Inflação pelo IGP-M acelera para 1% em fevereiro

Índice apresentou aumento de 0,79% no mês anterior; maior pressão veio dos preços atacadistas 

Fonte: Alessandra Saraiva, da Agência Estado

RIO – A inflação medida pelo IGP-M acelerou este mês, e subiu 1,00% em fevereiro, após apresentar aumento de 0,79% em janeiro. A informação foi anunciada nesta sexta-feira, 25, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam um resultado entre 0,90% e 1,17%, e foi igual à mediana das projeções (1%).

A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até fevereiro, o indicador acumula taxas de inflação de 1,80% no ano e de 11,30% em 12 meses. 

Atacado

O Índice de Preçso do Atacado (IPA-M) subiu 1,20% no segundo mês do ano, após avançar 0,76% no mês passado, e acumula alta de 1,97% no ano e 13,93% em 12 meses – o IPA-M representa 60% do total do IGP-M

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados, as altas de preços mais expressivas no atacado em fevereiro no âmbito do IGP-M ficaram concentradas nas commodities. Os aumentos mais significativos foram registradas em milho em grão (9,84%); algodão em caroço (18,40%); e minério de ferro (3,80%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em fevereiro, foram apuradas em suínos (-9,83%); carne bovina (-3,25%); e feijão em grão (-10,35%).

Varejo

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) apresentou aumento de 0,67% este mês, em comparação com a alta de 1,08% no mês passado. O índice, que representa 30% do IGP-M, ainda acumula altas de 1,76% no ano e de 5,96% em 12 meses até fevereiro

Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M, de janeiro para fevereiro (de 1,08% para 0,67%) foi influenciada principalmente por perda de força na inflação dos alimentos (de 1,47% para 0,24%). Nesta classe de despesa houve quedas e desacelerações de preços em produtos importantes no cálculo da inflação varejista, como frutas (de 1,87% para -1,41%), carnes bovinas (de -0,58% para -2,91%) e hortaliças e legumes (de 9,35% para 6,42%).

Os alimentos não foram os únicos produtos dentro do varejo a mostrar decréscimo em sua taxa de variação de preços. Mais quatro classes de despesa, entre as sete pesquisadas, fizeram o mesmo. É o caso de vestuário (de 0,35% para -0,55%); saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,33%); transportes (de 1,94% para 1,82%); e educação, leitura e recreação (de 2,75% para 1,63%).

Já as duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração de preços, no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,22% para 0,51%); e despesas diversas (de 0,95% para 1,57%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de fevereiro, foram registradas em tarifa de ônibus urbano (3,47%); tomate (18,71%); alface (19,95%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-9,91%); limão (-24,29%); file mignon (-12,22%).

Construção

Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M), que representa 10% do total do IGP-M, registrou taxa positiva de 0,39% em fevereiro, após registrar elevação de 0,37% em janeiro. A inflação na construção civil medida pelo INCC-M acumula altas de 0,76% no ano e de 7,46% em 12 meses até fevereiro.

De acordo com a fundação, a leve aceleração de preços no setor, medida pela taxa do INCC-M, de janeiro para fevereiro (de 0,37% para 0,39%), foi influenciada por taxa de inflação mais intensa em materiais, equipamentos e serviços (de 0,42% para 0,65%).

Entre os produtos analisados na construção, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no âmbito do IGP-M foram registradas em condutores elétricos (4,92%); taxas de serviços e licenciamentos (2,12%); e vale transporte (2,46%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em massa de concreto (-0,58%); tubos e conexões de PVC (-0,16%); tábua de 3ª (-0,27%).

Setor de tecnologia deve receber incentivos do governo

Fonte: ANDREZA MATAIS – Folha.com

O Ministério das Comunicações vai participar do Conselho Nacional da Política Industrial, que está sendo criado pelo governo. O ministro Paulo Bernardo disse nesta quinta-feira que a determinação partiu da presidente Dilma Rousseff. Ela definiu que o setor de tecnologia de informação e comunicação entre os prioritários para receber estímulos do governo.

O governo quer baratear, por exemplo, os tablets, computadores sensíveis ao toque para que sejam produzidos no país.

Para o ministro, a internet mais barata também vai aumentar a venda de computadores. “Hoje você compra um computador a R$ 800, paga a prestação, mas tem que arcar com uma internet a R$ 80, o que fica muito caro”, disse ele. O governo trabalha para que as empresas ofereçam banda larga por R$ 35.

Bernardo afirmou que a presidente Dilma lhe aconselhou a procurá-la caso suas reivindicações no conselho não sejam atendidas. “Qualquer problema você me fale”, contou ele sobre a conversa com a presidente no início da semana.

