Os truques para salvar seu dinheiro do gasto tolo

 Consultor financeiro Mauro Calil dá dicas de como forçar a sua poupança mensal, salvando seu dinheiro das tentações do consumo.

 Fonte  Julia Wiltgen  – Exame.com

Você pode salvar seu dinheiro de forma automática com uma poupança programada
Crédito Img – Tatjana Krstic/Dreamstime.com

São Paulo – Poupar normalmente não é uma tarefa fácil. Ou o orçamento já é apertado, ou as tentações do consumo deixam até os mais abastados no vermelho. Quem tem mais dificuldade pode se perguntar: será que existe alguma forma de eu me obrigar a fazê-lo? Para o consultor financeiro Mauro Calil, a resposta é sim, existem alguns truques que, a menos que você seja um comprador compulsivo, vão ajudar você a literalmente salvar seu dinheiro dos gastos tolos.

Raros são aqueles que têm uma genuína folga no orçamento, isto é, que conseguem gastar em tudo que querem e mais um pouco e ainda fazer o dinheiro sobrar. Uma boa dica para não ter que se haver com as sobras é separar a quantia a ser poupada assim que o rendimento cai na conta. O hábito pode ser criado em função de lembretes ou de forma mais compulsória, com uma poupança programada no seu caixa eletrônico ou internet banking – você programa a quantia e o dia do mês que o dinheiro deve ser destinado à sua conta-poupança.

Já existem até mesmo investimentos programados. O Tesouro Direto, plataforma do governo que permite e negociação de títulos públicos de renda fixa, possui funcionalidades que permitem ao investidor programar compras mensais de determinados títulos. Em algumas instituições é possível programar até mesmo aplicações em fundos de investimentos, fundos de previdência e em ações. Quando essa modalidade ocorre no próprio banco do investidor, há a vantagem do vínculo direto do investimento com a conta corrente.

Acesse o site da Exame e veja no vídeo com as dicas do consultor Mauro Calil para você se forçar a salvar seu dinheiro

Mercado de imóveis usados em SP começa a rever preços

Desde abril, valor do metro quadrado já caiu até 3,3% em algumas regiões

Fonte: Hugo Passarelli | Agência Estado

                                                             Evelson de Freitas|AE

O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo já revê alguns preços para baixo. Além dos saldões pontuais, observados desde o ano passado, o movimento agora aparece na queda dos índices de preço do setor. É o caso da região Água Branca-Sumaré, na zona oeste da capital, onde o valor do metro quadrado caiu 3,3% de abril a julho, para R$ 6.578, de acordo com o FipeZap.

Os consumidores, contam diretores de imobiliárias, estão menos dispostos a aceitar os preços ofertados. Com demanda menor, os corretores estão tendo de convencer os vendedores que, às vezes, os valores pedidos podem estar um tanto fora da realidade.

“Os preços estão muito altos em relação ao poder aquisitivo das pessoas”, afirma Sueli Pacheco, diretora da imobiliária Pacheco, com atuação focada na zona oeste. Há cerca de dois meses, a empresa passou a oferecer uma TV de 32 polegadas para quem adquirir um imóvel acima de R$ 600 mil. “Não é o que vai decidir a compra, mas é um atrativo de marketing”, afirma Sueli.

Segundo Sueli, as vendas na região estão lentas. Sem detalhar nominalmente, ela afirma que já negociou descontos para conseguir fechar um negócio. Já houve casos de apartamentos cujos preços passaram de R$ 750 mil para 700 mil (-7,1%), afirma Sueli. Ou de casas, antes ofertadas a R$ 2 milhões, que foram negociadas a R$ 1,7 milhão (-17,6%). Ela projeta, contudo, uma melhora no ânimo do consumidor assim que o ritmo de crescimento da economia acelerar.

Na unidade Perdizes da imobiliária Lello, o clima é mais otimista. A gerente de vendas, Juliana Carmo, acredita na retomada do mercado em breve, após uma “paradeira” desde o fim do ano passado. Nos últimos tempos, a equipe da empresa se mobilizou para ampliar o leque de ofertas. Segundo ela, dobrou o ritmo de captações (imóveis que entram para o portfólio da empresa), de 70 para 150 novos empreendimentos por mês. Com mais ofertas, ela explica, aumentam as chances de fisgar o consumidor.

Pela cidade, há outros bairros com comportamento mais estável ou de baixa de preços. Na região Congonhas-Jardim Aeroporto, por exemplo, o preço tem oscilado desde abril e entre altas e baixas, hoje está 0,4% mais barato – de R$ 6.265 o metro quadrado em abril contra R$ 6.238 no mês passado. No Sacomã, a desvalorização é de 0,98% no mesmo período. Em julho, o metro quadrado ficou em R$ 4.625.

Índice

O índice FipeZap pesquisa o preço de imóveis novos e usados, com exceção de lançamentos, em seis capitais do País e no Distrito Federal. Na próxima divulgação da pesquisa, referente ao desempenho de agosto, o índice pode apresentar nova desaceleração na comparação em 12 meses. Em julho, a alta nessa análise foi de 17,1%, a 11º vez seguida em que perdeu força.

“Parte da demanda já foi absorvida. Acabou? Claro que não”, afirma Bruno Vivanco, vice-diretor comercial da Abyara Brokers. “O que vem acontecendo, contudo, é que algumas empresas têm feito promoções. A pessoa que está pensando a comprar, então, pisa o pé no freio”, completa.

“Até meio do ano passado, toda a cidade vivia esse boom (de preços). Agora me parece que você tem uma situação mais equilibrada, de maior normalidade até, onde alguns bairros ou regiões têm uma velocidade de venda maior e outros, não”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap. Ele ressalva que é preciso tomar cuidado com a análise. “Precisamos ficar atentos se esse movimento começar a se espalhar, o que pode indicar que o mercado está virando. Mas não é o caso agora”, diz.

Cautela

Nesse cenário, o comprador pode encontrar boas ofertas, mas é preciso cautela na análise das oportunidades de negócios. “Se o consumidor (dessas regiões) não está conseguindo comprar, há alguma coisa acontecendo, os preços e a quantidade ofertados podem não estar atrativos”, afirma Zylberstajn.

Americano de 15 anos cria exame de câncer barato e rápido

Teste criado por ‘menino prodígio’ Jack Andraka é 168 vezes mais veloz que o padrão e milhares de vezes menos caro

Fonte: Agência Estado

O estudante americano de 15 anos Jack Andraka gosta de andar de caiaque e é fã da série de TV Glee. Mas além de estudar e de se dedicar aos passatempos tradicionais de um adolescente, ele desenvolveu um exame barato e rápido para detectar câncer em seus estágios iniciais em um dos mais conceituados laboratórios de câncer no mundo. 

O teste criado por Jack é 168 vezes mais rápido e 26 mil vezes menos caro que o teste padrão. Ele agora realiza seus experimentos na renomada Johns Hopkins University, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.