Bovespa inverte alta e passa a cair

Às 16h05, o Ibovespa recuava 1,33%, aos 66.106 pontos, pressionado pelos desdobramentos da crise no Japão.

F0nte: Luciana Collet, da Agência Estado

SÃO PAULO – O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira, 16, em alta, puxado pelas produtoras de commodities, que subiam acompanhando a recuperação dos preços dos insumos, no mercado internacional. Mas a preocupação com os riscos existentes no Japão e seus reflexos da economia global permanecem e contribuem para deixar o mercado volátil, enquanto investidores buscam reequilibrar as carteiras, contribuindo para ajustes em diversos papéis.

Às 16h05, o Ibovespa recuava 1,33%, aos 66.106 pontos, pressionado pelos desdobramentos da crise no Japão e a projeção para o giro financeiro no final do pregão era de R$ 9,43 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones cedia 1,48%, enquanto o S&P 5000 baixava 1,28%.

Petrobrás PN recuava 0,46% e a ação ON da empresa caía 0,40%. As ações da Vale, que abriram a sessão em alta, recuperando-se das quedas dos últimos dias, perderam o ritmo, passando a operar em terreno negativo. Há pouco, o papel PNA cedia 1,94% e o ON perdia 1,98%. Os papéis das siderúrgicas também recuavam, devolvendo os ganhos apresentados nos últimos dias.

Outro setor que passava por correção era o de construção. Após a forte queda registrada ontem, as ações de diversas construtoras sobem, lideradas por Cyrela, que foi quem mais caiu nos últimos dias, após a empresa ter divulgado uma revisão do guidance.

Já o setor financeiro segue pressionado pela perspectiva de novas medidas macroprudenciais. Mas o destaque era para os papéis das credenciadoras de cartões. Redecard recuava fortemente, capitaneando as quedas do Ibovespa, lista na qual também figuravam os papéis da Cielo. Também neste caso, operadores afirmavam que se tratava de uma realização de ganhos, mas avaliavam que o movimento pode ter sido desencadeado pelo anúncio de que Banco do Brasil e o Bradesco deram mais um passo para a criação da bandeira de cartões Elo, com a criação da Elo Participações, holding que vai deter fatias em uma série de empresas dos dois bancos, incluindo a processadora de cartões Fidelity e a promotora de vendas Ibi, comprada pelo Bradesco da C&A em 2009.

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Bolsa do Egito deve reabrir na terça-feira

Fonte: ESTADÃO.COM / AE – Agencia Estado

CAIRO – A Bolsa de Valores do Egito voltará a funcionar na terça-feira, depois de ficar fechada por mais de um mês em razão dos protestos que derrubaram o presidente do país, afirmaram fontes do governo egípcio. Os investidores sauditas pediram, enquanto isso, para que o governo egípcio interviesse e que interrompesse os dias de queda da bolsa em meio aos protestos na Líbia e em países do Golfo que pesaram sobre a confiança.

A reabertura do mercado acionário egípcio foi adiada por inúmeras vezes desde o seu fechamento, no dia 27 de janeiro, devido aos temores de que os investidores em pânico se desfizessem de suas ações à medida que milhares de estrangeiros fugiam do país. O índice EGX30, da Bolsa do Egito, caiu quase 17% em duas sessões consecutivas antes do mercado ser fechado.

As manifestações populares, que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak, foram seguidas por protestos trabalhistas e greves que forçaram os bancos do setor público a fecharem por cerca de uma semana.

A reabertura da bolsa acontece num momento desafiador. Enquanto o Egito parece ter superado a imediata crise política, os protestos continuam no país com os ativistas exigindo reformas mais rápidas dos novos governantes militares. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

‘Estado’ lança serviço pioneiro na web

Estadão Broadcast, serviço pago voltado aos pequenos investidores, vai fornecer conteúdo financeiro em tempo real a partir de 2ª-feira.

                       SÃO PAULO – O Grupo Estado lança na segunda-feira 28 o Estadão Broadcast, um sistema pioneiro de informações em tempo real voltado especialmente para investidores individuais. São notícias, análises, cotações, ferramentas e gráficos integrados em um único lugar.

