Em 2012, ZTE pretende produzir iPhone e iPad no Brasil

Fonte: Daniel Machado, do  – Exame.com.br

Fabricação será em cidade do interior de São Paulo, onde se encontra a sede da empresa na América Latina.

Peter Macdiarmid / Getty Images

Caso sejam concretizados os planos da ZTE, Hortolândia pode se tornar a capital brasileira da Apple.

São Paulo – Está nos planos da ZTE produzir no Brasil os terminais iPhone e iPad, da Apple, em regime de terceirização (OEM). A informação é de Ângelo Perugini, prefeito de Hortolândia, cidade do interior de São Paulo onde se encontram a fábrica e a sede da ZTE na América Latina. “A ZTE começou a fabricação local em setembro e também quer produzir iPhone e iPad em Hortolândia já para o Natal”, disse o chefe do executivo do município pertencente à região metropolitana de Campinas.

Em evento de cooperação econômica entre Brasil e China, realizado nesta segunda-feira, 31, em São Paulo, a informação foi confirmada por um executivo chinês da ZTE, mas para início de produção em 2012. A ZTE do Brasil, no entanto, desmente a notícia.  Caso sejam concretizados os planos da ZTE em Hortolândia e o município supere outros candidatos na disputa para acolher também a unidade fabril da Foxconn (que produzirá iPhones e iPads), a cidade pode se tornar a capital brasileira da Apple.

“Seria maravilhoso e não há cidade melhor que Hortolândia, que está se tornando o ‘vale do silício brasileiro’ e recentemente foi premiada por uma ONG internacional como uma das 300 cidades mais dinâmicas do mundo”, acrescentou o secretário de Indústria, Comércio e Serviços do município, Marcelo Borges.

Segundo informou a assessoria de imprensa da ZTE no Brasil, a companhia não produz em outros países em regime de OEM. Caso seja confirmada, a fabricação brasileira de equipamentos da Apple, portanto, seria a primeira experiência do tipo da empresa.

Produção e pesquisa

A ZTE comprou um terreno de 500 mil metros quadrados em Hortolândia, onde construirá sua fábrica, que será também o pólo produtor da América Latina. Enquanto isso, a companhia chinesa adquiriu o galpão de um condomínio industrial na mesma cidade (pertencente à IBM), onde produz, desde o mês passado, celulares e smartphones. O prefeito Perugini destaca a importância de Hortolândia para a criação de mão-de-obra qualificada no País, uma vez que a nova fábrica da ZTE abrigará ainda o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa na América Latina, exigência que foi recentemente acordada entre a presidenta do Brasil, Dilma Roussef e o líder chinês, Hu Jintao. “Outro item do acordo é que somente 20% dos funcionários da ZTE no País podem ser chineses. Hoje são 2 mil colaboradores, entre eles 400 chineses”, diz.

Hortolândia

O objetivo de Hortolândia é o de se tornar um centro de referência tecnológica no Brasil. Para isso, conta com vários trunfos, como o subsídio fiscal, logística privilegiada (a 23 quilômetros do aeroporto de Viracopos, em Campinas, e proximidade de duas importantes rodovias), Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 10 bilhões na área de tecnologia e aporte estimado de US$ 300 milhões entre 2011 e 2012 somente pelas empresas tecnológicas. “Além disso, há outras grandes gigantes do setor em Hortolândia, como a IBM e Dell, e parcerias com centros de excelência como Unicamp e CPqD”, acrescenta o secretário Marcelo Borges.

 

EUA já planejam próximos passos para retirada militar do Afeganistão

Fonte: Reuters / Estadão.com

Dusan Vranic/AP
 
WASHINGTON – A Casa Branca pediu ao Pentágono que faça recomendações preliminares sobre a presença militar americana no Afeganistão em 2014, num primeiro passo para o planejamento da retirada final das forças, apesar da sombria perspectiva da segurança no país.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse que assessores do presidente Barack Obama fizeram consultas sobre cenários para 2014. Como parte desse processo, o Pentágono deve verificar o nível das tropas para 2013 – sugerindo retiradas adicionais às dos 33 mil soldados enviados como reforços no governo Obama, e que devem sair até setembro do ano que vem.

“O planejamento para o nível das tropas em 2013 e 2014 está agora na fase preliminar”, disse Bruce Riedel, ex-funcionário da CIA que esteve envolvido na redefinição da estratégia para o Afeganistão depois da posse de Obama, em 2009, e que continua muito ligado à Casa Branca.

Obama e líderes aliados se comprometeram no ano passado em entregar até 2014 o controle da segurança afegã ao governo do país. E, numa viagem à Ásia na semana passada, o secretário de Defesa, Leon Panetta, disse que o general John Allen, comandante dos Estados Unidos no Afeganistão, está desenvolvendo um plano para a retirada gradual do contingente. Até agora, no entanto, não havia sido noticiado o pedido da Casa Branca de um planejamento detalhado.

O conflito no Afeganistão, iniciado logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, é extremamente impopular entre os americanos, e o governo quer acabar com ele para poder dedicar mais atenção à economia. No mês passado, Obama anunciou que retirará todos os soldados dos EUA do Iraque até o final do ano.

Quanto ao Afeganistão, a Casa Branca ainda não anunciou nenhum plano além da retirada em setembro de 2012 do reforço enviado em 2009. Depois disso, os americanos devem permanecer com 68 mil soldados no Afeganistão, e uma retirada muito acelerada deve desagradar o Pentágono, preocupado com a instabilidade no país. A ONU diz que o Afeganistão vive seu momento mais violento em dez anos de guerra.

 

 

 

 

 

Obama receberá líderes europeus para nova cúpula EUA-UE no fim de novembro

Fonte: DA EFE – FOLHA.COM

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizará no dia 28 de novembro uma cúpula com a União Europeia (UE), com as presenças do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e da alta representante de Relações Exteriores, Catherine Ashton.

Os quatro líderes se reunirão na Casa Branca na primeira cúpula EUA-UE desde a realizada em 20 de novembro de 2010, segundo informou a Casa Branca em comunicado.

A reunião acontecerá apenas três semanas depois da cúpula do G20, prevista para 3 e 4 de novembro em Cannes (França).

Na ocasião, UE e EUA devem apresentar ideias para melhorar a estabilidade econômica após o acordo alcançado na semana passada para solucionar a crise da dívida na zona do euro.

A economia global será um dos principais temas em debate no dia 28 de novembro, quando os quatro líderes, segundo a Casa Branca, analisarão os esforços mútuos para “fortalecer os laços econômicos e o crescimento”.

No terreno político, estará na mesa de debates o “trabalho conjunto” dos EUA e da UE para “apoiar a democracia e a prosperidade nos arredores da Europa, no Oriente Médio e no Norte da África”, indica o comunicado.

Além disso, as duas partes analisarão sua “contínua coordenação com relação ao Irã e seu compromisso com uma melhor aplicação das leis internacionais e a cooperação antiterrorista”.

As relações entre EUA e UE esfriaram relativamente por causa da degradação da situação econômica na Europa, que chegou a ser acusada por Obama de estar reagindo com lentidão e de estar “assustando o mundo”, declarações que foram rapidamente tachadas de “paternalistas” por Rompuy.