Euro sobe 2,84% é a melhor opção de investimento em janeiro

Fonte: Eduardo Campos | Valor Online

SÃO PAULO – O investimento em euro apresentou o melhor retorno ao investidor entre as opções acompanhadas mensalmente pelo Valor Online. A moeda comum europeia subiu 2,84% no primeiro mês de 2011. Cabe lembrar, no entanto, que divisa foi a pior opção de 2010, ao acumular perda de 11,74% no ano.

Também ganhou, mas em proporção bem menor quem ficou na renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,86%, e o CDB também subiu 0,86%. Enquanto a caderneta de poupança retornou 0,57%.

Encerrando a lista de ganhadores está o dólar comercial, que avançou 0,48% e encerrou janeiro valendo R$ 1,674. Vale destacar que, ao longo do mês, o Banco Central (BC) acentuou as intervenções no mercado, lançando mão de swaps cambiais reversos (que representam compra de dólares futuros) e leilões de compra a termo.

Liderando as perdas, o ouro afundou 9,39% no primeiro mês de 2011. O metal precioso liderou o ranking em 2010 ao acumular alta de 32%.

Também perdeu dinheiro quem aportou recursos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa, principal índice de mercado caiu 3,94% em janeiro, captando a virada de mão do estrangeiro, que reduziu investimentos de olho no comportamento da inflação e dos juros.



Bolsa de Tóquio recua 0,6%, com balanços e câmbio

Fonte: HÉLIO BARBOZA – Agencia Estado

TÓQUIO – A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, uma vez que a valorização do iene e os fracos resultados corporativos nos EUA deflagraram uma realização de lucros. A queda das ações do laboratório Eisai e da montadora Toyota – esta última ante a notícia de um recall – pesaram fortemente no resultado do pregão. O índice Nikkei 225 perdeu 62,52 points, ou 0,6%, e fechou aos 10.401,90 pontos.

 As ações abriram em baixa e assim permaneceram por toda a sessão, em reação aos anêmicos balanços da American Express e da 3M. Segundo o estrategista da Okasan Securities, Hideyuki Ishiguro, a tendência declinante da bolsa japonesa pode continuar até a segunda semana de fevereiro. “Haverá uma correção no mercado”, afirmou Ishiguro, observando que as ações vêm subindo fortemente desde o começo de novembro. Essa correção, contudo, “não será baseada numa deterioração dos fundamentos da economia japonesa”, disse. As informações são da Dow Jones

Facebook levanta US$ 1 bilhão em captação do Goldman Sachs

Fonte: Folha.com- ÁLVARO FAGUNDES – DE NOVA YORK

O Facebook levantou US$ 1 bilhão na captação feita pelo Goldman Sachs, apesar de a operação ter vetado a participação de investidores norte-americanos.

No início desta semana, o Goldman Sachs excluiu os investidores norte-americanos de adquirir uma fatia no Facebook, devido ao temor de que a “intensa atenção da mídia” não estivesse de acordo com as normas da SEC (a CVM dos EUA).

Segundo o site, que pelo acordo com o banco tinha a possibilidade de levantar de US$ 375 milhões a US$ 1,5 bilhão, a procura pelas suas ações superou a oferta, mas ele optou por captar US$ 1 bilhão.

“Com esse investimento finalizado, nós temos maior flexibilidade financeira para explorar quaisquer oportunidades que surjam no futuro”, afirmou o diretor financeiro do Facebook, David Ebersman.

O montante captado confirma que o site (que não divulga balanços financeiros) tem um valor de mercado de cerca de US$ 50 bilhões, atrás de gigantes como Apple (US$ 301 bilhões) e Microsoft (US$ 240 bilhões), mas superando o Yahoo! (US$ 21 bilhões), por exemplo.

O Facebook não confirmou, mas, com a captação, já deve ter superado a barreira de 500 acionistas, o que significa que terá que abrir seu capital em Bolsa de Valores ou publicar balanços financeiros regularmente. A empresa reafirmou que uma dessas duas hipóteses vai ser realizada até abril do ano que vem.

