País deve ter investimento de US$ 2 trilhões até 2014, diz Coutinho

Com isso, a taxa de investimento em relação ao PIB pode atingir 23% em 2014.

Fonte: Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

SÃO PAULO – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira, 22, que o Brasil deve ter um total de cerca de US$ 2 trilhões em investimentos entre 2011 e 2014. Esse valor foi citado após Coutinho ter falado, em palestra do primeiro Fórum do Mercado de Capitais Brasil-China, promovido pela BM&FBovespa, que os investimentos no País, alavancados por recursos do BNDES ao setor privado, poderiam representar um montante de US$ 1 trilhão.

“Como o BNDES consegue mapear 50% do montante total, que foi um número de US$ 1 trilhão, ao se multiplicar por dois pode-se chegar ao número de US$ 2 trilhões neste período de quatro anos”, explicou Coutinho. Com o montante de US$ 2 trilhões de Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) no País, é possível que a taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) atinja 23% em 2014.

Enquanto isso na Europa

Consumidor alemão visa salário maior e fica mais confiante.

Dados sinalizam que os consumidores da Alemanha partilham o otimismo das indústrias exportadoras e estão mais dispostos a gastar.

Fonte: Estadão / Reuters

BERLIM – A confiança do consumidor alemão é a maior desde 2007, algo positivo para a recuperação econômica, mas dados também sugerem que as pessoas estão cada vez mais confiantes de que os salários aumentarão em 2011, o que impõe um risco inflacionário.

A pesquisa GfK com cerca de dois mil alemães mostrou nesta terça-feira que o índice de confiança subirá em março para 6,0 –o maior nível desde outubro de 2007–, ante 5,8 em fevereiro. O número superou a leitura prevista de 5,8.

Os dados sinalizam que os consumidores da Alemanha partilham o otimismo das indústrias exportadoras e estão cada vez mais dispostos a gastar, baseados em expectativas de salários maiores. Essa tendência é bem-vinda para as autoridades monetárias e o resto da zona do euro, que deve se beneficiar da demanda doméstica alemã.

A confiança do empresário alemão atingiu novo recorde de máxima neste mês, desafiando os cortes de gastos públicos e o crescimento vagaroso do exterior, informou o grupo de pesquisa Ifo na segunda-feira.

Crise no Oriente Médio e África tem efeito sistêmico, diz Pimco

Para o executivo-chefe da Pacific Investment Management Co., os mercados globais terão de conviver com preços mais altos de petróleo por algum tempo.

Fonte: Renato Martins, da Agência Estado –

NOVA YORK – O executivo-chefe da Pacific Investment Management Co. (Pimco), Mohamed el-Erian, disse em entrevista à rede de televisão Bloomberg que a turbulência política no Oriente Médio e no Norte da África deverá ter um “efeito sistêmico” na economia global, provocando um “vento estagflacionário” no curto prazo.

Para ele, o desempenho relativamente fraco do dólar durante esse período de crise é “uma advertência” de que a moeda norte-americana poderá perder seu status de refúgio seguro. Isso indica que as pessoas estão começando a se preocupar com a situação fiscal dos EUA e com o grau de endividamento do país, acrescentou.

“Tomo isso como advertência de que não podemos partir da premissa de que manteremos a posição de principal moeda de reserva, como no passado”, disse El-Erian. Ele também afirmou que a alta dos preços do petróleo estão reduzindo o poder de compra, enquanto os riscos geopolíticos elevados poderão ter impacto negativo nos investimentos.

O CEO da Pimco disse ainda que os mercados globais terão de conviver com preços mais altos de petróleo “por algum tempo”. As informações são da Dow Jones.

Prévia da inflação oficial, IPCA-15 tem alta de 0,97% no mês

Fonte FOLHA.COM

Prévia da inflação oficial, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) teve variação de 0,97% em fevereiro, com aceleração ante janeiro (0,76%), segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.

Considerando os últimos doze meses, ficou em 6,08%, muito próximo aos doze meses anteriores (6,04%). Em fevereiro de 2010, a taxa havia registrado alta de 0,94%.

O grupo educação, com alta de 5,88%, apresentou a maior variação, refletindo os reajustes verificados no início do ano letivo, com destaque para os aumentos nas mensalidades dos cursos de ensino formal (6,41%).

Outra contribuição para a aceleração no índice veio de transportes (de 0,89% em janeiro para 1,04% em fevereiro), principalmente por causa dos reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos.

Já os alimentos mostraram forte redução no ritmo de crescimento de preços, indo de 1,21% para 0,57%.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de janeiro e 11 de fevereiro e comparados com aqueles vigentes de 14 de dezembro a 14 de janeiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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Itaú lucra R$ 13,3 bi em 2010 e bate recorde do setor bancário

Fonte: Folha.com

O lucro do Itaú Unibanco cresceu 32,3% em 2010, para R$ 13,3 bilhões, de acordo com informações divulgadas pelo banco nesta terça-feira. O resultado ultrapassa os números do Banco do Brasil (R$ 11,7 bilhões) e se consolida como o maior lucro da história do setor bancário no país –de acordo com a consultoria Economatica. Em 2009, o lucro foi de R$ 10,1 bilhões.

