Após 12 semanas de alta, analistas reduzem projeção de inflação para 2011

Para o ano que vem, no entanto, houve elevação do IPCA

Fonte: Luís Artur Nogueira, de

                                                                                                         Divulgação/Banco Central

Controlar as expectativas inflacionárias também é tarefa dos diretores do Banco Central

São Paulo – O boletim Focus do Banco Central (BC), que colhe semanalmente as previsões de analistas de cerca de 100 instituições financeiras, reduziu de 5,80% para 5,78% a estimativa para a inflação oficial neste ano. Foi a primeira queda do IPCA após 12 semanas consecutivas de alta.

A projeção dos economistas para a taxa básica de juros (Selic) neste ano permaneceu em 12,50%. Já o crescimento do PIB foi reduzido de 4,30% para 4,29%, enquanto a expansão da produção industrial foi mantida em 4,10%.

As previsões para a cotação do dólar no fim de 2011 ficaram em R$ 1,70, assim como as projeções para o superávit da balança comercial (US$ 13,00 bilhões), que, se concretizado, será bem inferior aos US$ 20,2 bilhões registrados em 2010.

Pressão em 2012

O boletim Focus divulgado nesta quarta-feira (9) traz ainda previsões para a economia brasileira no ano que vem. As projeções para o IPCA foram elevadas de 4,78% para 4,80% – acima do centro da meta de inflação (4,50%). Os juros básicos ficaram em 11,25% e a expansão do PIB de 2012 permaneceu em 4,50%.

 

Fonte: Banco Central

Previsões – Mediana 2011 2012
IPCA 5,78% 4,80%
IGP-DI 6,77% 4,88%
IGP-M 6,87% 4,70%
IPC-Fipe 5,49% 4,70%
Câmbio – fim de período (R$/US$) 1,70 1,77
Câmbio – média do ano (R$/US$) 1,69 1,75
Meta Taxa Selic – fim de período (ao ano) 12,50% 11,25%
Meta Taxa Selic – média de período (a.a.) 12,22% 11,89%
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 39,50% 38,00%
PIB 4,29% 4,50%
Produção Industrial 4,10% 4,85%
Conta Corrente (US$) -66,50 bilhões -74,40 bilhões
Balança Comercial (US$) 13,00 bilhões 7,85 bilhões
Inv. Estrang. Direto (US$) 42,00 bilhões 43,85 bilhões
Preços Administrados 4,50% 4,50%

Empregadores brasileiros ficam entre os mais otimistas em relação a empregos

Quase metade dos entrevistados crê em aumentos no quadro de sua empresa no próximo trimestre, segundo pesquisa mundial.

Fonte:  BBC Brasil | Folha.com

Os empregadores brasileiros estão entre os mais otimistas em relação às contratações para o próximo trimestre, segundo uma pesquisa conduzida em 39 países pela consultoria de recursos humanos Manpower.

Entre os entrevistados no Brasil, 45% esperam a criação de mais vagas nos próximos três meses, principalmente na construção civil e nos serviços financeiros. Apenas 5% esperam uma diminuição nas contratações.

A consultoria calcula então que o Brasil tem um “saldo de expectativas” de 40% para o período abril-junho.

Só Índia (51%) e Taiwan (45%) têm um saldo entre expectativas otimistas e pessimistas superior ao do Brasil.

Nos países desenvolvidos, a postura é mais cautelosa: os Estados Unidos registraram 8%, assim como a Alemanha, enquanto a França registrou 3%.

No fim da lista, com expectativas de cortes superando as expectativas de mais empregos, estão países mais atingidos pela crise económica: Grécia (-10%), Espanha (-5%), Irlanda (-3%) e Itália (-2%).

“Nossos dados mostram dois retratos muito diferentes da recuperação econômica”, explicou o diretor da Manpower, Jeffrey A. Joerres.

“De um lado do espectro, vemos os mercados emergentes em intensa atividade, com os empregadores enfrentando uma carência de talentos. Do outro, países como os EUA e o Japão, onde o ritmo das contratações está melhorando, mas claramente ainda longe da velocidade total.”

O executivo disse esperar que essa “recuperação desigual e em diferentes ritmos” persista ao longo de 2011.

A pesquisa ouviu 64 mil pessoas em 39 países. Destes, 33 registraram mais avaliações positivas que negativas.

Os respondentes responderam à pergunta: “Qual a sua previsão de variação no número total de funcionários em seu local de trabalho, comparando o trimestre atual (janeiro, fevereiro e março de 2011) com o seguinte (abril, maio e junho de 2011)?”