Tesouro fará emissão em real no exterior este ano, diz Augustin

Governo tenta conter valorização de 38% do real, que vem subindo desde o início de 2009.

 Arnaldo Galvão e André Soliani, da – Exame.com

 Marcello Casal Jr./AGÊNCIA BRASIL

 Arno Augustin: Tesouro também deve tentar aumentar a liquidez dos títulos em dólar

Brasília – O governo brasileiro vai emitir títulos denominados em real no mercado internacional este ano e estuda novas ofertas desses papéis com prazos de 10 e 30 anos, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

As emissões em moeda brasileira no exterior são parte dos esforços do governo para conter a valorização de 38 por cento do real desde o início de 2009, disse Augustin em entrevista hoje em Brasília. Para aumentar a liquidez dos papéis, o Tesouro pode incluir títulos em reais antigos no programa de recompra.

“Objetivo qualitativo relevante no nosso plano de 2011 é que o nosso programa externo auxilie nossa política cambial”, disse Augustin. “Estaremos voltados para dar liquidez aos títulos em reais.”

O Tesouro também planeja emitir mais títulos em dólares no exterior este ano, disse ele.

“Temos estratégia de aumentar a liquidez, tanto em reais quanto em dólar, mas principalmente em reais”, disse Augustin.

Os títulos do Tesouro denominados em reais, com vencimento em 2028, caíram desde sua reabertura em 20 de outubro.

Segundo Siobhan Morden, estrategista-chefe para América Latina do RBS Securities Inc., essa foi a resposta dos investidores à perspectiva de o governo aumentar a emissão de títulos em reais no exterior após dificultar a entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico ao elevar o Imposto sobre Operações Financeiras.

“O Tesouro percebeu que muitos investidores não querem investir em reais no Brasil por causa do IOF”, disse Morden, em entrevista por telefone, de Stamford, Connecticut. “Só vale a pena investir em títulos no Brasil, com vencimento de dez anos, se o estrangeiro ficar pelo menos três anos com o papel.”

A taxa de retorno para o investidor no Global 2028 elevou- se 106 pontos-base, ou 1,06 ponto percentual, desde que o governo fez a reabertura desse título em 20 de outubro de 2010. A comparação é com o lançamento do papel, em 2007. A yield estava em 9,82 por cento ao ano às 16h49, de acordo com dados da Bloomberg.

Dólar fechou a R$ 1,67 com atuação intensa do BC; Bovespa perde 0,40%

Fonte: Folha.com

A taxa de câmbio brasileira estabilizou em R$ 1,67 nesta sexta-feira, após desvalorizar por quatro dias consecutivos, num dia de atuação intensa do Banco Central.

A autoridade monetária marcou presença tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro. No primeiro segmento, realizou dois leilões para compra de dólares — por das 11h (hora de Brasília) e após as 15h30. Como de praxe, o BC não informa imediatamente o volume financeiro dessas operações, que somente são conhecidas com uma semana de atraso.

Entre 12h e 12h30, a autoridade monetária vendeu 20 mil contratos de “swap” cambial reverso, repetindo a iniciativa da semana passada, após um hiato de quase dois anos. Esse título é equivalente uma operação de compra de dólar no mercado futuro. O montante foi inteiramente absorvido pelos agentes financeiros.

Com esse contexto, o dólar comercial oscilou entre as cotações de R$ 1,676 e R$ 1,669, para encerrar o expediente desta sexta em R$ 1,675, em leve alta de 0,05% sobre o fechamento de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,780 para venda e por R$ 1,620 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) perde 0,40%, aos 69.283 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,2 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,44%.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros para 11,25% ao ano e sinalizou que deve fazer o mesmo pelos próximos meses, para conter a alta dos preços. Analistas citam como um dos fatores que deprimem a taxa de câmbio o diferencial entre os juros domésticos (muito altos) e os juros externos (mais baixos), o que tende a se ampliar.

