Poupança fica mais atraente em relação à renda fixa; veja comparações

Fonte: Folha de São Paulo

A nova redução da taxa básica de juros (Selic) de 8% para 7,5%, anunciada ontem pelo Banco Central, torna o rendimento da poupança ainda mais atraente em relação à renda fixa.

Estudo feito pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) aponta que mesmo no caso de depósitos feitos a partir de 4 de maio (para os quais vale a regra de 70% da Selic + TR), a poupança rende mais que a maioria dos fundos de renda fixa

De acordo com a entidade, isso ocorre porque a caderneta de poupança tem seu ganho garantido por lei (TR + 6,17% ao ano, ou TR + 70% da Selic, no caso de novos depósitos) e não sofre tributação.

Os fundos de renda fixa, por sua vez, sofrem incidência do Imposto de Renda sobre seus rendimentos, sendo maior esta tributação quanto menor for o prazo de resgate, além de ser cobrada taxa de administração pelos bancos.

Com a Selic atual, a poupança nova só perde para os fundos, independente do prazo de resgate, quando a taxa de administração cobrada pelos fundos for a mais baixa (de 0,50% ao ano) normalmente para aplicações de valores maiores acima de R$ 50 mil.

Rendimento mensal líquido dos fundos com uma Selic a 7,50% ao ano

POUPANÇA ANTIGA X RENDA FIXA

Prazo de Resgate 0,50% 1,00% 1,50% 2,00% 2,50% 3,00%
Até 6 meses 0,44% 0,42% 0,39% 0,37% 0,34% 0,32%
Entre 6 meses e 1 ano 0,46% 0,43% 0,41% 0,38% 0,36% 0,33%
Entre 1 ano e 2 anos 0,47% 0,45% 0,42% 0,40% 0,37% 0,35%
Acima de 2 anos 0,49% 0,46% 0,44% 0,41% 0,39% 0,36%

Com a Selic em 7,50% ao ano as contas antigas da Poupança terão um rendimento mensal de 0,50% ao mês correspondente a um rendimento de 6,17% ao ano + TR, ou seja, ficarão acima do rendimento da renda fixa em todas as situações anteriores.

POUPANÇA NOVA X RENDA FIXA

Prazo de Resgate 0,50% 1,00% 1,50% 2,00% 2,50% 3,00%
Até 6 meses 0,44% 0,42% 0,39% 0,37% 0,34% 0,32%
Entre 6 meses e 1 ano 0,46% 0,43% 0,41% 0,38% 0,36% 0,33%
Entre 1 ano e 2 anos 0,47% 0,45% 0,42% 0,40% 0,37% 0,35%
Acima de 2 anos 0,49% 0,46% 0,44% 0,41% 0,39% 0,36%

Com a Selic em 7,50% ao ano as novas contas passarão a ter um rendimento mensal de 0,43% ao mês correspondente a um rendimento de 5,25% ao ano + TR, ou seja, acima da maioria dos fundos de renda fixa.

A Anefac diz que as contas antigas continuarão a ter um retorno maior sobre a nova poupança e os fundos de investimento que cobram imposto de renda e taxa de administração, e a vantagem será maior quanto menor for a taxa Selic.

A entidade ressalta, porém, que pode ocorrer uma redução nas taxas de administração cobradas pelo bancos nos fundos de investimento, para garantir a competitividade dos produtos.

O órgão fez algumas simulações de como ficaria uma aplicação financeira no valor de R$ 10 mil pelo prazo de doze meses (considerando a Selic estável em 7,50% ao ano):

  • Na Poupança antiga este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 617,00 (6,17% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.617,00;
  • Na Poupança nova este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 525,00 (5,25% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.525,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 0,50% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 579,00 (5,79% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.579,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 1,00% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 554,00 (5,54% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.554,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 1,50% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 516,00 (5,16% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.516,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 2,00% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 491,00 (4,91% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.491,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 2,50% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 453,00 (4,53% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.453,00;
  • Em um Fundo de investimentos cuja taxa de administração seja de 3,00% ao ano este investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 428,00 (4,28% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.428,00;
  • Considerando uma aplicação em CDB o investidor teria que obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para atingir o mesmo ganho obtido pela poupança nova já que as aplicações em CDB’s pagam igualmente IR de acordo com o prazo de resgate da aplicação.

