Brasil atinge 245,2 milhões de telefones móveis, diz Anatel

Dados sobre janeiro foram divulgados nesta quarta (15). Linhas com 3G totalizaram 50,8 milhões de acessos.

Fonte – Do G1, em São Paulo

O Brasil fechou janeiro com quase 245,2 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgados nesta quarta-feira (15). Com isso, a chamada “teledensidade” no país chegou a 125,29 acessos por 100 habitantes.

O número absoluto de novas habilitações (2,9 milhões) é o maior registrado em um mês de janeiro nos últimos 13 anos e representa um crescimento de 1,22% em relação a dezembro de 2011, conforme a Anatel.

As linhas com banda larga móvel de terceira geração (3G) totalizaram 50,8 milhões de acessos, um crescimento de 23,45% em comparação a dezembro de 2011 (41,1 milhões).

Do total de acessos em operação em janeiro, 200,7 milhões eram pré-pagos (81,86%) e 44,5 milhões pós-pagos (18,14%). Em dezembro de 2011, havia 198,2 milhões de acessos pré-pagos (81,81%) e 44 milhões pós-pagos (18,19%).

Sobre a participação de mercado das operadoras no Brasil, a Vivo segue como líder, com fatia de 29,73%. A Tim ficou em segundo lugar, com 26,56%, seguida pela Claro, com 24,78%. A Oi ficou na quarta posição, com 18,62%.

Esfriamento do comércio em 2011 é inevitável

Medidas dos Banco Central vão contribuir para o freio do consumo.

Luís Artur Nogueira, de EXAME.com 

São Paulo – O comércio brasileiro não vai repetir em 2011 o desempenho chinês do ano passado. Além da base de comparação ser bem alta, o que dificulta um expressivo crescimento, há várias medidas econômicas que tendem a esfriar a economia.

A primeira delas é o aperto monetário comandado pelo Banco Central. Além de aumentar o compulsório, deve elevar os juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). O caminho natural será de encarecimento do crédito e prazos menores.

Outro ponto importante é uma expansão mais modesta da renda. Em 2010, a imensa maioria dos trabalhadores com carteira assinada teve reajustes acima da inflação, ou seja, ganho real. Nesse ano, as negociações devem ser mais duras, a começar pelo salário mínimo, que, em principio, teria apenas a reposição da inflação (passando de R$ 510,00 para R$ 540,00).

Sabe-se, porém, que parlamentares da oposição e da base governista trabalham para dar uma turbinada nesse valor, mas, de qualquer forma, o baixo reajuste do mínimo deve impactar principalmente as famílias de baixa renda e os aposentados.

Finalmente, não se pode descartar uma ajuda do governo federal no combate à inflação. O ajuste fiscal, se realmente vier, também vai esfriar a atividade econômica. Aliás, a própria alta da inflação reduz o poder de compra da população.

São ingredientes para um inevitável crescimento menor do comércio em 2011, na casa de 5% – ainda assim, longe de ser ruim.

Atendimentos nos Procons já passam de 1 milhão em 2010

Setor financeiro é o campeão de queixas, com 325 mil.

 Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Brasília – Mais de 1 milhão de atendimentos já foram registrados pelos Procons de todo país ao longo deste ano. Segundo dados do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), os consumidores do estado de São Paulo foram os que mais recorreram ao órgão para fazer reclamações e esclarecer dúvidas. Já o Maranhão foi o que teve menos procura até o final de outubro.

A maior parte das reclamações dos consumidores concentra-se nos segmentos financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras e consórcios). Ao todo, foram mais de 325 mil queixas para esse setor. A insatisfação com os produtos em geral (carro, eletrodomésticos, entre outros) ficou em segundo lugar na lista de demandas nos Procons, sendo responsável por cerca de 313 mil atendimentos.

Já os serviços considerados essenciais como telefonia, produção e distribuição de energia, abastecimento de água e tratamento de esgoto ficaram na terceira posição, sendo responsáveis por mais de 230 mil reclamações em todo país.

