Gasto de brasileiro no exterior cai 10,1% em julho, diz Banco Central

No mês passado, despesas no exterior somaram US$ 2,01 bilhões.
Queda dos gastos no exterior coincide com o movimento de alta do dólar.

Fonte : Do G1, em São Paulo*

Os brasileiros deixaram US$ 2,01 bilhões no exterior em julho – uma queda de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2011, quando os gastos ficaram em US$ 2,23 bilhões, segundo informou nesta quinta-feira (23) o Banco Central.

A queda dos gastos no exterior coincide com o movimento de alta do dólar, que vem operando acima de R$ 2, em decorrência da crise financeira internacional. As despesas no exterior, como passagens e hotéis, além de gastos no cartão de crédito, geralmente são cotadas em moeda norte-americana. Com isso, a valorização do dólar encarece as viagens de brasileiros ao exterior.

Em junho, também foi registrada uma baixa perto de 10% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram deixados US$ 1,68 bilhão no exterior, uma queda de 9,75% em relação a junho de 2011.

De acordo com economistas, as despesas de brasileiros no exterior estão relacionadas com o emprego, a renda e o com o crescimento da economia brasileira. Para este ano, a previsão dos economistas dos bancos para o crescimento do PIB está em 1,75% – abaixo dos 2,7% registrados em 2011 e dos 7,5% de 2010.

Nos primeiros sete meses deste ano, ainda de acordo com informações do BC, as despesas no exterior somaram US$ 12,71 bilhões, com pequeno crescimento frente ao mesmo período do ano passado (US$ 12,47 bilhões). Em todo ano de 2011, os gastos lá fora totalizaram US$ 21,26 bilhões – valor que é recorde histórico.

Dívida externa e investimentos
A dívida externa total brasileira alcançou em julho US$ 308,418 bilhões, segundo estimativa do Banco Central. O valor é superior à última posição consolidada da dívida, referente a março, de US$ 301,176 bilhões.

Segundo o BC, em julho, a maior fatia da dívida estava em compromissos de longo prazo, parcela que somava US$ 268,625 bilhões. Já as dívidas de curto prazo somavam US$ 39,792 bilhões, conforme a estimativa do BC.

Quanto ao Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 8,421 bilhões em julho, o resultado é o terceiro maior da série histórica segundo dados disponibilizados pela instituição a partir de 1995.

* Com informações da Agência Estado

Brasil atinge 245,2 milhões de telefones móveis, diz Anatel

Dados sobre janeiro foram divulgados nesta quarta (15). Linhas com 3G totalizaram 50,8 milhões de acessos.

Fonte – Do G1, em São Paulo

O Brasil fechou janeiro com quase 245,2 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgados nesta quarta-feira (15). Com isso, a chamada “teledensidade” no país chegou a 125,29 acessos por 100 habitantes.

O número absoluto de novas habilitações (2,9 milhões) é o maior registrado em um mês de janeiro nos últimos 13 anos e representa um crescimento de 1,22% em relação a dezembro de 2011, conforme a Anatel.

As linhas com banda larga móvel de terceira geração (3G) totalizaram 50,8 milhões de acessos, um crescimento de 23,45% em comparação a dezembro de 2011 (41,1 milhões).

Do total de acessos em operação em janeiro, 200,7 milhões eram pré-pagos (81,86%) e 44,5 milhões pós-pagos (18,14%). Em dezembro de 2011, havia 198,2 milhões de acessos pré-pagos (81,81%) e 44 milhões pós-pagos (18,19%).

Sobre a participação de mercado das operadoras no Brasil, a Vivo segue como líder, com fatia de 29,73%. A Tim ficou em segundo lugar, com 26,56%, seguida pela Claro, com 24,78%. A Oi ficou na quarta posição, com 18,62%.

Copom aumenta juros para 11,25% na primeira reunião no governo Dilma

Fonte:EDUARDO CUCOLO – DE BRASÍLIA  Folha.com

Na primeira reunião sob o comando do presidente Alexandre Tombini, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumentou a taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano.

A decisão foi unânime e já era esperada pela maior parte do mercado financeiro. Com o aumento de 0,5 ponto percentual nos juros, o BC dá continuidade ao trabalho para desacelerar o consumo e segurar a inflação.