Além disso, as empresas brasileiras continuam a acessar o mercado externo, aproveitando o custo de capital mais baixo lá fora. Ontem à noite, a Petrobras anunciou a captação de US$ 6 bilhões, por meio da oferta de títulos com prazo de cinco, dez e 30 anos.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas recuaram nos contratos de curto prazo.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada cedeu de 11,88% ao ano para 11,87%; para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 12,38% para 12,37%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,74% para 12,70%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes

Embraer conquista analistas e rouba a cena na bolsa no início de 2011

Empresa surpreende com alta de 15% e já ocupa o topo do Ibovespa no ano

Fonte: Gustavo Kahil, de EXAME.com

Com 100 entregas, jato Phenom 100 da Embraer foi o mais vendido no mundo em 2010

São Paulo – As ações da Embraer (EMBR3) chamaram a atenção do mercado na última sexta-feira (14) com uma impressionante valorização de 10%. Apesar da forte alta, o que se viu nos pregões seguintes não foi a conhecida realização de lucros, mas outro movimento de tomada de posições. O desempenho foi ampliado com os resultados de 2010. Com isso, os papéis já ocupam a liderança do Ibovespa, chegando a 15%.

A empresa entregou 246 jatos no ano passado, além de pedidos firmes de 15,6 bilhões de dólares. Apenas no quarto trimestre foram 92 jatos, sendo 30 para aviação comercial, 61 para executiva e um para o segmento defesa. Os números de 2010 ficaram acima do objetivo (guidance) traçado pela empresa. O destaque ficou com a entrega de aeronaves executivas, com um aumento de 25% em comparação com 2009.

“O melhor de tudo é que o bom desempenho de entregas no trimestre vem acompanhado de uma significativa melhora nas perspectivas para o mercado mundial de aviação, em conseqüência do aquecimento do transporte aéreo internacional”, afirma Kelly Trentin, analista da Spinelli Corretora. Além disso, como lembra o Goldman Sachs em relatório recente, a Embraer goza de um duopólio no mercado de jatos regionais.

Confira galeria com imagens dos jatos mais vendidos da Embraer em 2010

“Os investidores do setor normalmente focam no duopólio do mercado de grandes jatos da Boeing e da Airbus. Entretanto, não conferem a mesma atenção para o mercado de jatos regionais, que atualmente também é um duopólio entre a Embraer e a Bombardier”, destacam os analistas Noah Poponak, Chun-Yai Wang e Alexandria Carroll. Os papéis foram incluídos na lista de “compra com convicção” do banco.

Para 2011, as projeções seguem otimistas. No dia 10 de janeiro a empresa anunciou a venda de 10 jatos Embraer 190 para a chinesa CDB Leasing, que serão operados pela China Southern, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo. Na segunda-feira (17), a Embraer fechou um contrato para revisão de 43 jatos de combate AMX da Força Aérea Brasileira (FAB).

Ademais, a fabricante anunciou ontem a criação de uma linha de financiamento com garantia 100% do governo brasileiro, que deve ajudar no financiamento de novas aeronaves para empresas estrangeiras. A primeira a utilizar essa nova estrutura foi a companhia de baixo custo nasair, da Arábia Saudita. “O fluxo de notícias para a companhia tem sido positivo nos últimos meses”, afirma Trentin.

O Goldman Sachs também espera que novos fatos deem um impulso de curto prazo para os papéis. Segundo os analistas, os comentários otimistas das outras companhias sobre o setor nos resultados do quarto trimestre de 2010, novos pedidos de jatos, o dia do investidor a ser realizado em março e os resultados da Embraer, também em março, devem dar um novo fôlego para as ações.

“Estamos mais otimistas com a Embraer em 2011 visto que a companhia tem anunciado um maior número de negociações com as companhias aéreas em todo o mundo e ainda por acreditarmos que a empresa tem os melhores jatos do mercado com 70 a 120 assentos ao menos até 2013, quando esperamos que a competição aumente. 2011 deve ser um ano de recuperação para a Embraer”, projeta Juliana Vasconcellos, analista da Ágora Corretora.

