‘Estado’ lança serviço pioneiro na web

Estadão Broadcast, serviço pago voltado aos pequenos investidores, vai fornecer conteúdo financeiro em tempo real a partir de 2ª-feira.

                       SÃO PAULO – O Grupo Estado lança na segunda-feira 28 o Estadão Broadcast, um sistema pioneiro de informações em tempo real voltado especialmente para investidores individuais. São notícias, análises, cotações, ferramentas e gráficos integrados em um único lugar.

O Estadão Broadcast é uma iniciativa única na internet brasileira, ao oferecer conteúdo financeiro em tempo real com assinatura paga acessível para o pequeno e o médio investidor, com o suporte da Agência Estado. O serviço sai por R$ 49,90 ao mês. Junto com o Estadão Digital, o preço é de R$ 69,90 ao mês; com as versões impressa e online do jornal, o Estadão Broadcast custa R$ 99,90 mensais.

O novo produto seleciona as informações da Agência Estado que interessam ao pequeno e médio aplicador e que não são encontradas abertamente na internet, como as notícias do AE Conjuntura e Finanças e uma tabela em tempo real de índices internacionais de ações. Atende, ainda, às necessidades de estudantes e profissionais de economia.

Além do conteúdo, a tecnologia usada no Estadão Broadcast também foi planejada para esse público específico. O acesso será via web, ou seja, o usuário não precisará baixar nenhum programa no computador. Basta conectar-se à internet, acessar o site e fornecer a senha.

Evolução. “O lançamento do produto é uma evolução natural do trabalho da Agência Estado”, afirma o diretor geral da empresa, Daniel Parke. “O sistema de informações em tempo real da AE é líder no mercado brasileiro, com um market share entre 42% e 45%. Mas, no caso do AE Broadcast, 98% dos usuários são profissionais de instituições financeiras. Agora nós temos um produto didático, com um tutorial que explica cada ferramenta e foi pensado para a pessoa física que investe em ações.”.

“É a porta de entrada para um serviço de informação profissional a respeito do mercado financeiro. Reforça a iniciativa do Grupo Estado de levar informação econômica que não existe na internet para o grande público”, afirma Pedro Dória, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado.

O Estadão Broadcast utiliza a mesma plataforma de informações e dados do AE Broadcast, compartilhando do rigor, experiência, qualidade e informações que a Agência Estado confere aos seus produtos e serviços. Futuramente, a nova ferramenta poderá oferecer outras funções, como execução e acompanhamento de ordens de compra e venda de ações junto às corretoras da BM&FBovespa.

Além das notícias e análises, o Estadão Broadcast oferece cotações em tempo real e tabelas para acompanhamento e estatísticas do mercado. Os usuários terão acesso a dados detalhados dos papéis negociados. A ferramenta identifica as melhores ofertas de compra e de venda a cada momento e informa quais corretoras estão negociando em determinado instante. Há também gráficos com estudos por volume, índice de força relativa e outros. Por fim, há uma tabela de índices mundiais.

O foco principal do produto é o mercado de ações. No entanto o conteúdo também abrange mercado de balcão, juros, commodities e moedas.

Ministérios estudam idade mínima para aposentadoria

Fonte: Natuza Nery , Gustavo Patu – Folha.com

O governo federal estuda a adoção de idade mínima para concessão de aposentadoria integral a trabalhadores do setor privado.

A proposta está em discussão nos ministérios da Fazenda e da Previdência e deve ser apresentada à presidente Dilma Rousseff em março.

Segundo a Folha apurou, a proposta mais forte hoje é 65 anos de idade para homens e 60 para mulheres, no caso dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que atende aos trabalhadores do setor privado.

A mudança valeria apenas para quem ainda não entrou no mercado de trabalho.

Pelas discussões, a ideia é substituir, no futuro, o atual fator previdenciário –fórmula de cálculo do valor do benefício para desencorajar aposentadorias precoces, adotado a partir de 1999.

O fim do fator é uma demanda das centrais sindicais e tem apoio de alas petistas. Mas, como não há hoje idade mínima para aposentadorias em valor integral no setor privado, o Executivo alega não poder abrir mão de um instrumento que evite ampliação do deficit previdenciário.

Em 2010, a despesa com o INSS chegou perto de 7% do PIB e a 36% dos gastos da União, excluindo da conta os encargos da dívida pública.

O Palácio do Planalto foi informado sobre a elaboração da proposta e não desautorizou o debate. Segundo alguns interlocutores da presidente, Dilma irá fazer um cálculo político para decidir se leva o tema adiante.

