Governo reduz alíquota de IPI de painéis

Decreto que zera imposto para painéis de madeira, laminados de alta resisência e de PVC foi publicado no Diário Oficial da União; alguns produtos tinham alíquota de até 15% 

Fonte: Rosana de Cássia | Agência Estado

BRASÍLIA – O governo publicou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU), decreto que reduz para zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre painéis de madeira, laminados de alta resistência e de PVC. Alguns produtos tinham alíquota de 15% e outros de 5%.

O objetivo, segundo a Receita Federal, “é estimular os setores envolvidos, contribuindo para a manutenção dos níveis de atividade econômica e de emprego e renda”. A renúncia de receitas decorrente do decreto é estimada em R$ 116,12 milhões de reais.

MEC acena com mais verba a Estados, após avaliação ruim do ensino médio

Fonte: Valor

Uma semana depois de anunciar os maus resultados do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – 11 Estados deixaram de cumprir a meta -, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, convocou todos os secretários estaduais de Educação para discutir saídas para o ciclo mais problemático do ensino básico, cuja responsabilidade constitucional é dos Estados. O Ideb é o principal indicador de qualidade educacional do país.

Mercado reduz previsão de crescimento do PIB em 2012, mostra Focus

Fonte: Por Ana Conceição | Valor

SÃO PAULO – Analistas do mercado continuaram a reduzir a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2012, apesar dos sinais positivos de alguns indicadores divulgados na semana passada.

A mediana das projeções para o PIB no boletim Focus, do Banco Central, coletadas junto a mais de cem instituições, recuou – pela terceira semana consecutiva – de expansão de 1,81% para 1,75%.

Para 2013, a projeção do PIB foi mantida em 4% de crescimento.

Na semana passada, o BC informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,75% em junho, ante o mês anterior, com ajuste, em linha com as expectativas do mercado, depois de ter recuado 0,014% em maio. Foi a variação mais alta do indicador desde março de 2011, quando marcou expansão mensal ajustada de 1,47%.

Outros indicadores mostraram crescimento do emprego em julho e do consumo em junho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo ampliado e restrito subiram 1,5% e 6,1%, respectivamente, na comparação dessazonalizada com maio.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou criação líquida de 142,5 mil empregos em julho, 1,37% mais que no mesmo período do ano passado.

Indústria

Junto com o PIB, as expectativas para a produção industrial seguem se deteriorando no Focus. A mediana das estimativas para 2012 recuou de uma contração de 1% prevista na semana passada, para queda de 1,2%, décima segunda queda consecutiva nas projeções. Para 2013, contudo, a mediana subiu de uma expansão de 4,30% para 4,40%.

Na semana passada, como mais uma tentativa de estimular a retomada da atividade econômica do país, o governo anunciou concessões de 7,5 mil km de rodovias e 10 mil km de rodovias à inciativa privada.

Inflação

As expectativas do mercado financeiro para a inflação neste ano continuam a se deteriorar. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 2012 subiu de 5,11% para 5,15%. Foi a sexta elevação consecutiva nas projeções, que há um mês estavam em 4,92%.

Para 2013, contudo, as apostas se mantiveram em 5,50%.

O grupo Top 5 – analistas que mais acertam as previsões – manteve a previsão para o IPCA em 5,15% neste ano, e em 5,50% em 2013 (mediana de médio prazo).

Juro

Os analistas em geral não alteraram suas apostas para o juro. A mediana para a Selic ao fim deste ano se manteve em 7,25%. O Top 5 ficou mais conservador e elevou sua expectativa para o juro no final deste ano, de 7,00% para 7,25%, também na mediana de médio prazo.

O mercado continua a apostar que o Copom vai reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual na reunião dos próximos dias 28 e 29 de agosto. A taxa está atualmente em 8,0%.

Para o fim de 2013, a mediana das projeções cedeu de 8,50% para 8,38%. O Top 5 também reduziu suas estimativas para a taxa Selic no ano que vem, de 8,75% para 8,63%.

Câmbio

Analistas do mercado financeiro mantiveram pela segunda semana consecutiva suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2012 e de 2013 em R$ 2,00, mostra o boletim Focus.

Na semana passada, o dólar acumulou leve alta e fechou negociado a R$ 2,015 na sexta-feira. Foi mais um período de limitada oscilação de preço, em que a moeda variou muito estreitamente em torno dos R$ 2,0.

