Dólar fecha novembro a R$ 1,715, alta de 0,76% no mês

Fonte: SILVANA ROCHA – Agencia Estado

SÃO PAULO – O dólar comercial caiu 0,46% hoje para R$ 1,715, mas fechou novembro com alta de 0,76%. No ano, a moeda americana acumula baixa de 1,61%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista recuou 0,62% hoje e encerrou o pregão a R$ 1,713, com alta acumulada de 0,59% em novembro e queda de 1,72% no ano. O euro comercial teve baixa de 1,02% no dia para R$ 2,234; em novembro, a moeda europeia acumulou queda de 5,62% em relação ao real e no ano, a queda atinge 10,6%.

Um operador de um banco nacional afirmou que, além do vencimento dos contratos de dólar futuro de dezembro na BM&F amanhã, limitou o espaço de alta da moeda norte-americana a perspectiva de continuidade de fluxo cambial favorável em razão dos juros internos elevados e a declaração recente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que, “no momento”, não devem ser anunciadas novas medidas para conter a apreciação do real. “O Banco Central, além de ter reduzido o número de leilões diários para apenas um, vem comprando menos nessas atuações, deixando o fluxo positivo nas mãos dos bancos”, afirmou a fonte.

Por isso, pesou apenas momentaneamente sobre a formação de preço interno da moeda norte-americana a persistência do clima externo negativo. No exterior, o dólar subiu refletindo a busca de proteção pelos investidores porque cresce a cada dia a desconfiança quanto à viabilidade da zona do euro e da moeda única europeia no longo prazo devido a temores relacionados à dívida soberana de países europeus. Hoje, além de Irlanda, Espanha e Portugal, a Itália passou a ser fonte de preocupação. Também incomoda os agentes o movimento das autoridades europeias, por meio do Banco Central Europeu, de emprestar recursos a custos mais baixos aos bancos para compra de títulos de governos europeus, o que eleva a vulnerabilidade do sistema bancário.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar subiu 0,55% hoje e fechou o mês cotado a R$ 1,823 na ponta de venda e a R$ 1,70 para compra, com alta acumulada de 2,01%. No ano, o dólar turismo registra baixa de 1,46%. O euro turismo cedeu 0,66% hoje para R$ 2,397 na venda e R$ 2,237 na compra. O euro turismo acumulou queda de 3,23% em novembro e no ano, -9,20%.

Dólar fecha quase estável em dia de liquidez reduzida

No final, a divisa teve oscilação negativa de 0,06 por cento, a 1,722 real na venda.

Fonte:   – Revista Exame.com

São Paulo – O dólar terminou praticamente estável ante o real nesta quinta-feira, numa sessão de fraca liquidez em meio a um feriado nos Estados Unidos.

A moeda operou com queda maior durante boa parte do dia, captando um modesto apetite por risco no exterior. Mas próximo ao fechamento o ímpeto de baixa arrefeceu após o Banco Central comprar dólares no mercado à vista, definindo como taxa de corte 1,7203 real.

No final, a divisa teve oscilação negativa de 0,06 por cento, a 1,722 real na venda.

“O euro está recuperando algum terreno hoje e de certa forma isso está ajudando aqui também. De qualquer maneira, ficar vendido em dólar hoje é rentável no Brasil, e o mercado está operando em cima disso”, disse Alfredo Barbuti, economista da BGC Liquidez.

A moeda única europeia se afastava da mínima em dois meses frente ao dólar, amparada pela demanda de exportadores, após na véspera não conseguir acompanhar o otimismo global desencadeado por dados positivos nos Estados Unidos.

A ausência das operações nos mercados norte-americanos, fechados devido ao feriado do Dia de Ação de Graças, tirava boa parte da liquidez das demais praças.

Por aqui, de acordo com dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, pouco mais de 648 milhões de dólares haviam sido registrados nesta sessão.

Na visão de Barbuti, os investidores de certa forma estão menos apreensivos com eventuais medidas do governo no mercado de câmbio, o que favorece um ambiente mais vendido em dólar.

G20 foi um conflito de interesses próprios, diz professor do IMD

Arturo Bris, da escola de negócios suíça, diz que o mundo pode esperar mais do mesmo após encontro dos poderosos.

Fonte: Eduardo Tavares, de EXAME.com

Bris afirma que EUA e China vão se ater a seus planos e não haverá mudanças

São Paulo – Apesar do relatório final do G20 falar em um possível acordo entre as maiores economias mundiais, o tal consenso entre elas é visto com ceticismo por especialistas. Um deles é o professor de finanças Arturo Bris, da escola de negócios IMD, na Suíça. Em entrevista a EXAME.com, ele afirmou que o encontro foi mais um conflito de interesses do que um fórum para buscar soluções.

“Os países participantes estão naturalmente interessados em seus próprios assuntos, e lá eles preservam estes interesses. Diante disso, não há possibilidade de que se entendam”, disse o professor.

Bris garante que conhecia o resultado da reunião do G20 antes dela começar. Para ele, as discussões foram genéricas, mesmo aquelas sobre as tensões que a questão cambial lança sobre o mercado. Depois de dois dias de caminhada, não se chegou a lugar algum.

“O único jeito de se chegar a um acordo com relação ao câmbio seria se os Estados Unidos ou a China desistissem de seus próprios interesses, e isso não vai acontecer”, diz. Segundo o professor, a questão cambial está apoiada em três pilares, que são os interesses dos Estados Unidos, da União Europeia e da China. E a menos que haja um evento dramático que os obrigue a uma conversa mais profunda, não haverá mudanças.

Na falta de impactos mais relevantes da reunião, o mundo deve contemplar ao menos um alívio na volatilidade dos mercados de câmbio. “É provável que eles se acomodem um pouco, com alguma valorização do dólar”, afirma Bris. Mas nem a durabilidade deste efeito é garantida.

Portanto, após o G20, o mundo pode esperar mais do mesmo, de acordo com o especialista. “Na Europa, não há possibilidade de reação. Na verdade, acho que a situação atual beneficia a União Europeia, principalmente as exportações alemãs. Os Estados Unidos vão se ater estritamente ao seu plano. A China poderia ameaçar os EUA, mas não vai. Não vejo nenhuma ação.”

Bris também comentou sobre o Brasil neste cenário. Ele disse que o país desempenha um papel de máxima importância na arena internacional. “Vocês não são mais vistos como um país exótico. Falamos do Brasil com a mesma freqüência com que falamos da China. Dos países do BRIC, Brasil e China são os mais poderosos, cujas opiniões se de levar em conta”,