IGP-M acelera e fica em 1,43% em agosto

Usado para reajuste de contratos de aluguel, índice acumula alta de 7,72% em 12 meses

Fonte: Agência Estado

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,43% em agosto, depois de avançar 1,34% em julho, divulgou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro do intervalo previsto nas estimativas do mercado. Até agosto, o IGP-M, índice bastante usado para reajuste de contratos de aluguel, acumula altas de 6,07% no ano e de 7,72% nos últimos 12 meses. 

A desaceleração do subgrupo alimentos in natura, de 4,61% em julho para 0,98% em agosto, impediu um avanço maior do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), dentro do IGP-M. O IPA subiu 1,99% neste mês, após alta de 1,81% em julho.

Outras influências de baixa sobre o IPA de agosto ficaram com minério de ferro (de 1,49% para -3,35%), feijão em grão (de -5,04 para -6,54%), bovinos (de -0,32% para -1,20%), mamão (de -1,65% para -11,59%) e querosene de avião (de -1,65% para -3,04%).

Por outro lado, as maiores pressões de alta sobre o IPA vieram de soja em grão (de 14,89% em julho para 10,72% em agosto), milho em grão (de 6,74% para 20,33%), farelo de soja (de 15,36% para 15,41%), aves (de 0,84% para 11,18%) e suínos (de -2,98% para 26,69%).

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), os bens finais subiram 0,71%, ante 1,04% em julho. Se excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação positiva de 0,75%. Em julho, a taxa foi de +0,29%.

Os preços no atacado no estágio intermediário, que desaceleraram de 1,34% em julho para 0,83% em agosto, foram influenciados, principalmente, pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujos preços passaram de 1,36% para 0,59% no período.

Já a taxa dos bens intermediários (ex), calculada após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,54% em agosto, ante 1,05% em julho. O índice de matérias-primas brutas acelerou a alta para 4,92% em agosto, ante 3,31% no mês anterior, sendo os maiores responsáveis pelo avanço, segundo a FGV, os itens milho em grão, aves e suínos.

O grupo Habitação foi o que mais contribuiu para a aceleração da alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em agosto ao variar de 0,18% em julho para uma alta de 0,29% neste mês, no âmbito IGP-M.

Nesta classe de despesa, o destaque ficou para o comportamento do item móveis para residência, cuja taxa de variação passou de -0,37% para +0,53% no período. O IPC como um todo acelerou de 0,25% em julho para 0,33% em agosto.

Dentro do IPC também apresentaram aceleração da alta de preços, na passagem de julho para agosto, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, cuja taxa passou de 0,32% para 0,43%; Educação, Leitura e Recreação, que saiu de 0,27% para 0,54%; e Comunicação, que variou positivamente 0,31% neste mês, ante +0,17% no anterior.

Em direção contrária, estiveram os grupos Alimentação (de 1,06% para 1,00%) e Despesas Diversas (de 0,39% para 0,24%), que apresentaram desaceleração da alta em suas taxas. Já os grupos Vestuário (de -0,83% para -0,58%) e Transportes (de -0,39% para -0,34%) reduziram suas taxas negativas.

Os itens que mais exerceram pressão de alta no IPC de agosto foram tomate (de 51,28% para 36,32%), plano e seguro de saúde (de 0,55% para 0,59%), cenoura (de 28,70% para 21,59%), sanduíches (de 1,36% para 1,55%) e taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 1,04%). Por outro lado, as maiores influências de baixa no indicador vieram de automóvel usado (de -2,13% para -2,50%), automóvel novo (de -1,29% para -0,49%), feijão carioca (de -3,78% para -8,29%), blusa feminina (de -0,29% para -1,84%) e etanol (de -1,68% para -0,98%).

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,32% em agosto, abaixo da variação positiva observada em julho, de 0,85%. A maior influência para a desaceleração foi do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços, cuja taxa passou de 0,63% em julho para 0,36% neste mês. O índice que representa o custo da mão de obra variou positivamente em 0,28% em agosto, ante +1,05% em julho.

