Gasto de brasileiro no exterior cai 10,1% em julho, diz Banco Central

No mês passado, despesas no exterior somaram US$ 2,01 bilhões.
Queda dos gastos no exterior coincide com o movimento de alta do dólar.

Fonte : Do G1, em São Paulo*

Os brasileiros deixaram US$ 2,01 bilhões no exterior em julho – uma queda de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2011, quando os gastos ficaram em US$ 2,23 bilhões, segundo informou nesta quinta-feira (23) o Banco Central.

A queda dos gastos no exterior coincide com o movimento de alta do dólar, que vem operando acima de R$ 2, em decorrência da crise financeira internacional. As despesas no exterior, como passagens e hotéis, além de gastos no cartão de crédito, geralmente são cotadas em moeda norte-americana. Com isso, a valorização do dólar encarece as viagens de brasileiros ao exterior.

Em junho, também foi registrada uma baixa perto de 10% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram deixados US$ 1,68 bilhão no exterior, uma queda de 9,75% em relação a junho de 2011.

De acordo com economistas, as despesas de brasileiros no exterior estão relacionadas com o emprego, a renda e o com o crescimento da economia brasileira. Para este ano, a previsão dos economistas dos bancos para o crescimento do PIB está em 1,75% – abaixo dos 2,7% registrados em 2011 e dos 7,5% de 2010.

Nos primeiros sete meses deste ano, ainda de acordo com informações do BC, as despesas no exterior somaram US$ 12,71 bilhões, com pequeno crescimento frente ao mesmo período do ano passado (US$ 12,47 bilhões). Em todo ano de 2011, os gastos lá fora totalizaram US$ 21,26 bilhões – valor que é recorde histórico.

Dívida externa e investimentos
A dívida externa total brasileira alcançou em julho US$ 308,418 bilhões, segundo estimativa do Banco Central. O valor é superior à última posição consolidada da dívida, referente a março, de US$ 301,176 bilhões.

Segundo o BC, em julho, a maior fatia da dívida estava em compromissos de longo prazo, parcela que somava US$ 268,625 bilhões. Já as dívidas de curto prazo somavam US$ 39,792 bilhões, conforme a estimativa do BC.

Quanto ao Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 8,421 bilhões em julho, o resultado é o terceiro maior da série histórica segundo dados disponibilizados pela instituição a partir de 1995.

* Com informações da Agência Estado

BC projeta crescimento de 4,5% para o PIB em 2011

Inflação prevista para o ano que vem subiu para 5%

Fonte: Exame.com –

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Para o IPCA no ano de 2012, o BC divulgou hoje a primeira estimativa, que está em 4,8%.

São Paulo – O Banco Central projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. A previsão consta do Relatório Trimestral de Inflação relativo ao quarto trimestre divulgado hoje. No documento, a estimativa para o crescimento da economia em 2010 manteve-se em 7,3%, exatamente como estimado na edição do relatório do terceiro trimestre.

O BC explica que parte do forte crescimento de 2010 é reflexo, ainda, do “efeito do carregamento estatístico decorrente das taxas de crescimento verificadas no segundo semestre de 2009”. Sobre a taxa mais fraca em 2011, o “comitê avalia que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo”.

Inflação

A previsão oficial do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu no relatório divulgado hoje. A estimativa central no cenário de referência subiu de 4,6% para 5%. Para o IPCA no ano de 2012, o BC divulgou hoje a primeira estimativa, que está em 4,8%.

As estimativas foram construídas pelo BC no cenário de referência que prevê manutenção da taxa de câmbio constante em R$ 1,70 por dólar e a taxa Selic em 10,75% ao ano. No relatório anterior, de setembro, as estimativas haviam sido construídas com câmbio de R$ 1,75 por dólar e juro básico de 10,75%.

Também subiu a previsão do BC para a inflação que leva em conta as previsões dos analistas para uma série de indicadores, no chamado cenário de mercado. Para 2011, o IPCA avançou de 4,6% para 4,8%. Para 2012, foi construída pela primeira vez a estimativa para o índice, de exatos 4,5%. Nesse cenário, o BC constrói as estimativas de aumento de preço conforme as estimativas para o dólar e juro no horizonte das previsões. O câmbio esperado para o fim de 2011, por exemplo, é de R$ 1,75 por dólar e para o fim de 2012, de R$ 1,80.

Último Copom do ano marca despedida de Meirelles

 

Em 8 anos de Meirelles no comando do BC, Selic oscilou entre 8,75% e 26,50% ao ano.

Fonte: Cacau Araújo, de EXAME.com

Fabio Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deve dizer adeus ao BC nesta semana.

Brasília – A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deste ano também marca a despedida de Henrique Meirelles no comando da autoridade monetária. A expectativa para a 76ª reunião do Copom de Meirelles é que a taxa Selic seja mantida no patamar atual de 10,75% ao ano.