O Goldman Sachs, que já tinha elevado o preço-alvo para a Embraer na sexta-feira passada, aumentou a projeção mais uma vez ontem para refletir os números de 2010. O preço-alvo agora foi ampliado para 42 dólares, ante os 39 dólares projetados para as ADRs (American Depositary Receipts). “O maior potencial de ganho no segmento executivo é com o jato Phenom, onde acreditamos que a Embraer está superando a concorrência de forma significativa”, ressaltam os analistas.

Mercado eleva previsão de inflação no ano pela 6ª vez

Segundo Relatório Focus, do Banco Central, projeção do IPCA para este ano subiu de 5,34% para 5,42%.

Fonte: Fabio Graner, da Agência Estado

SÃO PAULO – O mercado financeiro elevou pela sexta semana seguida a projeção para o IPCA, o índice oficial de inflação. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central, a mediana das projeções dos analistas está agora em 5,42%, ante 5,34% na semana passada e 5,29% há um mês. Para 2012, o mercado segue trabalhando com alta de 4,50% para o IPCA.

De acordo com o levantamento do BC, a mediana das projeções para a inflação nos próximas 12 meses (suavizada) passou de 5,35% para 5,47%. Há um mês, esta projeção estava em 5,40%. Entre as cinco instituições que mais acertam as projeções de médio prazo, a estimativa para o IPCA neste ano teve pequena queda, passando de 6,02% para 5,99%. Para 2012, esse grupo segue prevendo 5% de alta do índice.

As projeções do mercado para o IPC-Fipe se mantiveram em 4,90% para 2011 e 4,50% para 2012

Selic

Às vésperas da primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2011 e sob a presidência de Alexandre Tombini, o mercado financeiro mantém sua expectativa de alta de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros na próxima quarta-feira. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, além da alta nessa semana, que vai levar a Selic a 11,25% ao ano, os analistas seguem prevendo que a taxa básica fechará este ano em 12,25%, ou seja, com um ajuste total de 1,5 ponto porcentual sobre o atual nível de 10,75% anuais.

Para 2012, o mercado elevou sua expectativa para a Selic no fim do ano de 10,75% para 11%. A estimativa para a taxa Selic média para 2011 segue em 12,06% e, para 2012, subiu de 11,25% para 11,42%.

Câmbio

O mercado financeiro manteve suas projeções para o comportamento da taxa de câmbio neste e no próximo ano. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para a cotação do dólar no fim deste ano segue em R$ 1,75 e, para o fim de 2012, em R$ 1,80. A taxa de câmbio média para este e o próximo ano continuam em, respectivamente, R$ 1,72 e R$ 1,79. Os analistas alteraram ligeiramente a projeção para relação dívida líquida/PIB em 2011, passando de 39,65% para 39,60%, e também para 2012, de 37,80% para 37,75%.

PIB

O mercado continua travado em suas projeções para o crescimento da economia neste e no próximo ano. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 segue em 4,5% (pela 58ª semana), mesmo porcentual esperado para 2012 (que está em 4,5% há 44 semanas).

Para a produção industrial, a estimativa divulgada na Focus teve ligeira piora para 2011, passando de alta de 5,03% para 5,02%, mas ficou estável em 5% para 2012.

Conta corrente

O mercado elevou ligeiramente sua projeção de déficit na conta corrente brasileira em 2011, que passou de US$ 67,44 bilhões para US$ 67,49 bilhões, segundo a pesquisa Focus, a alta foi maior: de US$ 68,60 bilhões para US$ 69,00 bilhões.

A previsão para o superávit na balança comercial neste ano passou de US$ 8,75 bilhões para 9,00 bilhões e para 2012, de US$ 5,00 bilhões para US$ 5,10 bilhões. A projeção para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 segue em US$ 40 bilhões, mas para 2012 caiu de US$ 42 bilhões para US$ 41 bilhões.

IGP-M

O mercado elevou de 5,50% para 5,52% sua projeção para o IGP-DI em 2011 e de 5,53% para 5,60% a estimativa para o IGP-M neste ano. Para 2012, os analistas seguem trabalhando com inflação de 4,50% para ambos indicadores. A expectativa em relação aos preços administrados para 2011 teve recuo de 4,50% para 4,40%, mas segue em 4,50% para o ano que vem.