Seção da Campus Party aberta ao público é “simples demais”, diz visitante

Fonte:  FOLHA.COM – CARLOS OLIVEIRA – COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

A Campus Party não é feita só de noites mal dormidas à frente do computador e palestras.

A Expo é a seção aberta ao público da Campus Party. Bem menor que a área dos campuseiros, ela oferece mesa de pebolim virtual, videogames, lojas, piano digital no chão para ser tocado com os pés, entre outras atrações.

O concurso de air guitar (tocar guitarra imaginária) é uma das atrações que mais animou o público.

Para Bruno Giardino, 23, engenheiro, a Expo é “muito simples”. “Quem não tem acesso à parte dos campuseiros não tem quase nada”, afirma.

A estudante Carolina Miranda, 16, disse estar irritada pois não sabia que o estande que iria visitar está do lado dos campuseiros.

Já para Francisco Guimarães, estudante de 18 anos que veio de Campo Limpo para visitar a sessão Expo, ela diverte por oferecer “muita interatividade”. “Há jogos para consoles de última geração, como o de dança para Kinect”, diz Guimarães sobre o acessório da Microsoft que dispensa controles.

CRITICAS À ORGANIZAÇÃO

Ana Lúcia Jorge, 45, e Marco Toledo, 48, estão na Expo para visitar o filho, que está acampando com os campuseiros.

Eles afirmam ter chegado às 19h30 da segunda-feira e ter encontrado uma organização despreparada: “Tentamos todas as entradas, ninguém sabia se visitante podia entrar ou não e no site não constava nada”, alega Ana Lúcia.

“Você paga R$ 20 pelo estacionamento e não pode entrar, deviam ter parado a gente na porta”, critica Marco.

Durante a visita da reportagem, a maioria dos presentes estava cadastrada para entrar na área dos campuseiros. Segundo a segurança do local, essa é a tendência até o momento.

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Participante tem computador furtado na Campus Party

Fonte: ALEXANDRE ORRICO – DE SÃO PAULO – FOLHA.COM

Frequentador da Campus Party há três anos, Tiago da Silva Cabral, 24, psicólogo de Barra Mansa (RJ), teve uma desagradável surpresa logo na primeira noite de evento. Alguém aproveitou o apagão que aconteceu por volta das 3h da manhã de terça-feira (18) para furtar o computador que ele comprou especialmente para usar no evento, um netbook Asus Eee PC 1201, de 12 polegadas, preto.

“Para aproveitar a internet o maior tempo possível, nós costumamos deixar o computador ligado na bancada. Foi o que eu fiz. Como ainda havia umas cinco pessoas da minha caravana na bancada, achei que não haveria problemas e fui dormir. Quando acordei o computador não estava mais lá”, diz Tiago.

Ele procurou a organização e foi orientado a procurar com os colegas de caravana, verificar se não foi uma brincadeira ou algo parecido. “Depois eles praticamente tiraram o corpo fora, disseram que o evento não se responsabiliza por isso e que a culpa foi minha por ter deixado o computador em cima da mesa”, reclama Tiago.

“Há falhas na segurança. A entrada principal tem detectores de metal e sempre escaneiam seu crachá, mas tem uma saída lateral pela qual deixam você sair se você não estiver com mochila ou disser que não está carregando um computador. O segurança só olha para o seu crachá e pronto”, completa.

Por enquanto, Tiago aproveita a internet nos computadores disponíveis para uso dos campuseiros na área de software livre do evento. Disse ainda que a organização prometeu alugar um computador para ele, mas que até agora não houve retorno.

A assessoria da Campus Party informou que o evento não se pronunciará sobre nenhum caso específico e que irá tomar todas as providências cabíveis sobre todas as queixas que receber, mas que, por enquanto, não recebeu reclamação alguma sobre o furto –contrariando as informações dadas por Tiago.

“Gosto muito do evento e da organização. Pretendo voltar no ano que vem independentemente de qualquer coisa, mas estou torcendo para que meu netbook apareça”, finaliza Tiago.

Da Campus Party para a Nasa

Fonte:  Alexandre Mello | Estadão

A atitude de uma campuseira abriu as portas para estudantes brasileiros estagiarem na Nasa. Foi na Campus Party de 2010, quando a estudante de 22 anos Janynne Gomes chamou de canto o palestrante Marco Figueiredo e perguntou: “Como eu faço para trabalhar na Nasa? Quero ir.”

“Não foi a pergunta. A coragem é que me impressionou”, afirma Figueiredo, brasileiro que trabalha há 20 anos na agência espacial americana, mas entrou por outros meios.

