Americano de 15 anos cria exame de câncer barato e rápido

Teste criado por ‘menino prodígio’ Jack Andraka é 168 vezes mais veloz que o padrão e milhares de vezes menos caro

Fonte: Agência Estado

O estudante americano de 15 anos Jack Andraka gosta de andar de caiaque e é fã da série de TV Glee. Mas além de estudar e de se dedicar aos passatempos tradicionais de um adolescente, ele desenvolveu um exame barato e rápido para detectar câncer em seus estágios iniciais em um dos mais conceituados laboratórios de câncer no mundo. 

O teste criado por Jack é 168 vezes mais rápido e 26 mil vezes menos caro que o teste padrão. Ele agora realiza seus experimentos na renomada Johns Hopkins University, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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Apesar de restrições, tablet Nexus 7, do Google, funciona bem no Brasil

O Google e a Asus ainda não divulgam previsão de quando o Nexus 7, tablet de 7 polegadas feito pelas duas empresas, chegará ao Brasil.

Fonte: LEONARDO LUÍS | Folha de SP

Enquanto isso, consumidores brasileiros mais apressados que quiserem trazer o Nexus 7 ao país poderão usar sem grandes restrições quase todos os recursos do aparelho, que tem Jelly Bean, versão mais recente do Android.

A Folha testou no Brasil o modelo de 8 Gbytes, vendido a US$ 199 nos EUA. Uma das novidades do sistema que integra o Nexus 7 é o Google Now, aplicativo nativo cuja proposta é dar numa única interface informações que ele supõe relevantes ao usuário no momento. Retângulos chamados de cards exibem dados sobre o clima, o trânsito e os próximos compromissos do usuário, entre outras coisas.

O Now mostra os cards quando julga conveniente. Dá para mudar o nível de prioridade, mas o usuário não pode exibi-los quando quer. Para alguns recursos funcionarem, é preciso ativar o Google Latitude e o serviço de histórico de pesquisa do Google.

Nos testes da Folha, feitos em São Paulo, o sistema errou por muito pouco onde ficava a casa do usuário, mas dá para editar o endereço. O Now usa o dado para indicar no card de trânsito a quanto tempo o usuário está de casa.

O card de transporte público exibiu corretamente linhas de ônibus que passavam num ponto perto do usuário. O de esportes ainda não funciona com equipes brasileiras. A proposta dele é mostrar informações como resultados de jogos sobre o time pelo qual o usuário torce -o sistema adivinha isso a partir do histórico de pesquisas.

VOZ

O Google Now inclui um recurso de reconhecimento de voz semelhante ao Siri, da Apple, mas ele não funciona com palavras em português.

O sistema pode até reconhecer as palavras de uma frase como “Quem é a presidente do Brasil?”, mas não consegue interpretar a pergunta. O resultado será uma busca feita no Google. Quando dita em inglês (“Who is the president of Brazil?”), a mesma pergunta traz como resultado um card com a foto e o nome da presidente e uma voz que diz: “The president of Brazil is Dilma Rousseff”.

O aplicativo do Google Music vem pré-instalado no Nexus 7, mas, atualmente, usuários brasileiros não podem se inscrever no serviço de armazenamento de música on-line nem comprar canções, livros e filmes na loja de conteúdo digital do Google. No Brasil, só músicas armazenadas no aparelho podem ser reproduzidas pelo Music.

Outro nativo é o Google Currents, compilador de publicações jornalísticas que ainda não tem nada do Brasil entre as opções pré-integradas ao app. No entanto, quem tem Google Reader pode ler seus feeds no Currents.

A leitura no Nexus 7 é muito confortável, especialmente por conta do peso (340 g) e do tamanho. A tela pequena, de 7 polegadas, minimiza o problema de adaptação que alguns apps, voltados a smartphones, costumam ter em tablets com Android.

Europa em crise! Agência de risco reduz nota de nove países europeus

Fonte: G1.com

França e Áustria perderam ‘nota máxima’ em ranking da Standard & Poor’s.Itália, Espanha e Portugal também foram rebaixados.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu, nesta sexta-feira (13), as notas de risco de nove países europeus. Entre eles estão França e Áustria, que tiveram suas notas rebaixadas de “AAA” para “AA+”.

