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Au tribunal de Paris, la “drôle de guerre” de Samsung et Apple

SOURCE : LEMONDE.FR |  Mis à jour le 18.11.11 | 09h22

Damien Leloup

Un iPhone d'Apple (à gauche) et un terminal Samsung.REUTERS/© Truth Leem / Reuters

“C’est le dernier épisode d’une guerre totale, selon les propres mots de la direction de Samsung, totalement engagée contre Apple et qui vise ni plus ni moins à sortirApple du marché de la téléphonie mobile.” L’avocate d’Apple ne mâche pas ses mots, ce 17 novembre, au tribunal de grande instance de Paris. Il faut dire que l’enjeu est de taille : Samsung, qui accuse Apple de violation de plusieurs brevets, demande tout simplement une interdiction immédiate de vente de l’iPhone 4S, le dernier-né de la marque à la pomme.

Dans la salle, l’ambiance est, elle, plutôt détendue. Au dernier rang, cinq cadres de Samsung, venus spécialement de Séoul, suivent les débats traduits en direct en coréen. Sur le banc d’en face, deux de leurs homologues d’Apple suivent une autre traduction, en anglais celle-là. Dans un coin de la salle, ceux et celles dont le vol est arrivé ce matin ont empilé leurs valises

LICENCES ET CONTRATS

L’audience est donc suffisamment importante pour que chacune des deux entreprises, outre leurs six avocats chacune, aient jugé bon de faire venir des cadres de l’autre bout du monde. Mais que reproche Samsung à son concurrent (dans la téléphonie, les tablettes) et partenaire (dans la construction de puces) ? L’utilisation de plusieurs brevets portant sur la norme UMTS (téléphonie 3G). Et le géant coréen demande donc, en référé, l’interdiction de la vente des iPhone 4S.

Durant l’audience, ce ne sont pas seulement deux poids lourds de la téléphonie qui s’affrontent, mais aussi deux philosophies : Samsung mène la bataille sur le terrain technique, Apple sur le terrain juridique… et politico-économique. Armés de multiples panneaux bardés de schémas, de documents techniques et d’analogies, les conseils de Samsung sont entrés, durant plus d’une heure, dans le détail de leurs brevets portant sur la qualité de transmission des données. Des brevets“essentiels”, selon Samsung, qu’Apple utiliserait sans autorisation.

Face à eux, les six avocats d’Apple opposent un argument simple et entièrement juridique : ils ne contestent pas l’importance des brevets de Samsung, ni le fait que les produits Apple les utilisent. Mais ils affirment, contrat en main, que l’entreprise dispose d’une licence pour ces brevets par le biais de son contrat avec Qualcomm, le fabriquant de puces électroniques utilisées pour la 3G dans les iPhone. Un argument conforté par une lettre envoyée par Samsung à Qualcomm, lui demandant de cesser d’accorder des licences à Apple, quelques jours après le dépôt d’une plainte d’Apple contre Samsung. De leur côté, les conseils de Samsung avancent que l’entreprise ne touche pas de redevance de Qualcomm, et estiment donc que le fabricant de puces ne peut pas, légalement, concéder de licences à des tiers.

ABUS DE POSITION DOMINANTE

Pour la firme à la pomme, toute interdiction de vente mettrait, de fait, Samsung en capacité de profiter d’un abus de position dominante. Mais la présidente de la première chambre ne semble pas convaincue. “Au fond, il n’y a qu’un problème de redevance”, tranche-t-elle. Lorsqu’une compagnie détient un brevet qui fait partie d’une norme, elle doit en effet proposer obligatoirement des licences à toute entreprise qui en fait la demande. Apple et Samsung sont cependant en désaccord sur le montant de ladite redevance. Samsung demande 2, 4 %, et ironise sur la marge que touche Apple sur chaque terminal vendu. “Cela n’empêchera pas Apple de continuer à fabriquer et à vendre des téléphones”, explique un des avocats du géant coréen.

Mais selon Apple, la plainte de Samsung est avant tout une manière de fairepression. “Si vous ouvrez un iPhone, vous y trouverez deux puces : une puce Samsung, et une puce Qualcomm”, détaille un avocat d’Apple, brandissant un téléphone sous scellés. “Nos terminaux sont compatibles avec la norme UMTS depuis 2007 ; Samsung ne peut pas faire semblant de le découvrir aujourd’hui.”

Après plus de quatre heures de débat, la présidente pose une question finale : y a-t-il une procédure de conciliation en cours ? Non, répondent les deux parties après un bref silence. “Nous ne sommes pas là pour déterminer un taux de licence”, assène la présidente, avant de mettre le jugement en délibéré au 8 décembre. Sur les bancs du fond, le gros de la délégation coréenne a levé le camp depuis une bonne heure.

