Pela volta do diploma de jornalismo

Por Dalton Assis

Lamentável o cenário em que se encontra, atualmente, a nossa profissão. É um absurdo dizer que o jornalismo devia ser livre e praticado por todos, conforme o editorial “Vício corporativista”, publicado no dia 09 de agosto pelo jornal Folha de S. Paulo.

Está tudo errado! O diploma tem que voltar sim e o mais rápido possível. Não digo isso como forma de discriminação para com as pessoas que gostam de escrever, criam blogs e, não raro, contribuem para o jornalismo, muito pelo contrário, a relação entre o jornalista e o público em geral tem de ser aberta mesmo. Mas o que não dá  é igualar  o profissional de imprensa que estudou e se especializou por anos ao “juquinha da esquina” que escreve bem e tem boas ideias. Isso não o qualifica para a seriedade do serviço jornalístico.

Outra questão importante a ressaltar é que não é um mero papel, chamado de diploma, recebido ao fim do curso que, de fato,  fará de você um jornalista, mas sim a sua competência diante do mercado de trabalho, o compromisso que você aprende a ter com seu público ao longo dos anos,  além do aprendizado no corre-corre das redações.

Contudo, a validade do diploma é fundamental para que não haja uma banalização cada vez maior pela nossa profissão nas academias, nas empresas, nos órgãos públicos gerando descrédito do papel do jornalista como mediador social  que é , e sempre será,  essencial ao interesse público.

Dalton Assis, 25,  repórter do Blog Mural do Jornal Folha de S. Paulo