“O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,25% a.a., sem viés, dando início a um processo de ajuste da taxa básica de juros, cujos efeitos, somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas”, afirmou o comitê, em nota.

Em dezembro, já foram anunciadas medidas para restringir os financiamentos com prazos superiores a 24 meses e para tirar a última parte do dinheiro injetado na economia durante a crise de 2008.

Hoje, a inflação está próxima de 6%, acima do objetivo de 4,5% fixado pelo governo.

Editoria de Arte/Folhapress

TRAJETÓRIA

A aposta do mercado financeiro é que o juro voltará a subir nas duas próximas reuniões do Copom, nos dias 2 de março e 20 de abril, para encerrar o ano em 12,25%. A taxa só voltaria a cair no ano seguinte.

Além disso, o governo promete anunciar em fevereiro um corte no Orçamento que pode chegar a R$ 50 bilhões, outra medida para ajudar a segurar a demanda e a inflação no país.

Os juros retornaram ao patamar em que estavam em março de 2009. Ainda naquele ano, por causa da crise, chegariam ao menor nível da história (8,75% ao ano), mas voltaria a subir em 2010.

A taxa básica determina o custo do dinheiro para os bancos e, por isso, serve de base para os juros dos empréstimos a empresas e consumidores, cuja taxa média está hoje próxima de 35% ao ano.

A Selic é também um dos principais instrumentos que o BC tem para tentar controlar o ritmo de crescimento da economia e a inflação.

Essa foi a primeira reunião do Copom sob o comando do presidente Alexandre Tombini, que substituiu no início do ano Henrique Meirelles na presidência do BC. Tombini já era diretor de Normas do BC no governo anterior. Não houve mudanças, no entanto, no resto da diretoria do BC.

PROJEÇÃO

O mercado espera inflação oficial de 5,42% neste ano, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Para 2012, a projeção é de 4,50%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

Para 2011, a expectativa do mercado para a taxa básica de juros (Selic) é de 12,25% ao ano. Já para 2012 é de 11%.

Já a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é de 4,50% para este ano.

SEU BOLSO

A esperada elevação da taxa básica de juros, a Selic, nesta quarta-feira terá pouco impacto nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, segundo já havzia alertado a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

De acordo com as simulações feitas pela Anefac, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,79% ao mês, deve subir 0,04 ponto percentual (para 6,83%), após a alta de 0,50 pp.

Entre as taxas para as pessoas físicas, os juros do cartão de crédito deve subir de 10,69% ao mês para 10,73%.

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Lucrando em cima da desgraça alheia

PM do Rio diz que comerciantes que cobrarem preços abusivos serão presos.

Fonte:LUIZA SOUTO – COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO -DOS ENVIADOS ESPECIAIS A NOVA FRIBURGO

 O Comando Geral da PM do Rio determinou na manhã deste domingo a prisão de comerciantes que estiverem cobrando preços abusivos na região serrana do Rio. A medida é válida para as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis e tenta coibir a prática de crimes contra o consumidor.

Segundo o porta-voz da Polícia Militar, coronel Lima Castro, 400 homens da corporação ajudam nos trabalhos de socorro e segurança das vítimas das enchentes que deixaram mais de 600 mortos.

Depois da tragédia, a população de Nova Friburgo começou a sofrer com o racionamento de comida. Assustados com a dimensão dos estragos causados pelas chuvas, os moradores passaram a tentar estocar comida, apesar da grande quantidade de donativos enviada para a região. Isso provocou uma disparada nos preços. A reportagem presenciou ontem (15) a imposição de cotas de comida para os compradores em supermercados do centro de Nova Friburgo.

Um dos poucos locais abertos restringiu as compras a três itens por pessoas. O racionamento levou, em alguns casos, a uma disparada nos preços. Em Campo do Coelho, localidade de Nova Friburgo, uma vela custa R$ 9 e o litro do leite já sai por R$ 6. As autoridades já alertaram a população de que não há razão para se fazer estoque de comida.