Geração de empregos formais no país cai 40% em outubro, segundo Caged

Fonte: Do UOL Economia, em São Paulo

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A economia brasileira criou 126.143 postos de trabalho com carteira assinada em outubro, informou o Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (18).  No ano, já foram abertas 2.241.574 vagas. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Em relação ao mês anterior, houve uma queda de 39,7% na criação de postos de trabalho (em setembro, o país registrou a criação de 209.078 empregos formais).

Em relação a outubro do ano passado, a queda registrada na geração de empregos foi de 38,4%.

Entenda o Caged

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho é uma pesquisa mensal sobre o comportamento do mercado formal de trabalho. Os dados da pesquisa são obtidos a partir de informações enviadas pelas empresas sobre admissões e demissões de funcionários.

(Com informações da Reuters)

iTunes pode chegar ao Brasil em dezembro

Fonte: Por Murilo Roncolato / LINK – ESTADAO

Colunista afirma que a Apple deve inaugurar dois escritórios em São Paulo e expandir o acesso à loja para usuários no Brasil

SÃO PAULO – O rumor de que a loja de aplicativos e player de músicas da Apple, o iTunes, viria de vez para o mercado brasileiro não é novo, mas ganhou força após um colunista da revista Época publicar que a empresa tem planos de abrir dois escritórios em São Paulo no mês que vem. A informação teria sido passada ao colunista por um “amigo da coluna ligado ao mercado fonográfico”.

Com inciativa, seria possível comprar músicas, filmes e jogos pela iTunes Store sem a necessidade de encomendar cartões pré-pagos (gift cards) ou forjando endereços nos Estados Unidos, alternativas usadas atualmente para driblar a restrição.

Em maio, o rumor era de que redes como Fnac, Extra e FastShop passariam a vender esses cartões (nos valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 40) para consumidores aqui no Brasil. A vinda da empresa para cá, pode tornar essa prática desnecessária.

A informação publicada na quarta-feira, 16, pelo blogueiro é a de que será criada em São Paulo uma loja focada nos produtos da Apple para a América Latina e outra exclusivamente para o Brasil. O colunista, no entanto, apesar de garantir a informação, erra ao se mostrar indignado pelo suposto fato de não existir artistas brasileiros na loja da Apple.

“Há anos, a operação é esperada, já que há muitos artistas que ficam de fora da maior loja digital do mundo por não terem força suficiente no mercado internacional, como por exemplo, Maria Bethânia, por incrível que pareça.” A cantora está, sim, na iTunes Store, como observou o site Tecnoblog.

Em português. As páginas da iTunes Store também estão se abrasileirando. Segundo a MacMagazine, o iTunes Store já traduziu para o português alguns termos usados na loja.  Substituiu, por exemplo, “Quick Links” por “Links Rápidos”, “Account” por “Conta”; “Redeem” por “Resgatar” e “Purchases” por “Compras”.

Outro avanço está na descrição de aplicativos (na parte que cabe à Apple, não necessariamente na de responsabilidade do desenvolvedor), que também ganhou termos em português.

Sobe para 300 número de presos em manifestações em Nova York

Fonte: DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS / FOLHA.COM

Eduardo Munoz/Reuters

Manifestante do "Ocupe Wall Street" mostra bandeira americana de cima da ponte do Brooklyn

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Nova York na quinta-feira celebrando o aniversário de dois meses do movimento “Ocupe Wall Street” com uma passeata próximo à Bolsa de Nova York. Os protestos terminaram com ao menos 300 detidos pelas forças policiais, segundo dados atualizados divulgados pela imprensa americana nesta sexta-feira.

Em diversos Estados americanos, manifestações semelhantes ocorreram em apoio ao movimento “Ocupe”, cujos acampamentos vêm sendo expulsos de parques e praças pelas autoridades locais, que justificam a ação com motivos de segurança.

O prefeito nova-iorquino, Michael Bloomberg, afirmou que cinco policiais ficaram feridos durante o protesto realizado por manifestantes do movimento, que bloquearam o acesso à Bolsa de Nova York.

Vias de acesso ao centro financeiro estavam bloqueadas desde a manhã de ontem, e a situação ficou pior com protestos realizados nas estações de metrô durante o pico da movimentação da população no transporte público.

O protesto fazia parte de uma “Jornada de Ação Global” anunciada no site occupywallst.org, com manifestações previstas em outras cidades dos Estados Unidos, assim como em Bélgica, Alemanha, Itália, Nigéria, Polônia e Espanha.