O resultado recorrente somou R$ 13 bilhões no ano passado, aumento de 24,1 % na comparação com o ano anterior (R$ 10,5 bilhões). No quarto trimestre, o lucro líquido recorrente foi de de R$ 3,4 bilhões, alta de 20,9 % sobre o mesmo período de 2009.

O Bradesco foi o primeiro grande banco a divulgar os resultados, em 31 de janeiro. Em 2010, o banco apurou um lucro líquido contábil de R$ 10,02 bilhões, com um incremento de 25,1% na comparação com 2009 (de R$ 8,012 bilhões). O Santander anunciou no dia 3 de fevereiro que fechou 2010 com lucro líquido de R$ 7,382 bilhões, ante os R$ 5,508 bilhões de 2009. A Caixa Econômica Federal, apoiada no crédito habitacional fechou 2010 com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 25,5% ante o ano anterior.

A carteira de crédito do Itaú Unibanco, maior banco privado do país, terminou o ano passado em R$ 335,5 bilhões em 31 de dezembro, alta de 20,5% em 12 meses e acréscimo de 7,1% em relação ao saldo do terceiro trimestre. O crédito à pessoa física cresceu 18,3% em 2010, para R$ 127,1 bilhões. Os segmentos que se destacaram na carteira foram: veículos (15,1%) e crédito imobiliário (53,7%).

Nos financiamentos para empresas, a carteira cresceu 21,8%, para R$ 193,95 bilhões. Os empréstimos para grandes empresas tiveram aumento de 15,6% no ano, e, os para as micro, pequenas e médias empresas subiram 31,2% no período.

Já o índice de inadimplência total, que considera as operações com atraso de mais de 90 dias, ficou em 4,2 % ao final do ano passado, comparado a 5,6 % em dezembro de 2009.

O Itaú Unibanco tinha em dezembro R$ 755,112 bilhões em ativos, avanço de 24,1 % sobre o final de 2009.

Veja os maiores resultados do setor na história:

1º Itaú Unibanco – R$ 13,3 bilhões (2010)
2º Banco do Brasil – R$ 11,7 bilhões (2010)
3º Banco do Brasil – R$ 10,1 bilhões (2009)
4º Itaú Unibanco – R$ 10,06 bilhões (2009)
5º Bradesco – R$ 10,02 bilhões (2010)
6º Banco do Brasil – R$ 8,8 bilhões (2008)
7º Itaú – R$ 8,4 bilhões (2007)
8º Bradesco – R$ 8,01 bilhões (2009)
9º Bradesco – R$ 8,01 bilhões (2007)
10º Itaú – R$ 7,8 bilhões (2008)

Investimento de pessoa física em títulos públicos bate recorde

Fonte: EDUARDO CUCOLO – Folha.com

Os investimentos de pessoas físicas em títulos públicos por meio do Tesouro Direto bateram novo recorde em janeiro.

Foram R$ 360 milhões, acima do recorde de R$ 267 milhões verificado em julho de 2010, segundo dados do Tesouro Nacional.

O número de pessoas cadastradas no sistema, por meio de bancos e corretoras, cresceu 24% nos últimos 12 meses, para 219.693.

Apesar do crescimento, o estoque desses investimentos ainda é baixo, apenas R$ 4,8 bilhões. Isso representa cerca de 1,5% do valor investido hoje na caderneta de poupança.

Mais da metade das vendas no mês passado foi de títulos prefixados, devido ao vencimento concentrado desses mesmos papéis no mês.

ESTRANGEIROS

Já os investimentos estrangeiros em títulos públicos continuam estáveis em janeiro, três meses depois do aumento de impostos para conter essas aplicações e a consequente entrada de dólares no país por meio dessas aplicações.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o valor da dívida federal negociada no país nas mãos de estrangeiros caiu de R$ 182,4 bilhões em dezembro para R$ 182 bilhões em janeiro.

Em termos relativos, subiu de 11,6% para 12%, já que no mês passado a dívida total caiu quase 4%, devido à concentração no vencimento de títulos.

Apesar de o percentual ser recorde, o Tesouro diz que o valor desses investimentos tem se mantido estável desde o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para 6%, em outubro do ano passado.

DÍVIDA PÚBLICA

A dívida pública federal caiu 3,84% em janeiro em relação ao valor de dezembro, para R$ 1,63 trilhão. O mês passado foi marcado pelo vencimento, principalmente, de papéis prefixados, como acontece em todo início de trimestre. A dívida interna caiu para R$ 1,54 trilhão. A externa, para R$ 86 bilhões.

A participação dos títulos pré caiu de 36,6% para 33,1%. Os títulos indexados a índices de preços subiram de 26,6% para 28,2%. Os pós-fixados, que acompanham diretamente a taxa básica de juros, passaram de 31,6% para 33,5%.

RENTABILIDADE

As aplicações em títulos públicos renderam, em média, 12,2% nos 12 meses encerrados em janeiro, segundo indicador criado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Tesouro Nacional.

Títulos indexados à inflação medida pelo IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) renderam 23%, seguidos pelos títulos atrelados ao IGP-M (15%), que não são mais vendidos hoje.

Papéis prefixados (LTN e NTN-F) tiveram rentabilidade 10,6%, ante 10% daqueles que acompanham a taxa básica de juros, as LFTs.