A prefeitura de Nova Friburgo chegou a fazer um apelo ontem para que as pessoas enviem velas para a cidade

“O [comandante-geral da PM] coronel Mário Sérgio está em Teresópolis participando de uma reunião com o general Elito, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e com o prefeito da cidade, Mauro Jorge, discutindo as ações de cunho humanitário e também o número do efetivo nos batalhões. Nós mandamos 400 homens para reforçar o policiamento”, explicou Lima Castro à Folha.

De acordo com ele, esses agentes vão trabalhar em conjunto com policiais do 30º BPM (Teresópolis), 26º BPM (Petrópolis) e com o 11º BPM (Nova Friburgo).
“Parte deles vai ajudar também a defesa civil e os bombeiros”.

A região serrana é responsável pela produção de cerca de 70% das hortaliças no Estado do Rio. A tragédia provocada pelas chuvas já afetou os preços na região e na capital.

TRAGÉDIA

O número de mortos em consequência das chuvas em cinco municípios da região serrana do Rio chegou a 613 na noite de sábado (14), segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Equipes ainda buscam vítimas.

As mortes ocorreram em Nova Friburgo (274), Teresópolis (263), Petrópolis (55), Sumidouro (19) e São José do Vale do Rio Preto (2). Inicialmente, a Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto havia informado que quatro pessoas haviam morrido na cidade, mas a informação foi corrigida na tarde deste sábado.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), decretou neste domingo estado de calamidade pública nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal.

No sábado (15), o governador já havia decretado luto oficial de sete dias no Estado e de três dias no Brasil

GOVERNO FEDERAL

A presidente Dilma Rousseff anunciou na sexta-feira (14) o envio de R$ 100 milhões para ajudar as cidades atingidas pelas chuvas no Estado do Rio de Janeiro.

O dinheiro faz parte de um total de R$ 780 milhões liberados por Dilma, por meio de medida provisória editada na quarta-feira (12), para as cidades e Estados prejudicados pelas chuvas.

A ordem de acelerar o repasse das verbas foi determinado pela presidente, em reunião com seus 37 ministros, hoje à tarde, no Palácio do Planalto. De acordo com o governo, R$ 50 milhões estarão depositados na conta do governo do Rio de Janeiro e dos municípios afetados pela chuva na região serrana do Rio até segunda-feira (17).

O ministro da Integração Nacional também anunciou a criação de um comando unificado coordenado pelo Ministério da Defesa para atuar no resgate de corpos e no atendimento a desabrigados e feridos por conta das chuvas na região serrana do Rio.

O governo também decidiu repactuar e liberar novas linhas de financiamento para recuperar o setor de hortifruti, uma das principais atividades produtivas nas cidades atingidas no Rio de Janeiro. A indústria de lingerie, símbolo de Nova Friburgo, também será beneficiada por esses financiamentos.

Na quinta-feira (13), o governo federal já tinha anunciado a liberação do saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para os trabalhadores das áreas afetadas e ampliou o limite do valor a ser resgatado de 4.650 reais para 5.400 reais.

SUSTO

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), sentiu ontem (15) na pele o efeito das chuvas na região serrana. Com visita programada a Nova Friburgo para as 11h, ele não conseguiu pousar na cidade de helicóptero e teve que descer em Cachoeiras de Macacu, a 40 km.

No meio do caminho, na rodovia estadual RJ-116, caiu uma chuva forte e houve um deslizamento abaixo do nível do asfalto, que começou a se desfazer. “É assustador. De repente a água vem e a estrada que estava semibloqueada começa a ruir”, disse Cabral.

Anteontem (14), Cabral afirmou hoje que haverá o momento de se fazer “autocrítica” e “avaliação” sobre a tragédia na região serrana, mas ainda não é hora.

RISCO

Reportagem publicada na edição de sábado (15) da Folha mostra que um estudo encomendado pelo próprio Estado do Rio de Janeiro já alertava, desde novembro de 2008, sobre o risco de uma tragédia na região serrana fluminense.

A situação mais grave, segundo o relatório, era exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, os municípios mais devastados pelas chuvas e que registram o maior número de mortes. Essas cidades tiveram, historicamente, o maior número de deslizamentos de terra.