Em Nova York, a passeata foi iniciada no Zuccotti Park, onde foram montadas inicialmente as barracas do movimento no sul de Manhattan e de onde os manifestantes foram expulsos pela polícia na madrugada de terça-feira. Mais tarde, a marcha foi para a ponte do Brooklyn, onde pessoas ficaram sentadas para interromper a passagem.

Amontoados contra as barreiras policiais em Wall Street, manifestantes chegaram a brigar com homens vestidos de terno que tentavam de abrir passagem para chegar ao trabalho no distrito financeiro. “Wall Street está fechada!”, bradavam os ativistas de braços dados, bloqueando o acesso à bolsa para protestar contra a cobiça e a corrupção.

Segundo estimativas dos organizadores, 30 mil pessoas participaram dos protestos em Nova York, enquanto que a polícia afirma ter contado 15 mil.

Os protestos anteriores do Ocupe Wall Street foram tensos, mas em sua maioria pacíficos, com a polícia utilizando uma extensa rede de barreiras metálicas para encurralar os manifestantes e impedi-los de chegar à sede de Wall Street. Nesta ocasião, a polícia montada também foi mobilizada nas imediações da bolsa.

DESOCUPAÇÃO

Policiais com capacetes e portando escudos expulsaram manifestantes do movimento, na madrugada de terça-feira, de um parque no distrito financeiro de Nova York, onde estavam acampados há quase dois meses.

Autoridades declararam que a ocupação no parque Zuccotti –que se tornou um mar de barracas, lonas e placas de protesto com centenas de manifestantes dormindo no local– era uma ameaça à saúde e à segurança.

O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a medida para expulsar os manifestantes e destruir sua cidade de barracas.

“Infelizmente, o parque estava se tornando um lugar onde muitas pessoas vieram não para protestar, mas para infringir leis, e em alguns casos, prejudicar os outros. Houve relatos de empresas ameaçadas e reclamações sobre o barulho e as condições sanitárias precárias que têm afetado gravemente a qualidade de vida dos moradores e dos comerciantes nesse bairro próspero”, disse Bloomberg em comunicado.

Os manifestantes montaram o acampamento no parque Zuccotti em 17 de setembro para protestar contra o sistema financeiro que, segundo eles, beneficia as corporações e os ricos. O movimento tem inspirado protestos semelhantes contra a desigualdade econômica em outras cidades, e em alguns casos resultaram em violentos confrontos com a polícia.

 

Manifestantes de Wall Street prometem não arrefecer com protestos, apesar de expulsão

Expulsos de acampamento, manifestantes do Ocupe Wall Street afirmam não parar com protestos, pois “a semente do movimento já está plantada”

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Manifestantes do movimento Ocupe Wall Street que ocupavam um parque no distrito financeiro de Nova York e que foram expulsos pela polícia, na madrugada de terça-feira (15), prometem não arrefecer nos protestos e na indignação contra o setor financeiro e o modelo ecônomico dos países ricos.

Durante a noite da terça-feira, centenas de manifestantes retornaram à praça para protestar contra a expulsão. Eles dizem que as batidas podem expulsar fisicamente os manifestantes dos acampamentos, mas não podem eliminar uma ideia cuja hora chegou.

(Foto: ©Lucas Jackson / Reuters)

                                 Centenas de policiais desfizeram o acampamento, prendendo 147                                          pessoas, inclusive 12 que se acorrentaram umas às outras em árvores

“A Praça da Liberdade (o parque Zuccotti) era uma metáfora e isso aqui é muito maior”, disse Kyle Depew, 26, garçonete do bairro de Brooklyn. “A semente foi plantada na mente de todos e é disso que trata o movimento”, afirmou.

Os manifestantes se dizem desapontados pelo fato de os bilhões de dólares injetados nos bancos durante a recessão terem permitido que as companhias voltassem a ter lucros enormes e bônus multimilionários, enquanto os norte-americanos comuns não veem alívio no desemprego e melhora nas perspectivas.

A expulsão

A polícia nova iorquina expulsou os manifestantes, tirando-os de do Parque Zucotti, onde estavam acampados desde setembro. Centenas de policiais desfizeram o acampamento, prendendo 147 pessoas, inclusive 12 que se acorrentaram umas às outras em árvores.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e a companhia imobiliária Brookfield Office Properties, dona do parque, concluíram que os manifestantes se tornaram uma ameaça à saúde da comunidade local. O juiz Michael Stalman determinou que os protestos poderiam continuar no local, porém não em acampamentos.

