Brasileiro em NY gasta R$ 773 ao dia, o dobro da média

FONTE: VERENA FORNETTI  DE NOVA YORK – FOLHA.COM

Os brasileiros que visitam Nova York gastam, por dia, duas vezes o valor que os turistas costumam desembolsar nas visitas à cidade, segundo o NYC & Company, órgão oficial para o marketing do turismo na cidade.

O gasto diário médio dos brasileiros foi de US$ 415 (R$ 773) em 2010. A média dos visitantes de todas as nacionalidades no mesmo período foi US$ 206 (R$ 384).

Os brasileiros foram no ano passado os que mais gastaram na cidade, ultrapassando britânicos (nacionalidade que mais visita Nova York), australianos e canadenses.

No ranking anterior, que se referia a 2009, os brasileiros sequer apareciam entre os cinco primeiros lugares no ranking de gastos.

Para o órgão, brasileiros são mais propensos a gastar com shows, peças e musicais que a média dos visitantes na cidade, além de terem mais disposição para visitar galerias e museus.

O número de turistas vindos do Brasil também cresce: depois de uma disparada de 77% em 2010 na comparação com 2009, neste ano o órgão espera um incremento de 11% em relação ao ano passado.

“Os brasileiros são grandes gastadores. Compras e jantares são as atividades preferidas”, diz Christopher Heywood, vice-presidente de comunicação do órgão.

Nas lojas na região central de Manhattan, é comum encontrar vendedores que falam português. Na tradicional liquidação do dia 26 de dezembro na Macy’s, famosa loja de departamento, os brasileiros eram um dos grupos mais presentes.

Segundo o órgão de turismo, a tendência é que o número de brasileiros passeando em Nova York continue avançando.

Em Nova York, os turistas brasileiros têm em média 40 anos, permanecem 6,7 noites, viajam a lazer e se hospedam em hotéis.

De acordo com o último dado disponível, houve avanço de 28% no número de visitantes brasileiros nos EUA de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2010.

Consumidores examinam produtos na loja Macy's em Nova York um dia depois do Natal - Kathy Willens/Associated Press

Apple chuta o pau da barraca e coloca preço absurdo no iPhone 4S. Pessoas fazem filas mesmo assim

Fonte: GIZMODO BRAZIL  – Por Pedro Burgos

Img- Gizmodo Brasil

Sério, Apple, tire este site do ar. É patético. Não faz sentido, não condiz com o que a marca fez até agora no Brasil ou em qualquer pedaço do planeta. O iPhone do seu site deveria vir com um nariz de palhaço de brinde. Ou você acha que os salários do Brasil aumentaram 44% no último ano? Sim, eu sei, o preço do iPhone sempre foi alto e que devemos comprar com planos, mas pelo menos custava mais ou menos o mesmo tanto que similares de outras marcas. Dessa vez não.

Bem, amiguinhos, olhem a tabela de preços do novo iPhone aí em cima (ou a completa lá embaixo). Achando que está com a bola toda e somos o país mais rico do mundo, a Apple e operadoras não se contentaram em oferecer o smartphone com maçã mais caro do planeta. A empresa de Cupertino se esforçou para colocar preços irreais na loja oficial.

O iPhone 4S está a partir de R$ 2.599 no site da Apple (versus US$ 699 no site da Apple dos EUA ou R$ 1.547 no segundo lugar mais caro, a Índia) e R$ 1.899 na TIM que, fugindo da regra, precisa de contrato e plano de dois meses no mínimo (ou seja: o preço real, no pré, é R$ 2.099). É a oferta menos bizarra e quase ok, dada a concorrência, que oferece descontos pífios em planos caros. Mas e o iPhone 4, provavelmente já made in Brazil? O smartphone de um ano e meio de idade ganhou o downgrade de memória (de 16 GB para 8 GB) e manteve o preço do lançamento: R$ 1.799. Com desconto de fidelização, na Claro, ele é R$ 400 mais caro que o Galaxy S II da Vivo de plano semelhante.

