Conheça o passo a passo para encerrar conta bancária sem ter dor de cabeça

 

Fonte: Yolanda Fordelone – Estadão.com.br  – Blog No Azul

Após 6 meses sem movimentação na conta, banco não deve cobrar tarifas e encargos sobre o saldo devedor
Crédito Imagem. Foto: Robson Fernandes/ AE

Encerrar a conta bancária requer alguns cuidados, aponta o Procon-SP. Caso contrário, a conta pode continuar aberta, cobrando taxas do cliente.

Conheça o passo a passo:

+ Formalizar o pedido por escrito, através de formulário fornecido pelo próprio banco ou através de redação própria, lembrando sempre de datar e assinar o documento;

+ Providenciar a assinatura de todos os titulares ou representantes legais no pedido, caso a conta seja conjunta;

+ Devolver todas as folhas de cheques e cartões ao banco, não esquecendo de fazer constar no pedido de encerramento, tudo que estiver sendo devolvido;

+ Verificar se todos os débitos autorizados e cheques emitidos já foram lançados na conta;

+ Cancelar as autorizações para futuros débitos automáticos (contas de água, telefone, seguro, etc.);

+ Manter saldo suficiente para pagamento de compromissos assumidos anteriormente, pois para encerrar a conta é necessário quitar todos os débitos com o banco;

+ Entregar o pedido de encerramento em qualquer agência, solicitando e guardando o protocolo de recebimento do pedido.

O banco deverá:

+ Entregar ao consumidor um “termo de encerramento” contendo informações detalhadas sobre os procedimentos;

+ Acatar o pedido mesmo existindo cheques sustados, revogados ou cancelados. A partir desse momento não poderá cobrar tarifa de manutenção de conta;

+ Fornecer demonstrativo dos compromissos que o consumidor deve cumprir, detalhando os valores a serem quitados;

+ Esclarecer ao consumidor que os cheques apresentados dentro do prazo de prescrição serão devolvidos pelos respectivos motivos, mesmo após o encerramento da conta, não isentando o correntista das obrigações legais;

+ Informar que a instituição financeira terá até 30 dias corridos para processar o encerramento. Após a conclusão do processo deverá expedir ao correntista um aviso comunicando a data do efetivo encerramento.

Conta inativa. Quando uma conta corrente ficar sem movimentação espontânea – aquela realizada ou comandada pelo correntista para depósitos, saques, débitos e transferências, o banco deve tomar algumas providências:

+ Ao verificar que uma conta está sem movimentação espontânea por noventa dias, deverá emitir um aviso sobre essa situação, informando que, independente desse fato, a cobrança de tarifa de manutenção permanece;

+ No mesmo aviso, deverá informar também que caso a conta permaneça inativa por seis meses, poderá ser encerrada;

+ Após enviar o comunicado, se a cobrança da tarifa de manutenção for gerar saldo devedor, o banco deve suspendê-la;

+ As contas inativas por mais de seis meses podem ser encerradas por opção do banco. Se o banco optar pelo encerramento da conta, deverá informar o correntista trinta dias antes de completar o sexto mês de inatividade.

IMPORTANTE: A partir do sexto mês sem movimentação espontânea, ainda que o banco não opte por encerrar a conta, não deverá cobrar tarifas e encargos sobre o saldo devedor.

 

 

Murilo Portugal assume a Febraban e quer integrar bancos e setor produtivo

Novo gestor da federação já sinalizou que redução dos juros seria benéfica no futuro.

Fonte: Exame.comIvanir José Bortot, da AGÊNCIA BRASIL

Divulgação/FMI

Murilo Portugal, novo presidente da Febraban, era diretor-geral adjunto do FMI

Brasília – O economista Murilo Portugal assume a presidência da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a partir da terceira semana de março – deixando o terceiro mais importante posto ocupado por um brasileiro na hierarquia do Fundo Monetário Internacional (FMI), o de diretor-geral adjunto – com planos de ampliar a integração dos bancos com o setor produtivo.

No último dia 19, a Febraban anunciou a escolha de Portugal para ocupar a presidência executiva da entidade, em substituição a Fábio Barbosa, cujo mandato termina daqui a dois meses.

Portugal – que também já foi secretário do Tesouro Nacional no governo Fernando Henrique Cardoso e secretário executivo do ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antônio Palocci – quer ampliar a integração da área bancária com o segmento produtivo, dentro do esforço do país de alcançar um maior desenvolvimento econômico e social.

Por telefone, em entrevista à Agência Brasil, da sede do FMI em Washington, nos Estados Unidos, o economista destacou três papéis do sistema bancário que podem contribuir nesse processo: o que garante o pagamento de obrigações de todos os agentes econômicos com precisão; o que protege e faz crescer a poupança de milhões de brasileiros e o que financia pessoas que têm projetos para executar, mas lhes faltam recursos.