O Estadão Broadcast é uma iniciativa única na internet brasileira, ao oferecer conteúdo financeiro em tempo real com assinatura paga acessível para o pequeno e o médio investidor, com o suporte da Agência Estado. O serviço sai por R$ 49,90 ao mês. Junto com o Estadão Digital, o preço é de R$ 69,90 ao mês; com as versões impressa e online do jornal, o Estadão Broadcast custa R$ 99,90 mensais.

O novo produto seleciona as informações da Agência Estado que interessam ao pequeno e médio aplicador e que não são encontradas abertamente na internet, como as notícias do AE Conjuntura e Finanças e uma tabela em tempo real de índices internacionais de ações. Atende, ainda, às necessidades de estudantes e profissionais de economia.

Além do conteúdo, a tecnologia usada no Estadão Broadcast também foi planejada para esse público específico. O acesso será via web, ou seja, o usuário não precisará baixar nenhum programa no computador. Basta conectar-se à internet, acessar o site e fornecer a senha.

Evolução. “O lançamento do produto é uma evolução natural do trabalho da Agência Estado”, afirma o diretor geral da empresa, Daniel Parke. “O sistema de informações em tempo real da AE é líder no mercado brasileiro, com um market share entre 42% e 45%. Mas, no caso do AE Broadcast, 98% dos usuários são profissionais de instituições financeiras. Agora nós temos um produto didático, com um tutorial que explica cada ferramenta e foi pensado para a pessoa física que investe em ações.”.

“É a porta de entrada para um serviço de informação profissional a respeito do mercado financeiro. Reforça a iniciativa do Grupo Estado de levar informação econômica que não existe na internet para o grande público”, afirma Pedro Dória, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado.

O Estadão Broadcast utiliza a mesma plataforma de informações e dados do AE Broadcast, compartilhando do rigor, experiência, qualidade e informações que a Agência Estado confere aos seus produtos e serviços. Futuramente, a nova ferramenta poderá oferecer outras funções, como execução e acompanhamento de ordens de compra e venda de ações junto às corretoras da BM&FBovespa.

Além das notícias e análises, o Estadão Broadcast oferece cotações em tempo real e tabelas para acompanhamento e estatísticas do mercado. Os usuários terão acesso a dados detalhados dos papéis negociados. A ferramenta identifica as melhores ofertas de compra e de venda a cada momento e informa quais corretoras estão negociando em determinado instante. Há também gráficos com estudos por volume, índice de força relativa e outros. Por fim, há uma tabela de índices mundiais.

O foco principal do produto é o mercado de ações. No entanto o conteúdo também abrange mercado de balcão, juros, commodities e moedas.

Investimento de pessoa física em títulos públicos bate recorde

Fonte: EDUARDO CUCOLO – Folha.com

Os investimentos de pessoas físicas em títulos públicos por meio do Tesouro Direto bateram novo recorde em janeiro.

Foram R$ 360 milhões, acima do recorde de R$ 267 milhões verificado em julho de 2010, segundo dados do Tesouro Nacional.

O número de pessoas cadastradas no sistema, por meio de bancos e corretoras, cresceu 24% nos últimos 12 meses, para 219.693.

Apesar do crescimento, o estoque desses investimentos ainda é baixo, apenas R$ 4,8 bilhões. Isso representa cerca de 1,5% do valor investido hoje na caderneta de poupança.

Mais da metade das vendas no mês passado foi de títulos prefixados, devido ao vencimento concentrado desses mesmos papéis no mês.

ESTRANGEIROS

Já os investimentos estrangeiros em títulos públicos continuam estáveis em janeiro, três meses depois do aumento de impostos para conter essas aplicações e a consequente entrada de dólares no país por meio dessas aplicações.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o valor da dívida federal negociada no país nas mãos de estrangeiros caiu de R$ 182,4 bilhões em dezembro para R$ 182 bilhões em janeiro.

Em termos relativos, subiu de 11,6% para 12%, já que no mês passado a dívida total caiu quase 4%, devido à concentração no vencimento de títulos.

Apesar de o percentual ser recorde, o Tesouro diz que o valor desses investimentos tem se mantido estável desde o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para 6%, em outubro do ano passado.