“Isso é bom porque eu vou reclamar mesmo”. O conselho deverá ser instalado no próximo mês e será subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O ministro disse ainda que a presidente Dilma vai esperar até o próximo mês para que Eletrobras, Petrobras e Eletronorte se entendam com a Telebras sobre o preço que irão cobrar para o uso de sua estrutura de rede.

Caso não haja definição, a presidente disse que vai arbitrar pessoalmente a disputa. A indefinição prejudica a implementação do Plano Nacional de Banda Larga que irá usar essa estrutura de cabos das empresas públicas que querem cobrar do governo o mesmo valor que cobra das empresas privadas.

Telefônica considera venda de participação na Atento via IPO

Fonte: DA REUTERS – FOLHA.COM

A gigante de telecomunicações espanhola Telefônica afirmou nesta quinta-feira que está considerando vender uma participação da Atento, sua provedora de serviços de call center, por meio de um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), entre outras opções.

O grupo não especificou que outras opções está avaliando.

Originalmente, a Telefónica anunciou que iria listar as ações da Atento em 2007, mas os planos foram postos de lado temporariamente devido à crise econômica global.

A Atento reportou receita de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,66 bilhão) nos primeiros nove meses de 2010, avanço de 23,6% na comparação com igual intervalo do ano anterior.

Espera-se que a Telefónica divulgue na sexta-feira crescimento de 45,3% no lucro líquido de 2010, graças à adição de 3,5 bilhões de euros ao resultado graças à compra da Vivo, maior operadora móvel do Brasil, de acordo com pesquisa da Reuters com analistas.

Governo central tem superavit de R$ 14 bilhões em janeiro

Fonte: LORENNA RODRIGUES – FOLHA.COM

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superavit de R$ 14,09 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira. Em dezembro, a economia do governo para o pagamento de juros da dívida havia sido de R$ 14,41 bilhões e, em janeiro de 2010, R$ 13,86 bilhões.

O total economizado no mês passado corresponde a 4,53% do PIB (Produto Interno Bruto). Já o total acumulado em 12 meses representa 2,15%.

O Tesouro Nacional foi o principal responsável pelo resultado, apresentando superávit primário de R$ 17,24 bilhões. Já a Previdência Social teve deficit de R$ 3,02 bilhões e o Banco Central deficit de R$ 124,7 milhões.

As receitas líquidas do governo central –que excluem as transferências a Estados e municípios– aumentaram 19,1% em relação a janeiro do ano passado, ficando em R$ 90,87 bilhões. Já as despesas cresceram 24%, alcançando R$ 61,21 bilhões.

Desemprego tem menor taxa para janeiro em 8 anos, diz IBGE

Apesar disso, a taxa de desocupação subiu de 5,3% em dezembro para 6,1% no mês passado.

Fonte: Alessandra Saraiva, da Agência Estado

RIO – A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,1% em janeiro, ante 5,3% em dezembro. O resultado é o menor para meses de janeiro desde 2003. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego em janeiro deste ano também ficou bem abaixo da apurada em janeiro de 2010 (7,2%). O resultado veio dentro do esperado.

O aumento da taxa de desemprego de dezembro para janeiro representa a dispensa de trabalhadores temporários costumeiramente contratados no último trimestre de cada ano, segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) Cimar Azeredo. “Isso sempre acontece, este aumento da taxa de desocupação em janeiro. É um fato sazonal e esperado no mercado”, afirmou ele.

http://www.estadao.com.br/especiais/2011/01/empregraf_desemprego_regmetropolitanas_materia.swf

Azeredo lembrou que, nos últimos meses de cada ano, sempre ocorre um aumento no número de trabalhadores temporários, para atender o mercado interno mais aquecido do período. Mas, nos primeiros meses de cada ano, esses trabalhadores temporários são dispensados, e entram novamente no mercado de trabalho para buscar emprego, elevando assim a taxa de desemprego. “Mas o que é preciso ver é que, na comparação com os meses de janeiro da série histórica, esta (a taxa de janeiro de 2011) é a menor taxa de desocupação da série”, observou. “Este janeiro é melhor do que o mês de janeiro do ano passado, o que representa uma continuidade daquela trajetória de redução da população desocupada, descontado efeitos sazonais”, completou.

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,5% em janeiro ante dezembro, e aumento de 5,3% na comparação com janeiro do ano passado.

População ocupada

A população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País foi de 22,08 milhões de pessoas em janeiro deste ano. Isso representa uma queda de 1,6% ante dezembro do ano passado, mas uma alta de 2,2% ante janeiro de 2010.

Já a população desocupada, ou seja, sem emprego, foi de 1,423 milhão de pessoas em janeiro deste ano, o que representa uma alta de 13,7% na comparação com dezembro do ano passado e recuo de 15,6% ante janeiro de 2010.