Nos EUA, a expulsão em Nova York foi seguida por ações similares em Atlanta, Portland e Salt Lake City. Ao contrário de Oakland, Califórnia, onde a polícia usou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, a polícia de Nova York disse que a maioria dos manifestantes saiu pacificamente, mas alguns manifestantes relataram o uso da violência pelos policiais.

Com informações da Reuters e Agência Brasil

 

ZUCCOTTI PARK INVADIDO. ACAMPAMENTO OCCUPY WALL STREET NÃO EXISTE MAIS. “MANIFESTANTES PODEM OCUPAR O PARQUE SÓ COM O PODER DE SEUS ARGUMENTOS,” DIZ BLOOMBERG.

Nova York/ Reuters – Estadão

Cerca de 200 manifestantes tentam reocupar o parque, munidos de uma ordem judicial, mas as barricadas policiais continuam a isolar o local.

Comandante Ray Kelly: 200 presos dentro e fora do parque, de madrugada.
O Prefeito Michael Bloomberg dá coletiva e afirma que a decisão de desmontar o acampamento foi “minha e só minha.” Ele disse que a reabertura do parque, prevista para esta manhã, foi adiada, por causa de uma moção judicial em curso.

“Infelizmente, o parque de tornou um local não de protesto, mas de violação da lei,” disse Bloomberg, mas ressaltou que a maioria dos manifestantes eram pessoas pacíficas. “Agora, os manifestantes vão ter que ocupar o parque com o poder de seus argumentos,” disse Bloomberg, explicando que barracas e sacos de dormir não serão tolerados.

Operação Surpresa

A operação policial começou pouco depois de 1 da manhã, 4, hora de São Paulo.

Ouça o primeiro boletim da rádio Estadão ESPN sobre a operação.

Centenas de policiais cercaram a praça, fecharam as ruas de acesso e inundaram o acampamento com a luz de holofotes.

O comandante da polícia de Nova York, Ray Kelly, observou a operação. Um policial passou com um megafone dizendo que os manifestantes teriam direito de retirar seus pertences. Tudo o que estivesse no parque seria jogado fora. Havia cerca de 200 pessoas dormindo no parque quando a operação começou. Um grupo saiu carregando sacos de dormir e objetos de valor  mas várias pessoas que tentaram voltar para buscar mais pertences foram impedidas de voltar.

Um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu no centro da praça, onde ficava a cozinha e a despensa de mantimentos. Tentaram erguer uma barreira e se acorrentaram uns aos outros e às árvores. A polícia levou um por um, com algemas de plástico. O porta-voz da polícia nova-iorquina, Paul Browne, disse que 70 pessoas foram presas.

A operação de limpeza demorou um pouco mais de 3 horas. Alertadas pela mídia social durante a noite, centenas de pessoas correram para a área do parque mas não puderam se aproximar. Um helicóptero da rede CBS chegou a sobrevoar o parque com câmeras mas o espaço aéreo sobre a área, no sul de Manhattan, foi fechado.

O Prefeito de Nova York anunciou a operação pelo Twitter à 1:19 da manhã, horário local: “Ocupantes de Zuccotti devem deixar a área temporariamente, remover barracas e coberturas de plástico. Os manifestantes podem retornar depois que o parque estiver limpo.”

Pouco depois das 7 da manhã, centenas de pessoas tentam começar uma nova marcha que pode fechar o tráfego na Brodway, próximo a Wall Street. O parque está completamente vazio e já foi lavado com mangueiras. A empresa imibiliária Brookfield Properties, responsável pela manutenção do Zuccotti Park, cujo terreno é público, pode reabrir o parque às 8 da manhã, 11 em Brasília.

Uma enfermeira que estava na barraca de assistência médica do parque como voluntária, disse a uma estação de rádio nova-iorquina que a ocupação pela policia foi muito abrupta e todos os suprimentos médicos foram destruídos.

 

FIM DO ACAMPAMENTO, PROTESTO CONTINUA

A operação de surpresa que desmontou a pequena cidade de barracas no Zuccotti Park, pouco menos de 2 meses depois do início do protesto que se espalhou por cidades em dezenas de países priva o movimento Ocupem Wall Street de um símbolo poderoso. Afinal, o parque fica próximo ao centro financeiro americano, em Wall Street.