Independente do julgamento de qualidade, eu, você e qualquer pessoa normal acha bem caro, especialmente porque essa escalada dos preços parece ser específica do nosso país de gente bronzeada e acostumada a pagar caro. A Apple viu o burburinho em torno do aparelho, deve ter visto alguma pesquisa que eu não vi e, pensou: “Eles pagam caro e esgotam o aparelho. Por que não pagar mais ainda? Até quanto podemos aumentar?”. E aí seguraram o preço como se fosse segredo de estado. Pelas filas que vi nas lojas que passei nessa madrugada, o Brasil é um país riquíssimo, não há limites, então torrar todo o 13º em um celular é ok. Mas, para ser bem  justo, tenho alguma certeza de que as filas seriam pelo menos menores caso soubéssemos o preço de antemão. Foi quase uma pegadinha, e como o povo já tava lá de madrugada, o que são 500 Reais a mais ou a menos?

A fila da loja da TIM do Shopping Eldorado passou das 400 pessoas

Antes que você diga que “Apple sempre foi de elite”, é importante checar os fatos. Os produtos da Apple sempre tiveram um alto preço de entrada, mas não eram necessariamente caros, comparando com produtos absolutamente equivalentes. E, sobre a Apple do Brasil, especificamente, a verdade é que verificando outras marcas como Samsung, Sony, Dell ou várias outras, os produtos da maçã sempre tiveram uma “taxa de conversão” menos absurda. Em outras palavras, um produto da Apple no Brasil era “só” quase o dobro, quando um Vaio P ou um HP Envy ou mesmo o Galaxy Tab original custavam bem mais que o dobro do preço convertido. Mesma coisa para o iPhone. US$ 649 nos EUA, US$ 1.090 no Brasil há um ano. Era bem caro, o maior do mundo, mas tinha aquele papo de impostos e tal. Funcionava pra Apple e todas as outras. A Motorola e Samsung cansaram de lançar aparelhos de US$ 599 nos EUA a R$ 2 mil aqui. Mas divago.

O ponto é que, até outro dia desses, quando a Apple lançava um novo produto para substituir outro havia dois caminhos: ou ele era ligeiramente mais barato ou mantinha o mesmo preço. O iPad 2 chegou pelo preço do iPad 1, mesma coisa pros novos MacBook Air ou o iPhone 4 em relação ao 3GS. Sim, no último ano o câmbio ficou um pouco desfavorável e houve um aumento de até 50 dólares em outras partes do mundo do 4S em relação ao 4, mas o acréscimo exagerado no Brasil não faz sentido. Especialmente agora que a demanda é maior, temos uma melhor estrutura de distribuição local e até fábrica. Teoricamente, o custo seria menor. Qual a lógica?

A lógica é simples: “coloque o preço que for, que esses caras do Brasil vão pagar.” É uma questão de haver demanda. Pela conveniência e “oportunidade”, a gente paga R$ 800 pra um ingresso de show, R$ 15 por um copinho de sorvete que custa R$ 4 na Argentina, mais que o triplo de uma garrafa de vinho chileno de média qualidade. R$ 630 em um “cabo HDMI premium”. Nós pagamos. Pode mandar. A Apple e as operadoras estão erradas em cobrar caro e lucrar muito em cima do público que está disposto a pagar? No nosso sistema de mercado, não. Mas, de uma forma ou de outra, ela está reposicionando a marca no Brasil: aqui é um mundo à parte, com preços terrivelmente inflacionados, porque há bastante gente disposta a pagar muito caro. É isso que ela quer para o futuro? Na minha cabeça, se o iPhone 4 caísse para uns R$ 1.200 para brigar com o Milestone 3 ou algo assim, e o 3GS entrasse na faixa de preço de Defys e Aces ela teria chances reais de aumentar o seu marketshare, cooptando egressos de featurephones e Nokias. Com esses preços, ela parece se achar inabalável pelas forças do mercado, acima dessa classe emergentezinha aí. Acho arriscado e, acima de tudo, pouco simpático. Começo a ver “#Fora Apple” até nos comentários da MacMagazine. Não era isso que o anúncio do iPhone 4 “a um preço incrível” sugeria.