Ainda segundo o instituto, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,474 milhões de pessoas em janeiro deste ano. É uma estabilidade ante dezembro de 2010 e uma elevação de 6,6% ante janeiro de 2010.

Rendimento é recorde para o mês

O rendimento médio real dos trabalhadores em janeiro deste ano, que foi de R$ 1.538,30 nas seis principais regiões metropolitanas do País, foi o mais elevado valor para o mês da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em março de 2002.

O gerente da PME, Cimar Azeredo, destacou que, mesmo com o avanço da inflação nos últimos meses do ano passado, e no começo deste ano, o trabalhador brasileiro mostrou saldo positivo na renda, com altas de 0,5% na renda em janeiro deste ano contra dezembro de 2010; e aumento de 5,3% contra janeiro de 2010.

Para o especialista, os aumentos apurados na renda do trabalhador refletem a saída dos trabalhadores temporários do mercado de trabalho, de dezembro de 2010 para janeiro de 2011. Ele explicou que este tipo de trabalhador ganha menos do que um trabalhador já efetivado, o que puxa para baixo a média dos ganhos do trabalhador. “Mesmo com o avanço da inflação, a renda aumentou devido a retirada destes trabalhadores temporários do mercado de trabalho”, resumiu.

Massa de renda

A massa de renda média real habitual dos ocupados somou R$ 34,6 bilhões em janeiro deste ano, com queda de 0,8% ante dezembro, e aumento de 8,4% em relação a janeiro de 2010.

Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados foi estimada em R$ 42,9 bilhões em dezembro do ano passado, com alta de 18,3% ante novembro e aumento de 8,6% na comparação com dezembro de 2009. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da PME.

Fundo Laep compra Daslu por R$ 65 milhões

Laep pagará R$ 21 milhões em dinheiro; os outros R$ 44 milhões são referentes a uma dívida que a Daslu mantinha com a empresa.

Fonte: Naiana Oscar, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O fundo Laep, do empresário Marcus Elias, ofereceu R$ 65 milhões para adquirir a marca e os ativos da Daslu. A proposta foi aprovada no início da tarde desta quinta-feira, 24, pelos credores de Eliana Tranchesi, durante uma assembleia que validou também o plano de recuperação judicial da empresa. A oferta, feita pela Laep por meio de outras duas empresas – Chiplands e Retail ­­- terá de ser agora homologada pela Justiça.

A Laep, que também comprou a Parmalat em 2006 durante recuperação judicial, pagará R$ 21 milhões em dinheiro. Os outros R$ 44 milhões são referentes a uma dívida que a Daslu mantinha com a empresa. Com a compra,  Marcus Elias passa a controlar a marca e uma das duas lojas de Tranchesi ­ – uma está em operação no shopping Cidade Jardim e a outra será inaugurada no futuro shopping JK. De acordo com o plano de recuperação, a empresária tem direito a permanecer com uma das duas unidades, na condição de franqueada da marca. A loja que continuará com a atual controladora só será definida no dia 4 de março.

O plano de recuperação judicial da Daslu prevê que a dívida privada da empresa, no valor de R$ 80 milhões,  tenha um deságio de 60% e seja paga em 72 parcelas. A Laep se comprometeu em pagar os credores.

Arrecadação cresce 15% em janeiro e bate recorde

Fonte: LORENNA RODRIGUES – FOLHA.COM

A arrecadação de tributos federais cresceu 15,34% em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação do período. No mês passado, o total arrecadado chegou a R$ 91,07 bilhões, contra R$ 78,96 bilhões no ano passado.

É o maior valor já registrado em um mês de janeiro. Em relação a dezembro do ano passado, porém, houve queda real de 3,13%. Naquele mês, a arrecadação somou R$ 94,01 bilhões.

“Janeiro de 2010 refletiu os resultados de 2009, e esse período estava influenciada pelo momento da crise”, afirma o secretário Carlos Alberto Barreto.

Entre os fatores que explicam o desempenho estão o pagamento, em janeiro, da primeira cota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), o pagamento de royalties do petróleo e o encerramento de desonerações do IPI incidente sobre automóveis.

Refletindo a maior lucratividade das empresas, o pagamento do IRPJ e da CSLL foi o principal puxador da arrecadação. Cresceu 24,1% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano anterior, ficando em R$ 23,85 bilhões. Isso reflete a maior lucratividade das empresas.

“O último trimestre de 2010 já vinham apontando para um melhor resultado da IRPJ e está bastante aderente ao crescimento das vendas de bens e serviços”, completou.

A Receita Previdenciária também aumentou, capitaneada pelo bom momento do mercado formal de trabalho. Subiu 14,3% para R$ 20,8 bilhões.

Cofins e PIS-Pasep subiu 12,16%, fechando em R$ 17,26 bilhões e o IPI arrecadou R$ 3,02 bilhões, alta de 32,02%.