BC projeta crescimento de 4,5% para o PIB em 2011

Inflação prevista para o ano que vem subiu para 5%

Fonte: Exame.com –

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Para o IPCA no ano de 2012, o BC divulgou hoje a primeira estimativa, que está em 4,8%.

São Paulo – O Banco Central projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. A previsão consta do Relatório Trimestral de Inflação relativo ao quarto trimestre divulgado hoje. No documento, a estimativa para o crescimento da economia em 2010 manteve-se em 7,3%, exatamente como estimado na edição do relatório do terceiro trimestre.

O BC explica que parte do forte crescimento de 2010 é reflexo, ainda, do “efeito do carregamento estatístico decorrente das taxas de crescimento verificadas no segundo semestre de 2009”. Sobre a taxa mais fraca em 2011, o “comitê avalia que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo”.

Inflação

A previsão oficial do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu no relatório divulgado hoje. A estimativa central no cenário de referência subiu de 4,6% para 5%. Para o IPCA no ano de 2012, o BC divulgou hoje a primeira estimativa, que está em 4,8%.

As estimativas foram construídas pelo BC no cenário de referência que prevê manutenção da taxa de câmbio constante em R$ 1,70 por dólar e a taxa Selic em 10,75% ao ano. No relatório anterior, de setembro, as estimativas haviam sido construídas com câmbio de R$ 1,75 por dólar e juro básico de 10,75%.

Também subiu a previsão do BC para a inflação que leva em conta as previsões dos analistas para uma série de indicadores, no chamado cenário de mercado. Para 2011, o IPCA avançou de 4,6% para 4,8%. Para 2012, foi construída pela primeira vez a estimativa para o índice, de exatos 4,5%. Nesse cenário, o BC constrói as estimativas de aumento de preço conforme as estimativas para o dólar e juro no horizonte das previsões. O câmbio esperado para o fim de 2011, por exemplo, é de R$ 1,75 por dólar e para o fim de 2012, de R$ 1,80.

Brasil cresce menos que China e Índia, mas supera Europa e EUA

Levantamento elaborado pela consultoria Austin Rating mostra que Grécia é a lanterna.

Fonte: Luís Artur Nogueira, de EXAME.com

Wikimedia Commons

Cingapura teve o maior crescimento do mundo no 3º trimestre.

São Paulo – O crescimento de 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009 coloca o Brasil na décima colocação entre as maiores altas do mundo.

O levantamento, feito pela consultoria Austin Rating, traz 45 países que já divulgaram os resultados referentes aos meses de julho, agosto e setembro. A liderança, até agora, é de Cingapura, que cresceu 10,3%. China e Índia ocupam, respectivamente, a terceira e quarta posições (veja abaixo tabela completa).

Na América Latina, somente o Chile supera o Brasil com um crescimento de 7% no terceiro trimestre. A Alemanha ocupa a 20ª posição, e os Estados Unidos, a 24ª.

Apenas três países apresentaram retração no PIB: Venezuela, Noruega e Grécia, a lanterna do ranking. Alguns países, como Turquia e Argentina, ainda não divulgaram os resultados.

                                                  

Governo amplia incentivos à indústria

Nova política industrial deve incluir medida de contenção a importações, manutenção de subsídios industriais e meta para mão de obra.

Fonte:Alexandre Rodrigues e Ricardo Leopoldo, de O Estado de S. Paulo

RIO E SÃO PAULO – O governo põe, nos próximos dias, um ponto final na proposta de nova política industrial para o governo de Dilma Rousseff. A informação, antecipada pelo Estado na semana passada, foi confirmada na quarta-feira pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Entre as novidades estão incentivos tributários às exportações.

“O programa está bastante detalhado, pendente de entendimentos finais porque uma parte tem a ver com tratamento tributário às exportações, que precisa ser aperfeiçoado”, comentou Coutinho, em evento na Fiesp, em São Paulo. Segundo ele, a segunda versão da Política de Desenvolvimento Produtivo, que chamou de PDP-2, tratará também do combate a “certos canais de importação quanto ao aperfeiçoamento de mecanismos de ressarcimento tributário”.

Coutinho não deu detalhes sobre os itens da política industrial do governo Dilma, mas o Estado apurou que a intenção é aumentar de quatro para oito as principais metas. A definição virá em reunião prevista para a próxima semana, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com representantes dos órgãos envolvidos.