O assunto é polêmico. Como a mudança seria somente para os futuros trabalhadores, ministros argumentam que o embate seria menos amargo do uma iniciativa que mexa em direitos atuais.

Na campanha eleitoral, a então candidata disse que não tocaria uma reforma da previdência. Se patrocinar a medida, pode encontrar pela frente forte resistência das centrais, com as quais já se atritou na definição do salário mínimo de R$ 545.

“Acho que dá para discutir, mas a presidente não pode querer fazer imposições. Sem negociar, haverá confusão”, disse à Folha o deputado Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical.

Apesar de uma certa simpatia à causa, há na Esplanada quem aconselhe a presidente a não comprar brigas que não tragam dividendos políticos ou ganhos orçamentários imediatos.

Outros afirmam que o momento para mudanças é exatamente agora, no embalo do primeiro ano de mandato. A votação seria um teste real à governabilidade dilmista, e significa um obstáculo muito maior do que a votação do salário mínimo, aprovado com tranquilidade no Congresso.

Internamente, já se considera uma moeda de troca para conquistar a simpatia do mundo sindical à proposta da idade mínima: flexibilizar o fator previdenciário e estabelecer uma transição menos rígida até que a idade mínima entre em vigor.

O Planalto resgataria na Câmara o projeto do fator 85-95, que prevê o benefício integral aos trabalhares cuja soma da idade e do tempo de contribuição resulte em 85 (mulheres) e 95 (homens). Exemplo: um homem com 35 anos de contribuição e 60 de idade obteria o direito à aposentadoria integral.

A instituição de uma idade mínima elevaria o prazo de contribuição ao regime geral da Previdência em 12 anos –hoje, um trabalhador pode requerer aposentadoria proporcional por tempo de contribuição aos 53 anos.

É provável, porém, que seja preciso preservar um mecanismo para a aposentadoria por tempo de contribuição, especialmente para os mais pobres, que ingressam mais cedo no mercado.

Editoria de Arte/Folhapress

Inflação pelo IGP-M acelera para 1% em fevereiro

Índice apresentou aumento de 0,79% no mês anterior; maior pressão veio dos preços atacadistas 

Fonte: Alessandra Saraiva, da Agência Estado

RIO – A inflação medida pelo IGP-M acelerou este mês, e subiu 1,00% em fevereiro, após apresentar aumento de 0,79% em janeiro. A informação foi anunciada nesta sexta-feira, 25, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam um resultado entre 0,90% e 1,17%, e foi igual à mediana das projeções (1%).

A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até fevereiro, o indicador acumula taxas de inflação de 1,80% no ano e de 11,30% em 12 meses. 

Atacado

O Índice de Preçso do Atacado (IPA-M) subiu 1,20% no segundo mês do ano, após avançar 0,76% no mês passado, e acumula alta de 1,97% no ano e 13,93% em 12 meses – o IPA-M representa 60% do total do IGP-M

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados, as altas de preços mais expressivas no atacado em fevereiro no âmbito do IGP-M ficaram concentradas nas commodities. Os aumentos mais significativos foram registradas em milho em grão (9,84%); algodão em caroço (18,40%); e minério de ferro (3,80%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em fevereiro, foram apuradas em suínos (-9,83%); carne bovina (-3,25%); e feijão em grão (-10,35%).

Varejo

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) apresentou aumento de 0,67% este mês, em comparação com a alta de 1,08% no mês passado. O índice, que representa 30% do IGP-M, ainda acumula altas de 1,76% no ano e de 5,96% em 12 meses até fevereiro

Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M, de janeiro para fevereiro (de 1,08% para 0,67%) foi influenciada principalmente por perda de força na inflação dos alimentos (de 1,47% para 0,24%). Nesta classe de despesa houve quedas e desacelerações de preços em produtos importantes no cálculo da inflação varejista, como frutas (de 1,87% para -1,41%), carnes bovinas (de -0,58% para -2,91%) e hortaliças e legumes (de 9,35% para 6,42%).

Os alimentos não foram os únicos produtos dentro do varejo a mostrar decréscimo em sua taxa de variação de preços. Mais quatro classes de despesa, entre as sete pesquisadas, fizeram o mesmo. É o caso de vestuário (de 0,35% para -0,55%); saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,33%); transportes (de 1,94% para 1,82%); e educação, leitura e recreação (de 2,75% para 1,63%).

Já as duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração de preços, no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,22% para 0,51%); e despesas diversas (de 0,95% para 1,57%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de fevereiro, foram registradas em tarifa de ônibus urbano (3,47%); tomate (18,71%); alface (19,95%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-9,91%); limão (-24,29%); file mignon (-12,22%).

