Inacreditável: Mundial tem pacote de R$ 4 milhões

Fonte: Almir Leite – O Estado de S.Paulo

 

Venda dos programas de hospitalidade teve início ontem, com 5 diferentes opções

SÃO PAULO – A Copa de 2014 vai ter ingressos a preços populares – a partir de cerca de R$ 35, conforme informou ao Estado o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke -, mas também terá entradas acessíveis apenas a um seleto grupo de pessoas. São as dos pacotes de hospitalidade, comumente adquiridos por empresas. Eles começaram a ser vendidos ontem, a preços que vão de R$ 1,2 mil a R$ 4 milhões. Isso mesmo, R$ 4 milhões! Esse é valor do Aquarela, o mais luxuoso dos 5 pacotes (leia abaixo), que dará direito aos 19 jogos do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte em luxuosos camarotes, que comportarão de 16 a 26 pessoas, com direito a comes e bebes, entretenimentos, além de benefícios como estacionamento preferencial, entre outros – todos os pacotes têm os mesmos atrativos, mas o “nível” muda conforme a categoria. Entre os pacotes, há um apenas para quem quiser acompanhar a seleção brasileira (o Specific Team Brasil) e outro para cada seleção estrangeira (Specific Team). Neste, pode-se comprar de 1 a 7 jogos de uma equipe – nesse caso, se o time for eliminado, o comprador passará a acompanhar os jogos no Maracanã. Há, também, pacote por cidades (o Venue) e para a semifinal – um ou os dois jogos -, e a decisão do Mundial (o Final Round). Uma das preocupações da Match, empresa suíça detentora dos direitos de venda dos pacotes – no Brasil, a comercialização será feita pela Traffic, em conjunto com a empresa Top Service -, é com a infraestrutura aeroportuária do País. “As distâncias representam um desafio extra”, afirmou o presidente da Match, Jaime Byrom. “A logística para os estrangeiros é muito importante. Há dificuldades específicas, como não saber em que cidade a seleção vai jogar, mas toda Copa tem suas dificuldades.” A Match credenciou 33 agentes, que cobrirão mais de 80 países. Há cerca de 450 mil ingressos de camarote, o que representa 13,6% dos 3,3 milhões de bilhetes que serão colocados à venda para os 64 jogos da Copa. A expectativa é de negociar, no Brasil, de 320 a 340 mil entradas (o preço de referência é em dólar). Em 2010, a Match vendeu 200 mil pacotes na África do Sul, com faturamento de US$ 285 milhões (R$ 494, 7 milhões). A empresa tem entre seus sócios Phillipe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Phillipe comanda a Infront, uma das acionistas da Match.

 

 

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Polícia entra em confronto com manifestantes do “Ocupe Oakland” nos EUA

Fonte: DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS / FOLHA.COM

Policiais e manifestantes entraram em confronto na noite de terça-feira (horário local) em Oakland, na Califórnia, durante um protesto em resposta à repressão realizada horas antes contra um acampamento local do movimento “Ocupe Wall Street”.

Cerca de mil pessoas estavam reunidas em frente à sede da prefeitura, na praça Frank Ogawa, quando os choques tiveram início.

Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão.

Kimihiro Hoshino/France Presse

Manifestantes socorrem colega atingido por bomba de gás lacrimogêneo

Testemunhas citadas pela agência Reuters informaram que dezenas de pessoas foram detidas durante a manifestação. O departamento de polícia de Oakland não quis se pronunciar sobre o caso.

Durante a manhã de terça, policiais dispersaram os cerca de 350 manifestantes que acampavam na praça Frank Ogawa há duas semanas.

Houve tumulto durante a retirada forçada dos manifestantes e ao menos 85 pessoas foram detidas.

A prefeitura informou em comunicado que havia advertido na quinta-feira passada os manifestantes para que não acampassem mais na praça. Outros avisos foram emitidos na sexta e segunda-feira.

Segundo a prefeitura, as manifestações serão permitidas apenas durante o dia no local.

Ben Margot/Associated Press

Vista de barracas em acampamento do “Ocupe Oakland” em frente à Prefeitura da cidade, no Estado da Califórnia

OCUPE WALL STREET

O protesto era uma versão do movimento lançado há mais de um mês em Nova York, chamado “Ocupe Wall Street”. As manifestações se concentram na indignação provocada pela ajuda do governo a grandes bancos e ao alto índice de desemprego persistente.

Centenas de manifestantes foram presos em Nova York desde o início dos protestos. Houve também prisões em outras cidades norte-americanas.

Na semana passada, a polícia de Chicago prendeu 130 manifestantes em Grant Park, local de manifestações durante a convenção democrata de 1968, e outras 15 pessoas em um protesto na Filadélfia.

