificar se os números encaminhados pela empresa condizem com a situação atual, uma vez que não eram previstos problemas com a carga horária dos tripulantes informada pela companhia.

Atrasos e cancelamentos

A empresa aérea TAM tinha, às 17h de hoje, 29, cancelado 93 voos, todos domésticos, ou 15,5% dos 600 programados para esta segunda-feira, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuárias. Os voos atrasados entre as 16h e 17h pela TAM eram dois – um doméstico e outro internacional.

De acordo com a Infraero, o número somado de voos cancelados em todos os aeroportos brasileiros chegava a 156, até as 17h – 150 domésticos (8,5% dos 1773 programados) e 6 internacionais (5,2% dos 116 programados). Os voos atrasados no país entre as 16h e 17h eram 19, 16 domésticos e três internacionais.

Em nota, a TAM informa que em decorrência de remanejamentos na malha aérea, voos registraram atrasos e cancelamentos acima da média em vários voos domésticos programados para entre domingo, 28, e hoje. Segundo a companhia, a chuva de quinta a noite e sexta de madrugada foi responsável para alteração na malha.

“O motivo foram as fortes chuvas que atingiram a região Sudeste entre a noite de quinta-feira (25) e a madrugada de sexta-feira (26), interrompendo as operações nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos (Campinas), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro). Em consequência, 13 voos que deveriam pousar nos aeroportos paulistas e outros 3 nos do Rio de Janeiro tiveram de ser alternados para outros aeroportos, prejudicando a malha aérea e a escala da tripulação”, afirma a nota.

Segundo informações da Infraero, os aeroportos de Santos Dumont, Tom Jobim, e Viracopos, não sofreram fechamentos ou alterações no período. O aeroporto de Cumbica também não fechou, mas operou por instrumentos, enquanto Congonhas fechou brevemente entre as 18h02 às 18h17, para vistoria para averiguação das condições das pistas, e das 21h12 às 21h35 devido à chuva.

Registro da Infraero mostra que no período das 18h às 21h35, das 51 partidas programadas em Congonhas, duas foram canceladas e 24 tiveram atrasos superior a 30 minutos.

A TAM afirmou que está tentando normalizar a situação o “mais breve possível, colocando inclusive aviões maiores – que fazem as rotas internacionais – para voar para destinos nacionais”.

(Texto atualizado às 18h24)