China proibirá que jornalistas “inexperientes” escrevam sobre economia

Essa Noticía vai dar o que falar…

Fonte: EFE – Agência Internacional – Yahoo.com

 Img – google

Pequim, 8 jan (EFE).- Os jornalistas sem a adequada qualificação ou “carentes de experiência” não poderão escrever sobre bolsas de valores e mercados futuros na China a partir de 1º de fevereiro, quando entrará em vigor a nova regulação do país.

Segundo um comunicado da Administração Geral de Imprensa e Publicações divulgado neste sábado, a norma, elaborada pela Comissão Reguladora de Valores da China, exigirá determinadas credenciais a jornalistas e colunistas antes que possam escrever comentários ou análises sobre bolsas de valores e de mercados futuros.                  

 O comunicado, publicado pela agência oficial “Xinhua”, diz, entre outras coisas, que será exigido aos jornalistas “qualificados” experiência em organizações relacionadas com estes mercados durante pelo menos dois anos. 

Os jornalistas estagiários também não poderão escrever este tipo de notícias financeiras, assinalou a administração de imprensa, indicando que a medida tenta “proteger os interesses legítimos dos investidores e dos cidadãos”.

 Será exigido ainda que os periódicos nacionais e outras publicações atuem “com precaução” no momento de redigir relatórios “que possam ter influência na estabilidade do mercado”. EFE

 

O Portal da Economia Adverte:

Todo tipo e forma de censura  a liberdade de expressão é um crime contra a sociedade. Uma nação só é livre quando não há censura.

Nota ZERO para os criadores desta lei ridícula

 

 

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Brasil cresce menos que China e Índia, mas supera Europa e EUA

Levantamento elaborado pela consultoria Austin Rating mostra que Grécia é a lanterna.

Fonte: Luís Artur Nogueira, de EXAME.com

Wikimedia Commons

Cingapura teve o maior crescimento do mundo no 3º trimestre.

São Paulo – O crescimento de 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009 coloca o Brasil na décima colocação entre as maiores altas do mundo.

O levantamento, feito pela consultoria Austin Rating, traz 45 países que já divulgaram os resultados referentes aos meses de julho, agosto e setembro. A liderança, até agora, é de Cingapura, que cresceu 10,3%. China e Índia ocupam, respectivamente, a terceira e quarta posições (veja abaixo tabela completa).

Na América Latina, somente o Chile supera o Brasil com um crescimento de 7% no terceiro trimestre. A Alemanha ocupa a 20ª posição, e os Estados Unidos, a 24ª.

Apenas três países apresentaram retração no PIB: Venezuela, Noruega e Grécia, a lanterna do ranking. Alguns países, como Turquia e Argentina, ainda não divulgaram os resultados.

                                                  

China tenta acalmar expectativas de inflação

Governo chinês voltou a assegurar que a inflação continuará sendo combatida no país.

Fonte: – Revista Exame.com –  Aileen Wang e Alan Wheatley, da

Pequim – A China procurou nesta segunda-feira assegurar que a inflação continuará sendo combatida, expressando confiança de que os amplos estoques de grãos e o excesso de capacidade industrial limitarão as pressões de preços.

Economistas disseram que o esforço para gerenciar as expectativas de inflação tem o objetivo de reforçar a série de medidas tomadas nos últimos dias para conter a alta dos preços, como o aumento do depósito compulsório de bancos.

“Nós podemos entender as preocupações dos residentes sobre a alta relativamente rápida nos preços de alimentos e outras necessidades diárias”, disse a agência de planejamento econômico da China.

“Mas nós também temos a confiança para dizer que nosso país tem a capacidade e as condições para manter os preços em geral em um nível estável.”

Destacando sua importância, a declaração da agência foi publicada na primeira página do People’s Daily, jornal oficial do Partido Comunista.

O governo seguiu o acréscimo de 0,5 ponto percentual no depósito compulsório dos bancos ao fornecer mais detalhes sobre as medidas administrativas que está criando para conter a inflação.

Pedágios para veículos transportando produtos frescos serão descartados a partir de 1o de dezembro, e as autoridades locais terão de garantir que os preços de energia e transporte para produtores de fertilizantes sejam reduzidos, disse a mídia estatal.

Os governos regionais também terão de garantir um fornecimento estável de carvão e petróleo.

G20 foi um conflito de interesses próprios, diz professor do IMD

Arturo Bris, da escola de negócios suíça, diz que o mundo pode esperar mais do mesmo após encontro dos poderosos.

Fonte: Eduardo Tavares, de EXAME.com

Bris afirma que EUA e China vão se ater a seus planos e não haverá mudanças

São Paulo – Apesar do relatório final do G20 falar em um possível acordo entre as maiores economias mundiais, o tal consenso entre elas é visto com ceticismo por especialistas. Um deles é o professor de finanças Arturo Bris, da escola de negócios IMD, na Suíça. Em entrevista a EXAME.com, ele afirmou que o encontro foi mais um conflito de interesses do que um fórum para buscar soluções.

“Os países participantes estão naturalmente interessados em seus próprios assuntos, e lá eles preservam estes interesses. Diante disso, não há possibilidade de que se entendam”, disse o professor.

Bris garante que conhecia o resultado da reunião do G20 antes dela começar. Para ele, as discussões foram genéricas, mesmo aquelas sobre as tensões que a questão cambial lança sobre o mercado. Depois de dois dias de caminhada, não se chegou a lugar algum.

“O único jeito de se chegar a um acordo com relação ao câmbio seria se os Estados Unidos ou a China desistissem de seus próprios interesses, e isso não vai acontecer”, diz. Segundo o professor, a questão cambial está apoiada em três pilares, que são os interesses dos Estados Unidos, da União Europeia e da China. E a menos que haja um evento dramático que os obrigue a uma conversa mais profunda, não haverá mudanças.

Na falta de impactos mais relevantes da reunião, o mundo deve contemplar ao menos um alívio na volatilidade dos mercados de câmbio. “É provável que eles se acomodem um pouco, com alguma valorização do dólar”, afirma Bris. Mas nem a durabilidade deste efeito é garantida.

Portanto, após o G20, o mundo pode esperar mais do mesmo, de acordo com o especialista. “Na Europa, não há possibilidade de reação. Na verdade, acho que a situação atual beneficia a União Europeia, principalmente as exportações alemãs. Os Estados Unidos vão se ater estritamente ao seu plano. A China poderia ameaçar os EUA, mas não vai. Não vejo nenhuma ação.”

Bris também comentou sobre o Brasil neste cenário. Ele disse que o país desempenha um papel de máxima importância na arena internacional. “Vocês não são mais vistos como um país exótico. Falamos do Brasil com a mesma freqüência com que falamos da China. Dos países do BRIC, Brasil e China são os mais poderosos, cujas opiniões se de levar em conta”,