Em termos regionais, os empregadores nas Américas e na região da Ásia Pacífico foram os que demonstraram mais otimismo nas respostas. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Chinesa anuncia compra de fábrica de fibra de vidro no Brasil

Fontes: DE PEQUIM | Folha.com

A estatal chinesa CPIC (Chongqing Polycomp International Corporation) confirmou ontem um acordo para a compra da fábrica Capivari Fibras de Vidro, pertencente à empresa norte-americana Owens Corning.

O negócio, de US$ 59,5 milhões, ainda precisa ser aprovado por autoridades chinesas e brasileiras.

Localizada em Capivari (interior de SP), a fábrica é parte de um processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Em 2008, o órgão, ligado ao Ministério da Justiça, avaliou que a aquisição da fábrica levaria a Owens a ter o quase monopólio da fibra de vidro no Brasil, o que é proibido.

A empresa tem outra unidade em Rio Claro (SP). Somadas, as duas fábricas representam 92% da produção de fibra de vidro no Brasil.

A CPIC tem um patrimônio de US$ 1,14 bilhão.

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Warner começa a oferecer filmes pelo Facebook

Fonte: Daniela Braun | Valoronline

SÃO PAULO – A Warner Bros. Entertainment começou a testar a oferta de filmes pela rede social Facebook para usuários nos Estados Unidos.

O primeiro filme a ser oferecido pela rede social desde quarta-feira é “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (“The Dark Knight”), informa a unidade de distribuição digital da Warner. O título está disponível para locação no Facebook aos fãs que clicarem no botão “Curtir” da página oficial http://www.facebook.com/darkknight. A Warner pretende liberar outros títulos nos próximos meses.

A locação, que custa 30 créditos do Facebook, ou US$ 3, dá acesso ao filme online por até 48 horas após a compra. Segundo a Warner, o consumidor pode optar por assistir em tela cheia, pausar o filme, e continuar assistindo mais tarde, quando voltar a acessar o Facebook. Além disso, será possível postar comentários na rede social sobre o filme, interagir com amigos e atualizar seu status.

Em janeiro, mais de 42 milhões de internautas americanos assistiram a vídeos no Facebook, segundo a empresa de métricas online comScore. A rede social tornou-se o sexto destino mais usado nos Estados Unidos para vídeos online, com uma permanência média de 15,4 minutos por usuário. O Google, que lidera o ranking com o serviço YouTube, registrou 144 milhões de visitantes e uma média de 283,4 minutos por internauta em janeiro.

Gadafi acusa comunidade internacional de querer tomar o petróleo líbio

Fonte:

Francine De Lorenzo | Valoronline, com agências internacionais

SÃO PAULO – O ditador líbio Muamar Gadafi voltou a acusar a comunidade internacional e a Al-Qaeda de fomentar a guerra civil na Líbia. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal nesta quarta-feira, ele afirmou que o interesse ocidental na Líbia está em suas reservas de petróleo. “Eles querem tomar nosso petróleo”, bradou.

De acordo com Gadafi, a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia seria uma prova da intenção do Ocidente de subtrair as riquezas do solo líbio. Tal medida está sendo cogitada como uma alternativa para impedir que o ditador utilize suas forças para bombardear os rebeldes.

Segundo a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, tal decisão deverá ser tomada pela Organização das Nações Unidas (ONU). “É muito importante que esta não seja apenas uma iniciativa dos Estados Unidos, porque esse pedido vem do povo da Líbia, não de fora, nem de potências ocidentais ou de países do Golfo”, comentou.

França e Reino Unido se mostraram a favor da criação da zona de exclusão aérea, enquanto Rússia e China avisaram que são contra qualquer intervenção unilateral na Líbia, sugerindo uma saída negociada.

Os conflitos entre o governo líbio e os insurgentes se intensificaram nos últimos dias, com o exército de Muamar Gadafi fazendo uso de ataques aéreos e artilharia para impedir o avanço dos rebeldes sobre cidades consideradas estratégicas. Estima-se que mais de mil pessoas já tenham morrido nos confrontos.

Agência de Energia alerta para forte oscilação do petróleo

Além de alta da demanda da mercadoria, AIE vê ameaça de redução da oferta, por conflitos árabes

Fonte : Agência Estado | Estadão.com

NOVA YORK – A demanda mundial de petróleo este ano vai crescer em 1,7%, ou 1,51 milhão de barris por dia, para 88,2 milhões de barris por dia, prevê a Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE). O órgão alertou que o mercado está diante de incertezas que podem fazer com que os preços oscilem fortemente. No mês passado, antes da deterioração da situação na Líbia, a AIE projetou que a demanda global em 2011 iria crescer em 1,44 milhão de barris por dia.

A demanda dos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, deverá crescer este ano em 130 mil barris por dia, ou 0,7%, para 19,28 milhões de barris por dia. O consumo da China, por sua vez, deverá aumentar em 6,5%, para 9,77 milhões de barris por dia e outros 6,2% em 2012, para 10,38 milhões de barris, prevê a AIE.

