Bolsões de pobreza crescem nos EUA, aponta estudo

Fonte: DA REUTERS, EM WASHINGTON  / ESTADÃO.COM

A pobreza se agravou na última década em muitos bairros de cidades do centro-oeste e sul dos Estados Unidos, ameaçando as escolas, a segurança e a saúde pública, e aumentando os gastos dos governos locais, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

A Brookings Institution, entidade de pesquisas independente, concluiu que as populações em bairros de pobreza extrema aumentaram em pelo menos um terço nos últimos dez anos.

Pelo menos 40% dos indivíduos nessas áreas vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo federal dos EUA, o que significa uma renda anual de US$ 22.134 para uma família de quatro pessoas.

O maior crescimento da pobreza aconteceu no centro-oeste. Mas a cidade com a maior concentração de pobres no país é McAllen, no Texas, ao sul, onde mais de um terço dos habitantes são considerados pobres. El Paso, também no Texas, e Memphis, no Tennessee, aparecem em seguida nessa lista.

“Ao invés de se distribuírem de maneira uniforme, os pobres tendem a se agrupar e concentrar em certos bairros ou grupos de bairros dentro de uma comunidade”, disse a Brookings.

“Bairros muito pobres enfrentam todo um conjunto de desafios que advêm da desvantagem concentrada — de taxas de criminalidade mais elevadas e piores resultados na saúde a oportunidades educacionais mais reduzidas e redes de empregos mais fracas.”

Segundo o relatório, que se baseia em dados do Censo de 2000 e de pesquisas domiciliares por amostragem feitas de 2005 a 2009, “o crescimento da pobreza causada pela recessão no final da década de 2000 aumentou ainda mais a concentração de indivíduos pobres em bairros de pobreza extrema”.

Ainda segundo a pesquisa, quase 6,5 milhões de crianças viviam em 2009 em lares com rendimento inferior à metade do limite oficial da pobreza. O sul dos EUA respondeu por quase metade do aumento da pobreza extrema no país.

“Em 2009, as pessoas na pobreza extrema eram o grupo de renda que mais crescia”, disse Steve Suits, vice-presidente da Fundação Sulista da Educação.

Recentemente, o Departamento do Censo informou que o número de pobres cresceu em quase todos os Estados dos EUA em 2010. A Brookings relatou que cerca de 40% dos pobres vivem fora das grandes cidades, o que mostra que a pobreza está se estendendo para os subúrbios, tradicionais redutos da classe média nos EUA.

O negros americanos continuam sendo o grupo mais expressivo nos bairros de pobreza extrema, mas desde 2000 cresceu a presença nessas áreas de anglo-saxões brancos, ao mesmo tempo em que diminuiu o percentual de latinos, segundo a Brookings.

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