Não se deve “ter prazer” com imagens da morte de Gaddafi, diz Obama

Fonte: DA REUTERS / Folha.com

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou num programa de TV exibido na terça-feira à noite a transmissão de imagens da morte do ditador líbio Muammar Gaddafi, dizendo que mesmo quem fez “coisas terríveis” merece decoro na hora da morte.

Gaddafi foi enterrado em um local secreto na terça-feira, cinco dias depois de ser capturado, morto e exposto à visitação pública. O ex-líder foi visto em vídeo sendo zombado, espancado e submetido a abusos antes de morrer.

“Isso é algo em que acho que não devemos sentir prazer (vendo)”, disse Obama no programa “Tonight Show”, de Jay Leno, na NBC, quando questionado sobre o que achava das imagens. “Acho que existe um certo decoro com o qual se trata os mortos, mesmo se for alguém que fez coisas terríveis”.

Obama observou que seu governo não havia divulgado uma fotografia do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, depois que os comandos norte-americanos o mataram no Paquistão em meados deste ano.

Confira as novas imagens de Gaddafi pelo link abaixo

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=dkucejH5LFA&noredirect=1&oref=http%3A%2F%2Fs.ytimg.com%2Fyt%2Fswfbin%2Fwatch_as3-vflrxV6uT.swf&has_verified=1&skipcontrinter=1

O presidente disse que Gaddafi não aproveitou a chance de levar a democracia a seu país.

“Ninguém gosta de ver alguém ter o fim que ele teve, mas acho que isso obviamente envia uma forte mensagem a todos os ditadores do mundo, de que as pessoas anseiam por liberdade”, disse Obama.

“Ele teve uma oportunidade durante a Primavera Árabe para finalmente reduzir seu controle sobre o poder e fazer uma transição pacífica para a democracia. Nós lhe demos amplas oportunidades, e ele não as aproveitou”.

Obama se encontra em turnê por Estados do oeste com paradas em Nevada, Califórnia e Colorado, mesclando as tarefas da Casa Branca com eventos para sua campanha de reeleição em 2012.

 

 

 

A via-crúcis de Obama

É CORRESPONDENTE DA , NEWSWEEK NO BRASIL, , COLUNISTA DO ESTADO , E EDITA O SITE , WWW.BRAZILINFOCUS.COMMAC MARGOLIS, É CORRESPONDENTE DA , NEWSWEEK NO BRASIL, , COLUNISTA DO ESTADO , E EDITA O SITE , WWW.BRAZILINFOCUS.COMMAC MARGOLIS –
O Estado de S.Paulo / Internacional
 

Não faz tanto tempo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu da aguerrida capital americana e embarcou no Air Force One rumo ao sul. Contrariando os desafetos da ultradireita, e mesmo com o mundo árabe em chamas, dedicou cinco dias à América Latina – com destaque para o Brasil. No seu melhor estilo diplomacia-charme, citou Jorge Benjor. No Rio, teceu loas à Cidade Maravilhosa e brindou o futuro do país, “líder regional e cada vez mais um líder global”.Desde então, o governo Obama reforçou a ajuda ao México, acossado pelo narcotráfico. E acaba de desengavetar a proposta de criar uma zona de livre comércio entre os EUA e a Colômbia (e outro com Panamá), tratado que estava emperrado há anos. Parecia um belo presságio para as relações com a região e, quem sabe, para uma primavera americana.

 Agora parece mais um veranico. Com a União Europeia em farrapos e a economia dos Estados Unidos no chão, a guerra de soma zero no Afeganistão e o próprio mandato de Obama ameaçado, as prioridades de Washington passam longe daqui. Há quem diga, com fundamento, que é melhor assim, ficar alheio às atenções de Washington, do que na sua mira.

 No entanto, com Obama havia expectativas bem maiores. Claro, não estamos mais na masmorra dos anos 50, quando a Guerra Fria pautava o mundo e Richard Nixon, então vice-presidente dos EUA, disse com todas as letras: “As únicas coisas no mundo que importam são China, Rússia e Europa. As pessoas não dão a mínimo para América Latina.” Os venezuelanos, pelo jeito, discordavam e, no ano seguinte, deram o troco, apedrejando a comitiva de Nixon em Caracas. A sequência traduziu bem os tempestivos humores hemisféricos da época.

 Diferente de Nixon, Obama deixa claro seu apreço pelos vizinhos, mesmo que o pouco que tenha feito demonstre isso. A reforma da imigração, a maior pauta entre EUA e México, não avançou. O muito encenado degelo das relações com Cuba ficou no freezer. E o tão esperado aval americano ao poder ascendente do Brasil, que Brasília imaginou que poderia se converter na cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, ficou nas belas palavras.