Se o preço do iPhone 4S é resultado dos “investimentos da Apple no Brasil”, junto da vindoura única loja do iTunes no mundo com preços inflacionados para agradar advogados, eu preferia quando ela estava lá, de longe, só mantendo uma operação mínima de importação. Estou fazendo tempestade em copo d’água porque o preço da TIM é bem parecido com o resto (R$ 100 a mais que o S II e R$ 100 a menos que o RAZR)? Não exatamente, como poderemos ver depois analisando os planos de todas as operadoras. E mesmo que fosse, o preço “oficial” da Apple Store já seria problemático.

Mas agora que eu reclamei o que tinha de reclamar por uma madrugada, vamos às coisas práticas. O iPhone 4S em si é sensacional. Ele é igual por fora mas incrivelmente rápido, a recepção no 3G dele é ótima, o GPS tem uma precisão absurda (de, dentro de um shopping ele dizer em qual loja eu estou rapidamente), a câmera é a melhor já feita para um celular (sim, teremos fotos lado a lado com o N8 no teste) e o navegador ainda é a experiência mais consistente para ver sites. Fora os apps. Então, sim, entre os que estão disponíveis no Brasil, e eu já testei todos os que interessam, ele é o que mais gosto. Mas vale tudo isso? Se você tem dinheiro sobrando, por que não? Vá em frente. Mas o problema que eu vejo é que essas filas de mais de 200 pessoas em várias lojas do Brasil (e a bizarrice no shopping Eldorado em São Paulo) dão a impressão de que o País inteiro tem dinheiro sobrando. E isso pode dar uma ideia errada à Apple e outras fabricantes.

E, sim, eu também acho que aparelhos como o iPhone 4S fazem mais sentido em um plano de fidelização, com desconto. Mas mesmo nisso, a Apple e operadoras não estão sendo muito generosos. No plano Vivo Smartphone 200, o iPhone 4S sai R$ 1.649, por exemplo. O RAZR, que custa R$ 1.999 no preço cheio, sai por R$ 899 no mesmo plano. Em resumo: os descontos são pequenos, independente do plano, mas qualquer lugar é bizarramente mais barato que a Apple Store.

Aos preços (tabela completa amanhã – ainda não consegui compilar tudo)

Loja da Apple (desbloqueados):
iPhone 4S 16 GB: R$ 2.599
iPhone 4S 32 GB: R$ 2.999
iPhone 4S 64 GB: R$ 3.399
iPhone 4 8 GB: R$ 1.799
iPhone 3GS 8 GB: R$ 1.199

VIVO
iPhone 4S 16 GB: R$ 2.050 (desbloqueado),

iPhone 4S 32 GB: R$ 2.350 (desbloqueado),
iPhone 4S 64 GB: R$ 2.650 (desbloqueado),

Oi:
iPhone 4S 16 GB: R$ 1.999 (desbloqueado),

iPhone 4S 32 GB: R$ 2.269 (desbloqueado),
iPhone 4S 64 GB: R$ 2.699 (desbloqueado),

TIM:
iPhone 4S 16 GB R$ 1.899 (com um plano mínimo de 60 dias, teremos mais informações em breve)

Na madrugada vi algumas pessoas recebendo descontos especiais de lançamento/VIP (como havia avisado), de pontos ou portabilidade, mas nada muito sensacional. Quem quiser o iPhone 4S vai ter que abrir a carteira ou aproveitar alguma viagem/amigo. Difícil apoiar a Apple Brasil.

Brasília terá primeiro serviço de banda larga 4G

Fonte: Karla Mendes, de o Estado de S. Paulo

Sky lança serviço na próxima semana na capital federal; tecnologia promete velocidade pelo menos quatro vezes superior à atual

BRASÍLIA – A operadora Sky lança em Brasília, na próxima semana, serviço de banda larga de quarta geração (4G) que promete ser a mais moderna, rápida e estável tecnologia de internet sem fio disponível no mundo. Será a primeira oferta nesses moldes na América Latina. A empresa já fechou contratos com condomínios da capital federal para a locação de espaços em coberturas de edifícios para a instalação de antenas.

