Irã diz querer relacionamento com EUA, mas não agora

Fonte:  REUTERS / O Estado de São Paulo

O Irã gostaria de ter um relacionamento amigável com os Estados Unidos algum dia, mas não sob as condições atuais, afirmou o ministro do Exterior iraniano, Ali Akbar Salehi, neste sábado.Comentando um pronunciamento da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, no qual ela afirmou que Washington apoia o povo iraniano embora discorde das políticas de seu governo, Salehi afirmou que a mensagem dela não contém nenhuma informação nova. 

“Ouvimos tais declarações repetidas vezes mas, infelizmente, elas estão cheias de contradições”, disse Salehi em uma coletiva de imprensa.

Líderes iranianos culpam rotineiramente os EUA por muitos problemas do país, chamando-os de “o grande Satã”.Os dois países romperam relações diplomáticas após a revolução islâmica de 1979 e o ataque à embaixada norte-americana em Teerã.

O relacionamento permanece tenso, com Washington acusando o Irã de desenvolver armas nucleares e de patrocinar o terrorismo, o que o Irã nega. “Nossa política é o estabelecimento de (bons) relacionamentos com todos os países do mundo, exceto o regime sionista ilegal (Israel)”, disse Salehi. 

“No entanto, o reestabelecimento dos nossos laços acontecerá (somente) quando os dois lados entrarem nas negociações com uma base comum, no mesmo nível, sem quaisquer pré-condições.” Essa não foi a primeira vez em que o Irã deu um sinal de que a reconciliação com Washington pode ser possível algum dia em circunstâncias diferentes.

 O presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou repetidamente “amar” os norte-americanos. “Não temos problemas com o povo dos EUA. Nós os amamos. Temos problemas com o governo dos EUA”, disse em uma entrevista recente à CNN.

 (Reportagem de Mitra Amiri)

 

Obama traça estratégia para ganhar voto latino

Consultor da campanha democrata em 2008 diz que presidente dos EUA deve ressaltar aspecto ‘anti-imigração’ do Tea Party para ser reeleito.

Fonte:  ALEXANDRE RODRIGUES , ENVIADO ESPECIAL / MIAMI – O Estado de S.Paulo

O presidente dos EUA, Barack Obama, precisa repetir no ano que vem o bom desempenho que teve em 2008 entre o eleitorado latino se quiser se reeleger. Para obter o voto hispânico, a estratégia de Obama deve começar ressaltando o conservadorismo do Tea Party, para colar nos republicanos o rótulo de “anti-imigração”. 

O diagnóstico é de Fernand Amandi, consultor da campanha vitoriosa do presidente entre o eleitorado latino, que deve voltar a ter papel importante na corrida presidencial. Filho de cubanos, Amandi é sócio da empresa de consultoria e estratégia B&A International, que ajudou a consolidar empresas de mídia de língua espanhola nos EUA, como a CNN em espanhol e a emissora Telemundo, munida de muitas pesquisas sobre o segmento demográfico que mais cresce no país.

Entre 1990 e 2010, a participação dos hispânicos na população americana saltou de 5% para 16%, enquanto o número de negros se manteve em 12% e o da maioria branca anglo-saxônica caiu de 76% para 64%. Com isso, ressalta Amandi, os latinos formam hoje a maior minoria americana e seu poder de fogo nas eleições vem aumentando com o voto de imigrantes nacionalizados e descendentes.

“Em 2020, os EUA não serão mais um país de maioria branca. Em 2030, os hispânicos serão 23% da população. Apesar das restrições de imigração, os latinos continuam chegando. São cidadãos americanos que votam, mas vivem em lares onde o espanhol é a primeira língua”, disse Amandi ao Estado. A reputação de compreender melhor o segmento hispânico atraiu muitos políticos para a clientela do consultor, como os senadores John Kerry e Robert Menendez.

Ele chegou à campanha de Obama depois de ter levado a atual secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, à TV falando em espanhol durante sua frustrada campanha pela indicação democrata, em 2007.

Em seguida, treinou Obama para se tornar o primeiro candidato a presidente a se dirigir aos eleitores latinos em espanhol em comerciais produzidos em parceria com Thom Mozloom, da produtora MNetwork.

A dupla não aceita falar sobre o assunto, mas não desmente os sinais de que já está trabalhando na nova estratégia de Obama para alcançar a reeleição com a ajuda do voto latino.

Após atrasos, EUA lançam satélite de observação

Objetivos são melhorar a qualidade da previsão do tempo e monitorar as mudanças climáticas

Fonte: AE – Agência Estado

Bill Ingalls/EFE

Após anos de atraso, um satélite de observação terrestre foi lançado no espaço nesta sexta-feira, 28, com a dupla missão de melhorar a qualidade da previsão do tempo e monitorar as mudanças climáticas. 

O foguete Delta 2, que levou o satélite da Nasa, levantou voo pouco antes das 3h (horário local) da região central da costa da Flórida. O satélite chegou a 800 quilômetros a altitude cerca de uma hora depois do lançamento.

A Nasa convidou um pequeno grupo de seguidores da agência no Twitter para assistir ao lançamento ocorrido de madrugada na base aérea de Vandenberg.

O satélite vai se juntar a outros que já circulam o planeta coletando informações sobre a atmosfera, oceanos e terra firme. O exemplar lançado hoje – que tem o tamanho de um pequeno SUV – é mais avançado, com quatro instrumentos novos que tem capacidade de fazer observações mais precisas.

Tim Dunn, diretor de lançamento da Nasa, disse no site da agência, que o voo “foi ótimo” e “há muita celebração no centro de controle agora”. Dunn afirmou que o clima estava perfeito para o lançamento. O céu estava claro e havia pouco vento.

Os meteorologistas vão usar os dados para melhorar a previsão de furacões e outros fenômenos climáticos. Pesquisadores esperam conseguir compreender melhor mudanças climáticas de longo prazo.

Muitos dos satélites que orbitam a terra estão velhos e precisam ser substituídos. Os mais novos tem o objetivo fazer a ponte entre os atuais satélites e a nova geração que a Nasa está desenvolvendo no Agência de Pesquisa Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, pela sigla em inglês).

O satélite, cujo projeto custou US$ 1,5 bilhão, deveria ter sido lançado em 2006, mas problemas durante o desenvolvimento de vários instrumentos provocou o adiamento.

Os engenheiros vão passar mais algum tempo verificando os instrumentos do satélite antes do início das operações. Construído pela Ball Aerospace & Technologies Corp. em Boulder, Colorado, o satélite deve permanecer em órbita por cinco anos.

As informações são da Associated Press.