Desemprego na região de São Paulo recua para 5,7% em julho, diz IBGE

Taxa média nacional não foi divulgada pelo segundo mês seguido.
Devido à greve, dados do Rio e de Salvador não foram analisados.

Fonte: G1, em São Paulo e no Rio

Em julho, a taxa de desemprego caiu na região metropolitana de São Paulo, segundo a pesquisa mensal de emprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23). O recuo foi de 0,8 ponto percentual sobre o mês anterior, de 6,5% para 5,7%.

Pelo segundo mês seguido, a taxa média nacional do desemprego não foi divulgada. Em junho, devido à greve de funcionários do IBGE, os dados foram coletados, mas não puderam ser analisados. Em julho, ficaram de fora as divulgações das regiões do Rio de Janeiro e de Salvador.

Márcia Quintslr, diretora de Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disse que não há previsão de data para divulgar os dados que faltam dessas pesquisas, mas espera que a situação não se alongue porque, de acordo com ela, as negociações dos grevistas com o governo “têm ido bem”.

Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 22% e realização de concurso público para preencher o quadro de funcionários efetivos que tem uma previsão de sofrer em três anos uma perda de 45% com a aposentadoria prevista desses funcionários.

Na análise mensal, em julho, a taxa de desocupação passou de 6,3% para 6,5% na região metropolitana do Recife, de 4,5% para 4,4% em Belo Horizonte e  de 4% para 3,8% em Porto Alegre.

Na comparação com julho do ano anterior, foi registrada queda de 0,8 ponto percentual na taxa de São Paulo e de 0,9 ponto percentual ba de Porto Alegre. As demais regiões apresentaram estabilidade em 12 meses.

Quanto à população ocupada, em julho, o indicador ficou estável no Recife, em Belo Horizonte e em São Paulo. Em Porto Alegre, houve queda de 2,8% – uma redução de 52 mil pessoas no contingente de ocupados. Na comparação com julho de 2011, essa população cresceu 2,7% em Recife. Não houve variação estatisticamente significativa nas estimativas das outras regiões, de acordo com o IBGE.

De junho para julho, o rendimento médio real caiu nas regiões metropolitanas de Recife (-3,5%), Belo Horizonte (-1,8%), e São Paulo (-1,1%). Na região metropolitana de Porto Alegre, houve estabilidade. Na comparação anual, todas as regiões metropolitanas mostraram alta do salário médio.Nas regiões metropolitanas de Recife e Belo Horizonte, a variação positiva foi em torno de 5,0%.

Prévia da inflação oficial tem alta de 0,39% em agosto

Transportes foi o grupo que mais influenciou o índice, ao sair de queda de 0,59% em julho para estabilidade.

Fonte: Fernanda Nunes –  Agência Estado

RIO – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,39% em agosto, após subir 0,33% em julho. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 3,32% no ano e de 5,37% em 12 meses até agosto.

O grupo Transportes foi o que mais influenciou o IPCA-15 de agosto. A variação dos preços desse grupo saiu de queda de 0,59% em julho para estabilidade (0%) em agosto, por causa dos itens automóvel novo (de -2,47% para +0,04%), ônibus interestadual (de 1,49% para 3,40%), seguro de veículos (de -0,33% para +0,96%) e automóvel usado (de -2,45% para -0,15%).

O IBGE destacou também a alta do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,37% em julho para 0,52% em agosto. Neste caso, a inflação foi motivada pelos resultados de remédios (de 0,07% para 0,52%) e dos artigos de higiene pessoal (de 0,30% para 0,55%). A alta do grupo Educação (de 0,10% para 0,54%) refletiu o avanço de preços dos cursos regulares (+0,32%); e dos cursos diversos, como informática e idiomas, de +1,39%. Os artigos de residência cresceram de 0,19% para 0,23%, em base mensal, por causa da variação de preços nos eletrodomésticos (de -0,67% para 0,70%).

Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, passando de 0,88% em julho para 0,76% em agosto. O tomate, com alta de 36,65% neste mês ante +29,30% em julho, continuou liderando o ranking dos principais impactos positivos no índice de agosto, com 0,09 ponto porcentual.

O segundo principal impacto na inflação de 0,39% agosto medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do item empregado doméstico, que passou de 1,37% em julho para 1,11% em agosto. O impacto foi de 0,04 ponto porcentual. O item faz parte do grupo despesas pessoais, que avançou 0,68% ante 0,92% no mês anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, responsável pelo IPCA-15, informou que houve uma mudança na metodologia de cálculo dos itens empregado doméstico e mão de obra para pequenos reparos, que subiu de 0,39% para 0,56%.

“No Rio de Janeiro, excepcionalmente, em razão da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referentes ao mês de junho, foram utilizados os últimos rendimentos disponíveis naquela região, que se referem ao mês de maio, para estimar a tendência da série de rendimentos em agosto”, informou o IBGE. “Ou seja, no caso do Rio de Janeiro foram estimados, a partir de maio, três meses à frente ao invés de dois, como é a metodologia adotada. As demais regiões seguiram o procedimento regular descrito nas notas técnicas 01/2007 e 02/2007, sendo estimados dois meses à frente com base nos rendimentos de junho efetivamente coletados através da PME”, completou o instituto.

O IBGE informa ainda que o recuo do aluguel residencial (de 1,16% para 0,43%) foi o principal responsável pela variação do grupo Habitação (de 0,41% para 0,28%). Os grupos Vestuário (de 0,39% para 0,18%) e Comunicação (de 0,14% para -0,03%) também mostraram variações inferiores às observadas no mês de julho. Já os produtos não alimentícios passaram de 0,16% em julho para 0,28% em agosto.

Regiões

A região metropolitana de Fortaleza registrou em agosto o maior índice de inflação, de 0,69%, entre as regiões pesquisadas. As principais influências partiram de alimentos (1,15%), energia elétrica (1,35%) e gasolina (3,94%). O menor índice foi registrado em Curitiba, de 0,23%, onde foi registrado queda de 1% na energia elétrica e de 3,87% nos preços dos serviços de cabeleireiro.

Em São Paulo, o índice foi de 0,37%; no Rio de Janeiro, de 0,46%; Goiânia, de 0,48%; Salvador, de 0,44%; Belo Horizonte, de 0,43%; Recife, de 0,41%; Brasília, de 0,41%; Porto Alegre, de 0,33%; e Belém, de 0,26%.