Na reunião de estreia de Meirelles como presidente do BC, em janeiro de 2003, o comitê optou por aumentar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros de 25% ao ano herdada de Armínio Fraga – que presidiu o BC no segundo mandato de FHC. 

Em oito anos com Meirelles no comando do Banco Central, a Selic oscilou entre 8,75% e 26,50% ao ano. Foram 19 elevações e 32 diminuições da taxa básica de juros. Em outras 24 reuniões, a decisão do Copom foi pela manutenção do patamar da taxa. (Veja tabela completa abaixo)

Depois das medidas tomadas na última sexta-feira (3), que diminuem a facilidade do crédito para pessoa física e retira R$ 61 bilhões da economia, o esperado é que o comitê deixe a próxima alta de juros para o atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, Alexandre Tombini, que assumirá a presidência do BC em substituição a Meirelles a partir de janeiro do ano que vem.

Dólar fecha a R$ 1,68, após intervenção mais forte do BC; Bovespa tem alta modesta

Fonte: Folha.com

O Banco Central retomou a prática de entrar no mercado de câmbio duas vezes ao dia nesta jornada em que a cotação da moeda americana chegou a bater R$ 1,67 em seu ponto mais baixo. A taxa interrompeu uma sequência de seis dias seguidos de baixa, mantendo o patamar de R$ 1,68.

Há várias semanas a autoridade monetária têm restringido suas intervenções no câmbio doméstico, tanto em volume de operações quanto nas quantias adquiridas diariamente.

Hoje, porém, foi diferente: o banco realizou seu primeiro leilão por volta das 12h (hora de Brasília), o que não fazia há tempos, e mais leilão “tardio”, após as 16h. No primeiro, o BC aceitou ofertas por R$ 1,6726 (taxa de corte) e no segundo, por R$ 1,6820.

Os agentes financeiros, no entanto, estão de olho no aperto da política monetária doméstica. “Me parece que o mercado está principalmente de olho na economia interna, mesmo. Está todo mundo antecipando que a ata do Copom [que será divulgada na semana que vem] vai confirmar que os juros vão começar a subir”, comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam.

Como salientam analistas, o aumento dos juros domésticos torna os ativos financeiros ainda mais atrativos para o capital estrangeiro, num mundo em que as maiores economias mundiais mantém suas taxas básicas em níveis historicamente baixos: na Europa, em 1% ao ano; nos EUA, em torno de 0,25%.

As recentes medidas lançados pelo governo brasileiro para restringir o crédito não alteraram significativamente o cenário básico dos analistas: o Copom (comitê que decide a taxa de juros) não deve mexer na taxa de juros (hoje em 10,75% ao ano) na reunião desta semana; o ajuste fica para o início do ano que vem, provavelmente começando com um aumento de 0,50 ponto percentual.

Dessa forma, o dólar comercial encerrou as operações do dia sendo negociado por R$ 1,682, sem alteração sobre o fechamento anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,610 para compra.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas ficaram praticamente inalteradas nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada foi mantida em 11,60%; para janeiro de 2012, a taxa prevista permaneceu em 12,04%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 12,34% para 12,32%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,17%, aos 69.670 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,58 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,49%.

Copom não deve alterar juros nesta 4ª feira, prevê Tendências

Porém, o economista André Sacconato projeta alta da Selic em janeiro.

Fonte:Luís Artur Nogueira, de EXAME.com

São Paulo – A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que começa na terça (7) e termina na quarta (8), não deve alterar a taxa básica de juros, atualmente em 10,75% ao ano. Porém, uma alta da Selic é provável em janeiro.

A avaliação é do economista da Tendências Consultoria André Sacconato, que participou nesta segunda-feira (6) do programa “Momento da Economia”, na Rádio EXAME.

As medidas de restrição ao crédito anunciadas na sexta-feira passada (3) tiraram a pressão por um aperto de juros imediato, mas não eliminaram os riscos inflacionários. “Nós temos um estudo aqui na Tendências que mostra que esse tipo de política monetária (elevação de compulsório) não substitui a taxa de juros. Certamente o Banco Central elevará a Selic em janeiro, pois a inflação está pressionada principalmente em serviços”, diz Sacconato. 

O economista diz que o Banco Central tem se baseado em três argumentos para não elevar os juros: crescimento mundial menor, meta fiscal cheia e um salário mínimo com aumento real zero. “Até janeiro, só teremos a confirmação do valor do salário mínimo. Se o governo conseguir o valor de R$ 540 (aumento real zero), o Copom poderá até adiar novamente a alta dos juros. Porém, nós, aqui na Tendências, não acreditamos no cumprimento da meta cheia do superávit primário.”

Na entrevista, André Sacconato comenta o efeito que o IGP-M acima de 10% terá na inflação em 2011 e avalia o impacto na taxa de juros da decisão “precipitada” do Banco Central de interromper o aperto monetário.