Nova geração do iPad, da Apple, deve chegar no início de março

Blog do ‘Wall Street Journal’ sai na frente ao cravar a data do lançamento na rodada de boatos sobre a Apple

Fonte: Rafael Cabral, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Começou mais uma vez a rotina que envolve o mês ou as semanas que antecedem um grande lançamento da Apple – dessa vez, a segunda geração do tablet iPad. A fase preliminar de boatos – funcionários de fábricas chinesas, ex-empregados ressentidos, analistas e gurus de toda sorte – já passou, e mais uma vez foi o blog All Things Digital (do Wall Street Journal) que bancou o dia do lançamento: 2 de março.

Mesmo com uma avalanche de anúncios de smartphones e tablets Android (software para celulares do Google) de todas as formas e tamanhos, mais uma vez é o produto da Apple que vai ganhar as manchetes, que, gradualmente, vão passando pelas fases da lógica inventada pelo marketing da companhia.

Os noticiários serão tomados por três fases. Em primeiro lugar, virão boatos e “rumores” citando fontes anônimas dentro da empresa, vários por dia, e a maioria com versões e datas conflitantes.

Ainda dá tempo de chutar e errar tendências, mas quem indicará o caminho serão as publicações que costumam ter informações privilegiadas ou furos antecipados pela própria Apple, como o Wall Street Journal ou o New York Times. Depois, será marcada uma data para um evento “misterioso”. Por fim, virá a revelação.

A única diferença na rotina da Apple é que Steve Jobs, porta-voz e guru oficial, está de licença médica por tempo indeterminado, e quem fará o anúncio provavelmente será o presidente interino Tim Cook.

A época é delicada. Sobrevivente de um câncer no pâncreas, uma foto em que Jobs apareceu mais magro e abatido preocupou os acionistas, que já pressionam a empresa por um plano de sucessão.

Vazamentos. Por causa disso, a operação de lançamento, sempre cuidadosa, deve ser ainda mais calculada. Vazamentos como do iPhone 4, que no ano passado foi parar nas mãos de um editor do blog Gizmodo, podem causar um impacto negativo nas primeiras notícias e análises sobre o gadget.

Controladora, a Apple planta pequenas dicas em meios de comunicação e espera o mar de especulações tomar corpo, escarafunchando nos mínimos detalhes como pode ser a nova versão do aparelho. O iPad 2, por enquanto, terá uma câmera frontal, mais memória, menos espessura e peso, além de um processador gráfico melhor.

Já o novo iPhone teria, por enquanto, três opções, – vir menor, mais barato, ou em uma opção que junte ambas as características. O celular também deve aparecer em nova roupagem, principalmente porque seus concorrentes já estão equipados para a expansão da internet móvel rápida, com tecnologia de quarta geração (4G), nos Estados Unidos e na Europa.

Impostômetro atinge R$ 200 bi quatro dias antes

Apesar da pouca diferença entre 2010 e 2011, aumento é considerável, já que em 2009 o medidor de impostos só chegou a R$ 200 bi no dia 9 de março.

Fonte: Agencia Estado

SÃO PAULO – O Impostômetro, um medidor eletrônico de arrecadação tributária mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), vai atingir a marca de R$ 200 bilhões em impostos pagos este ano no País na noite desta terça-feira, 22 de fevereiro, quatro dias antes em que o mesmo valor foi alcançado em 2010.

O Impostômetro – como foi batizado o Sistema Permanente de Acompanhamento das Receitas Tributárias – considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária.

A ACSP observa que nos últimos anos há um aumento gradual do ritmo de contagem do painel. “Apesar da pouca diferença de dias de arrecadação de 2010 para 2011, o aumento dos impostos é considerável, já que em 2009 o Impostômetro só chegou aos R$ 200 bilhões em 9 de março”, diz nota da associação.

O painel calcula a arrecadação de impostos no País desde 2005. No ano passado, o sistema registrou um total de R$ 1,27 trilhão em tributos pagos pelos brasileiros.

O contribuinte, no entanto, nesta noite só poderá acompanhar pela internet (www.impostometro.com.br) a chegada à marca de R$ 200 bilhões. Por um problema técnico, o painel eletrônico instalado no prédio da sede da Associação Comercial, no centro de São Paulo, parou de funcionar às 17 horas e a previsão era de que voltaria ao normal só amanhã.

