Kadafi convida Brasil para ser observador da crise na Líbia

Ditador diz que vai substituir empresas ocidentais por outras chinesas, russas e brasileiras

02 de março de 2011 | 10h 19

Fonte: Andrei Netto, enviado especial do Estado, a oeste de Trípoli

O governo de Muamar Kadafi convidou nesta quarta-feira, 2, o Brasil, a União Africana (UA) e os países da conferência islâmica a assumir o papel de observadores da crise política no país. A informação foi revelada há instantes pelo embaixador do Brasil na Líbia, George Fernandes.  

O diplomata participou de um encontro promovido pela cúpula do regime de Kadafi, no qual o ditador fez um discurso transmitido pela TV estatal.

 No pronunciamento, o coronel disse também que iria substituir bancos e empresas ocidentais que atuam na Líbia por outras de China, Rússia e Brasil.

Alckmin anuncia minimo paulista de R$ 600 e critica Kassab

  Fonte: Radar Político – Estadão.com

André Mascarenhas

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou no inicio da tarde desta quarta-feira, 9, o reajuste para o salário mínimo paulista. O beneficio, que tem três faixas, ficou em R$ 600 na primeira, R$ 610 na segunda e em R$ 620 na terceira. O piso salarial de servidores públicos do Estado foi para R$ 630.

Segundo o secretario estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, os ganhos estão acima da inflação, que foram de 7,14% na primeira faixa, 7,02% na segunda e 6,9% na terceira. Os servidores tiveram o reajuste de 6,8%. O secretário anunciou também compromisso de, no ano que vem, antecipar a data de dissídio, que passa de 1º de Abril em 2011, para 1º de março em 2012.

Questionado sobre o aumento no metrô, trens da CPTM e EMTU (ônibus intermunicipais), que foi maior que o ganho concedido aos trabalhadores, Alckmin ponderou que ainda assim os aumentos são “bem abaixo do IGP” e aproveitou para criticar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). 

“Nós temos custos específicos, que foram analisados, no caso do metrô, trem e EMTU. Isso é uma análise de custos que foi feita. Ele (reajuste) está bem abaixo do IGP, que chegou a mais de 11%, um pouco acima do IPCA. E bem abaixo do ônibus (São Paulo), que está em R$ 3.”

Chamando Lula de “perdulário”, FT elogia o “pequeno terremoto” de Dilma



Para o Financial Times, a presidente Dilma Rousseff tem rompido com as políticas de seu antecessor em uma série de medidas corajosas

Fonte: Diogo Max, de

                                                                                                                     Antônio Cruz/ABr

A presidente Dilma Rousseff e Lula: diferenças são salientadas pelo FT

São Paulo –  O primeiro mês de trabalho da presidente Dilma Rousseff foi alvo de um editorial do Financial Times, um dos mais influentes jornais na economia e nos negócios. A publicação elogia as primeiras medidas tomadas pelo novo governo, que, segundo os ingleses, não representa uma continuação da administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Dilma Rousseff tem rompido com as políticas de seu antecessor em uma série de medidas corajosas”, diz o Financial Times, em artigo intitulado “O pequeno terremoto no Planalto do Brasil”. Um desses “caminhos” a que se refere o jornal britânico está na política externa. Mais precisamente nas relações com o Irã.

“Ela [Dilma Rousseff] criticou justamente a recusa do governo de seu antecessor para participar de uma resolução da ONU, que condena o apedrejamento no Irã”, explica o editorial, que afirma terem os Estados Unidos se aproximado do Brasil por conta dessa medida.

O jornal contrapõe, no entanto, que a redefinição das relações com Washington vai depender de o Brasil reconhecer que o programa nuclear iraniano não tem fins pacíficos.

Economia

Outra medida que ressalta a diferença entre os governos de Dilma Rousseff e Lula está na economia. Chamando o ex-presidente de “preocupante perdulário”, o Financial Times afirma que o governo anterior prolongou, antes das eleições, um “estímulo fiscal” que beneficiou o Brasil no auge da crise econômica.

“Para seu crédito, Dilma Rousseff reconheceu o problema”, diz o jornal britânico.  “Em recente acordo para definir o salário mínimo, ela garantiu o aumento mais baixo possível e reduziu em um terço os fundos estaduais provisórios, até a definição do orçamento deste ano. Essa medida deverá incluir cortes de custo de até 2% da produção nacional”, afirma o Financial Times.

