Investimento de pessoa física em títulos públicos bate recorde

Fonte: EDUARDO CUCOLO – Folha.com

Os investimentos de pessoas físicas em títulos públicos por meio do Tesouro Direto bateram novo recorde em janeiro.

Foram R$ 360 milhões, acima do recorde de R$ 267 milhões verificado em julho de 2010, segundo dados do Tesouro Nacional.

O número de pessoas cadastradas no sistema, por meio de bancos e corretoras, cresceu 24% nos últimos 12 meses, para 219.693.

Apesar do crescimento, o estoque desses investimentos ainda é baixo, apenas R$ 4,8 bilhões. Isso representa cerca de 1,5% do valor investido hoje na caderneta de poupança.

Mais da metade das vendas no mês passado foi de títulos prefixados, devido ao vencimento concentrado desses mesmos papéis no mês.

ESTRANGEIROS

Já os investimentos estrangeiros em títulos públicos continuam estáveis em janeiro, três meses depois do aumento de impostos para conter essas aplicações e a consequente entrada de dólares no país por meio dessas aplicações.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o valor da dívida federal negociada no país nas mãos de estrangeiros caiu de R$ 182,4 bilhões em dezembro para R$ 182 bilhões em janeiro.

Em termos relativos, subiu de 11,6% para 12%, já que no mês passado a dívida total caiu quase 4%, devido à concentração no vencimento de títulos.

Apesar de o percentual ser recorde, o Tesouro diz que o valor desses investimentos tem se mantido estável desde o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para 6%, em outubro do ano passado.

DÍVIDA PÚBLICA

A dívida pública federal caiu 3,84% em janeiro em relação ao valor de dezembro, para R$ 1,63 trilhão. O mês passado foi marcado pelo vencimento, principalmente, de papéis prefixados, como acontece em todo início de trimestre. A dívida interna caiu para R$ 1,54 trilhão. A externa, para R$ 86 bilhões.

A participação dos títulos pré caiu de 36,6% para 33,1%. Os títulos indexados a índices de preços subiram de 26,6% para 28,2%. Os pós-fixados, que acompanham diretamente a taxa básica de juros, passaram de 31,6% para 33,5%.

RENTABILIDADE

As aplicações em títulos públicos renderam, em média, 12,2% nos 12 meses encerrados em janeiro, segundo indicador criado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Tesouro Nacional.

Títulos indexados à inflação medida pelo IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) renderam 23%, seguidos pelos títulos atrelados ao IGP-M (15%), que não são mais vendidos hoje.

Papéis prefixados (LTN e NTN-F) tiveram rentabilidade 10,6%, ante 10% daqueles que acompanham a taxa básica de juros, as LFTs.

 

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