São Paulo foi o estado em que os consumidores mais procuraram o Procon. Ao todo foram 306.777 atendimentos até o final de outubro. Em Goiás, segundo na lista do Sindec, foram registradas 126.141 demandas e no Distrito Federal (DF), terceiro, foram 125.359 procuras durante o ano de 2010.

Segundo o diretor do Procon-DF, Oswaldo Morais, o consumidor está cada vez mais buscando seus direitos. “Hoje em dia todo mundo já sabe que tem direito e que pode reivindicar isso. O consumidor, em geral, já criou a cultura de procurar o Procon para resolver problemas de insatisfação nos mais diversos serviços recebidos”.

Os estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Amapá, Maranhão e de Sergipe, entretanto, não chegaram a registrar 10 mil atendimentos ao longo de 2010. No Maranhão, foram apenas 7.073 atendimentos no decorrer do ano. Isso representa menos de um terço dos atendimentos do Procon no Distrito Federal, que tem o menor território das áreas federativas do Brasil.

Segundo o coordenador geral do Sindec, Francisco Rogério Lima, a diferença no número de atendimentos e de procura nos Procons dos estados tem relação com o número de postos de atendimentos. “A população conhece muito o Procon. É uma marca que tem muita credibilidade perante a população. A diferença na escala decorre muito mais da quantidade de postos de atendimento do que em função do desconhecimento dos consumidores”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Dos cinco estados com menor procura ao Procon, apenas o Rio Grande do Norte tem mais postos de atendimento do que o Distrito Federal. São 16, sendo 15 em Natal e um em Mossoró, enquanto no DF são 12. No total, o Piauí tem apenas três postos do Procon, em Teresina. No Amapá são cinco; em Sergipe são dois; e no Maranhão são quatro. Todas essas unidades estão localizadas nas capitais dos estados.

De acordo com o coordenador do Sindec, existem unidades estaduais do Procon em todos os estados, mas ainda há poucas unidades municipais. “O Brasil tem mais de 5 mil municípios e destes, cerca de 95 apenas têm postos. Temos incentivado a criação de Procons municipais e isso já vem acontecendo nos últimos anos”, afirmou Francisco.

 Brasília – Mais de 1 milhão de atendimentos já foram registrados pelos Procons de todo país ao longo deste ano. Segundo dados do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), os consumidores do estado de São Paulo foram os que mais recorreram ao órgão para fazer reclamações e esclarecer dúvidas. Já o Maranhão foi o que teve menos procura até o final de outubro.

A maior parte das reclamações dos consumidores concentra-se nos segmentos financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras e consórcios). Ao todo, foram mais de 325 mil queixas para esse setor. A insatisfação com os produtos em geral (carro, eletrodomésticos, entre outros) ficou em segundo lugar na lista de demandas nos Procons, sendo responsável por cerca de 313 mil atendimentos.

Já os serviços considerados essenciais como telefonia, produção e distribuição de energia, abastecimento de água e tratamento de esgoto ficaram na terceira posição, sendo responsáveis por mais de 230 mil reclamações em todo país.

São Paulo foi o estado em que os consumidores mais procuraram o Procon. Ao todo foram 306.777 atendimentos até o final de outubro. Em Goiás, segundo na lista do Sindec, foram registradas 126.141 demandas e no Distrito Federal (DF), terceiro, foram 125.359 procuras durante o ano de 2010.

Segundo o diretor do Procon-DF, Oswaldo Morais, o consumidor está cada vez mais buscando seus direitos. “Hoje em dia todo mundo já sabe que tem direito e que pode reivindicar isso. O consumidor, em geral, já criou a cultura de procurar o Procon para resolver problemas de insatisfação nos mais diversos serviços recebidos”.