Esses países detinham, até então, as notas mais altas na escala da agência, o que significa que suas dívidas representavam praticamente nenhum risco aos tomadores. Ambos também receberam perspectiva negativa, o que indica que podem ter suas notas novamente rebaixadas.

Com a redução, apenas quatro países entre os 17 da zona do euro têm, agora, a classificação “AAA”: Alemanha, Holanda, Finlândia e Luxemburgo.

“Do nosso ponto de vista, as iniciativas tomadas pelos legisladores europeus nas últimas semanas podem ser insuficientes para tratar completamente do atual estresse sistêmico na zona do euro”, afirmou, em nota, a Standard & Poor’s.

Também foram reduzidos, nesta sexta, os ratings de Chipre, Itália, Portugal e Espanha, em dois degraus. Malta, Eslováquia e Eslovênia “perderam” uma posição.  Chipre teve sua nota reduzida de BBB para BB+; Itália, de A para BB+; Portugal, de BBB- para BB; Espanha, de AA- para A; Malta, de A para A-; Eslováquia, de A+ para A; e Eslovênia, de AA- para A+.

As notas da Bélgica (AA), Estônia (AA-), Finlândia (AAA), Alemanha (AAA), Irlanda (BBB+), Luxemburgo (AAA) e Holanda (AAA) foram mantidas.

 

 

França
Mais cedo, o ministro das Finanças da França, François Baroin, já havia informado que a nota da dívida do país havia sido reduzida pela S&P.

“Não é uma boa notícia, mas também não é uma catástrofe”, disse ele à rede de televisão France 2, antes de afirmar que “não são as agências de classificação que ditam a política da França”. “Esta é uma crise inédita, consequência das duas crises financeiras de 2008 e 2009”, afirmou ele.

Revisão
Em 5 de dezembro, a agência já havia colocado sob revisão as notas das dívidas soberanas de 15 países da zona do euro. Entre os 17 países da região, apenas as notas do Chipre, que já estava em revisão para rebaixamento, e da Grécia (que já tem nota “CC”, ou seja, possibilidade iminente de moratória) não haviam sido colocadas em revisão.

Apesar do rebaixamento pela S&P, nas duas outras grandes agências de classificação de risco – Fitch Ratings e Moody’s – os papeis da França e da Áustria seguem classificados como AAA.

EUA já haviam sido rebaixados
Em agosto do ano passado, a Standard & Poor’s já havia reduzido, de “AAA” para “AA+”, a nota dos títulos da dívida dos Estados Unidos – decisão inédita, já que, até então, os EUA eram historicamente reconhecidos no mercado financeiro como sinônimo de investimento seguro entre os países que emitem papéis.

Entenda o que significa
A avaliação de risco de investimento é um sistema de nota desenvolvido por agências de análise de riscos para alertar os investidores de todo o mundo sobre os perigos do mercado em que eles escolhem para aplicar seu dinheiro.

A partir da nota de risco recebida por determinado país, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido por causa da instabilidade do país em questão.

Na definição da S&P, um papel com nota “AAA” apresenta o mais alto grau de qualidade, comparado a outros com o mesmo objetivo. Já as notas “AA” são concedidas a papeis com padrões de qualidade “muito altos”.

Zona do euro poderá ter década perdida, diz Lagarde

Diretora-gerente do FMI defendeu ação rápida e coletiva contra crise.  Christine Lagarde falou à Globo News nesta sexta-feira.

Fonte:  Ligia Guimarães G1.COM- São Paulo

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em entrevista à Globo News nesta sexta (Foto: Reprodução)

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse nesta sexta-feira (2) que a zona do euro poderá ter uma década perdida caso não seja tomada uma ação rápida e coletiva para combater a crise da dívida.

Lagarde esteve na sede paulista da Rede Globo nesta sexta, em São Paulo, onde gravou participação no programa “Globo News Painel”, e falou a uma plateia de convidados.

A entrevista da diretora do FMI vai ao ar na Globo News, no programa Globo News Painel, neste sábado (3), às 23h.