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Imagens ao vivo eram transmitidas do Zuccotti Park (Foto Lúcia Guimarães)

Mas, com a proximidade do inverno, os manifestantes começaram a erguer barracas mais sólidas, como as usadas por militares americanos.  O terreno do parque de 3 mil metros quadrados foi sendo tomado a ponto de dificultar as inúmeras assembleias diárias. Organizadores do acampamento alugaram um escritório na área com linhas de telefone fixo. O Occuppy Wall Street arrecadou mais de meio milhão de dólares em doações e divulgou seu primeiro relatório financeiro em outubro, prometendo manter a transparência sobre o uso dos fundos.

Park Zuccotti, em Nova York, é invadido pela polícia e acampamento ‘Occupy Wall Street’ não existe mais

Havia cerca de 200 pessoas dormindo no parque quando a operação começou

JUSTIN LANE/EFE (Estadão)
Todas as ruas de acesso ao Zuccotti Park e o espaço aéreo da região foram fechados. Manifestantes foram retirados.
A operação policial começou pouco depois de 1 da manhã, 4, hora de São Paulo. Centenas de policiais cercaram a praça, fecharam as ruas de acesso e inundaram o acampamento com a luz de holofotes.

Tea Party e “Ocupe Wall Street” mostram polarização nos EUA

Fonte: DA BBC BRASIL – ESTADÃO.COM 

A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o “Ocupe Wall Street”, à esquerda, vêm ganhando destaque.

As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.

Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.

Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o “Ocupe Wall Street”, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.

INCÓGNITA

Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no “Ocupe Wall Street”, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.

Os participantes dos protestos do “Ocupe Wall Street” têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.

“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do “Ocupe Wall Street” farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornal “Washington Post”.

“Dito isso, o movimento (“Ocupe Wall Street”) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.

INSATISFAÇÃO

Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego — atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.

Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo Washington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.

Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.

Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.

A mesma pesquisa do “Washington Post” e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.

REPUBLICANOS

Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.

No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.

O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.

De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.

Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.

No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.

Objeto de desejo e muito caro

Preço alto não impede o crescimento das vendas do iPhone no Brasil, que agora deve ser produzido no País.

Fonte: Filipe Serrano – ESTADÃO.COM / LINK

Menos de um mês após a apresentação do iPhone 4S, o mais recente modelo do smartphone da Apple foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Agora, o início das vendas no Brasil depende dos detalhes da negociação entre empresa e operadoras. Nenhuma delas disse quando pretende iniciar a venda do telefone ou se ele chega ainda neste ano.
Pela primeira vez, o iPhone deve ter produção local aqui no Brasil. O certificado de homologação cita a unidade brasileira da Foxconn, em Jundiaí (a 60 quilômetros de São Paulo), como um dos dois lugares onde o aparelho é fabricado, além da unidade de Shenzen, na China.

Mas, enquanto as operadoras dos Estados Unidos vendem o telefone da Apple por a partir de US$ 199 (R$ 348) – e o 3GS gratuitamente (leia mais na reportagem abaixo) –, por aqui as empresas ainda não deram sinais de que vão adotar a mesma estratégia de preço baixo ou como a produção local vai reduzir o valor final do aparelho.

iPhone 4S 
EUA: US$ 199
Brasil: sem preço definido

O iPhone 4 é oferecido pelas operadoras brasileiras por preços que variam atualmente entre R$ 899 e R$ 2.159 conforme o plano, o que faz dele um dos aparelhos mais caros da categoria mesmo nos planos pós-pagos, em que as empresas costumam subsidiar o valor dos aparelhos. No caso da Vivo, há um plano especial só para o iPhone – com mensalidade maior – em que o celular tem um preço entre R$ 549 e R$ 1.449.

Na média, o preço do iPhone no Brasil está distante do valor gasto pelos brasileiros por um smartphone. Segundo a Nielsen, os consumidores pagaram em média R$ 569 por um aparelho do tipo no primeiro semestre, 17% a menos do que um ano antes (R$ 687).

Isso não impediu o aumento das vendas. O iPhone representa 10% dos smartphones vendidos no Brasil. Há um ano, ele tinha 5,8%. Seu principal concorrente, o Android, disparou, passando 2,8% para 39.4% e puxou os preços dos smartphones para baixo, com modelos mais em conta.

Para Thiago Moreira, diretor de Telecom da Nielsen Brasil, o impacto da carga tributária no País e os contratos com as operadoras são alguns dos responsáveis pelo preço alto. “A realidade dos mercados é diferente”, diz. “Lá nos EUA eles fizeram um preço agressivo porque têm os contratos com as operadoras. Aqui o iPhone sai nesse valor, mas ainda assim é um objeto de desejo. Você encontra aparelhos Android mais baratos, mas a Apple ainda é uma marca premium.”