Os estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Amapá, Maranhão e de Sergipe, entretanto, não chegaram a registrar 10 mil atendimentos ao longo de 2010. No Maranhão, foram apenas 7.073 atendimentos no decorrer do ano. Isso representa menos de um terço dos atendimentos do Procon no Distrito Federal, que tem o menor território das áreas federativas do Brasil.

Segundo o coordenador geral do Sindec, Francisco Rogério Lima, a diferença no número de atendimentos e de procura nos Procons dos estados tem relação com o número de postos de atendimentos. “A população conhece muito o Procon. É uma marca que tem muita credibilidade perante a população. A diferença na escala decorre muito mais da quantidade de postos de atendimento do que em função do desconhecimento dos consumidores”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Dos cinco estados com menor procura ao Procon, apenas o Rio Grande do Norte tem mais postos de atendimento do que o Distrito Federal. São 16, sendo 15 em Natal e um em Mossoró, enquanto no DF são 12. No total, o Piauí tem apenas três postos do Procon, em Teresina. No Amapá são cinco; em Sergipe são dois; e no Maranhão são quatro. Todas essas unidades estão localizadas nas capitais dos estados.

De acordo com o coordenador do Sindec, existem unidades estaduais do Procon em todos os estados, mas ainda há poucas unidades municipais. “O Brasil tem mais de 5 mil municípios e destes, cerca de 95 apenas têm postos. Temos incentivado a criação de Procons municipais e isso já vem acontecendo nos últimos anos”, afirmou Francisco.

 

Mundo irá a falência se não estimular consumo, diz Lula

Presidente pede que países tomem decisões pensando nas consequências para as economias mais fracas.

Fonte EFE – Agências Internacionais – Img 

  Seul .- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira uma clara advertência aos países desenvolvidos de que, se eles não aumentarem o consumo, a economia global “pode ir à falência”.

“Existe uma visível contradição: por um lado temos economias emergentes, inclusive o Brasil, tomando medidas para aumentar seu consumo (interno), e do outro lado, os países mais ricos, que não estão consumindo, não querem comprar, só querem vender”, destacou.

“Se todo mundo vende, quem vai comprar?”, questionou o governante brasileiro.

Lula reiterou sua acusação de que tanto China quanto Estados Unidos estão desvalorizando suas moedas para promover as exportações como forma de saída rápida à crise em lugar de aumentar o consumo interno e criar emprego.

O presidente ressaltou que com 20% do Produto Interno Bruto (PIB) global, as economias emergentes não podem ser as responsáveis por aumentar a demanda no mundo, já que as economias mais ricas detêm os 80% restantes.

Ele reconheceu que a guerra cambial é um dos temas centrais do debate da cúpula que começa nesta quinta e termina na sexta-feira. Para ele, se não houver uma solução, os países adotarão o protecionismo.

Em um encontro com jornalistas em seu hotel de Seul, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acompanhava Lula, afirmou que a China continua praticando esta política de desvalorização há anos, quando era um país em desenvolvimento, mas agora que o país asiático é uma potência econômica, essa política não tem justificativa.

“A China precisa aumentar seu consumo interno”, acrescentou Lula.

Os dois criticaram a injeção de US$ 600 bilhões na economia pelo Fed (banco central americano), pois desvalorizará o dólar.

“Não podemos tomar decisões pensando somente em nós, sem levar em consideração o impacto que elas podem ter em outros países menores e em economias mais fracas”, assinalou Lula antes do início formal da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, bloco de países ricos e principais emergentes) em Seul.

“É necessário que haja acordos sobre as divisas, senão esta situação levará ao protecionismo”, e prejudicará muitas economias, disse Mantega.

No entanto, Lula mostrou-se compreensivo com Washington e descartou pressionar a Casa Branca: Não acho que devemos pressionar os EUA, estas coisas não funcionam assim. Os EUA adotaram essa medida com base em sua visão do problema. Vamos respeitá-los, mas pedimos que eles se responsabilizem, declarou Lula.