O jornal salienta o que o excesso fiscal é “um dos pecados originais do modelo econômico do Brasil”, que contribui para taxas de juros mais altas e uma valorização da moeda, prejudicando os exportadores, além de uma carga tributária que permite o aumento da economia informal. “Quanto mais cedo Dilma Rousseff começa a cortar, melhor”, adverte o Financial Times.

Definição no Egito é vital para Israel, diz especialista

Pesquisador da USP diz que o melhor cenário para Israel é o de uma transição no Egito que mantenha militares que respaldem tratado de paz entre os países

Fonte: Eduardo Tavares, de

                                                                                        Peter Macdiarmid/Getty Images

Protestos no Cairo: futuro do Egito afeta diretamente situação de Israel no Oriente Médio

São Paulo – Na complexa teia de relacionamento entre os países do Oriente Médio e do norte da África, Israel é um dos mais interessados no futuro político do Egito. Segundo o pesquisador Samuel Feldberg, membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade de São Paulo, cada cenário possível caso o governo do presidente egípcio Hosni Mubarak caia, implica em mudanças vitais para Israel. “O Egito é o principal país do ponto de vista estratégico israelense”, afirma.

A importância da relação entre os dois países vêm do fato do Egito ser, além da Jordânia, o único país árabe que reconhece o Estado de Israel. Além disso, há tempos que a nação do norte da África exerce considerável influência sobre as demais do mundo árabe. Portanto, Israel tem muito a perder se as alterações no Egito mudarem a base da estrutura atual do governo.

Segundo Feldberg, o Egito tem conseguido manter boas relações com quem quer que esteja no controle da Faixa de Gaza, região de especial interesse israelense. Outra área que evidencia a dependência de Israel do rumo a ser tomado pelo Egito é a energética. “A matriz de energia de Israel depende muito do Egito. Apesar de ter campos de gás natural em seu território na costa do Mediterrâneo, os israelenses ainda importam muito dos egípcios”, explica.

O pesquisador acredita que o melhor cenário para garantir a estabilidade nas relações entre o país árabe e Israel seja uma transição com um mínimo de continuidade. Ele defende a participação no governo de militares que deem respaldo ao tratado de paz entre as duas nações. “É isto que os israelenses esperam, e não uma reviravolta, como seria se a Irmandade Muçulmana tomasse o poder.”

Relações Públicas

Enquanto o governo de Mubarak não cai, o principal grupo de oposição, a Irmandade Muçulmana, segue pleiteando um espaço no poder se houver uma transição. Embora a possibilidade seja pequena, o sucesso do grupo representaria um grande risco para os israelenses.

“Se você analisa os discursos da irmandade, vê que não houve modernização alguma. Eles apenas reconheceram que não é produtivo propagar suas ideias como faziam antigamente. Mas se você analisa os discursos que eles dirigem a seu público, permanece tudo igual. Houve um bom trabalho de relações públicas, é verdade. Mas é o mesmo que aconteceu com outros grupos radicais, como o Hamas, o Hezbollah, e a liderança no Irã. Apesar da aparente mudança, se a Irmandade chegar ao governo, ainda é o pior cenário para o Egito.”

Chávez completa 12 anos no poder focado nas eleições de 2012

Eleito pela primeira vez em 1998, ratificado em 2000 e reeleito em 2006, Chávez aspirará a um novo mandato em 2012.

 Fonte   – Exame.com

Estudos do governo apontam que a popularidade de Chávez está em 54%.

Caracas – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, completou nesta quarta-feira 12 anos no poder em meio a uma alta popularidade, apesar dos problemas econômicos e de uma oposição fortalecida, o que fará com que tenha de se radicalizar para manter o apoio nas presidenciais de 2012, estimam analistas.

Eleito pela primeira vez em 1998, ratificado em 2000 e reeleito em 2006, Chávez aspirará a um novo mandato em 2012, convencido de que sua presença ainda é necessária para a continuação da chamada Revolução Bolivariana.