O estudo apontou a necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugeriu medidas como a recuperação da vegetação, principalmente em Nova Friburgo, que tem maior extensão de florestas. O secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que o mapeamento de áreas de risco foi feito, faltando “apenas” a retirada dos moradores, e que os parques florestais da região também foram ampliados.

O coordenador de Defesa Civil de Petrópolis afirmou que o aviso passado pelos institutos de meteorologia não foi suficiente para disparar o sistema de alerta da cidade.

Segundo o coronel Carlos Francisco De Paula, a previsão repassada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes, não dava a dimensão da chuva que acabou devastando boa parte das cidades serranas.

Bolsa vira na reta final e sustenta os 70 mil pontos

Ibovespa terminou a sessão com ganho de 0,10%, aos 70.127,04 pontos.

Fonte: Claudia Violante, da Agência Estado

SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou a queda do mercado externo e passou a sessão toda no negativo. Mas, nos ajustes finais, o índice acabou virando para cima e conseguiu segurar o patamar de 70 mil pontos, que havia sido perdido logo após a abertura dos negócios. Apesar da estirada final, o pregão foi apático e de volume estreito. Petrobras foi destaque de alta, enquanto as siderúrgicas se posicionaram na outra ponta.

O índice Bovespa (Ibovespa) terminou a sessão com ganho de 0,10%, aos 70.127,04 pontos. Na mínima, registrou 69.666 pontos (-0,56%) e, na máxima, atingiu 70.133 pontos (+0,11%). No mês e no ano, o índice acumula alta de 1,19%. O giro financeiro somou R$ 4,815 bilhões – o menor de janeiro.

O sinal negativo visto durante o dia veio da Europa, onde as preocupações agora se voltam para Portugal, depois de rumores indicando que o país estaria sendo pressionado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). As bolsas da região terminaram em baixa, mesmo sinal que exibiram praticamente o dia todo as norte-americanas. Ao longo da tarde, as perdas foram diminuindo e, às 18h28, o Dow Jones caía 0,22%, o S&P-500 subia 0,32%, e o Nasdaq recuava 0,02%.

O petróleo, por sua vez, subiu, 1,39%, para US$ 89,25 o barril, com a notícia de que companhias petrolíferas foram forçadas a interromper sua produção no distrito de North Slope, no Alasca, após um vazamento que fechou o oleoduto Trans Alaska no final de semana.

A notícia ajudou a sustentar os ganhos da Petrobrás, que subiu 0,70% na ON e 0,94% na PN. Vale ON terminou em baixa de 0,19% e a PNA avançou 0,29%. Os metais caíram e ajudaram a puxar o setor siderúrgico para baixo.

O que muda com os tablets

 

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Fonte: Por Tatiana de Mello Dias – Estadão

O céu de espelho no estande da Samsung na CES 2011. FOTO: STEVE MARCUS/REUTERS

 Logo na entrada da Consumer Eletronics Show (CES), em Las Vegas, um anúncio clamava: “4G for the people” (4G para o povo). Faz sentido. A rede de internet móvel, até dez vezes mais rápida do que o 3G, é uma das estrelas desta edição da feira. A possibilidade de estar conectado em qualquer lugar em alta velocidade abre um novo paradigma no mercado de eletrônicos: é preciso ter máquina para aproveitar essa rede de todos os lugares.

Que essa edição da CES é a dos tablets, ninguém duvida. Praticamente todas as grandes empresas lançaram seus rivais contra o iPad. Além da Samsung, que lançou seu Galaxy Tab no final de 2010, Motorola, LG, Asus, e Toshiba – só para citar algumas – apresentaram os seus dispositivos portáteis de acesso à rede com telas touchscreen. Mas não são os tablets que vão mudar o futuro digital. Vai além.

Daqui para frente, pouco vai importar o formato do aparelho pelo qual você se conecta. Pode ser um celular, um notebook ou um tablet com teclado acoplado. O importante é estar conectado para aproveitar tudo o que a banda larga sem fio (ou, como aqui nos EUA, o 4G) oferece – e que o aparelho tenha um bom processador para aproveitar isso.

Eis outro trunfo da CES 2011: os super smartphones. Eles são equipados com Android 2.2, vêm com tela maior do que 4 polegadas, tem câmeras traseira e frontal para videochamadas e filmam em full HD. Mas o que os difere de seus antecessores é seu coração: o processador de núcleo duplo.