“Dizem que todo mundo de Governador Valadares tem um parente nos EUA. É o meu caso. Fui morar lá depois de ter me graduado aqui (em Engenharia Elétrica na UFMG) e fiz mestrado em Engenharia de Computação na Universidade Loyola Maryland. Já estava nos Estados Unidos quando fui chamado para trabalhar na Nasa”, explicou.

Mas diante da ousada pergunta, o graduado palestrante ficou mesmo mudo. Não sabia responder. Por isso, anotou os dados de Janynne e foi perguntar ao Mike – Michael Anthony Comberiate, engenheiro de sistemas da Nasa.

Descobriu então que era possível que estrangeiros fossem estagiar na agência espacial. Na análise de currículo, perceberam que Janynne já reunia características importantes. Cursava Sistemas da Informação, estudava inglês há um ano e tinha apoio (inclusive financeiro) da instituição em que estudava, a Universidade Vale do Rio Doce/MG.

Marco, por sua vez, fez contato junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia e conseguiu levar mais três estudantes brasileiros.

“O problema é mesmo o visto (de entrada no país)”, afirma Marco Figueiredo. “É possível conseguir o valor, uns US$ 5 mil, para se manter nos EUA pelo período, que é de quatro semanas”, destacou. O estágio não é remunerado, mas… há alguma dúvida do retorno do investimento?

“Você recebe um certificado de estágio na Nasa. Só a Janynne já foi chamada para fazer estágio remunerado de três meses na sede Microsoft em Seattle”, afirmou Figueiredo. Ela pretende participar mas também deseja voltar para a Nasa na próxima leva.

Haverá uma próxima leva? Sim. Esse foi inclusive o primeiro assunto tratado por Marco e Mike na palestra de ontem à noite. Neste ano, serão 10 brasileiros. “Não conseguimos fechar o processo de seleção ainda. Temos uns cinco nomes em mente, mas queremos conhecer mais gente da Campus Party”, afirma Marco.

Os requisitos foram prestar atenção na palestra de ontem – uma apresentação de projetos realizados pelos dois na agência espacial -, fazer boas perguntas e, claro, em Inglês, para mostrar sua fluência no idioma.

E dá para encontrar os dois profissionais da agência espacial na própria Campus Party, pois eles devem estar no evento nestes dias 19 e 20. E aí? Quer ir estagiar na Nasa?

O futuro da internet na Campus Party

Fonte: Por Rafael Cabral – Estadão.com

Quando pensou em criar a World Wide Web, o inglês Tim Berners-Lee, na época empregado da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), imaginava a futura rede como um espaço aberto e de colaboração contínua, mas não poderia prever a proporção que ela tomaria quando a maior parte da população estivesse conectada. A plataforma pensada por ele – já potencialmente transformadora desde a ideia de descentralização – se tornaria revolucionária apenas quando as pessoas começaram a usá-la para criar mais e mais inovação. Quando nasceu, a rede parecia impressionante por si só, mas era só o começo.

“A coisa mais interessante sobre a web é que ela se tornou a base para milhares de outras invenções tão importantes quanto ela. Várias tendências interessantes estão sendo lançadas agora, como o HTML 5 (que não é apenas uma linguagem nova para criar sites), ou a mobilidade, que levou a web até gente que não conseguia comprar um computador. Vemos indivíduos trabalhando sozinhos e outros colaborando com pessoas que conheceram na rede. As pessoas não param de criar coisas na internet”, disse ele na sua fala de abertura na quarta edição da Campus Party, nesta terça-feira, 18.

Para ele, o próximo passo na evolução da internet é a aprimoração dos sistemas democráticos. Entusiasta da liberação de dados de governos e criador do site Data.gov.uk (em parceria com o governo britânico), Berners-Lee acredita que a transparência através dos meios digitais pode ajudar a melhorar a governança dos países abertos. Os dados produzidos pelo governo, pagos por impostos, devem ser abertos. Isso possibilita que as pessoas peguem os dados brutos e conectem os pontos de uma maneira nova, criando novos sentidos para entendermos melhor como o mundo funciona. Tudo tende a funcionar melhor dessa maneira”, argumenta.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ecologista-modelo Al Gore, que dividia o palco com ele, concordou e foi bastante aplaudido. Também apresentado como um dos vários “pais da internet”, o democrata pode não ter parte no lado técnico da rede, mas foi um dos mais importantes apoios políticos para a sua disseminação e consolidação nos Estados Unidos.

“Podemos construir uma verdadeira democracia, com mercados que de fato são abertos. A internet deve ser usada pelas pessoas para que o governo funcione como deveria. O governo não é eficiente porque ainda nao se adaptou às possibilidades da internet e da web, e os cidadãos podem levar a essa revolução”, disse, para depois soltar um slogan que o fez ser ainda mais aplaudido pela plateia, que antes fazia olas (como as de estádio de futebol) para saudá-lo. “Defenda a internet, não a deixe ser controlada por governos ou grandes corporações! É uma rede de pessoas!”, bradou.