Os destaques na pressão de baixa do INCC vieram de cimento portland comum, cujos preços variaram de -0,02% em julho para -0,15% em agosto; e portas e janelas de madeira, que passaram de 0,65% para -0,29% no período. Dos cinco itens com maior influência de alta no INCC, quatro apresentaram desaceleração de preços: ajudante especializado (de 1,02% para 0,47%), servente (de 1,13% para 0,33%), vergalhões e arames de aço ao carbono (de 4,24% para 0,79%), projetos (de 0,64% para 0,62%). Por sua vez, o item referente a tubos e conexões de PVC foi o único a registrar taxas de variação maiores em agosto, ante julho.

Governo vai reduzir custo da energia elétrica

Presidente anunciou que haverá redução dos encargos setoriais que oneram o setor. Objetivo é estimular economia

Fonte: Anne Warth, Eduardo Rodrigues e Rafael Moraes Moura, da Agência Estado
 
O governo prepara novas medidas de estímulo à economia para a próxima semana. A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 30, que elas estarão relacionadas à energia elétrica. O foco principal é a redução do custo que, segundo ela, se dará por meio da redução dos encargos setoriais que oneram a energia. “Essa redução de custo é a única forma que temos para enfrentar as décadas que virão”, afirmou. “Iremos fazer um conjunto de medidas para reduzir o custo da energia baseado na reversão das concessões depois de vencido o prazo.” 

A presidente disse que o País precisa ter mais eficiência no que diz respeito à logística, energia e tributação para dar competitividade à economia. “Ninguém muda a estrutura tributária de um País de um dia para outro”, afirmou. “A questão do fim da guerra dos portos é algo fundamental”, afirmou. “Temos que tornar racional o custo da tributação. Ele não pode impedir o investimento.”

Dilma destacou ainda que o governo está adotando uma série de medidas para fazer frente à crise. “Nós não permitimos que nossos olhos sejam só de curto prazo porque não teríamos conseguido, como fizemos no passado, e estamos fazendo neste momento, enfrentar as características mais permanentes dessa crise que chegou.”

A presidente disse que não alterou a receita adotada pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “De fato, nosso modelo é de crescimento com distribuição de renda. Partimos de uma política de transferência de renda muito bem sucedida, herdada do presidente Lula, que se caracterizou pelo aumento emprego e pela saída da miséria de milhões de pessoas.” Ela destacou o programa Brasil Sem Miséria, que ampliou o Bolsa Família e criou uma nova metodologia de localização das pessoas em situação de miséria.

Segundo ela, o Brasil Sem Miséria tem tido um papel fundamental no enfrentamento da seca que atinge Estados do Nordeste. “Se não tivéssemos feito isso (o programa), teríamos perdido nessa conjuntura as conquistas que levamos nove anos para construir”, acrescentou.

A presidente também citou o programa Brasil Carinhoso, que incide sobre a distribuição de renda por faixa etária no Brasil. “Um país tem que cuidar da construção da nacionalidade, e ela passa por crianças e jovens. É inadmissível que o País só olhe o PIB. Ele tem que olhar o PIB, mas também o que faz com as crianças e jovens”, completou.

Crise

Ela  afirmou que o cenário internacional se deteriorou muito desde a última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). “A crise atingiu de forma bastante profunda os Estados Unidos e de forma muito crônica a União Europeia. Mesmo os Brics não ficaram fora de seus efeitos”, disse, em discurso na 39.ª reunião do CDES.

Dilma disse que o governo está apostando em uma política de curto, médio e longo prazo para enfrentar a crise e agregar competitividade à economia. A presidente disse ser favorável à aprovação, pelo Congresso, de parte do uso dos royalties do pré-sal para a educação. “Considero que seria muito oportuno que o Congresso aprovasse uso dos royalties para garantir que esses recursos existam”, afirmou. “O correto é fazer isso daqui para frente, sem mexer nas receitas anteriores do petróleo, e fazer isso de forma bastante universal.”