É o que permite a realização de múltiplas tarefas – como ver e-mails, assistir a um vídeo no YouTube e, claro, realizar chamadas – sem sobrecarregar o sistema. Com tudo isso, quem precisa de desktop ou laptop? A Motorola, por exemplo, quer “mudar a maneira como as pessoas se relacionam com seus telefones”.

Para isso apresentou o Atrix 4G, smartphone que tem todas as características dos telefones top de linha, mas que ainda inclui um tal “dock laptop”. O celular vai conectado na parte traseira do dock e usa a tela, o teclado e o mouse para se transformar em um computador. Basta acoplar um no outro e tudo o que está no celular é rearranjado para a tela de 11,6’’ do dock. O aplicativo do Firefox torna possível abrir varias abas ao mesmo tempo e navegar normalmente. Alguém precisa de netbook?

Falando neles, não se vê muitos netbooks e notebooks por aqui. Claro que Sony, Samsung, Acer, todas têm os seus devidamente expostos. Mas os aparelhos já não têm o mesmo espaço de antes, e nem atraem tanto os olhares dos visitantes da feira.

Já os tablets, esses sim, estão por todos os lados e fazem os presentes se acotovelarem para experimentá-los. Mesmo as marcas chinesas mais genéricas já têm os seus. Equipados com Android, eles cumprem com relativa eficiência – mesmo que, em muitos casos, a tela touchscreen deixe a desejar – a função de acessar a internet, assistir a vídeos e ler livros na tela do aparelho.

E o 4G está no ar. E, com ele, os tablets que o suportam também estão ficando mais poderosos para garantir a melhor experiência possível de conexão em qualquer lugar.

A carta na manga do Google. Outra atração da feira também aposta nos tablets e veio do Google – mas não é um aparelho, e sim, a nova versão de seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android. A nova versão, batizada HoneyComb, promete ser uma das principais tendências de 2011. Ela foi desenvolvida especialmente para tablets, e melhora a experiência do usuário em telas maiores. Permite a visualização de funções diferentes na mesma tela, e a visualização de fotos, vídeos no YouTube e a navegação na internet é facilitada – não há mais a impressão de que o aparelho é um celular com a tela maior. Mas um aparelho realmente novo.

E no Brasil? O Xoom, tablet da Motorola, deve chegar ao país logo após o lançamento nos EUA. Foi o único que teve anúncio voltado para nós. Para desfrutar de suas qualidades, no entanto, temos que esperar a rede 4G no Brasil, promessa para 2013 (!). Mas, quando ela vier, prepare-se: as coisas vão mudar. E vão ficar muito mais divertidas.

CAÇA-CRIANÇA                                                                                                                                      

Esta é uma ideia bem vinda de uma marca desconhecida: um celular-rastreador para as crianças. Ele parece um bichinho virtual, tem uma tela sem cores e apenas cinco teclas. Cada uma delas armazena um telefone, como a casa dos pais e dos avós. O celular também monitorar a localização. A ideia é da chinesa Konka. (FOTO: Tatiana de Mello Dias/AE)

 

TV 3D AINDA É SÓ PROMESSA

Aposta na CES de 2010, as TVs 3D ainda não conquistaram o mercado esperado. Ainda assim, a maioria das empresas mostrou novos modelos, mais baratos e de tecnologia mais avançada. (FOTO: Steve Marcus/REUTERS)

 

 

 

E A POLAROID VOLTOU

    Quase todas as marcas apresentaram pelo menos um modelo de tablet – até a Polaroid (sim, ela mesma), que montou um estande razoável na CES. Mas o destaque ficou mesmo por conta de Lady Gaga que, junto à equipe de criação da marca, desenvolveu um óculos espião que fotografa, uma câmera digital e uma impressora portátil. (FOTO: Steve Marcus/REUTERS)

   

FONES COM GRIFE

  Não basta tocar música. O fone precisa mostrar o que toca. A moda agora são os fones com marcas. A família de Bob Marley lançou na CES uma coleção deles, e outras empresas apresentaram fones de hip hop, metal e outros estilos. (FOTO: Tatiana de Mello Dias/AE)