A redução das taxas de juros no futuro é vista como positiva para o setor bancário, segundo ele, uma vez que contribuirá para elevar o número de tomadores de crédito, assim como a inclusão de novas parcelas de brasileiros que tiveram aumento de renda, mas não têm conta bancária.

O processo de seleção do substituto de Murilo Portugal no FMI foi iniciado ontem (21). O cargo não deverá ficar com outro brasileiro já que a terceira função de comando do fundo sempre fica com um país emergente. O cargo de diretor-geral é reservado sempre para um dos países europeus e o segundo posto é ocupado por um representante dos Estados Unidos. Portugal não quis dar opinião sobre esse processo de escolha.

O Brasil estará representado no FMI por Nogueira Batista Júnior, em diretoria que já foi ocupada por Murilo Portugal e, antes dele, por Alexandre Kafka, que morreu em 2007, tendo se aposentado em 1998, depois de representar o Brasil no FMI por 32 anos. Portugal deixou a Secretaria do Tesouro Nacional em dezembro de 1996 para assumir a diretoria executiva do Banco Mundial (Bird) e acumulou a função com a de diretor executivo do FMI até maio 2005.

De 2005 a 2006, Portugal foi secretário executivo do Ministério da Fazenda, último cargo antes de ser nomeado diretor-geral adjunto do FMI. Ele foi o primeiro brasileiro a ocupar o terceiro principal posto do órgão. Formado em direito com pós-graduação em economia pela Universidade de Manchester, Portugal é considerado um dos melhores técnicos em macroeconomia do país.

Para o presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, Portugal foi responsável por um trabalho duradouro na entidade, conforme declarou em nota. O brasileiro tinha sob sua responsabilidade as áreas de estatística e de base de dados e a supervisão das políticas do fundo em relação a um grupo de 81 países-membros.

Banco do Brasil inaugura sua primeira agência em uma favela no País

A comunidade escolhida foi Paraisópolis, a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com mais de 100 mil moradores

Fonte:  Agencia Estado

SÃO PAULO – O Banco do Brasil inaugurou sua primeira agência bancária em uma favela. A comunidade escolhida foi Paraisópolis, a segunda maior favela da cidade de São Paulo, com mais de 100 mil moradores.

Em nota, o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, Robson Rocha, afirma que “essa não é uma ação isolada”, pois o BB pretende inaugurar novas agências nas comunidades de Cidade de Deus, Rocinha e Pantanal, no Rio de Janeiro.

A agência de Paraisópolis foi instalada no prédio da sede da União dos Moradores, conta com cinco funcionários e quatro terminais de autoatendimento, além de dois menores aprendizes recrutados na própria comunidade. A inauguração ocorre no momento em que a favela passa por processo de reurbanização.

O BB também terá um correspondente bancário com cinco profissionais em Paraisópolis, para complementar os serviços bancários oferecidos pela agência, informa comunicado do banco.

Atendimentos nos Procons já passam de 1 milhão em 2010

Setor financeiro é o campeão de queixas, com 325 mil.

 Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Brasília – Mais de 1 milhão de atendimentos já foram registrados pelos Procons de todo país ao longo deste ano. Segundo dados do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), os consumidores do estado de São Paulo foram os que mais recorreram ao órgão para fazer reclamações e esclarecer dúvidas. Já o Maranhão foi o que teve menos procura até o final de outubro.

A maior parte das reclamações dos consumidores concentra-se nos segmentos financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras e consórcios). Ao todo, foram mais de 325 mil queixas para esse setor. A insatisfação com os produtos em geral (carro, eletrodomésticos, entre outros) ficou em segundo lugar na lista de demandas nos Procons, sendo responsável por cerca de 313 mil atendimentos.

Já os serviços considerados essenciais como telefonia, produção e distribuição de energia, abastecimento de água e tratamento de esgoto ficaram na terceira posição, sendo responsáveis por mais de 230 mil reclamações em todo país.

São Paulo foi o estado em que os consumidores mais procuraram o Procon. Ao todo foram 306.777 atendimentos até o final de outubro. Em Goiás, segundo na lista do Sindec, foram registradas 126.141 demandas e no Distrito Federal (DF), terceiro, foram 125.359 procuras durante o ano de 2010.

Segundo o diretor do Procon-DF, Oswaldo Morais, o consumidor está cada vez mais buscando seus direitos. “Hoje em dia todo mundo já sabe que tem direito e que pode reivindicar isso. O consumidor, em geral, já criou a cultura de procurar o Procon para resolver problemas de insatisfação nos mais diversos serviços recebidos”.