Construção

Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M), que representa 10% do total do IGP-M, registrou taxa positiva de 0,39% em fevereiro, após registrar elevação de 0,37% em janeiro. A inflação na construção civil medida pelo INCC-M acumula altas de 0,76% no ano e de 7,46% em 12 meses até fevereiro.

De acordo com a fundação, a leve aceleração de preços no setor, medida pela taxa do INCC-M, de janeiro para fevereiro (de 0,37% para 0,39%), foi influenciada por taxa de inflação mais intensa em materiais, equipamentos e serviços (de 0,42% para 0,65%).

Entre os produtos analisados na construção, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no âmbito do IGP-M foram registradas em condutores elétricos (4,92%); taxas de serviços e licenciamentos (2,12%); e vale transporte (2,46%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em massa de concreto (-0,58%); tubos e conexões de PVC (-0,16%); tábua de 3ª (-0,27%).

Setor de tecnologia deve receber incentivos do governo

Fonte: ANDREZA MATAIS – Folha.com

O Ministério das Comunicações vai participar do Conselho Nacional da Política Industrial, que está sendo criado pelo governo. O ministro Paulo Bernardo disse nesta quinta-feira que a determinação partiu da presidente Dilma Rousseff. Ela definiu que o setor de tecnologia de informação e comunicação entre os prioritários para receber estímulos do governo.

O governo quer baratear, por exemplo, os tablets, computadores sensíveis ao toque para que sejam produzidos no país.

Para o ministro, a internet mais barata também vai aumentar a venda de computadores. “Hoje você compra um computador a R$ 800, paga a prestação, mas tem que arcar com uma internet a R$ 80, o que fica muito caro”, disse ele. O governo trabalha para que as empresas ofereçam banda larga por R$ 35.

Bernardo afirmou que a presidente Dilma lhe aconselhou a procurá-la caso suas reivindicações no conselho não sejam atendidas. “Qualquer problema você me fale”, contou ele sobre a conversa com a presidente no início da semana.

“Isso é bom porque eu vou reclamar mesmo”. O conselho deverá ser instalado no próximo mês e será subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O ministro disse ainda que a presidente Dilma vai esperar até o próximo mês para que Eletrobras, Petrobras e Eletronorte se entendam com a Telebras sobre o preço que irão cobrar para o uso de sua estrutura de rede.

Caso não haja definição, a presidente disse que vai arbitrar pessoalmente a disputa. A indefinição prejudica a implementação do Plano Nacional de Banda Larga que irá usar essa estrutura de cabos das empresas públicas que querem cobrar do governo o mesmo valor que cobra das empresas privadas.

Telefônica considera venda de participação na Atento via IPO

Fonte: DA REUTERS – FOLHA.COM

A gigante de telecomunicações espanhola Telefônica afirmou nesta quinta-feira que está considerando vender uma participação da Atento, sua provedora de serviços de call center, por meio de um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), entre outras opções.

O grupo não especificou que outras opções está avaliando.

Originalmente, a Telefónica anunciou que iria listar as ações da Atento em 2007, mas os planos foram postos de lado temporariamente devido à crise econômica global.

A Atento reportou receita de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,66 bilhão) nos primeiros nove meses de 2010, avanço de 23,6% na comparação com igual intervalo do ano anterior.

Espera-se que a Telefónica divulgue na sexta-feira crescimento de 45,3% no lucro líquido de 2010, graças à adição de 3,5 bilhões de euros ao resultado graças à compra da Vivo, maior operadora móvel do Brasil, de acordo com pesquisa da Reuters com analistas.

Governo central tem superavit de R$ 14 bilhões em janeiro

Fonte: LORENNA RODRIGUES – FOLHA.COM

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superavit de R$ 14,09 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira. Em dezembro, a economia do governo para o pagamento de juros da dívida havia sido de R$ 14,41 bilhões e, em janeiro de 2010, R$ 13,86 bilhões.

O total economizado no mês passado corresponde a 4,53% do PIB (Produto Interno Bruto). Já o total acumulado em 12 meses representa 2,15%.

O Tesouro Nacional foi o principal responsável pelo resultado, apresentando superávit primário de R$ 17,24 bilhões. Já a Previdência Social teve deficit de R$ 3,02 bilhões e o Banco Central deficit de R$ 124,7 milhões.

As receitas líquidas do governo central –que excluem as transferências a Estados e municípios– aumentaram 19,1% em relação a janeiro do ano passado, ficando em R$ 90,87 bilhões. Já as despesas cresceram 24%, alcançando R$ 61,21 bilhões.