Balança comercial

O boletim Focus mostrou que as projeções para o saldo da balança comercial em 2012 também foram mantidas em US$ 18 bilhões. Para 2013, houve pequena alta de US$ 14,20 bilhões para US$ 14,78 bilhões.

As estimativas para o investimento estrangeiro direto (IED) continuaram em US$ 55 bilhões em 2012 e em US$ 60 bilhões em 2013.

A mediana das projeções para o déficit em conta corrente em 2012 segue em queda. Saiu de US$ 59,25 bilhões para US$ 58,63 bilhões. Há um mês estava em US$ 62,15 bilhões. Para 2013, a estimativa ficou em US$ 70 bilhões.

A expectativa para a dívida líquida do setor público em 2012 passou de 35,20% do PIB para 35,27%. Em 2013, seguiu em 34%.

Pela volta do diploma de jornalismo

Por Dalton Assis

Lamentável o cenário em que se encontra, atualmente, a nossa profissão. É um absurdo dizer que o jornalismo devia ser livre e praticado por todos, conforme o editorial “Vício corporativista”, publicado no dia 09 de agosto pelo jornal Folha de S. Paulo.

Está tudo errado! O diploma tem que voltar sim e o mais rápido possível. Não digo isso como forma de discriminação para com as pessoas que gostam de escrever, criam blogs e, não raro, contribuem para o jornalismo, muito pelo contrário, a relação entre o jornalista e o público em geral tem de ser aberta mesmo. Mas o que não dá  é igualar  o profissional de imprensa que estudou e se especializou por anos ao “juquinha da esquina” que escreve bem e tem boas ideias. Isso não o qualifica para a seriedade do serviço jornalístico.

Outra questão importante a ressaltar é que não é um mero papel, chamado de diploma, recebido ao fim do curso que, de fato,  fará de você um jornalista, mas sim a sua competência diante do mercado de trabalho, o compromisso que você aprende a ter com seu público ao longo dos anos,  além do aprendizado no corre-corre das redações.

Contudo, a validade do diploma é fundamental para que não haja uma banalização cada vez maior pela nossa profissão nas academias, nas empresas, nos órgãos públicos gerando descrédito do papel do jornalista como mediador social  que é , e sempre será,  essencial ao interesse público.

Dalton Assis, 25,  repórter do Blog Mural do Jornal Folha de S. Paulo

Brasil atinge 245,2 milhões de telefones móveis, diz Anatel

Dados sobre janeiro foram divulgados nesta quarta (15). Linhas com 3G totalizaram 50,8 milhões de acessos.

Fonte – Do G1, em São Paulo

O Brasil fechou janeiro com quase 245,2 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgados nesta quarta-feira (15). Com isso, a chamada “teledensidade” no país chegou a 125,29 acessos por 100 habitantes.

O número absoluto de novas habilitações (2,9 milhões) é o maior registrado em um mês de janeiro nos últimos 13 anos e representa um crescimento de 1,22% em relação a dezembro de 2011, conforme a Anatel.

As linhas com banda larga móvel de terceira geração (3G) totalizaram 50,8 milhões de acessos, um crescimento de 23,45% em comparação a dezembro de 2011 (41,1 milhões).

Do total de acessos em operação em janeiro, 200,7 milhões eram pré-pagos (81,86%) e 44,5 milhões pós-pagos (18,14%). Em dezembro de 2011, havia 198,2 milhões de acessos pré-pagos (81,81%) e 44 milhões pós-pagos (18,19%).

Sobre a participação de mercado das operadoras no Brasil, a Vivo segue como líder, com fatia de 29,73%. A Tim ficou em segundo lugar, com 26,56%, seguida pela Claro, com 24,78%. A Oi ficou na quarta posição, com 18,62%.

Novos contratos de aluguel em SP sobem 18,48% em 2011, diz Secovi

Alta ficou acima da correção acumulada no período pelo IGP-M, de 5,10%.
Em dezembro, aluguéis registraram aumento médio de 0,8%.