Os estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Amapá, Maranhão e de Sergipe, entretanto, não chegaram a registrar 10 mil atendimentos ao longo de 2010. No Maranhão, foram apenas 7.073 atendimentos no decorrer do ano. Isso representa menos de um terço dos atendimentos do Procon no Distrito Federal, que tem o menor território das áreas federativas do Brasil.

Segundo o coordenador geral do Sindec, Francisco Rogério Lima, a diferença no número de atendimentos e de procura nos Procons dos estados tem relação com o número de postos de atendimentos. “A população conhece muito o Procon. É uma marca que tem muita credibilidade perante a população. A diferença na escala decorre muito mais da quantidade de postos de atendimento do que em função do desconhecimento dos consumidores”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Dos cinco estados com menor procura ao Procon, apenas o Rio Grande do Norte tem mais postos de atendimento do que o Distrito Federal. São 16, sendo 15 em Natal e um em Mossoró, enquanto no DF são 12. No total, o Piauí tem apenas três postos do Procon, em Teresina. No Amapá são cinco; em Sergipe são dois; e no Maranhão são quatro. Todas essas unidades estão localizadas nas capitais dos estados.

De acordo com o coordenador do Sindec, existem unidades estaduais do Procon em todos os estados, mas ainda há poucas unidades municipais. “O Brasil tem mais de 5 mil municípios e destes, cerca de 95 apenas têm postos. Temos incentivado a criação de Procons municipais e isso já vem acontecendo nos últimos anos”, afirmou Francisco.

 Brasília – Mais de 1 milhão de atendimentos já foram registrados pelos Procons de todo país ao longo deste ano. Segundo dados do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), os consumidores do estado de São Paulo foram os que mais recorreram ao órgão para fazer reclamações e esclarecer dúvidas. Já o Maranhão foi o que teve menos procura até o final de outubro.

A maior parte das reclamações dos consumidores concentra-se nos segmentos financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras e consórcios). Ao todo, foram mais de 325 mil queixas para esse setor. A insatisfação com os produtos em geral (carro, eletrodomésticos, entre outros) ficou em segundo lugar na lista de demandas nos Procons, sendo responsável por cerca de 313 mil atendimentos.

Já os serviços considerados essenciais como telefonia, produção e distribuição de energia, abastecimento de água e tratamento de esgoto ficaram na terceira posição, sendo responsáveis por mais de 230 mil reclamações em todo país.

São Paulo foi o estado em que os consumidores mais procuraram o Procon. Ao todo foram 306.777 atendimentos até o final de outubro. Em Goiás, segundo na lista do Sindec, foram registradas 126.141 demandas e no Distrito Federal (DF), terceiro, foram 125.359 procuras durante o ano de 2010.

Segundo o diretor do Procon-DF, Oswaldo Morais, o consumidor está cada vez mais buscando seus direitos. “Hoje em dia todo mundo já sabe que tem direito e que pode reivindicar isso. O consumidor, em geral, já criou a cultura de procurar o Procon para resolver problemas de insatisfação nos mais diversos serviços recebidos”.

Os estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Amapá, Maranhão e de Sergipe, entretanto, não chegaram a registrar 10 mil atendimentos ao longo de 2010. No Maranhão, foram apenas 7.073 atendimentos no decorrer do ano. Isso representa menos de um terço dos atendimentos do Procon no Distrito Federal, que tem o menor território das áreas federativas do Brasil.

Segundo o coordenador geral do Sindec, Francisco Rogério Lima, a diferença no número de atendimentos e de procura nos Procons dos estados tem relação com o número de postos de atendimentos. “A população conhece muito o Procon. É uma marca que tem muita credibilidade perante a população. A diferença na escala decorre muito mais da quantidade de postos de atendimento do que em função do desconhecimento dos consumidores”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Dos cinco estados com menor procura ao Procon, apenas o Rio Grande do Norte tem mais postos de atendimento do que o Distrito Federal. São 16, sendo 15 em Natal e um em Mossoró, enquanto no DF são 12. No total, o Piauí tem apenas três postos do Procon, em Teresina. No Amapá são cinco; em Sergipe são dois; e no Maranhão são quatro. Todas essas unidades estão localizadas nas capitais dos estados.

De acordo com o coordenador do Sindec, existem unidades estaduais do Procon em todos os estados, mas ainda há poucas unidades municipais. “O Brasil tem mais de 5 mil municípios e destes, cerca de 95 apenas têm postos. Temos incentivado a criação de Procons municipais e isso já vem acontecendo nos últimos anos”, afirmou Francisco.