Dólar comercial fecha em queda de 0,84% a R$ 1,65

Na BM&F, a moeda também registrou perda de 0,84% e fechou valendo R$ 1,649.

Fonte: Márcio Rodrigues, da Agência Estado

SÃO PAULO – Um novo ano começou, mas o cenário para o mercado de câmbio doméstico parece o mesmo visto na última semana de 2010. O dólar continuou se desvalorizando ante o real, influenciado, sobretudo, pela retomada do apetite por aplicações de risco, como as bolsas de valores.

No fechamento, o dólar comercial fechou com queda de 0,84% a R$ 1,65 no mercado interbancário de câmbio. Esse é o menor patamar desde o dia 1º de setembro de 2008, antes da explosão da crise financeira internacional. Na BM&F, a moeda também registrou perda de 0,84% e fechou valendo R$ 1,649.

Segundo um operador, dezembro é tradicionalmente um mês de saída de dólares do Brasil, para que as empresas fechem seus balanços no exterior. “Mas os recursos voltam em janeiro”, afirmou. Não obstante, segundo a mesma fonte, a conjuntura está positiva neste início de ano. “Assim, o apetite por risco cresce e pode estar vindo dólar para a Bovespa”, lembra.

O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólares hoje. No primeiro deles, já no início da tarde, a taxa de corte foi de R$ 1,6520. Quase no fechamento do pregão, o BC voltou ao mercado e a taxa de corte foi de R$ 1,6498.

Os dados positivos vindos do exterior apenas reforçaram o sentimento positivo que predominava desde o início do dia e as bolsas internacionais operam em alta. Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo informou que os gastos com construção subiram pelo terceiro mês consecutivo em novembro. Os gastos com construção avançaram 0,4%, ante a previsão de alta de 0,2%.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar recuou 0,89% hoje para R$ 1,787 (venda) e R$ 1,687 (compra). O euro turismo caiu 1,27% para R$ 2,337 (venda) e R$ 2,223 (compra), em média.

Baixa renda garante expansão do mercado de cartões

Brasil deve chegar à marca recorde de 700 milhões de cartões em 2011.

Claudio Rossi/EXAME.com

Expansão da baixa renda vai impulsionar mercado de cartões em 2011.

São Paulo – O mercado brasileiro de cartões de crédito e débito deve atingir a marca de 700 milhões de unidades em 2011. O número recorde deve ser puxado principalmente pela expansão do produto nas classes de baixa renda e pela contínua migração de outros meios de pagamento, como cheque ou dinheiro, para os cartões.

A expectativa é que esses cartões façam mais de 8 bilhões de transações ao longo de todo o ano, movimentando mais de R$ 650 bilhões em pagamentos, uma expansão de 20% na comparação com 2010, conforme estimativas preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Segundo analistas, o mercado de cartões deve ganhar dinamismo extra em 2011 por conta da chegada da bandeira Elo, criada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. A Caixa Econômica Federal também já anunciou que vai emitir o cartão Elo, voltado basicamente para a baixa renda.

Por isso mesmo, alguns especialistas já argumentam que as projeções para este ano devem ser revistas para cima logo no primeiro trimestre, para incorporar o desempenho da nova bandeira, que deve ganhar mercado rapidamente em razão da força dos três bancos nas classes de menor renda. O objetivo da Elo é ter uma fatia de 15% do mercado brasileiro de cartões de crédito em um período de cinco anos.

O diretor da Abecs e do Bradesco, Marcelo Noronha, destaca que os pagamentos com cartões devem atingir a marca de 25,7% do consumo das famílias este ano, ante 24% em 2010. Em 2008, esse número era de 20,7%. Apesar do crescimento, esse índice ainda é pequeno quando comparado a países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde os pagamentos com cartões correspondem a 44% do consumo das famílias, e na França, onde esse número atinge 38%. Por isso, o executivo acredita que o setor de cartões deve continuar crescendo com taxas expressivas nos próximos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Petrobras faz oferta para ser líder em etanol

Fonte: Folha.com

Num negócio avaliado em cerca de R$ 3 bilhões, a Petrobras fez oferta de compra de 40% da ETH, empresa da Odebrecht no segmento de álcool combustível. Em concorrência com petroleiras internacionais, a estatal visa a liderança do mercado brasileiro de etanol.

Com o dinheiro da Petrobras, a vice-líder ETH pode se tornar nos próximos anos a maior produtora global de álcool –posição que atualmente pertence à Cosan, empresa que conta com a participação da anglo-holandesa Shell. A inglesa BP é outro concorrente de peso.