 Sim, foi no seu governo que os tratados de livre comércio com Colômbia e Panamá (e também com a Coreia do Sul) finalmente decolaram, mas a iniciativa era do seu antecessor, George W. Bush, e só ganhou asas em Washington graças à ascendência do Partido Republicano, cujas demandas Obama agora é obrigado a ouvir e atender. Dois terços de seus partidários democratas votaram contra a medida. Parte da culpa do esfriamento das relações Norte-Sul cabe à América Latina, que muitas vezes carregou nas tintas antiamericanas, até mesmo durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 O problema maior é a falta de imaginação política de Obama e o tamanho do atoleiro em que seu governo se encontra. Três anos atrás, ele assumiu como o grande conciliador, a esperança que prometia juntar adversários e amaciar o venenoso debate político de Washington. Hoje, ele desperta o ódio da direita e a desconfiança dos aliados do centro-esquerda democrata. 

Os manifestantes do movimento de Wall Street querem vê-lo longe, mesmo que ele os bajule. O mesmo vale para um número cada vez maior de eleitores independentes, o fiel da balança na eleição americana. 

O fato é que o mandato de Obama já acabou. Não que ele corra perigo de ser derrubado ou de desistir da presidência. Pode até ser reeleito, por carência de rivais republicanos à altura. Mas ninguém espera qualquer outra iniciativa de peso de Washington antes do fim de 2012, muito menos na América Latina.

 

Queda de energia elétrica preocupa comerciantes em SP

Por Paula Alves e Dalton Assis | Portal da Economia

Nos últimos três anos aumentaram no Brasil os casos de queda de energia em larga escala.

Em 08 de fevereiro, as regiões sul, centro e oeste de São Paulo sofreram com a falta de energia ficando cerca de  4 horas no escuro.  A CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) informou que a interrupção no fornecimento de energia foi devido a um problema em um gerador na região sul da capital paulista e que as causas seriam investigadas. Em contato com a CTEEP, não tivemos informações sobre essas causas.

Mesmo após restabelecida a energia às regiões atingidas, a queda de energia é um incoveniente assíduo em pontos específicos, como é o caso da Rua do Gasômeto – uma rua plenamente comercial, no bairro do Brás, centro da cidade de São Paulo.

A reportagem do Portal da Economia,  foi  ao Brás no último sábado, 09, para saber mais sobre a falta de energia que paira por lá, mas que fica esquecida pelos  holofotes da imprensa. O próprio jornal do bairro ‘’ JorBrás ’’ não noticia a situação.

Segundo  Henrique, que trabalha em uma das inúmeras madeireiras desta rua,  no último domingo, 03, por volta das 10hs horas da manhã ocorreu  uma queda de energia em vários comércios na extensão da Rua do Gasômetro. O vendedor informa que foram forçados a fechar as lojas e retornarem para casa, pois não havia condições de trabalho naquele dia. “Desde o ano passado que estamos enfrentando este problema. Se fosse uma vez ou outra tudo bem, mas sempre. Os equipamentos são velhos, o que pode tornar mais frequente a queda de energia ”, ressaltou.

Para Robson Jesus,  vendedor e morador do bairro, as quedas de energia na Rua do Gasômetro são freqüentes, a Eletropaulo, responsável por gerar a energia da cidade,  nunca fornece  os reais motivos para tanta  falta de energia. Dizem que não tem previsão para normalização e  que estão verificando as causas.  Segundo Jesus, é  sempre depois de inúmeras  ligações feitas pela maioria dos comerciantes  que os técnicos da Eletropaulo comparecem no local, fazem o reparo e vão embora sem dar nenhuma satisfação. Jesus  ainda ressalta: ‘’ Do começo do ano para cá, já aconteceram  mais seis quedas de energia e, por incrível que pareça, são sempre em um dia normal, sem chuva e quase sempre do mesmo lado da rua´´.

Nossa reportagem  procurou a assessoria de imprensa da Eletropaulo para esclarecimentos, contudo não informaram ao certo o real motivo das frequentes quedas de energia na região, informaram apenas que  a empresa está trabalhando para solucionar o mais rápido possível este problema de falta de energia na região do Brás.

 Dissonânia entre custo e benefício 

Mesmo com a privatização do setor distribuidor de energia elétrica desde 1995, que segundo o governo FHC, visava a melhoria na qualidade do serviço das redes elétricas, ainda temos casos como o ‘’apagão’’ de porporcão preocupante que ocorreu na madrugada de 04 de fevereiro, atingindo 8 de 9 estados da região nordeste do país (Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará). Esta pane elétrica também causou a paralisação do Pólo Industrial de Camaçari, na Bahia, o maior complexo industrial integrado do hemisfério sul.

No início de 2002 o consumidor residencial contava com tarifas em aumento de 132,6%, segundo representantes dos consumidores na Câmara de Gestão da Crise de Energia. Para este ano, especialistas preveêm um aumento de 9% e 11% de reajuste nas contas de luz. De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, segundo reportagem da folha.com.

As taxas cobradas são abusivas dissonantes ao serviço prestado.