Em agosto do ano passado, durante a campanha presidencial, o painel do Impostômetro também apagou, às vésperas de indicar o recolhimento de R$ 800 bilhões em tributos no ano. A falha frustrou os planos do então candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que acompanharia à frente do painel a virada que simbolizaria a grande carga tributária brasileira.

Crise árabe ameaça economia global

Para a Agência Internacional de Energia, alta do petróleo pode afetar a recuperação da economia mundial; analista vê risco de ‘estagflação’ 

Fonte:Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA – Uma crise política prolongada no norte da África e a manutenção do preço do petróleo acima de US$ 100 podem jogar a economia global mais uma vez em uma recessão. O alerta foi feito nesta terça pelo diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka, que deixou claro que a turbulência pode afetar a recuperação da economia mundial.

Os confrontos na Líbia, o primeiro produtor importante de petróleo a ter sua produção afetada pela revolução social que está se alastrando pelo norte da África e pelo Oriente Médio, e o discurso desafiador do ditador Muamar Kadafi pressionaram o preço do petróleo, derrubaram as bolsas e jogaram para cima a cotação do dólar no Brasil (leia mais sobre a crise no norte da África nas páginas A10 a A14).

O preço do petróleo retomou o patamar de 2008 e fechou ontem em US$ 106,46 (tipo Brent, em Londres). A Bovespa caiu 1,22%, a Bolsa de Nova York, 1,44% e a de Milão, 1,06%. A Itália é um dos países mais expostos à crise na Líbia.

No Brasil, também pressionado pela turbulência nos países do norte da África, o dólar teve alta de 0,30% e fechou o dia cotado a R$ 1,672. No mercado global, houve corrida por ativos tradicionais, como o ouro e o franco suíço. A prata atingiu seu maior nível em 34 anos.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tentou garantir ao mercado que a produção dos demais países seria aumentada para compensar os problemas na Líbia. Já a AIE disse que colocaria à disposição suas reservas estratégicas, em caso de necessidade.

Estagflação. O executivo-chefe da Pacific Investment Management Co. (Pimco), Mohamed el-Erian, afirmou em artigo publicado pelo Financial Times que “devemos nos preparar para um choque no Oriente Médio”. Segundo ele, a turbulência política no Oriente Médio e no norte da África deverá ter um “efeito sistêmico” na economia global, provocando um “vento estagflacionário” no curto prazo – uma combinação de estagnação econômica com alta dos preços.

Para El-Erian, o desempenho relativamente fraco do dólar durante esse período de crise é “uma advertência” de que a moeda americana poderá perder seu status de refúgio seguro. Isso indica que as pessoas estão começando a se preocupar com a situação fiscal dos EUA, disse.

“Tomo isso como advertência de que não podemos partir da premissa de que manteremos a posição de principal moeda de reserva, como no passado”, disse El-Erian. Ele também afirmou que a alta dos preços do petróleo está reduzindo o poder de compra, enquanto os riscos geopolíticos elevados poderão ter impacto negativo nos investimentos em todo o planeta.

Ele disse ainda que os mercados globais terão de conviver com preços mais altos de petróleo “por algum tempo”.

IPC-Fipe desacelera para 0,70% na 3ª prévia de fevereiro

Fonte: Yahoo.com.br / Agência Estado

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou alta de 0,70% na terceira quadrissemana de fevereiro, desacelerando em relação à alta de 0,95% da segunda quadrissemana. O indicador que mede a inflação da cidade de São Paulo ficou abaixo do piso das estimativas do AE Projeções, que iam de 0,71% a 0,90%, com mediana de 0,77%. O IPC desacelerou também na comparação com a terceira quadrissemana de janeiro, quando havia ficado em 1,03%.

Na comparação entre a segunda e a terceira prévia de fevereiro, dois dos sete grupos pesquisados registraram aceleração da alta de preços: Habitação (de 0,67% para 0,69%) e Despesas Pessoais (0,90% para 1,09%). Os preços desaceleraram nos grupos Transportes (de 2,47% para 1,87%), Saúde (de 0,92% para 0,85%) e Educação (de 3,48% para 1,50%). O levantamento passou a registrar deflação nos grupos Alimentação (de 0,06% para -0,31%) e Vestuário (de 0,28% para -0,01%).

Veja como ficaram os itens que compõem o IPC: 

Habitação: 0,69%

Alimentação: -0,31% 

Transportes: 1,87% 

Despesas Pessoais: 1,09% 

Saúde: 0,85% 

Vestuário: -0,01% 

Educação: 1,50% 

Índice Geral: 0,70%