Dólar fecha a R$ 1,68, após intervenção mais forte do BC; Bovespa tem alta modesta

Fonte: Folha.com

O Banco Central retomou a prática de entrar no mercado de câmbio duas vezes ao dia nesta jornada em que a cotação da moeda americana chegou a bater R$ 1,67 em seu ponto mais baixo. A taxa interrompeu uma sequência de seis dias seguidos de baixa, mantendo o patamar de R$ 1,68.

Há várias semanas a autoridade monetária têm restringido suas intervenções no câmbio doméstico, tanto em volume de operações quanto nas quantias adquiridas diariamente.

Hoje, porém, foi diferente: o banco realizou seu primeiro leilão por volta das 12h (hora de Brasília), o que não fazia há tempos, e mais leilão “tardio”, após as 16h. No primeiro, o BC aceitou ofertas por R$ 1,6726 (taxa de corte) e no segundo, por R$ 1,6820.

Os agentes financeiros, no entanto, estão de olho no aperto da política monetária doméstica. “Me parece que o mercado está principalmente de olho na economia interna, mesmo. Está todo mundo antecipando que a ata do Copom [que será divulgada na semana que vem] vai confirmar que os juros vão começar a subir”, comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam.

Como salientam analistas, o aumento dos juros domésticos torna os ativos financeiros ainda mais atrativos para o capital estrangeiro, num mundo em que as maiores economias mundiais mantém suas taxas básicas em níveis historicamente baixos: na Europa, em 1% ao ano; nos EUA, em torno de 0,25%.

As recentes medidas lançados pelo governo brasileiro para restringir o crédito não alteraram significativamente o cenário básico dos analistas: o Copom (comitê que decide a taxa de juros) não deve mexer na taxa de juros (hoje em 10,75% ao ano) na reunião desta semana; o ajuste fica para o início do ano que vem, provavelmente começando com um aumento de 0,50 ponto percentual.

Dessa forma, o dólar comercial encerrou as operações do dia sendo negociado por R$ 1,682, sem alteração sobre o fechamento anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,610 para compra.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas ficaram praticamente inalteradas nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,60%; para janeiro de 2012, a taxa prevista permaneceu em 12,04%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 12,34% para 12,32%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,17%, aos 69.670 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,58 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,49%.

Dólar fecha novembro a R$ 1,715, alta de 0,76% no mês

Fonte: SILVANA ROCHA – Agencia Estado

SÃO PAULO – O dólar comercial caiu 0,46% hoje para R$ 1,715, mas fechou novembro com alta de 0,76%. No ano, a moeda americana acumula baixa de 1,61%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista recuou 0,62% hoje e encerrou o pregão a R$ 1,713, com alta acumulada de 0,59% em novembro e queda de 1,72% no ano. O euro comercial teve baixa de 1,02% no dia para R$ 2,234; em novembro, a moeda europeia acumulou queda de 5,62% em relação ao real e no ano, a queda atinge 10,6%.

Um operador de um banco nacional afirmou que, além do vencimento dos contratos de dólar futuro de dezembro na BM&F amanhã, limitou o espaço de alta da moeda norte-americana a perspectiva de continuidade de fluxo cambial favorável em razão dos juros internos elevados e a declaração recente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que, “no momento”, não devem ser anunciadas novas medidas para conter a apreciação do real. “O Banco Central, além de ter reduzido o número de leilões diários para apenas um, vem comprando menos nessas atuações, deixando o fluxo positivo nas mãos dos bancos”, afirmou a fonte.

Por isso, pesou apenas momentaneamente sobre a formação de preço interno da moeda norte-americana a persistência do clima externo negativo. No exterior, o dólar subiu refletindo a busca de proteção pelos investidores porque cresce a cada dia a desconfiança quanto à viabilidade da zona do euro e da moeda única europeia no longo prazo devido a temores relacionados à dívida soberana de países europeus. Hoje, além de Irlanda, Espanha e Portugal, a Itália passou a ser fonte de preocupação. Também incomoda os agentes o movimento das autoridades europeias, por meio do Banco Central Europeu, de emprestar recursos a custos mais baixos aos bancos para compra de títulos de governos europeus, o que eleva a vulnerabilidade do sistema bancário.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 0,55% hoje e fechou o mês cotado a R$ 1,823 na ponta de venda e a R$ 1,70 para compra, com alta acumulada de 2,01%. No ano, o dólar turismo registra baixa de 1,46%. O euro turismo cedeu 0,66% hoje para R$ 2,397 na venda e R$ 2,237 na compra. O euro turismo acumulou queda de 3,23% em novembro e no ano, -9,20%.

Ibovespa fecha negócios com queda de 0,47% e marca 67.908 pontos

Fonte: Beatriz Cutait | Valor Oline

SÃO PAULO – Uma nova onda de pessimismo com o cenário internacional levou o mercado acionário brasileiro a consolidar o terceiro pregão de baixa e o Ibovespa a voltar para a linha dos 67 mil pontos, ainda que as perdas tenham sido reduzidas ao fim do dia.

Dados preliminares mostram que, com mínima de 67.102 pontos e máxima de 68.421 pontos, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve desvalorização de 0,47%, aos 67.908 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,184 bilhões. No acumulado de novembro, o índice já perde 3,91%, a maior queda desde maio (-6,64%).

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN caiu hoje 0,04%, a R$ 48,50; Petrobras PN subiu 0,40%, a R$ 24,70; Itaú Unibanco PN se depreciou em 1,24%, a R$ 39,60; BM&FBovespa ON teve baixa de 1,09%, para R$ 13,52; e OGX Petróleo ON perdeu 1,36%, a R$ 20,18.

Em Wall Street, as bolsas seguem abertas. Minutos atrás, o índice Dow Jones registrava queda de 0,37%, enquanto o Nasdaq recuava 0,43% e o S&P 500 tinha baixa de 0,17%.