Petrobras e Odebrecht não comentaram o negócio. Essa não é a primeira sociedade da estatal com a empreiteira. Juntas, formaram uma gigante na área petroquímica, têm parceria em fábrica de plástico verde e participam de projeto de mega-alcoolduto.

O plano de investimento da ETH rumo à liderança prevê a aplicação de R$ 3,5 bilhões até 2012, ano em que as nove usinas do grupo devem estar em operação.

Multinacionais como a Shell e a BP foram mais rápidas que a Petrobras e investiram antes no setor de álcool nacional.

Google expande operações no Brasil e na América Latina em 2011

Empresa planeja abrir dois novos escritórios no continente.
Faturamento da operação brasileira registrou crescimento de 85%.

Fonte: De G1 – Valor Online

Em janeiro, a subsidiária brasileira do Google expande sua atuação em três novos grupos voltados às áreas de mobilidade, publicidade em display e gestão de relacionamento com agências de publicidade, informou o diretor geral do Google América Latina, Alexandre Hohagen.

“A expectativa para 2011 é bastante positiva. Embora o próximo ano não tenha uma Copa do Mundo, será um ano bastante importante para consolidar a publicidade em display (banners)”, disse Hohagen na noite de quarta-feira (8), em encontro com jornalistas na sede do Google Brasil, em São Paulo.

A operação latino-americana da empresa também ganha duas novas subsidiárias até o fim do próximo ano. “Teremos um escritório no Panamá para cuid

O YouTube é um dos principais meios de atração de anunciantes mais conservadores na internet. No final de novembro, o Google Brasil realizou o primeiro show transmitido ao vivo pelo canal YouTube Live que atraiu 1,8 milhão de visitantes on-line e superou audiências das versões americanas, informou a empresa.

Embora 98% da receita do Google Brasil tenha sido gerada com publicidade, o mercado corporativo – fonte dos 2% restantes do faturamento – também é prioridade para a empresa, em projetos de computação na nuvem, destacou Hohagen.

Crescimento de 85%
Em 2010, o faturamento da operação brasileira do Google – que não divulga valores absolutos – registrou um crescimento de 85% na comparação com 2009, quando apresentou o mesmo índice de avanço na comparação com 2008, informa Hohagen. O executivo pondera que não tem a mesma meta de crescimento para 2011, mas acredita que, na prática, a subsidiária – hoje com 250 funcionários – deve apresentar o mesmo nível de avanço dos últimos dois anos.

Hohagen também informou que já tem um candidato favorito para assumir o Google Brasil e espera anunciá-lo em janeiro. O executivo acumula o comando da operação brasileira desde meados de setembro, quando Alex Dias, deixou o comando da subsidiária para assumir a liderança do grupo Anhanguera Educacional.

Novo celular do Google
A área de mobilidade também é outra frente de trabalho da empresa, com a criação de um grupo voltado a campanhas publicitárias por meio da plataforma AdMob.

“Este ano foi muito importante para o Android (sistema operacional do Google para dispositivos móveis) no Brasil”, comentou o executivo já exibindo o novo celular do Google, o Nexus S, no evento. Segundo ele, o aparelho fabricado pela Samsung começa a ser vendido no Brasil no primeiro trimestre de 2011.

ar de América Central e outro em Porto Rico para a região do Caribe”, disse Hohagen.

No Brasil, a estratégia para o próximo ano é atrair anunciantes mais tradicionais que não viam com tanto entusiasmo a oferta de links patrocinados, destacou o executivo. Em 2010, segundo Hohagen, a operação brasileira já reduziu a dependência das campanhas atreladas a resultados de busca, que ainda compõem a principal fonte de receita do Google no país, dando espaço a anúncios em formatos de display.

Juro futuro cai com dúvida sobre ajuste da taxa Selic

Fonte: SUELI CAMPO – Agencia Estado.