O órgão também revisou suas estimativas para o PIB global e agora projeta expansão de 3,8% em 2011 e 3,7% em 2012; no mês passado, havia previsto crescimentos de 3,9% e 4%, respectivamente.

A AIE acredita que o preço do petróleo deverá ficar em média em US$ 105,00 o barril este ano – no mês passado, a previsão era de US$ 91,00 – e afirmou que há 25% de chance de que o preço da gasolina fique, em média, em US$ 4,00 o galão ou acima disso durante a temporada de viagens de verão nos EUA. “O preço em alta do petróleo bruto é a principal razão para os preços mais elevados no varejo, mas as altas margens de refino também devem contribuir”, disse a AIE.

O contrato de gasolina para abril era negociado no final da tarde em US$ 2,9475 o galão e o de petróleo WTI, também para abril, valia US$ 104,80 o barril, ambos na Nymex. As informações são da Dow Jones.

Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste

Fonte: CLAUDIA ROLLI e VERENA FORNETTI – DE SÃO PAULO     Folha.com

A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010.

Ministra vê avanço “muito lento” na renda feminina

Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%.

Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante.

A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos –o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração.

Lúcia Garcia, supervisora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese, afirma que a combinação aumento do salário mínimo com crescimento acelerado da economia em 2010 explica a vantagem feminina nas três capitais nordestinas.

Garcia pondera que, no Nordeste, as mulheres estão concentradas em postos de trabalho que pagam o mínimo. Portanto, a variação no rendimento base –que teve aumento real de 6,02% no ano passado– é mais determinante para elas, já que os homens ocupam postos de trabalho mais variados e com remuneração mais alta.

Em Fortaleza, o rendimento médio das mulheres, descontada a inflação, passou de R$ 3,91 por hora em 2009 para R$ 3,98 em 2010 (o dos homens foi de R$ 5,07 para R$ 5,06). Em Salvador, avançou de R$ 5,19 para R$ 5,54 (R$ 6,29 para R$ 6,50 no caso dos homens).

E, em Recife, foi de R$ 3,70 para R$ 4,17 (R$ 4,52 para R$ 4,96 para os homens). Entre as sete regiões pesquisadas, o Distrito Federal é a que tem a maior remuneração por hora para mulheres: R$ 9,99 em 2010 (contra R$ 12,46 dos homens).

O fato de os salários no Nordeste serem mais baixos acentua a importância da alta real do salário mínimo.

O professor José Dari Krein, da Unicamp, concorda: “as categorias com menores rendimentos foram mais beneficiadas com a política valorização do salário mínimo, o que beneficia as mulheres que recebem menos do que os homens e estão segmentadas em ocupações com menor rendimento.”

Krein destaca ainda que o comércio é um setor que emprega muitas mulheres. “No Nordeste o impacto do salário mínimo foi mais expressivo, dada a existência de menor remuneração média”, diz.

  Editoria de Arte/Folhapress  

AINDA DISTANTE

Entretanto, apesar do avanço, as mulheres ganham, por hora, 79% do que ganham os homens em Fortaleza. O percentual é de 84% em Recife e de 85% em Salvador. Na média das sete regiões metropolitanas pesquisadas, o rendimento das mulheres corresponde a 76% da renda dos homens.

Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, a melhora na renda das mulheres pode ser explicada, em parte, porque o emprego feminino passa por uma “transição”. “Elas deixam de ocupar serviços domésticos e informais para vagas com mais proteção, como no setor industrial, onde a qualidade do emprego é maior.”

O professor Pedro Paulo Carbone, diretor-executivo do Ibmec Brasília, ressalta que, no Distrito Federal, a escassez de mão de obra masculina em alguns setores estimula a busca de trabalho feminino, e consequentemente, melhora o patamar de renda das mulheres.

“Nos arredores de Brasília, por exemplo, a indústria da construção civil está em franca expansão. Como em alguns casos já não encontra trabalhadores, parte para a contratação de mulheres em algumas funções. Com isso, as oportunidades melhoram para a mão de obra feminina.”

Carbone afirma também que é necessário incrementar políticas públicas para diminuir a desigualdade salarial entre homens e mulheres. “A diferença nos salários de homens e mulheres é reflexo de um preconceito global, que atinge do baixo ao alto escalão de várias empresas em vários países. A exceção é a Suécia e países escandinavos”, diz.

Segundo Carbone, companhias de grande porte têm incluído, em seus indicadores de responsabilidade social, a contratação de mulheres para diminuir as diferenças salariais no mercado de trabalho. “Mas essa é uma ação que só deve trazer resultados a longo prazo.”