Estudos do governo apontam que a popularidade de Chávez está em 54%. O pesquisador Alfredo Keller afirma, por outro lado, que está em 46%, enquanto Saúl Cabrera, da Encuestadores 21, afirma que o apoio é menor que 40%.

“É bastante. A verdade é que Chávez tem muito apoio”, comentou Keller, da empresa Keller e Associados, à AFP.

“Depois de 12 anos, sem dúvida alguma a primeira coisa que se evidencia é a extraordinária força que o governo ainda tem, o que não é muito normal em países como Venezuela, onde a manutenção do poder desgasta”, declarou à AFP Nicmer Evans, professor de Ciências Políticas da Universidade Central da Venezuela.

O diretor da empresa de pesquisa privada Datanálisis, Luis Vicente León, aponta, no entanto, que “uma coisa é o apoio à gestão de Chávez (em torno de 50%), e outra é o desejo de que ele se mantenha no poder depois de 2012 (23%¨)”.

Além da popularidade de seu presidente, a Venezuela chega a estes 12 anos de governo chavista com uma economia em recessão, com o índice de inflação mais alto da América Latina (27,2% em 2010) e cifras recorde de violência.

Adicione-se a isso a ausência de diálogo entre o chavismo e seus detratores, que partiu em dois a sociedade venezuelana.

“Tanto o governo de Chávez como a oposição tentando jogar suas estratégias continuarão com esse processo de polarização. Chávez não conhece outra forma de fazer política”, afirmou à AFP Saúl Cabrera.

“Para manter o apoio de seus partidários, Chávez precisa radicalizar-se”, afirmou.

Nos últimos anos, Chávez, defensor de um socialismo do século XXI, fortaleceu a presença do Estado em todos os âmbitos da vida do venezuelano.

Desde 2007, o presidente nacionalizou setores-chave da economia, como o petróleo, as telecomunicações, a eletricidade ou a siderurgia, tornou o Estado o principal ator do sistema financeiro e promoveu uma reforma agrária baseada na recuperação de milhares de hectares de terras.

Estas e outras decisões provocaram um grande receio no setor privado e nos investidores estrangeiros.

Dilma vai ao Congresso e sinaliza fórmula para reajuste do salário mínimo

Fonte: Maurício Savarese – Do UOL Notícias- Em São Paulo

 Presidente Dilma chega ao Congresso para tradicional sessão de abertura do ano no Legislativo.

Ao levar a mensagem do Poder Executivo ao Congresso, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (2) que encaminhará aos parlamentares uma proposta para concessão de reajustes anuais ao salário mínimo. Sem dar mais detalhes, ela deu a sinalização em meio à disputa com membros da base aliada que desejam aumentar o mínimo para até R$ 580 neste ano, enquanto o Palácio do Planalto estipula R$ 545.

Dilma também prometeu erradicar a pobreza e enumerou medidas que espera tomar em seu governo, como fez em todos os seus pronunciamentos desde a diplomação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ainda antes da posse como presidente.

Também estão presentes na solenidade de hoje ministros de Estado, além de Cézar Peluso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), e Ricardo Lewandowski, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Depois de ser apresentada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Dilma deu o primeiro sinal sobre a posição no salário mínimo. “A superação da pobreza extrema e a ampliação da oportunidade para todos os brasileiros não constituem ato voluntarista”, disse ela. “Não permitiremos sob nenhuma hipótese que a inflação venha a corroer nosso tecido econômico e penalizar os mais pobres.”

Mais tarde, foi mais enfática ao dizer que quer “instituir regras estáveis que permitam continuidade da politica macroeconômica” e que, por isso, encaminhará uma “proposta de longo prazo de reajuste do salário mínimo”. “Queremos a manutenção de regras estáveis que permitam ao salário mínimo recuperar seu poder de compra. É um pacto deste governo com os trabalhadores”, disse.

A presidente afirmou também que essa fórmula para cálculo do salário mínimo deverá conter “ganhos reais sobre a inflação e compatíveis com a capacidade financeira do Estado brasileiro”. Deputados ligados ao sindicalismo e outros insatisfeitos com a divisão de cargos no governo têm indicado disposição de derrotar a proposta de Dilma no Congresso e elevar o salário mínimo acima de R$ 545.