O plano de negócios de banda larga da Sky em Brasília tem como alvo 160 mil clientes no prazo de cinco anos. Inicialmente, a tecnologia estará disponível apenas para uso em computadores. A proposta da empresa é oferecer pacotes de internet com velocidades superiores a 4 megabits por segundo que, ao preço médio de R$ 60 mensais, vão render um faturamento anual de R$ 115,2 milhões para a operadora, segundo uma fonte do mercado.

Os valores pagos para locação de espaços para a instalação de antenas 4G chegam a R$ 5 mil por mês, como é o caso de um condomínio no bairro Sudoeste. O montante é quase o dobro da proposta inicialmente apresentada pela operadora, que era de R$ 3 mil, conforme ata da assembleia a que a Agência Estado teve acesso.

Na negociação, os moradores do prédio chegaram a pleitear valores de aluguel entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, mas a Sky alegou que R$ 5 mil era o valor máximo permitido, pois a empresa “paga valores inferiores ao oferecido a outros condomínios nos quais as antenas estão instaladas”, o que indica que há várias antenas de banda larga 4G instaladas em Brasília.

Procurada, a SKY limitou-se a confirmar que os testes de 4G estão em estágio avançado, sem dar mais detalhes do negócio. O lançamento oficial do serviço ocorrerá na próxima terça-feira, em conjunto com a Nokia Siemens Networks.

Em comunicado, a empresa informa que “serão apresentados os principais fatos desse novo serviço que utiliza a mais moderna, rápida e estável tecnologia de banda larga sem fio disponível hoje no mundo”. Estarão presentes no evento o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, e um representante da Nokia Siemens.

Computadores

Em setembro, a Sky informou que o serviço deve funcionar apenas por meio de modems para computadores, e não diretamente em celulares, já que a companhia ainda não tem licença para operar telefonia móvel. Para viabilizar a oferta do serviço, a operadora fechou um acordo com a Telebrás que prevê o uso das redes da estatal para interconexão e tráfego de dados.

Para a telefonia móvel, a tecnologia 4G só deve chegar em 2013. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizará em abril um leilão para a venda de faixas de frequência para esse fim.

A meta do governo é que as cinco cidades que sediarão a Copa das Confederações em 2013 tenham o 4G disponível, e que, em 2014, a cobertura esteja presente nas 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo no Brasil. Daí em diante, será estabelecido um cronograma de implantação, que começará pelos municípios com mais de 100 mil habitantes.

Por conta dos altos investimentos necessários para implantar a rede móvel 4G no País, Eduardo Levy, diretor executivo do Sinditelebrasil, que representa as empresas do setor, pondera que a tecnologia estará ao alcance apenas para a elite do País. “Essa aura toda do 4G é para uma elite do País. A tecnologia é complexa e cara e exige quatro vezes mais antenas”, alerta. “O 4G não serve para ampliar a base de clientes no Brasil porque é mais cara”, reforçou.

(Colaborou Eduardo Rodrigues)


iPhone 5, último projeto de Steve Jobs, chega em 2012

Fonte: Maurício Grego, de 

O iPhone 5 foi o último projeto em que Steve Jobs esteve envolvido diretamente, do esboço conceitual ao aspecto final, diz analista.

A ilustração, do site francês Nowhere Else, mostra como poderá ser o iPhone 5

São Paulo — O próximo iPhone, chamado informalmente de iPhone 5, foi o último projeto em que Steve Jobs esteve envolvido diretamente, do esboço conceitual ao aspecto final. Ele deverá ser lançado no Inverno (brasileiro) de 2012. Quem diz isso é Ashok Kumar, analista da empresa Rodman & Renshaw, num relatório citado pelo noticiário americanoCnet.

Kumar escreveu, em seu relatório, que o iPhone 5 será uma versão completamente redesenhada do smartphone. Será mais fino e terá tela maior. Mas suas dimensões externas serão similares às do iPhone 4. Também se espera que tenha acesso a redes celulares de quarta geração, do tipo LTE.