DÍVIDA PÚBLICA

A dívida pública federal caiu 3,84% em janeiro em relação ao valor de dezembro, para R$ 1,63 trilhão. O mês passado foi marcado pelo vencimento, principalmente, de papéis prefixados, como acontece em todo início de trimestre. A dívida interna caiu para R$ 1,54 trilhão. A externa, para R$ 86 bilhões.

A participação dos títulos pré caiu de 36,6% para 33,1%. Os títulos indexados a índices de preços subiram de 26,6% para 28,2%. Os pós-fixados, que acompanham diretamente a taxa básica de juros, passaram de 31,6% para 33,5%.

RENTABILIDADE

As aplicações em títulos públicos renderam, em média, 12,2% nos 12 meses encerrados em janeiro, segundo indicador criado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Tesouro Nacional.

Títulos indexados à inflação medida pelo IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) renderam 23%, seguidos pelos títulos atrelados ao IGP-M (15%), que não são mais vendidos hoje.

Papéis prefixados (LTN e NTN-F) tiveram rentabilidade 10,6%, ante 10% daqueles que acompanham a taxa básica de juros, as LFTs.

 

JPMorgan planeja fundo para investir em internet e mídia digital, diz jornal

Fonte:Folha .com

Na esteira do crescimento de empresas como Twitter, Facebook e Groupon, o banco JPMorgan Chase planeja criar um fundo para investir em empresas de internet e mídia digital, informou o “Wall Street Journal”.

Segundo o jornal, o banco espera captar de US$ 500 milhões a US$ 750 milhões de investidores ricos.

A reportagem destaca que o primeiro grande banco que entrou no setor foi o Goldman Sachs. No mês passado, o Facebook recebeu aporte de US$ 1 bilhão captados entre clientes do banco. O Goldman e a empresa de investimentos russa Digital Sky Technologies investiram outros US$ 500 milhões.

A operação atribuiu um valor de US$ 50 bilhões ao Facebook.

Pessoa física pode aplicar em commodities agrícolas por home broker

XP Investimentos já tem programa específico; especialistas em finanças pessoais alertam que investimento é de alto risco.

Fonte: Roberta Scrivano, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Investir em commodities agrícolas é uma boa opção para diversificação da carteira. O risco, no entanto, é grande, alertam especialistas em investimentos.

Quem comprou contratos de café, boi, milho ou soja no ano passado teve bons (ou ótimos) rendimentos. O café, por exemplo, rendeu 79,3% durante 2010. Já o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve alta de apenas 1,04%, enquanto as ações preferenciais (PN) da Petrobrás perderam 22,96% no ano passado.

As commodities têm rendimento descolado da renda variável e da renda fixa, por isso são boas para diversificar a carteira, segundo explica Beto Domenici, da Rio Bravo Investimentos. Fábio Colombo, administrador de investimentos, recomenda aplicação de, no máximo, 3% da carteira nessa modalidade. “As oscilações são fortíssimas. O risco de ganhar muito é igual ao de perder muito”, salienta.

Comprar uma fração de contrato é tão simples quanto adquirir a ação de uma empresa. A XP Investimentos, por exemplo, oferece aos clientes um home broker (plataforma online de negociação de ação e, agora, de commodities) para a negociação de contratos agrícolas. “Temos diversos perfis de investidor aplicando nas commodities”, diz Jorge Teixeira, da XP Investimentos.

Rapidez. O administrador de empresas Orlando Machado, 36 anos, é um dos investidores da XP que mescla investimentos em ação, opção e commodities. “Mexi muito com ação e opção antes de entrar nos agrícolas”, lembra. Ele afirma que, hoje, a modalidade de investimentos preferida é a compra de contratos de commodities. “É um investimento rápido. Fico com um contrato três dias, no máximo”, diz.

Teixeira explica que as commodities são de fato investimentos rápidos, por conta das oscilações nos preços. “Temos analistas especializados que sugerem o momento de compra e de venda”, afirma. “Mas, normalmente, o investidor fica com um contrato de no máximo uma semana na carteira. E depois compra outro”, detalha.