 

Rumo ao US$ 1 trilhão

A CES desse ano também marcou a saída da indústria da crise financeira mundial de 2008. Em 2009, a indústria faturou US$ 170 bilhões. Estima-se que em 2010 o setor ganhou US$ 175 bilhões e, em 2011, o valor voltará aos patamares recordes de 2008, com lucro de US$ 186 bilhões. Steve Koening, analista de mercado da feira, diz que, neste ano, o setor de eletrônicos de consumo deve atingir um novo patamar e o valor girado por este mercado, no planeta, deve chegar a US$ 964 bilhões. “Poderemos chegar à marca de um trilhão,” disse, frisando que as duas tendências neste crescimento são os smartphones e os tablets.

 

Dilma tem 60 obras do PAC para inaugurar no primeiro ano de governo

Em média, presidente poderia inaugurar cinco obras por mês ou mais de uma por semana; obras deveriam ter ficado prontas em dezembro.

Fonte: Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff inicia o seu governo com boas oportunidades para reforçar o título de mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Só em 2011, cerca de 60 obras do programa serão inauguradas em setores como transportes, saneamento, energia elétrica e óleo e gás. Em média, Dilma poderá inaugurar cinco obras por mês, ou mais de uma por semana.

A maioria deveria ter sido concluída até dezembro de 2010, mas o cronograma não foi cumprido por uma série de fatores, como demora na concessão de licenças ambientais, falta de projetos básicos de qualidade, interferência do Tribunal de Contas da União (TCU) e problemas de gestão. Se não houver mais nenhum entrave, pelo menos, um terço dos projetos estará concluído até o fim do primeiro semestre, conforme levantamento feito pelo Estado, com base no último balanço do PAC nacional.

Uma das obras de maior peso é o Campo de Mexilhão, cujo início de operação já foi remarcado três vezes. De acordo com o relatório do PAC, o início da exploração da plataforma, que terá capacidade para produção diária de 15 milhões de metros cúbicos de gás, está marcado para 16 de março, junto com o gasoduto Caraguatatuba-Taubaté.

O empreendimento da Petrobrás, de R$ 4,6 bilhões, deverá contar com a presença da presidente, já que se trata de um projeto de extrema importância energética para o País. Dois meses antes, Dilma poderá ligar as turbinas da Hidrelétrica de Dardanelos, de 261 megawatts (MW), que está sendo construída no Rio Aripuanã, em Mato Grosso.

O projeto, tocado pela empresa privada Neoenergia e as estatais Chesf e Eletronorte, deveria ser inaugurado em dezembro de 2009. Mas, no meio do caminho, sofreu uma série de interrupções por determinação da Justiça e por invasões de índios. O último entrave pode ser o atraso na construção da linha de transmissão que vai escoar a energia da usina. Por enquanto, porém, a data de 30 de janeiro está mantida nos relatórios do PAC.

No setor portuário, as principais inaugurações devem ficar para o segundo semestre. Entre os projetos mais importantes estão as obras no Porto de Itaqui, que hoje não consegue atender à demanda crescente de grãos de novas fronteiras agrícolas como Tocantins, Piauí e oeste da Bahia. A dragagem dos berços 100 a 103 e a construção dos berços 100 a 101 (iniciada em 2006) estão dois anos atrasados. Seriam concluídos em março de 2008, mas as obras só devem terminar em julho de 2011.

Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, o Programa Nacional de Dragagem é uma das iniciativas mais elogiáveis do governo federal, mas demorou a pegar. Lançado em dezembro de 2007, o programa enfrentou problemas para o lançamento dos editais e só começou a engrenar a partir de 2009. “Resolvida essa questão, o entrave ficará com os acessos terrestres, por rodovia e ferrovia, que continuam estrangulados”, avalia Manteli.

Ele explica que o programa de dragagem permitirá a entrada de grandes navios nos portos brasileiros, além de dar mais segurança na movimentação das embarcações. Na prática, isso significa melhorar a produtividade, já que os navios podem sair mais carregados dos portos. Até outubro, dez obras de dragagem estavam em andamento nos terminais, quatro haviam sido concluídas e uma ainda precisava ser licitada.