Brooke Crothers, que escreveu sobre o assunto na Cnet, diz ter conversado com uma pessoa na Apple que confirmou as informações do analista. Com pouco tempo para dedicar à Apple numa fase em que sua saúde já se deteriorava, Steve Jobs preferiu se concentrar no iPhone 5, deixando a reforma do iPhone 4 – que resultou no iPhone 4S – para outros profissionais, diz Crothers.

De fato, se olharmos apenas para o hardware, o que a Apple fez, no iPhone 4S, foi incorporar uma câmera melhor e o processador que já existia no iPad 2, além de resolver o problema da antena. O sistema operacional iOS 5 e o iCloud trazem novidades mais abundantes. Mas eles também funcionam no iPhone 4 e no 3GS, além do iPad e do iPod touch.

Assim, faz sentido supor que o iPhone 5 virá completamente redesenhado, como afirmam Kumar e Crothers. É bom lembrar que algo parecido já aconteceu na transição do iPhone 3G para o 4. Entre eles, a Apple apresentou o iPhone 3GS, que tem aspecto idêntico ao do seu antecessor, mas traz melhoramentos internos.

Sincronia com as operadoras

Esses lançamentos esboçam um padrão em que a Apple apresenta um iPhone redesenhado a cada dois anos. Entre um e outro, ela solta uma versão ligeiramente melhorada. Não é certo que a empresa vá continuar seguindo esse padrão no futuro, mas é o que tem acontecido.

 Uma das razões apontadas para isso é manter os lançamentos em sincronia com os contratos de serviços das operadoras. Nos Estados Unidos, quase todos os celulares são vendidos atrelados a um contrato de serviços. Na maioria dos casos, esses contratos têm validade de dois anos. O usuário pode ser multado se desistir antes do fim. Algumas operadoras até permitem a troca do aparelho durante a vigência do plano. Mas, em muitos casos, a troca sem multa só é possível no final do período.

A Apple deve começar a vender o iPhone 5 no segundo semestre de 2012. Nessa época, quem comprou um iPhone 4 no ano passado nos Estados Unidos estará no final do contrato com a operadora. Ou seja, haverá milhões de americanos querendo trocar seu iPhone 4 por um aparelho mais novo. Será o momento perfeito para um grande lançamento.

O problema do 4G

Há outra provável razão para a Apple deixar o iPhone 5 para 2012. Há uma expectativa de que o futuro iPhone tenha conexão celular 4G LTE, que proporciona acesso à internet mais veloz que o da rede 3G. Mas as redes LTE ainda não estão disponíveis em todos os lugares. No Brasil, por exemplo, ainda não há nenhuma em operação comercial. Assim, é desejável que o iPhone 5 consiga operar tanto em 4G como em 3G.

Alguns smartphones de outras marcas conseguem isso usando dois chips separados. Mas essa solução aumenta o consumo de energia e torna o aparelho maior. Aguardando até 2012, a Apple ganha duas vantagens. A primeira é contar com chips híbridos, que devem começam a sair das fábricas no final deste ano. Bastará um deles para que o smartphone funcione nos dois tipos de rede.

A segunda vantagem é que, na metade de 2012, as redes de quarta geração estarão disponíveis em mais lugares. Isso deve reduzir a chance de os usuários ficarem frustrados por terem comprado um smartphone 4G mas só conseguirem usá-lo com a tecnologia antiga, de terceira geração.

Economia fica estagnada no terceiro trimestre, aponta IBGE

FONTE: DENISE LUNA, PEDRO SOARES – FOLHA  – RIO


Os juros maiores em vigor até agosto e o agravamento da crise global ditaram os rumos da economia brasileira no terceiro trimestre, período no qual o PIB (Produto Interno Bruto) ficou estagnado frente ao segundo trimestre, na comparação livre de influências sazonais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística).

O PIB, em valores correntes, chegou a R$ 1,05 trilhão no período.