Pressão dos mercados
Na visão de Lagarde, a demora para se chegar a uma solução é parte do processo democrático, mas já há forte pressão dos mercados, para quem, na avaliação de Lagarde, “não faz diferença emprestar à Grécia ou à Alemanha.

“Se não houver uma solução rápida e abrangente e coletiva, logo a zona do euro e não sou eu a dizer isso, corre o risco de ter uma década perdida. (…)que a avaliação do mercado é de que a zona do euro e uma zona economia também, não faz diferença emprestar à Grécia e à Alemanha.

‘Não vimos a crise se formando’
Lagarde disse que, assim como “praticamente todos” os órgãos internacionais do mundo, o FMI falhou em prever a crise de 2008, cujo marco inicial foi a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.

“Nós, assim como muitos outros, falhamos em reconhecer a crise precocemente. Não me conforta o fato de que praticamente todos não anteciparam, apenas um ou outro economista no mundo. (…) Nós não vimos a crise que estava se formando”, disse a diretora.

Lagarde destacou pontos positivos da postura do FMI no reconhecimento, ainda que tardio, da crise. “Fomos honestos o suficiente para reconhecer, e buscamos pessoas que têm a tendência a criticar para que dissessem a nós o que fizemos de errado, pedimos que nos apontassem por que não vimos a crise chegar. Fizemos um relatório que ‘levantou a pele’ do FMI e o levamos a público, nos arriscamos. Muitos outros não fizeram isso”.

Risco de contágio é uma coisa concreta
Lagarde destacou a posição atuante do FMI no combate à crise citando os exemplos de Itália, Portugal e Grécia, que atualmente estão sob programas do Fundo.

“Dois desses três estão procedendo conforme o plano; o caso da Grécia é muito mais complicado do que pensávamos inicialmente. O risco de contágio (para outros países europeus) que todos temiam agora é uma coisa concreta”. Para Lagarde, a dificuldade que países como a Alemanha têm enfrentado nos leilões de títulos é uma evidência de como a crise se estendeu.

Sobre a situação do Brasil na crise, Lagarde elogiou as políticas tomadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e citou o alto volume das reservas brasileiras como um dos pontos fortes do país contra a crise.

“Não acho que qualquer país possa ficar imune se a crise crescer e não for tratada, mas acredito que o Brasil está em situação melhor do que outros”, na opinião de Lagarde, o país já enfrentou uma crise de forma bem-sucedida e está habilitado a resistir a choques.

Questionada sobre se os líderes europeus não deveriam se preocupar mais em resolver a crise da dívida imediata do que em discutir como evitar que o problema volte a ocorrer no futuro, Lagarde disse acreditar que é importante tratar das três questões.

“Não se pode concentrar energia em um dos pontos. Concordo que a dívida deva ser a prioridade, mas depende também do que se faz em termos de consolidação fiscal e estimulo à economia (…). E também medidas que permitam o crescimento, porque sem crescimento é muito difícil resolver a dívida”, afirmou.

Tea Party e “Ocupe Wall Street” mostram polarização nos EUA

Fonte: DA BBC BRASIL – ESTADÃO.COM 

A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o “Ocupe Wall Street”, à esquerda, vêm ganhando destaque.

As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.

Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.

Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o “Ocupe Wall Street”, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.

INCÓGNITA

Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no “Ocupe Wall Street”, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.

Os participantes dos protestos do “Ocupe Wall Street” têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.

“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do “Ocupe Wall Street” farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornal “Washington Post”.

“Dito isso, o movimento (“Ocupe Wall Street”) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.

INSATISFAÇÃO

Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego — atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.

Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo Washington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.

Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.

Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.

A mesma pesquisa do “Washington Post” e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.

REPUBLICANOS

Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.

No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.

O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.

De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.

Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.

No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.

‘Ocupar Wall Street’ fecha porto nos EUA

Fonte: Gabriel Bueno, da Agência Estado

 

Pelo Porto de Oakland, passam 59% do comércio entre EUA e Ásia 

OAKLAND – Manifestantes mascarados e policiais entraram em confronto na madrugada desta quinta-feira, 3, em Oakland, na Califórnia, após um dia de protestos que fazem parte do movimento “Ocupar Wall Street” que levaram ao fechamento de um dos mais importantes portos dos Estados Unidos. As manifestações estavam em geral pacíficas até cerca da meia-noite (hora local), quando dezenas de manifestantes no centro da cidade começaram a atirar pedras e garrafas, ocupar prédios vazios e erguer barricadas.