O comentário da presidente foi feito no momento em que a Câmara discute o plano nacional de educação e cogita elevar o investimento público em educação de 5% do PIB para 10% em dez anos. “Nós, o governo brasileiro, somos sempre a favor de investimentos na educação que tenham fonte de recursos. Por isso, nós concordamos com todas as políticas que tem viabilizado que o governo possa gastar mais com educação, desde que tenha recursos para fazê-lo. Caso contrário, estaremos praticando imperdoável demagogia com educação”, disse.

Dilma disse achar “justo” que uma parte do fundo social seja destinado à educação. “Nós sabemos que a educação é talvez o requisito de mais fôlego, força e envergadura para que o Brasil avance em todos os sentidos”, disse.

 

Dilma quer manter preço de carros mais baixo para garantir retomada

Fonte: Valdo Cruz e Natuza Nery | Folha de São Paulo

Preocupado em garantir a a retomada de fôlego da economia neste segundo semestre, o governo Dilma vai manter o foco no setor automotivo, responsável pelos primeiros sinais de recuperação da indústria nacional.

Está praticamente certo que a redução de IPI para carros, que inicialmente vence na próxima sexta, deve ser prorrogada por pelo menos mais dois meses.

Segundo a Folha apurou, a avaliação da equipe econômica é que a redução do IPI gerou os efeitos desejados no mercado e sua renovação ainda é recomendável para evitar uma queda no ritmo de recuperação da economia neste segundo semestre.

Como é praxe, a oficialização da medida será tomada na próxima semana, no último dia de vigência da atual redução do IPI. Interlocutores presidenciais afirmam que a iniciativa só será descartada se o governo entender que a arrecadação está muito abaixo do necessário, o que o impediria de seguir abrindo mão dessa receita.

Um assessor do governo destacou que a recuperação da economia neste início de segundo semestre não está muito forte, e elevar o IPI dos carros agora pode causar desestímulo exatamente em um setor que acelerou seu ritmo de vendas nos últimos meses.

Em maio, o governo reduziu o IPI de carros nacionais de 1.000 cilindradas de 7% para zero. Dos com motorização entre 1.000 e 2.000 cilindradas flex, o imposto caiu de 11% para 5,5%. Nos utilitários, o corte foi de 4% para 1%.

ESTRATÉGIA

A ordem no Planalto é não dar como garantida a prorrogação do IPI nesta semana.

A presidente e o ministro Guido Mantega (Fazenda) preferem aguardar o último momento para confirmar a redução, para evitar que o cidadão adie sua compra.

Além disso, as concessionárias estão fazendo campanhas publicitárias para este fim de semana, destacando que está próximo o fim da redução do IPI sobre carros.

No mês passado, já havia uma disposição do Ministério da Fazenda de manter o IPI mais baixo, mas ameaças de demissões em montadoras, como o caso da GM em São José dos Campos, fizeram o governo reavaliar a ideia.

Na ocasião, a própria presidente da República mandou recados prometendo levantar a medida.

Isso só se reverteu quando a montadora se comprometeu a não diminuir seu saldo de empregos no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anatel vai fiscalizar cobranças indevidas de operadoras de celular

Vivo e Claro foram multadas porque teriam cobrado ligações não feitas.
Fiscalização será estendida a todas as empresas de telefonia móvel.

Fonte: Fábio Amato – G1, em Brasília

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quinta-feira (23) que vai fiscalizar o sistema de cobrança de faturas das operadoras de telefonia celular. A medida foi motivada por reclamações de clientes sobre inclusão nas contas de despesas indevidas, como por exemplo serviços que não foram prestados.

Na semana passada, o conselho diretor da Anatel julgou dois processos, contra a Claro e a Vivo, que tratavam de denúncias por cobrança, nas faturas de clientes, de chamadas que não foram feitas. A Vivo foi multada em R$ 3,4 mil, e a Claro, em R$ 15,3 mil.

Em seu relatório sobre o processo envolvendo a Claro, o conselheiro da Anatel Jarbas Valente aponta que “os problemas de cobrança são as principais causas de reclamações de consumidores na Anatel e nos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor” e que “as irregularidades apuradas podem indicar fragilidade dos sistemas de faturamento e de registro de chamadas da prestadora”.