Na comparação com terceiro trimestre de 2010, porém, a economia cresceu 2,1% em relação ao mesmo período de 2010.

Com o resultado, o PIB do país acumula alta de 3,2% nos três primeiros trimestres do ano e de 3,7% nos últimos 12 meses (quatro trimestres).

Setor mais sujeito a oscilações e com maior conexão com o exterior, a indústria sofreu mais o baque da crise e registrou queda de 0,9% na comparação com o segundo trimestre. Já o setor de serviços teve queda de 0,3%, e agropecuária subiu 3,2%.

O consumo das famílias, por sua vez, caiu pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2008, segundo a economista do IBGE, Rebeca Palis. “O índice cedeu 0,1% na comparação de um trimestre para outro, mas cresceu 2,8% na comparação anual (contra o terceiro trimestre de 2010) e acumula no ano alta de 4,8%”, relata Rebeca.

Os investimentos (medidos pela formação bruta de capital fixo), por sua vez, caíram 0,2% na esteira da menor confiança de empresários diante da crise. Já o consumo do governo registro queda de 0,7%.

As exportações subiram 1,8%, e as importações declinaram 0,4%.

O setor que mais cresceu foi a agropecuária, com a queda de produção do trigo, cana de açucar e café mais do que compensados pela expectativa de alta das safras da mandicoca, feijão e laranja, de 7,3%, 6,1% e 3,1%, respectivamente, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. A agropecuária subiu 6,9% no terceiro trimestre ante igual período de 2010.

A construção civil teve incremento de 3,8% no terceiro trimestre na comparação anual, impoulsionada pelos programas do governo como “Minha Casa, Minha Vida”, Copa e PAC (Programa de Aceleação do Crescimento), ajudando a manter positivo o PIB da indústria, que cresceu apenas 1% no mesmo período.

A indústria de transformação contribuiu negativamente e teve queda de 0,6%, com destaque para o fraco desempenho na fabricação de automóveis, têxteis, vestuário e calçados e produtos químicos.

De janeiro a setembro, indústria, serviços e agropecuária acumulam altas de 2,3%, 3,2% e 2,8%, respectivamente. Já o consumo das famílias, os investimentos e o consumo do governo registram alta de 4,8%, 5,7% e 2,2%, respectivamente.

REVISÕES 2010

Rebeca Palis, economista do IBGE, afirma que os dados do PIB de 2010 praticamente não mudaram. A economia no ano cresceu 7,5%, agropecuária sofreu leve revisão de 6,5% para 6,3%, a indústria subiu de 10,1% para 10,4% e serviços de 5,4% para 5,5%.

A despesa de consumo de famílias era 7% agora 6,9%; despesa e consumo do governo subiu de 3,2% para 4,2%

 

ESTÍMULO

Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou um pacote de medidas para estimular o crescimento da economia brasileira, fortalecendo a demanda interna e tentando descolar a atividade econômica das influências internacionais.

Entre as ações está a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industralizados) sobre os chamados produtos de linha branca, como fogão e geladeira.

Outra medida anunciada pelo ministro foi o aumento do teto de financiamentos de casas do “Minha Casa, Minha Vida” com pagamento de tributo menor. Atualmente, casas de até R$ 75 mil pagam apenas 1% relativo a Imposto de Renda e PIS/Cofins. Agora, o teto passará para R$ 85 mil.

“Este ano tivemos alguma desaceleração e estamos dando uma aquecida na economia, agora que a inflação esta sob controle, de modo que possamos entrar 2012 com a economia acelerando, com crescimento alto, de 4,5% a 5%”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva. “Vamos continuar estimulando o investimento.”

Foi reduzida ainda a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente sobre operações de crédito para pessoa física, como financiamentos de automóveis e cheque especial. A alíquota passou de 3% para 2,5% ao ano.

Foram zeradas também alíquotas que incidiam sobre o investimento externo em ações. Era cobrado 2% sobre as compras de ações por estrangeiros, que agora não pagarão mais o IOF. Em títulos privados com mais de 4 anos os estrangeiros também pagavam 6%, e agora não haverá mais a cobrança.