No entanto, a empolgação de ambos cessou quando o mediador do debate, o editor da Wired inglesa Ben Hammersley, fez uma pergunta um pouco mais difícil: O WikiLeaks, o polêmico site de liberação de documentos, também se insere nesse contexto de democratização e transparência? Tanto Gore quanto Berners-Lee deram voltas e voltas argumentativas, mas não responderam a pergunta. Dados privados são outra história, disseram.

O programador e cientista da computação Vint Cerf — outro “pai da internet” — participou da apresentação com um vídeo gravado.

FRASES

“A internet deve poder ser usada para qualquer coisa. A web não deve ser usada apenas para veicular boa poesia, até porque isso é subjetivo, mas deve ter literatura de todo jeito. A diversidade é fundamental. A web só funciona porque é descentralizada.” — TIM BERNERS-LEE

“Informação é poder. Governos livres não deveriam temer o poder das pessoas, mas infelizmente muitos deles tentam controlar e censurar a internet. Eu achei por muito tempo que seria impossível que eles conseguissem, mas várias nações estão conseguindo barrar o fluxo de informação que circula pela internet.” — AL GORE

Queda de energia afeta Campus Party pela segunda vez

Fonte: Olhar Digital.com

Img- olhar digital

Uma queda de energia afetou a Campus Party 2011 na tarde dessa terça-feira (18), por volta das 17h50. A luz caiu de repente, irritando os campuseiros, que se reuniram ao redor dos servidores da Telefônica – o único lugar que sobrou iluminado – para protestarem contra a segunda queda de energia. A primeira aconteceu durante a madrugada.

Os participantes gritavam “eiro, eiro, eiro, eu quero meu dinheiro” e “Ooooo, cadê o gerador?” para manifestar.  Os campuseiros até trouxeram a Santa Banda Larga, uma das personagens criadas para a Campus Party. Os campuseiros ficaram “presos” dentro do evento, já que os equipamentos de segurança estavam desligados. Ninguém pode entrar ou sair enquanto a luz não voltou. Por volta das 18h50, a luz retornou.

A primeira queda de energia aconteceu na madrugada desta terça-feira, por volta das 3h da madrugada, e voltou cerca de duas horas depois. O blackout foi causado por um caminhão que se chocou contra um poste e derrubou a energia da Campus Party.

Empresas fazem busca por talentos na Campus Party

Fonte: CAMILA FUSCO – DE SÃO PAULO- FOLHA.COM

A Campus Party, feira de inovações digitais que começa hoje em São Paulo, é o lugar certo, na avaliação das empresas de tecnologia, para encontrar talentos.

Os alvos, entre os 6.500 participantes esperados, são principalmente estudantes universitários ou jovens profissionais de ciência da computação e engenharia.

“São empresas que acreditam que do caos criativo poderão surgir coisas interessantes e que apostam também que do Brasil sairá um novo Google ou Facebook”, diz Mário Teza, diretor da empresa organizadora da feira, a Futura Networks.

As táticas para encontrar os talentos variam.

A Vivo terá uma equipe com dez funcionários que vão acampar e aproveitar para mapear interessados em trabalhar em suas unidades regionais pelo Brasil.

A Totvs, empresa brasileira de software de gestão empresarial, terá equipes para selecionar currículos e entrevistar candidatos para as vagas de engenheiro de pesquisa e desenvolvimento e de programador.

A Telefônica apostou na combinação de táticas de recrutamento.

No processo tradicional, seis profissionais de RH vão receber currículos e conversar com os candidatos.

TESTE DE RESISTÊNCIA

No formato alternativo, fará o concurso “Iron Geek”, que testará a resistência dos participantes em assuntos de tecnologia. O vencedor passará três meses em treinamento na sede da empresa, na Espanha.

Parte dos contatos feitos na Campus Party poderá ser aproveitada pelo recém-criado Centro de Inovação e Desenvolvimento.

A unidade, primeira fora da Espanha, pesquisará tecnologias de vídeo, TV e plataformas de internet em alta velocidade para os 25 países onde a operadora atua.

“Estratégias como essas nos permitem entender a demanda de uso da tecnologia, conhecer ideias inovadoras e ter contato com possíveis gênios que vão mover a indústria nos próximos dez anos”, diz Françoise Trapenard, diretora de RH da Telefônica.

O evento, que vai até domingo, terá 500 horas de conteúdo e mais de 400 atividades, distribuídas em ciência, criatividade, inovação e entretenimento digital.

O perfil esperado dos “campuseiros” -nome atribuído aos frequentadores da feira- inclui 73% de homens e 27% de mulheres. Cerca de 80% têm entre 18 e 29 anos.