Bolsa vira na reta final e sustenta os 70 mil pontos

Ibovespa terminou a sessão com ganho de 0,10%, aos 70.127,04 pontos.

Fonte: Claudia Violante, da Agência Estado

SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou a queda do mercado externo e passou a sessão toda no negativo. Mas, nos ajustes finais, o índice acabou virando para cima e conseguiu segurar o patamar de 70 mil pontos, que havia sido perdido logo após a abertura dos negócios. Apesar da estirada final, o pregão foi apático e de volume estreito. Petrobras foi destaque de alta, enquanto as siderúrgicas se posicionaram na outra ponta.

O índice Bovespa (Ibovespa) terminou a sessão com ganho de 0,10%, aos 70.127,04 pontos. Na mínima, registrou 69.666 pontos (-0,56%) e, na máxima, atingiu 70.133 pontos (+0,11%). No mês e no ano, o índice acumula alta de 1,19%. O giro financeiro somou R$ 4,815 bilhões – o menor de janeiro.

O sinal negativo visto durante o dia veio da Europa, onde as preocupações agora se voltam para Portugal, depois de rumores indicando que o país estaria sendo pressionado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). As bolsas da região terminaram em baixa, mesmo sinal que exibiram praticamente o dia todo as norte-americanas. Ao longo da tarde, as perdas foram diminuindo e, às 18h28, o Dow Jones caía 0,22%, o S&P-500 subia 0,32%, e o Nasdaq recuava 0,02%.

O petróleo, por sua vez, subiu, 1,39%, para US$ 89,25 o barril, com a notícia de que companhias petrolíferas foram forçadas a interromper sua produção no distrito de North Slope, no Alasca, após um vazamento que fechou o oleoduto Trans Alaska no final de semana.

A notícia ajudou a sustentar os ganhos da Petrobrás, que subiu 0,70% na ON e 0,94% na PN. Vale ON terminou em baixa de 0,19% e a PNA avançou 0,29%. Os metais caíram e ajudaram a puxar o setor siderúrgico para baixo.

Petrobras faz oferta para ser líder em etanol

Fonte: Folha.com

Num negócio avaliado em cerca de R$ 3 bilhões, a Petrobras fez oferta de compra de 40% da ETH, empresa da Odebrecht no segmento de álcool combustível. Em concorrência com petroleiras internacionais, a estatal visa a liderança do mercado brasileiro de etanol.

Com o dinheiro da Petrobras, a vice-líder ETH pode se tornar nos próximos anos a maior produtora global de álcool –posição que atualmente pertence à Cosan, empresa que conta com a participação da anglo-holandesa Shell. A inglesa BP é outro concorrente de peso.

Petrobras e Odebrecht não comentaram o negócio. Essa não é a primeira sociedade da estatal com a empreiteira. Juntas, formaram uma gigante na área petroquímica, têm parceria em fábrica de plástico verde e participam de projeto de mega-alcoolduto.

O plano de investimento da ETH rumo à liderança prevê a aplicação de R$ 3,5 bilhões até 2012, ano em que as nove usinas do grupo devem estar em operação.

Multinacionais como a Shell e a BP foram mais rápidas que a Petrobras e investiram antes no setor de álcool nacional.

Lula diz que vetará divisão de royalties no projeto do pré-sal

Fonte: Folha.com Com Reuters e Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que vetará a parte do projeto do novo marco regulatório do setor de petróleo e gás que propõe uma redistribuição dos royalties do setor. O veto já havia sido defendido pelo ministro Alexandre Padilha.

Na semana passada, aprovou o projeto que muda o modelo de exploração de petróleo do pré-sal de concessão para partilha e cria o fundo social para aplicar os recursos oriundos de sua produção. O presidente tem a prerrogativa de vetar ou sancionar a emenda.

O novo modelo de partilha será aplicado na área do pré-sal que ainda não foi leiloada, que equivale a dois terços das reservas já descobertas. Com a mudança, o governo receberá parte da produção em óleo e a Petrobras participará de todos os consórcios com pelo menos 30% e será a única operadora das reservas.

Na votação, os parlamentares mantiveram o ponto que garante uma redistribuição dos royalties do petróleo de forma mais equitativa entre os Estados e municípios da federação, prejudicando os Estados produtores como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Outros dois projetos do pré-sal, o que permitiu a capitalização da Petrobras e o que criou a Pré-Sal S. A., já foram aprovados pelo Congresso e sancionados pelo presidente Lula.

“Eu pretendo, ao receber a proposta do Congresso, vetar, e colocar a Medida Provisória relativa ao acordo”, disse Lula.

Segundo Lula, a Medida Provisória contemplará o acordo anterior sobre a divisão de royalties, feito entre os estados produtores, Ministério de Minas e Energia e líderes do Parlamento.

O acordo mantinha a arrecadação de Estados produtores, mas redistribuía os recursos oriundos da produção do pré-sal.

No Rio, o presidente afirmou que pré-sal tem recursos suficientes “para garantir a arrecadação dos Estados produtores e dos outros Estados com uma grande fatia”.

“Só temos que torcer pelo seguinte: que a Petrobras tenha toda a sorte do mundo de tirar todo o pré-sal e a gente tenha governantes que distribuam de forma justa todas as riquezas do pré-sal. Se isso for feito, tenho certeza de que nós estaremos vivendo muito melhor”, acrescentou o presidente.

APELO

A Confederação Nacional dos Municípios marcou para a próxima quinta-feira reuniões nos Estados para pedir ao presidente que não vete a partilha. Reunidos, os milhares de gestores municipais dirão aos parlamentares e aos governadores, eleitos ou reeleitos, que exigem uma distribuição mais justa dos royalties.

“Os municípios tentarão convencer o presidente Lula que todos devem receber o mesmo tratamento. Queremos a divisão de recursos que não são exclusividade de alguns Estados e, sim, da população brasileira”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em nota.

Ibovespa fecha negócios com queda de 0,47% e marca 67.908 pontos

Fonte: Beatriz Cutait | Valor Oline

SÃO PAULO – Uma nova onda de pessimismo com o cenário internacional levou o mercado acionário brasileiro a consolidar o terceiro pregão de baixa e o Ibovespa a voltar para a linha dos 67 mil pontos, ainda que as perdas tenham sido reduzidas ao fim do dia.

Dados preliminares mostram que, com mínima de 67.102 pontos e máxima de 68.421 pontos, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve desvalorização de 0,47%, aos 67.908 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,184 bilhões. No acumulado de novembro, o índice já perde 3,91%, a maior queda desde maio (-6,64%).

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN caiu hoje 0,04%, a R$ 48,50; Petrobras PN subiu 0,40%, a R$ 24,70; Itaú Unibanco PN se depreciou em 1,24%, a R$ 39,60; BM&FBovespa ON teve baixa de 1,09%, para R$ 13,52; e OGX Petróleo ON perdeu 1,36%, a R$ 20,18.

Em Wall Street, as bolsas seguem abertas. Minutos atrás, o índice Dow Jones registrava queda de 0,37%, enquanto o Nasdaq recuava 0,43% e o S&P 500 tinha baixa de 0,17%.