Harmonia e reforma política

Dilma foi aplaudida duas vezes pelos parlamentares ao falar sobre a necessidade de uma reforma política. Mais cedo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que o assunto será discutido neste ano pelo Congresso e que deve haver mudanças em fatias. A presidente evitou se comprometer com qualquer item, mas disse querer trabalhar em harmonia com os poderes para conseguir o objetivo.

A petista afirmou ter tido boa relação com o Congresso durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual ocupou os cargos de ministra de Minas e Energia e, mais tarde, da Casa Civil. A presidente disse que além do apoio dos parlamentares buscará trabalhar com todos os níveis de governo para buscar melhorias em especial nas áreas de saúde, educação e segurança.

Dilma lembrou a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, que matou mais de 800 pessoas no início deste ano, e repetiu a necessidade de um sistema que evite tragédias. “Nenhum país é imune aos riscos de tragédias naturais. Mas no Brasil não iremos e não podemos esperar as próximas chuvas para chorar as próximas vítimas”, disse.

“Durante décadas criou-se uma cultura em que a Defesa Civil trabalhava com focos em emergência. O que aconteceu na região serrana do Rio mostra que isso não pode continuar”, completou.

Dilma diz que fortalecerá parceria com Argentina

Presidente emocionou-se ao encontrar a outra mulher do continente a presidir um país e afirmou que firmará relações em cultura, comércio e educação.

Fonte: Leonencio Nossa e Ariel Palacios, de O Estado de S.Paulo

Dilma reuniu-se com as Mães da Praça de Maio durante sua passagem pela Argentina   Foto: Celso Junior/AE

BUENOS AIRES – A presidente Dilma Rousseff se emocionou ao defender a parceria cultural e econômica entre Brasil e Argentina. Em declaração ao lado da presidente argentina Cristina Kirchner, Dilma afirmou nesta segunda-feira, 31, que os dois países devem fortalecer parcerias em educação, cultura e comércio. “Este é um momento especial para dois grandes países de sociedades desenvolvidas que foram capazes de eleger duas mulheres presidentes”, afirmou Dilma. “Este é o primeiro de muitos encontros, e como é o primeiro, estamos um pouco emocionadas”, acrescentou.

A presidente observou que o Salão dos Pensadores Argentinos em que estavam dando a declaração, no Palácio da Casa Rosada, sede do governo argentino, era dedicada a escritores e cientistas. “Acho uma simbiose estar aqui. Este é o sentimento da nossa cooperação”, afirmou. Dilma relatou que se encontrou com as mães e avós da Praça de Maio e disse que pretende levar para o Brasil a experiência de uma parte do grupo em criar projetos na área social.
A presidente fez uma homenagem ao ex-presidente argentino Nestor Kirchner, marido de Cristina, morto em outubro do ano passado. “Quero homenagear o presidente Nestor Kirchner, não só como presidente da Argentina, mas como construtor da União de Nações sul-americanas (Unasul)”, disse. Dilma afirmou que a parceria entre Brasília e Buenos Aires pode beneficiar os demais países da América Latina. “Eu considero que Argentina e Brasil são cruciais para que possamos transformar o século 21 no século da América Latina”, afirmou.

Dilma disse que os dois países devem desenvolver um papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. Este modelo, segundo ela, deve levar em conta a preservação do meio ambiente e a soberania dos países. “Os nossos países podem e vão dar passos decisivos na construção de um mundo melhor para os nossos povos e para os povos latino-americanos”, afirmou.

Antes de Dilma falar, Cristina citou Nestor Kirchner e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ela, relançaram o Mercosul e melhoraram a relação entre os dois países. Cristina disse que a “presidenta Rousseff” teve consciência histórica, ao escolher a Argentina como primeiro país que visitou.

 Após a declaração conjunta, as presidentes, que não responderam a perguntas de jornalistas, seguiram para um almoço no Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina. De lá, a presidente Dilma embarcaria de volta para o Brasil.

Mães da Praça de Mayo

Em sua passagem pela Argentina nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff esteve, junto com Cristina Kirchner, em encontro com as Mães da Praça de Maio realizado à tarde na Casa Rosada. Pela manhã, a líder do grupo, Estela de Carlotto, disse estar “entusiasmada” em conhecer a presidente Dilma e afirmou que presidente representa a luta pelos direitos humanos no Brasil.