As quatro metas do programa de 2008 – que não devem ser cumpridas este ano, prazo estipulado inicialmente – referiam-se à taxa de investimento, exportações, inovação e elevação da quantidade de empresas exportadoras. Entre os temas cogitados para compor as novas metas estão sustentabilidade ambiental e qualificação profissional.

A redução de emissões de gases de efeito estufa e a formação de engenheiros deverão servir de parâmetro para metas. Outro objetivo do novo plano é agregar categorias, como a cadeia produtiva do trigo, a indústria de brinquedos e a de eletrônicos de consumo (televisores, celulares, aparelhos de som) aos setores definidos como prioritários pela primeira PDP (carnes, software, petroquímica e fármacos).

A ideia é aumentar o enfoque em cadeias produtivas com instrumentos de incentivo específicos para cada segmento. Criada há dois anos e meio, a PDP tinha como meta principal a elevação da taxa de investimento fixo para 21% do PIB ao ano. Pelas projeções atuais, essa relação só será alcançada em dois ou três anos. Em 2010, deve ficar perto de 19%.

Coutinho ressaltou que a presidente eleita Dilma Rousseff já assumiu compromisso com a elevação de investimentos, reduzindo despesas de custeio. Ele destacou que, com investimentos num patamar próximo de 22% ou 23% do PIB em 2014, o Brasil terá condições mais sólidas de lidar com a demanda interna.

Ele ressaltou que o PDP-2 também vai tratar da concessão de créditos às empresas. “Temos que rediscutir a atuação do BNDES e do mercado financeiro para conjuntamente financiar o investimento industrial”, disse.

Crédito subsidiado

Coutinho também indicou que a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferece crédito subsidiado para a compra de máquinas e equipamentos, deve ser uma das medidas sugeridas. O programa, que tem orçamento de R$ 134 bilhões e foi prorrogado até março de 2011, é apontado com um dos responsáveis pela recuperação da taxa de investimento após a crise. “Eu não sou dono do timing, mas temos que, rapidamente, apresentar uma perspectiva”, comentou. “Vou traduzir para o governo federal o sentido de urgência.”

Na área de comércio exterior, a meta de alcançar 1,35% de participação nas exportações mundiais, fixada na primeira PDP, pode até ser cumprida, mas em função do aumento das vendas de produtos básicos, que tomaram a liderança dos manufaturados na pauta comercial brasileira. As outras duas metas frustradas são a elevação do gasto privado em pesquisa e desenvolvimento a 0,65% do PIB (a taxa atual é de 0,5%) e o aumento em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras. Houve queda no número de pequenos exportadores em meio à valorização do câmbio.

Irlanda vai ter que cortar gastos de 10% do PIB

Cerca de 20 mil funcionários públicos podem ser demitidos e o salário mínimo deve ser reduzido.

Fonte: Revista Exame –  

Dublin – O resgate de até 90 bilhões de euros à Irlanda vai sair caro para o país. Em troca do pacote, o governo será obrigado a cortar gastos equivalentes a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), o que promete ter um impacto profundo na recuperação imediata da economia. Cerca de 20 mil funcionários públicos podem ser demitidos e o salário mínimo deve ser reduzido.

Ontem, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, deixou claro que o dinheiro não seria entregue sem algumas condições. “A Irlanda terá de atender a certas exigências e essas condições serão negociadas nos próximos dias. A meta é de que não apenas um dinheiro seja dado, mas que os problemas sejam resolvidos”, disse. 

O pacote deve ganhar seu formato final nos próximos dias. Mas já se sabe que, se a Irlanda não cumprir os requisitos estipulados, o Fundo Monetário Internacional (FMI) terá o direito de intervir a cada trimestre como faz no caso grego e exigir mudanças em leis e novas medidas de austeridade fiscal. 

“As autoridades europeias concordaram com nosso pedido. Um processo formal de negociação começará nos próximos dias”, afirmou o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen. “Espero que um acordo seja concluído em breve”, completou. Para os europeus, porém, parte da negociação depende explicitamente do que os irlandeses farão para reduzir seu déficit de 11,6% do PIB em 2010 para 3% em 2014.

O governo promete cortes de gastos de 6 bilhões em 2011 e mais 9 bilhões de euros entre 2012 e 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.