SÃO PAULO – A dúvida em relação ao comprometimento do Banco Central em subir a taxa básica de juros para frear o aquecimento da economia, que se instalou no mercado após o comunicado divulgado ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), derrubou as projeções dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento de curto prazo negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nesta quinta-feira. Agora, para a próxima reunião do Copom, em janeiro de 2011, a curva de juros mostra um mercado dividido em relação ao ajuste da taxa Selic, o juro básico da economia brasileira: 63% apostam em alta de 0,25 ponto porcentual, para 11% ao ano, e 37% creem na elevação de 0,50 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

Ao término dos negócios, entre os contratos com vencimentos mais curtos, a taxa projetada pelo DI de janeiro de 2011 caiu para 10,64% ao ano, ante 10,72% no ajuste de ontem, com 2.928.390 contratos negociados hoje; a projeção do DI de abril de 2011 cedeu para 11,01% ao ano, de 11,15% ontem, com 318.455 contratos; o DI de julho de 2011 recuou para 11,50% ao ano, de 11,63% ontem, com 310.740 contratos negociados; e o DI de janeiro de 2012 fechou em baixa, a 11,98% ao ano, de 12,07% na véspera, com 460.070 contratos negociados.

Segundo operadores, a decisão unânime do Copom de manter a taxa Selic em 10,75% ao ano e o comunicado dizendo que será necessário um tempo adicional para aferir os resultados das medidas “macroprudenciais” deixaram a dúvida entre os investidores em relação ao prazo da elevação da taxa Selic e a intensidade do ajuste.

“O que esse comunicado do Copom dá a entender é que o último instrumento que o BC quer lançar mão é a elevação da taxa básica de juros. Diante disso, é arriscado ficar tomado no DI esperando uma alta de 0,50 ponto porcentual na Selic em janeiro”, comentou um operador. Nas mesas de negócios, o sentimento que ficou, após o comunicado, é que o Banco Central está adiando uma alta da Selic.

“O mercado entendeu que de agora até o dia 18 e 19 de janeiro, quando ocorre a primeira reunião do Copom de 2011, pode ser um período curto para o BC ver os resultados das medidas de enxugamento de liquidez, o que esvaziou as apostas de alta de 0,50 ponto porcentual no mês que vem”, diz Paulo Rebuzzi, da Ativa Corretora.

Nos contratos futuros de DI com vencimento mais longo, a curva de juros foi ascendente, refletindo a percepção de que se a autoridade monetária pode postergar a decisão de conter o crescimento da economia, o tamanho do ajuste do juro básico lá na frente terá de ser maior.

Nos contratos de vencimento intermediário, a taxa projetada pelo DI de janeiro de 2013 subiu para 12,42% ao ano, de 12,38% no ajuste de ontem (173.160 contratos negociados) e a projeção do DI de janeiro de 2014 avançou para 12,32% ao ano, de 12,25% ontem (24.820 contratos). Nos prazos longos, o DI de janeiro de 2017 subiu para 12,14% ao ano, de 12,07% na véspera (30.735 contratos) e o DI de janeiro de 2021 avançou para 12,20% ao ano, de 12,10% ontem (760 contratos).

A alta da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, de 1,58%, ante 1,03% em outubro (a maior taxa para o mês desde de novembro de 2008), confirma os temores do mercado sobre o aquecimento da atividade econômica. O PIB do terceiro trimestre, divulgado hoje pelo IBGE, não chegou a fazer preço no mercado futuro de juros. A economia brasileira cresceu 0,50% em relação ao segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o PIB teve expansão de 6,7%.

Mais de 40% dos beneficiários do Bolsa-Família continuam miseráveis

Número de pobres apesar de benefício aparece em estudo do ministério a pedido do ‘Estado’.

BRASÍLIA – A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias – a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis – já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda.

O valor pago mensalmente pelo Bolsa-Família, que varia de R$ 68 a R$ 200 para as famílias que vivem em pobreza mais aguda, não é suficiente para pouco mais de 40% dos atendidos pelo programa superarem a miséria. A condição de pobreza extrema é definida pela renda de até R$ 70 mensais por pessoa da família, segundo as regras do programa; miseráveis são pessoas que vivem com renda de até R$ 2,30 por dia.

O número de famílias que permanecem na extrema pobreza apesar de receberem o benefício do Bolsa-Família aparece em levantamento inédito do Ministério do Desenvolvimento Social, feito a pedido do Estado. Nos últimos anos, o ministério vinha se recusando a divulgar esse tipo de informação.

Entre as 12,7 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa-Família, 7,4 milhões (58%) encontram-se na faixa de renda entre R$ 70 e R$ 140 mensais por pessoa da família. Dessas, 4,4 milhões (35% do total dos beneficiários) superaram a condição de extrema pobreza com o pagamento do benefício. Mas ainda restam 5,3 milhões (42%) de miseráveis no programa.

Gasto extra

Acabar com a extrema pobreza entre os beneficiários do Bolsa-Família significaria ter de mais do que dobrar o valor do benefício básico, de R$ 68, pago apenas às famílias que têm renda per capita de até R$ 70. “O piso do benefício teria de ir para R$ 138”, calcula Lúcia Modesto, secretária de Renda de Cidadania do ministério, responsável pelo programa.

