Apple vai produzir iPad no Brasil, diz ministro

Fonte Estadão.com.br – Link

 O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou, nesta terça-feira, 12, que a Apple e a Foxconn vão mesmo produzir o iPad no Brasil até o fim de novembro deste ano. A declaração foi feita na China, onde o ministro está acompanhando a presidente Dilma Rousseff.

Conforme relata a agência de notícias Reuters, a própria presidente afirmou, mais cedo, que a Foxconn, que fabrica produtos da Apple em regime de terceirização na China, estuda investimento de US$ 12 bilhões no Brasil para a produção de telas para produtos como tablets e celulares.

A condições de produção do iPad no País, segundo o ministro, estão sendo estudadas por um grupo de trabalho que envolve os ministérios da Fazenda, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

“Tem que ser detalhado, agora, as condições (em que se dará a produção do iPad), onde que vai ser, a logística”, disse Mercadante a jornalistas na China.

E os rumores se confirmam. Na segunda semana de março, o jornal Bom Dia, de Jundiaí, onde fica a filial da Foxconn no Brasil, soltou o rumor de que Apple estaria disposta a fabricar aparelhos no País. No dia 28 do mês passado, o Link publicou uma entrevista com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, em que ele confirma que governo e fabricantes de portáteis estavam conversando sobre a possibilidade de se fabricar esse tipo de produto no País.

Na sexta-feira passada, 8, os rumores ganharam nova força quando o site da revista Veja trouxe uma fonte anômina que afirmava que o plano da Apple de produzir o iPad no Brasil por meio da Foxconn foi adiantado por causa da concorrência com os fabricantes brasileiros, especificamente a Positivo, que também pretendem produzir e vender tablets no País.

O rumor ainda foi eforçado por uma outra reportagem, do jornal taiwanês China Times, que afirmava que o grupo Hon Hai pretende produzir alguns aparelhos da Apple na fábrica de Jundiaí, para diversificar a produção dos aparelhos da empresa, depois das dificuldades vindas com as consequências do terremoto no Japão.

Finalmente mais barato. Um dos atrativos para empresas como Apple e Positivo – que, segundo o ministro Paulo Bernardo, foram abordadas pelo governo para discutir o tema – produzirem tablets no Brasil é promessa de aprovação da Medida Provisória 517, que inclui os tablets na Lei do Bem, que diminui as alíquotas de PIS/Cofins computadores de 9,25% para 0%.

Ainda em fevereiro, quando o governo anunciou que apoiaria a MP 517, Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrico-Eletrônica (Abinee), afirmou que: “Isso deverá fazer com que os tablets fabricados no Brasil passem a ter preços de padrão internacional, assim como já ocorre com computadores e notebooks”.

Segundo Barbaro, o preço médio do produto fabricado no País pode ficar entre R$ 800 e R$ 1.000.

/ Com informações da Reuters

Queda de energia elétrica preocupa comerciantes em SP

Por Paula Alves e Dalton Assis | Portal da Economia

Nos últimos três anos aumentaram no Brasil os casos de queda de energia em larga escala.

Em 08 de fevereiro, as regiões sul, centro e oeste de São Paulo sofreram com a falta de energia ficando cerca de  4 horas no escuro.  A CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) informou que a interrupção no fornecimento de energia foi devido a um problema em um gerador na região sul da capital paulista e que as causas seriam investigadas. Em contato com a CTEEP, não tivemos informações sobre essas causas.

Mesmo após restabelecida a energia às regiões atingidas, a queda de energia é um incoveniente assíduo em pontos específicos, como é o caso da Rua do Gasômeto – uma rua plenamente comercial, no bairro do Brás, centro da cidade de São Paulo.

A reportagem do Portal da Economia,  foi  ao Brás no último sábado, 09, para saber mais sobre a falta de energia que paira por lá, mas que fica esquecida pelos  holofotes da imprensa. O próprio jornal do bairro ‘’ JorBrás ’’ não noticia a situação.

Segundo  Henrique, que trabalha em uma das inúmeras madeireiras desta rua,  no último domingo, 03, por volta das 10hs horas da manhã ocorreu  uma queda de energia em vários comércios na extensão da Rua do Gasômetro. O vendedor informa que foram forçados a fechar as lojas e retornarem para casa, pois não havia condições de trabalho naquele dia. “Desde o ano passado que estamos enfrentando este problema. Se fosse uma vez ou outra tudo bem, mas sempre. Os equipamentos são velhos, o que pode tornar mais frequente a queda de energia ”, ressaltou.

Para Robson Jesus,  vendedor e morador do bairro, as quedas de energia na Rua do Gasômetro são freqüentes, a Eletropaulo, responsável por gerar a energia da cidade,  nunca fornece  os reais motivos para tanta  falta de energia. Dizem que não tem previsão para normalização e  que estão verificando as causas.  Segundo Jesus, é  sempre depois de inúmeras  ligações feitas pela maioria dos comerciantes  que os técnicos da Eletropaulo comparecem no local, fazem o reparo e vão embora sem dar nenhuma satisfação. Jesus  ainda ressalta: ‘’ Do começo do ano para cá, já aconteceram  mais seis quedas de energia e, por incrível que pareça, são sempre em um dia normal, sem chuva e quase sempre do mesmo lado da rua´´.

Nossa reportagem  procurou a assessoria de imprensa da Eletropaulo para esclarecimentos, contudo não informaram ao certo o real motivo das frequentes quedas de energia na região, informaram apenas que  a empresa está trabalhando para solucionar o mais rápido possível este problema de falta de energia na região do Brás.

 Dissonânia entre custo e benefício 

Mesmo com a privatização do setor distribuidor de energia elétrica desde 1995, que segundo o governo FHC, visava a melhoria na qualidade do serviço das redes elétricas, ainda temos casos como o ‘’apagão’’ de porporcão preocupante que ocorreu na madrugada de 04 de fevereiro, atingindo 8 de 9 estados da região nordeste do país (Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará). Esta pane elétrica também causou a paralisação do Pólo Industrial de Camaçari, na Bahia, o maior complexo industrial integrado do hemisfério sul.

No início de 2002 o consumidor residencial contava com tarifas em aumento de 132,6%, segundo representantes dos consumidores na Câmara de Gestão da Crise de Energia. Para este ano, especialistas preveêm um aumento de 9% e 11% de reajuste nas contas de luz. De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, segundo reportagem da folha.com.

As taxas cobradas são abusivas dissonantes ao serviço prestado.