A velocidade das oscilações exige muito mais atenção do investidor. Esse é um fator que limita um pouco a participação das pessoas físicas na modalidade. “É preciso ter conhecimento”, diz Roberto Flor da Rosa, assessor de investimentos da mesa de commodities da Prosper Corretora. “Provavelmente esse investidor já possui conhecimento ou está envolvido de alguma forma no mercado agrícola. São, por exemplo, produtores agrícolas, exportadores, importadores”, emenda. Teixeira, da XP, discorda: “Se houver boa assessoria, não há tanta limitação de perfis.”

O investimento não exige grande desembolso inicial. Os contratos de milho, segundo Teixeira, são os mais baratos. “É possível comprar uma fração de contrato de milho por R$ 1 mil”, diz.

Os custos da negociação são similares aos dos cobrados em ações. Existe taxa de corretagem a cada compra e venda e taxa de custódia. Mas, como se trata de negociação no mercado futuro, é preciso “ter dinheiro para atender a chamada de margens de garantia”, diz Rosa, da Prosper.

Essa margem é solicitada pela  BM&FBovespa para garantir o cumprimento do negócio pelas duas partes envolvidas (comprador e vendedor). A margem de garantia do milho está sempre perto de R$ 1 mil. Mas, além desse dinheiro, é preciso deixar outros reais à disposição da corretora para possíveis ajustes diários negativos. Essa é uma das principais diferenças entre a negociação de ação e de commodity.

Risco. Domenici atua no private banking (que é um banco para pessoas de alta renda) da Rio Bravo. “E aqui não indicamos o investimento em commodities porque é algo muito específico, que exige muito conhecimento”, salienta.

Colombo, administrador de investimentos, endossa o que Domenici diz. E chama atenção para as fortes altas de preços que as commodities tiveram no ano passado. “Subiram muito e quase certamente não têm força para subir muito mais nesse ano”, destaca.

Os dois especialistas consideram o investimento muito específico, o que exige um nível de conhecimento mais alto que o normal.

País recebeu US$ 15,5 bi em janeiro, o maior saldo em mais de 3 anos

No mesmo mês do ano passado, o fluxo foi positivo em US$ 1,075 bilhão; entrada de dólares já arrefeceu no início de fevereiro.

Fonte: Fabio Graner, da Agência Estado

BRASÍLIA – O mês de janeiro encerrou com um fluxo cambial positivo de US$ 15,513 bilhões, o saldo mais alto para um mês desde junho de 2007, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira, 9, pelo Banco Central. Em janeiro de 2010, o fluxo foi positivo em US$ 1,075 bilhão. Nos primeiros dias de fevereiro, contudo, o fluxo de dólares arrefeceu, registrando, até o dia 4, saldo positivo de apenas US$ 39 milhões. Nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro do ano passado, o fluxo cambial foi positivo em US$ 1,863 bilhão.

O segmento financeiro (que registra investimentos diretos, em títulos e ações, empréstimos, remessas de lucros, entre outros) foi quem puxou o resultado de janeiro e também determinou o fraco desempenho na primeira semana do atual mês. Segundo o BC, o fluxo financeiro no mês passado foi positivo em US$ 14,435 bilhões, valor que supera com folga o verificado em quase todos os meses de 2010 (em janeiro do ano passado, por exemplo, o saldo foi de US$ 1,215 bilhão), perdendo apenas para os US$ 16,716 bilhões de setembro, mês marcado pela capitalização da Petrobrás. Do dia 1 a 4 de fevereiro, no entanto, o fluxo financeiro foi negativo em US$ 118 milhões, ante superávit de US$ 1,360 bilhão nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro de 2010.

No segmento comercial, o saldo em janeiro foi positivo em US$ 1,077 bilhão (ante US$ 140 milhões negativo em igual mês de 2010) e nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro, superavitário em US$ 157 milhões, ante US$ 504 milhões em fevereiro de 2010.

O BC informou ainda que as compras de dólares executadas no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em janeiro em US$ 7,992 bilhões e em fevereiro, até o dia 4, em US$ 2,836 bilhões. É importante lembrar que o dado das intervenções da autoridade monetária têm defasagem de dois dias em relação à compra executada em mercado.