As medidas também têm como objetivo facilitar, por meio do mercado de capitais interno, o financiamento de empresas brasileiras que estão com dificuldade para captar no exterior. Mantega disse ainda o governo pode decidir por novos estímulos para evitar que a economia desaqueça.


Zona do euro poderá ter década perdida, diz Lagarde

Diretora-gerente do FMI defendeu ação rápida e coletiva contra crise.  Christine Lagarde falou à Globo News nesta sexta-feira.

Fonte:  Ligia Guimarães G1.COM- São Paulo

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em entrevista à Globo News nesta sexta (Foto: Reprodução)

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse nesta sexta-feira (2) que a zona do euro poderá ter uma década perdida caso não seja tomada uma ação rápida e coletiva para combater a crise da dívida.

Lagarde esteve na sede paulista da Rede Globo nesta sexta, em São Paulo, onde gravou participação no programa “Globo News Painel”, e falou a uma plateia de convidados.

A entrevista da diretora do FMI vai ao ar na Globo News, no programa Globo News Painel, neste sábado (3), às 23h.

Pressão dos mercados
Na visão de Lagarde, a demora para se chegar a uma solução é parte do processo democrático, mas já há forte pressão dos mercados, para quem, na avaliação de Lagarde, “não faz diferença emprestar à Grécia ou à Alemanha.

“Se não houver uma solução rápida e abrangente e coletiva, logo a zona do euro e não sou eu a dizer isso, corre o risco de ter uma década perdida. (…)que a avaliação do mercado é de que a zona do euro e uma zona economia também, não faz diferença emprestar à Grécia e à Alemanha.

‘Não vimos a crise se formando’
Lagarde disse que, assim como “praticamente todos” os órgãos internacionais do mundo, o FMI falhou em prever a crise de 2008, cujo marco inicial foi a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.

“Nós, assim como muitos outros, falhamos em reconhecer a crise precocemente. Não me conforta o fato de que praticamente todos não anteciparam, apenas um ou outro economista no mundo. (…) Nós não vimos a crise que estava se formando”, disse a diretora.

Lagarde destacou pontos positivos da postura do FMI no reconhecimento, ainda que tardio, da crise. “Fomos honestos o suficiente para reconhecer, e buscamos pessoas que têm a tendência a criticar para que dissessem a nós o que fizemos de errado, pedimos que nos apontassem por que não vimos a crise chegar. Fizemos um relatório que ‘levantou a pele’ do FMI e o levamos a público, nos arriscamos. Muitos outros não fizeram isso”.

Risco de contágio é uma coisa concreta
Lagarde destacou a posição atuante do FMI no combate à crise citando os exemplos de Itália, Portugal e Grécia, que atualmente estão sob programas do Fundo.

“Dois desses três estão procedendo conforme o plano; o caso da Grécia é muito mais complicado do que pensávamos inicialmente. O risco de contágio (para outros países europeus) que todos temiam agora é uma coisa concreta”. Para Lagarde, a dificuldade que países como a Alemanha têm enfrentado nos leilões de títulos é uma evidência de como a crise se estendeu.

Sobre a situação do Brasil na crise, Lagarde elogiou as políticas tomadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e citou o alto volume das reservas brasileiras como um dos pontos fortes do país contra a crise.

“Não acho que qualquer país possa ficar imune se a crise crescer e não for tratada, mas acredito que o Brasil está em situação melhor do que outros”, na opinião de Lagarde, o país já enfrentou uma crise de forma bem-sucedida e está habilitado a resistir a choques.

Questionada sobre se os líderes europeus não deveriam se preocupar mais em resolver a crise da dívida imediata do que em discutir como evitar que o problema volte a ocorrer no futuro, Lagarde disse acreditar que é importante tratar das três questões.

“Não se pode concentrar energia em um dos pontos. Concordo que a dívida deva ser a prioridade, mas depende também do que se faz em termos de consolidação fiscal e estimulo à economia (…). E também medidas que permitam o crescimento, porque sem crescimento é muito difícil resolver a dívida”, afirmou.