Por conta disso, ele pede no relatório, aprovado por unanimidade pelo conselho da agência, uma “fiscalização sistêmica” no sistema de faturamento da Claro. De acordo com Valente, a decisão foi estendida também às outras operadoras, como TIM e Oi, além da Vivo.

Valente informou que a Anatel já faz fiscalizações de rotina nos sistemas de faturamento das empresas de telefonia, mas que cobranças indevidas não são detectadas por elas. Por isso a necessidade de uma apuração com esse objetivo, apontou ele.

Procuradas pelo G1, a Claro e a Vivo informaram que não vão se pronunciar sobre o assunto.

Problemas
As operadoras de telefonia celular vêm sendo alvo de punições e denúncias nos últimos meses. Entre junho e agosto, TIM, Claro e Oi ficaram 11 dias impedidas de vender chips em vários estados do país, por conta do aumento das reclamações quanto à qualidade do serviço prestado por elas.

A liberação das vendas ocorreu apenas depois que as operadoras apresentaram à agência planos de investimentos para solucionar os problemas na rede de telefonia móvel. De acordo com o presidente da Anatel, João Rezende, os planos apresentados somam R$ 20 bilhões nos próximos dois anos.

Em meados de agosto, a Anatel propôs que a unificação de chamadas feitas para um mesmo número em um intervalo de até 120 minutos. A medida seria uma reação a denúncias de que operadoras que cobram pelo número de ligações, e não pelo tempo da chamada, estariam “derrubando” as conexões dos usuários.

Desemprego na região de São Paulo recua para 5,7% em julho, diz IBGE

Taxa média nacional não foi divulgada pelo segundo mês seguido.
Devido à greve, dados do Rio e de Salvador não foram analisados.

Fonte: G1, em São Paulo e no Rio

Em julho, a taxa de desemprego caiu na região metropolitana de São Paulo, segundo a pesquisa mensal de emprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23). O recuo foi de 0,8 ponto percentual sobre o mês anterior, de 6,5% para 5,7%.

Pelo segundo mês seguido, a taxa média nacional do desemprego não foi divulgada. Em junho, devido à greve de funcionários do IBGE, os dados foram coletados, mas não puderam ser analisados. Em julho, ficaram de fora as divulgações das regiões do Rio de Janeiro e de Salvador.

Márcia Quintslr, diretora de Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disse que não há previsão de data para divulgar os dados que faltam dessas pesquisas, mas espera que a situação não se alongue porque, de acordo com ela, as negociações dos grevistas com o governo “têm ido bem”.

Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 22% e realização de concurso público para preencher o quadro de funcionários efetivos que tem uma previsão de sofrer em três anos uma perda de 45% com a aposentadoria prevista desses funcionários.

Na análise mensal, em julho, a taxa de desocupação passou de 6,3% para 6,5% na região metropolitana do Recife, de 4,5% para 4,4% em Belo Horizonte e  de 4% para 3,8% em Porto Alegre.

Na comparação com julho do ano anterior, foi registrada queda de 0,8 ponto percentual na taxa de São Paulo e de 0,9 ponto percentual ba de Porto Alegre. As demais regiões apresentaram estabilidade em 12 meses.

Quanto à população ocupada, em julho, o indicador ficou estável no Recife, em Belo Horizonte e em São Paulo. Em Porto Alegre, houve queda de 2,8% – uma redução de 52 mil pessoas no contingente de ocupados. Na comparação com julho de 2011, essa população cresceu 2,7% em Recife. Não houve variação estatisticamente significativa nas estimativas das outras regiões, de acordo com o IBGE.

De junho para julho, o rendimento médio real caiu nas regiões metropolitanas de Recife (-3,5%), Belo Horizonte (-1,8%), e São Paulo (-1,1%). Na região metropolitana de Porto Alegre, houve estabilidade. Na comparação anual, todas as regiões metropolitanas mostraram alta do salário médio.Nas regiões metropolitanas de Recife e Belo Horizonte, a variação positiva foi em torno de 5,0%.