Fonte: Do Valor OnLine  / G1.com

Os novos contratos de aluguel residencial na cidade de São Paulo encerraram o ano de 2011 com alta acumulada de 18,48%, bem acima da correção acumulada no período pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que rege a maior parte dos contratos de locação em andamento, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Os novos contratos de aluguel residencial na cidade de São Paulo encerraram o ano de 2011 com alta acumulada de 18,48%, bem acima da correção acumulada no período pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que rege a maior parte dos contratos de locação em andamento, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Segundo o levantamento do Departamento de Economia e Estatística da entidade, em dezembro, os aluguéis residenciais contratados mês trouxeram aumento médio de 0,8% ante o mês imediatamente anterior.

No mês, imóveis de dois dormitórios apresentaram o maior aumento médio: 1,4%. Já a locação nova de residências com três dormitórios ficou 1% mais cara no período. O levantamento indica ainda que casas e sobrados vagos foram alugados com maior velocidade do que os apartamentos no último mês do ano.

Brasília terá primeiro serviço de banda larga 4G

Fonte: Karla Mendes, de o Estado de S. Paulo

Sky lança serviço na próxima semana na capital federal; tecnologia promete velocidade pelo menos quatro vezes superior à atual

BRASÍLIA – A operadora Sky lança em Brasília, na próxima semana, serviço de banda larga de quarta geração (4G) que promete ser a mais moderna, rápida e estável tecnologia de internet sem fio disponível no mundo. Será a primeira oferta nesses moldes na América Latina. A empresa já fechou contratos com condomínios da capital federal para a locação de espaços em coberturas de edifícios para a instalação de antenas.

O plano de negócios de banda larga da Sky em Brasília tem como alvo 160 mil clientes no prazo de cinco anos. Inicialmente, a tecnologia estará disponível apenas para uso em computadores. A proposta da empresa é oferecer pacotes de internet com velocidades superiores a 4 megabits por segundo que, ao preço médio de R$ 60 mensais, vão render um faturamento anual de R$ 115,2 milhões para a operadora, segundo uma fonte do mercado.

Os valores pagos para locação de espaços para a instalação de antenas 4G chegam a R$ 5 mil por mês, como é o caso de um condomínio no bairro Sudoeste. O montante é quase o dobro da proposta inicialmente apresentada pela operadora, que era de R$ 3 mil, conforme ata da assembleia a que a Agência Estado teve acesso.

Na negociação, os moradores do prédio chegaram a pleitear valores de aluguel entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, mas a Sky alegou que R$ 5 mil era o valor máximo permitido, pois a empresa “paga valores inferiores ao oferecido a outros condomínios nos quais as antenas estão instaladas”, o que indica que há várias antenas de banda larga 4G instaladas em Brasília.

Procurada, a SKY limitou-se a confirmar que os testes de 4G estão em estágio avançado, sem dar mais detalhes do negócio. O lançamento oficial do serviço ocorrerá na próxima terça-feira, em conjunto com a Nokia Siemens Networks.

Em comunicado, a empresa informa que “serão apresentados os principais fatos desse novo serviço que utiliza a mais moderna, rápida e estável tecnologia de banda larga sem fio disponível hoje no mundo”. Estarão presentes no evento o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, e um representante da Nokia Siemens.

Computadores

Em setembro, a Sky informou que o serviço deve funcionar apenas por meio de modems para computadores, e não diretamente em celulares, já que a companhia ainda não tem licença para operar telefonia móvel. Para viabilizar a oferta do serviço, a operadora fechou um acordo com a Telebrás que prevê o uso das redes da estatal para interconexão e tráfego de dados.

Para a telefonia móvel, a tecnologia 4G só deve chegar em 2013. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizará em abril um leilão para a venda de faixas de frequência para esse fim.

A meta do governo é que as cinco cidades que sediarão a Copa das Confederações em 2013 tenham o 4G disponível, e que, em 2014, a cobertura esteja presente nas 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo no Brasil. Daí em diante, será estabelecido um cronograma de implantação, que começará pelos municípios com mais de 100 mil habitantes.

Por conta dos altos investimentos necessários para implantar a rede móvel 4G no País, Eduardo Levy, diretor executivo do Sinditelebrasil, que representa as empresas do setor, pondera que a tecnologia estará ao alcance apenas para a elite do País. “Essa aura toda do 4G é para uma elite do País. A tecnologia é complexa e cara e exige quatro vezes mais antenas”, alerta. “O 4G não serve para ampliar a base de clientes no Brasil porque é mais cara”, reforçou.

(Colaborou Eduardo Rodrigues)