‘Ocupar Wall Street’ fecha porto nos EUA

Fonte: Gabriel Bueno, da Agência Estado

 

Pelo Porto de Oakland, passam 59% do comércio entre EUA e Ásia 

OAKLAND – Manifestantes mascarados e policiais entraram em confronto na madrugada desta quinta-feira, 3, em Oakland, na Califórnia, após um dia de protestos que fazem parte do movimento “Ocupar Wall Street” que levaram ao fechamento de um dos mais importantes portos dos Estados Unidos. As manifestações estavam em geral pacíficas até cerca da meia-noite (hora local), quando dezenas de manifestantes no centro da cidade começaram a atirar pedras e garrafas, ocupar prédios vazios e erguer barricadas.

A polícia antidistúrbio avançou e jogou gás lacrimogêneo. Os manifestantes violentos pareciam ser uma dissidência do movimento “Ocupar Wall Street”, que está acampado perto da sede da prefeitura de Oakland. Vários manifestantes foram ao local dos confrontos pedir calma.

Pelo Porto de Oakland, passam 59% do comércio entre EUA e Ásia. O porto mandou os empregados para casa no início da quarta-feira, após centenas de manifestantes cercarem as docas. A operadora do porto informou em comunicado na noite de quarta-feira que as operações estão na prática paralisadas e só serão retomadas quando houver segurança para isso.

Durante o dia, milhares de pessoas marcharam no centro da cidade em apoio a uma greve, convocada após a polícia disparar gás lacrimogêneo para retirar manifestantes de uma área, na semana passada, em uma operação que feriu uma pessoa. A imprensa local informou que dois manifestantes foram atingidos por um carro e hospitalizados.

O porto é responsável por US$ 39 bilhões em importações e exportações por ano e pelo emprego de dezenas de milhares de pessoas na área. Autoridades disseram esperar que o trabalho seja retomado nesta quinta-feira. As informações são da Dow Jones.

 

 

 

Bolsões de pobreza crescem nos EUA, aponta estudo

Fonte: DA REUTERS, EM WASHINGTON  / ESTADÃO.COM

A pobreza se agravou na última década em muitos bairros de cidades do centro-oeste e sul dos Estados Unidos, ameaçando as escolas, a segurança e a saúde pública, e aumentando os gastos dos governos locais, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

A Brookings Institution, entidade de pesquisas independente, concluiu que as populações em bairros de pobreza extrema aumentaram em pelo menos um terço nos últimos dez anos.

Pelo menos 40% dos indivíduos nessas áreas vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo federal dos EUA, o que significa uma renda anual de US$ 22.134 para uma família de quatro pessoas.

O maior crescimento da pobreza aconteceu no centro-oeste. Mas a cidade com a maior concentração de pobres no país é McAllen, no Texas, ao sul, onde mais de um terço dos habitantes são considerados pobres. El Paso, também no Texas, e Memphis, no Tennessee, aparecem em seguida nessa lista.

“Ao invés de se distribuírem de maneira uniforme, os pobres tendem a se agrupar e concentrar em certos bairros ou grupos de bairros dentro de uma comunidade”, disse a Brookings.

“Bairros muito pobres enfrentam todo um conjunto de desafios que advêm da desvantagem concentrada — de taxas de criminalidade mais elevadas e piores resultados na saúde a oportunidades educacionais mais reduzidas e redes de empregos mais fracas.”

Segundo o relatório, que se baseia em dados do Censo de 2000 e de pesquisas domiciliares por amostragem feitas de 2005 a 2009, “o crescimento da pobreza causada pela recessão no final da década de 2000 aumentou ainda mais a concentração de indivíduos pobres em bairros de pobreza extrema”.

Ainda segundo a pesquisa, quase 6,5 milhões de crianças viviam em 2009 em lares com rendimento inferior à metade do limite oficial da pobreza. O sul dos EUA respondeu por quase metade do aumento da pobreza extrema no país.

“Em 2009, as pessoas na pobreza extrema eram o grupo de renda que mais crescia”, disse Steve Suits, vice-presidente da Fundação Sulista da Educação.

Recentemente, o Departamento do Censo informou que o número de pobres cresceu em quase todos os Estados dos EUA em 2010. A Brookings relatou que cerca de 40% dos pobres vivem fora das grandes cidades, o que mostra que a pobreza está se estendendo para os subúrbios, tradicionais redutos da classe média nos EUA.

O negros americanos continuam sendo o grupo mais expressivo nos bairros de pobreza extrema, mas desde 2000 cresceu a presença nessas áreas de anglo-saxões brancos, ao mesmo tempo em que diminuiu o percentual de latinos, segundo a Brookings.

Número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA cai em 9.000

Fonte: Valor / Estadão.com

Os pedidos de seguro-desemprego diminuíram em 9.000, para 397 mil, na semana terminada em 29 de outubro nos EUA, informou o Departamento de Trabalho do país nesta quinta-feira.

O total da semana anterior foi revisado de 402 mil para 406 mil. Economistas previam queda de 2.000, com o total chegando a 400 mil.

A média móvel quadrissemanal, que suaviza as oscilações semanais e por isso é considerado um indicador mais confiável do desempenho do mercado de trabalho, caiu em 2.000, para 404,5 mil na semana passada.

O total de pessoas que vêm sacando o benefício há mais de uma semana, por sua vez, foi de 3,683 milhões na semana até 22 de outubro, a última para o qual o dado está disponível. A taxa de desemprego entre os que têm direito ao seguro permaneceu em 2,9%.