A média dos pagamentos, hoje em R$ 96 mensais, também teria de aumentar. O impacto nas contas públicas seria um gasto extra de R$ 8 bilhões, segundo estimativa preliminar. “Está muito acima das nossas possibilidades”, disse a secretária. A presidente eleita recorrerá a uma medida provisória, no início do mandato, para fixar reajuste nos pagamentos do Bolsa-Família. Um reajuste acima da inflação acumulada, de cerca de 9%, está em estudo, conforme antecipou o Estado. Mas a possibilidade de pagar um benefício que elimine imediatamente a extrema pobreza entre os beneficiários nem sequer é considerada.

Política de reajuste

Uma das ideias em estudo é estabelecer uma política de reajustes para o Bolsa-Família, como acontece com o salário mínimo. Atualmente, eventuais reajustes dependem da vontade do presidente da República.

O último reajuste do Bolsa-Família se deu em maio de 2009. Desde então o programa paga entre R$ 22 e R$ 200. O valor varia de acordo com o grau de pobreza e o número de crianças e jovens em idade escolar das famílias. Nada recebem aquelas que não são consideradas extremamente pobres nem têm filhos até 17 anos. O Orçamento de 2011, enviado ao Congresso sem previsão de reajuste, autoriza gastos de R$ 13,4 bilhões com o programa.

Receita óbvia

Embora não sejam suficientes para fazer com que 40% dos beneficiários superem a extrema pobreza, os pagamentos do Bolsa-Família são responsáveis por um crescimento médio de 49% da renda das famílias atendidas. Nas regiões Norte e Nordeste, o impacto é ainda maior, mas a renda média após o pagamento do benefício não alcança a linha que separa a extrema pobreza da pobreza.

Aumentar o valor do benefício do Bolsa-Família é uma receita óbvia para erradicar a extrema pobreza no País. Outra medida apontada como inevitável é garantir o acesso ao programa das cerca de 230 mil famílias pobres ainda não cadastradas, de acordo com estimativa do Desenvolvimento Social.

No documento lançado no segundo turno das eleições presidenciais, com os “compromissos programáticos”, a então candidata Dilma Rousseff prometeu erradicar a pobreza absoluta. Esse é o compromisso número 5, de uma lista de 13.

O texto petista não detalha a estratégia a ser adotada, mas destaca o crescimento econômico, a expansão do emprego e da renda e a valorização do salário mínimo, antes de falar do Bolsa-Família.

Bancos aguardam pacote de estímulo para crédito de longo prazo

Para Febraban, medidas anunciadas para incentivar a emissão de letras financeiras podem não ser suficientes para estimular o mercado.

Fonte: Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado

SÃO PAULO – Após anunciar medidas para conter a expansão do crédito à pessoa física, os bancos esperam que o governo anuncie nos próximos dias um pacote de medidas para estimular o crédito de longo prazo na economia, afirma o presidente do Santander e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa.

As medidas anunciadas na última sexta-feira para incentivar a emissão de letras financeiras pelos bancos podem não ser suficientes para estimular esse mercado, avalia o executivo. “É preciso desenvolver um mercado secundário para essas letras”, disse em rápida entrevista à Agência Estado após participar de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

As letras financeiras são uma espécie de debêntures criadas pelo governo no final de 2009 para os bancos captarem recursos de longo prazo. Na sexta-feira, o Banco Central isentou as letras do recolhimento do depósito compulsório. A taxa sobre esses títulos era a mesma dos depósitos a prazo.

Segundo Barbosa, os bancos, por meio da Febraban, vêm conversando com o governo há alguns meses para discutir formas de alongar o prazo dos empréstimos. Com o crescimento da economia e os novos projetos de investimento, ele avalia que os bancos serão atores importantes no financiamento da expansão do País. Mas com o modelo atual de captação, destaca o executivo, não é possível os bancos darem um empréstimo de prazo longo para uma empresa investir quando a maioria dos recursos aplicados nas instituições financeiras tem liquidez diária.

Por isso, avalia Barbosa, é essencial criar mecanismos de captação também de prazo maior e incentivar um mercado secundário para esses papéis.

Sobre as medidas anunciadas na última sexta-feira pelo Banco Central para conter a expansão do crédito na pessoa física, Barbosa espera impacto maior nas linhas de empréstimo de maior prazo, como financiamento a compra de veículos.