A polícia antidistúrbio avançou e jogou gás lacrimogêneo. Os manifestantes violentos pareciam ser uma dissidência do movimento “Ocupar Wall Street”, que está acampado perto da sede da prefeitura de Oakland. Vários manifestantes foram ao local dos confrontos pedir calma.

Pelo Porto de Oakland, passam 59% do comércio entre EUA e Ásia. O porto mandou os empregados para casa no início da quarta-feira, após centenas de manifestantes cercarem as docas. A operadora do porto informou em comunicado na noite de quarta-feira que as operações estão na prática paralisadas e só serão retomadas quando houver segurança para isso.

Durante o dia, milhares de pessoas marcharam no centro da cidade em apoio a uma greve, convocada após a polícia disparar gás lacrimogêneo para retirar manifestantes de uma área, na semana passada, em uma operação que feriu uma pessoa. A imprensa local informou que dois manifestantes foram atingidos por um carro e hospitalizados.

O porto é responsável por US$ 39 bilhões em importações e exportações por ano e pelo emprego de dezenas de milhares de pessoas na área. Autoridades disseram esperar que o trabalho seja retomado nesta quinta-feira. As informações são da Dow Jones.

 

 

 

Bolsões de pobreza crescem nos EUA, aponta estudo

Fonte: DA REUTERS, EM WASHINGTON  / ESTADÃO.COM

A pobreza se agravou na última década em muitos bairros de cidades do centro-oeste e sul dos Estados Unidos, ameaçando as escolas, a segurança e a saúde pública, e aumentando os gastos dos governos locais, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

A Brookings Institution, entidade de pesquisas independente, concluiu que as populações em bairros de pobreza extrema aumentaram em pelo menos um terço nos últimos dez anos.

Pelo menos 40% dos indivíduos nessas áreas vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo federal dos EUA, o que significa uma renda anual de US$ 22.134 para uma família de quatro pessoas.

O maior crescimento da pobreza aconteceu no centro-oeste. Mas a cidade com a maior concentração de pobres no país é McAllen, no Texas, ao sul, onde mais de um terço dos habitantes são considerados pobres. El Paso, também no Texas, e Memphis, no Tennessee, aparecem em seguida nessa lista.

“Ao invés de se distribuírem de maneira uniforme, os pobres tendem a se agrupar e concentrar em certos bairros ou grupos de bairros dentro de uma comunidade”, disse a Brookings.

“Bairros muito pobres enfrentam todo um conjunto de desafios que advêm da desvantagem concentrada — de taxas de criminalidade mais elevadas e piores resultados na saúde a oportunidades educacionais mais reduzidas e redes de empregos mais fracas.”

Segundo o relatório, que se baseia em dados do Censo de 2000 e de pesquisas domiciliares por amostragem feitas de 2005 a 2009, “o crescimento da pobreza causada pela recessão no final da década de 2000 aumentou ainda mais a concentração de indivíduos pobres em bairros de pobreza extrema”.

Ainda segundo a pesquisa, quase 6,5 milhões de crianças viviam em 2009 em lares com rendimento inferior à metade do limite oficial da pobreza. O sul dos EUA respondeu por quase metade do aumento da pobreza extrema no país.

“Em 2009, as pessoas na pobreza extrema eram o grupo de renda que mais crescia”, disse Steve Suits, vice-presidente da Fundação Sulista da Educação.

Recentemente, o Departamento do Censo informou que o número de pobres cresceu em quase todos os Estados dos EUA em 2010. A Brookings relatou que cerca de 40% dos pobres vivem fora das grandes cidades, o que mostra que a pobreza está se estendendo para os subúrbios, tradicionais redutos da classe média nos EUA.

O negros americanos continuam sendo o grupo mais expressivo nos bairros de pobreza extrema, mas desde 2000 cresceu a presença nessas áreas de anglo-saxões brancos, ao mesmo tempo em que diminuiu o percentual de latinos, segundo a Brookings.