Mercado de imóveis usados em SP começa a rever preços

Desde abril, valor do metro quadrado já caiu até 3,3% em algumas regiões

Fonte: Hugo Passarelli | Agência Estado

                                                             Evelson de Freitas|AE

O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo já revê alguns preços para baixo. Além dos saldões pontuais, observados desde o ano passado, o movimento agora aparece na queda dos índices de preço do setor. É o caso da região Água Branca-Sumaré, na zona oeste da capital, onde o valor do metro quadrado caiu 3,3% de abril a julho, para R$ 6.578, de acordo com o FipeZap.

Os consumidores, contam diretores de imobiliárias, estão menos dispostos a aceitar os preços ofertados. Com demanda menor, os corretores estão tendo de convencer os vendedores que, às vezes, os valores pedidos podem estar um tanto fora da realidade.

“Os preços estão muito altos em relação ao poder aquisitivo das pessoas”, afirma Sueli Pacheco, diretora da imobiliária Pacheco, com atuação focada na zona oeste. Há cerca de dois meses, a empresa passou a oferecer uma TV de 32 polegadas para quem adquirir um imóvel acima de R$ 600 mil. “Não é o que vai decidir a compra, mas é um atrativo de marketing”, afirma Sueli.

Segundo Sueli, as vendas na região estão lentas. Sem detalhar nominalmente, ela afirma que já negociou descontos para conseguir fechar um negócio. Já houve casos de apartamentos cujos preços passaram de R$ 750 mil para 700 mil (-7,1%), afirma Sueli. Ou de casas, antes ofertadas a R$ 2 milhões, que foram negociadas a R$ 1,7 milhão (-17,6%). Ela projeta, contudo, uma melhora no ânimo do consumidor assim que o ritmo de crescimento da economia acelerar.

Na unidade Perdizes da imobiliária Lello, o clima é mais otimista. A gerente de vendas, Juliana Carmo, acredita na retomada do mercado em breve, após uma “paradeira” desde o fim do ano passado. Nos últimos tempos, a equipe da empresa se mobilizou para ampliar o leque de ofertas. Segundo ela, dobrou o ritmo de captações (imóveis que entram para o portfólio da empresa), de 70 para 150 novos empreendimentos por mês. Com mais ofertas, ela explica, aumentam as chances de fisgar o consumidor.

Pela cidade, há outros bairros com comportamento mais estável ou de baixa de preços. Na região Congonhas-Jardim Aeroporto, por exemplo, o preço tem oscilado desde abril e entre altas e baixas, hoje está 0,4% mais barato – de R$ 6.265 o metro quadrado em abril contra R$ 6.238 no mês passado. No Sacomã, a desvalorização é de 0,98% no mesmo período. Em julho, o metro quadrado ficou em R$ 4.625.

Índice

O índice FipeZap pesquisa o preço de imóveis novos e usados, com exceção de lançamentos, em seis capitais do País e no Distrito Federal. Na próxima divulgação da pesquisa, referente ao desempenho de agosto, o índice pode apresentar nova desaceleração na comparação em 12 meses. Em julho, a alta nessa análise foi de 17,1%, a 11º vez seguida em que perdeu força.

“Parte da demanda já foi absorvida. Acabou? Claro que não”, afirma Bruno Vivanco, vice-diretor comercial da Abyara Brokers. “O que vem acontecendo, contudo, é que algumas empresas têm feito promoções. A pessoa que está pensando a comprar, então, pisa o pé no freio”, completa.

“Até meio do ano passado, toda a cidade vivia esse boom (de preços). Agora me parece que você tem uma situação mais equilibrada, de maior normalidade até, onde alguns bairros ou regiões têm uma velocidade de venda maior e outros, não”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap. Ele ressalva que é preciso tomar cuidado com a análise. “Precisamos ficar atentos se esse movimento começar a se espalhar, o que pode indicar que o mercado está virando. Mas não é o caso agora”, diz.

Cautela

Nesse cenário, o comprador pode encontrar boas ofertas, mas é preciso cautela na análise das oportunidades de negócios. “Se o consumidor (dessas regiões) não está conseguindo comprar, há alguma coisa acontecendo, os preços e a quantidade ofertados podem não estar atrativos”, afirma Zylberstajn.