Barreira a produto chinês terá limites

Fonte: RENATO ANDRADE – Agencia Estado

BRASÍLIA – O governo se prepara para anunciar, ainda este mês, medidas para proteger a indústria contra a enxurrada de produtos chineses que invadiu o mercado nacional.

Porém, essa proteção não será geral e irrestrita. Ainda que boa parte das reclamações da indústria encontre respaldo no Palácio do Planalto, os mesmos que acenam com mudanças no tratamento dispensado aos chineses também reconhecem que algumas das dificuldades das empresas brasileiras são decorrentes de problemas locais.

Além disso, as defesas não podem fechar as portas para o maior comprador de produtos brasileiros do planeta. O desafio não é trivial.

O Ministério do Desenvolvimento e o Itamaraty terão de trabalhar em perfeita sintonia para atender, simultaneamente, os que penam com a concorrência chinesa e aqueles que se beneficiam do desempenho da segunda maior economia do mundo.

De acordo com fontes consultadas pelo Estado no Planalto, no Ministério do Desenvolvimento e no Itamaraty, os entraves nas relações comerciais entre os dois países ainda são pequenos diante da “brutal oportunidade” que o mercado chinês representa para as empresas brasileiras.

Uma das preocupações do Itamaraty é não transformar os chineses numa espécie de bode expiatório das dificuldades da indústria nacional. “A China gera problemas, mas não podemos dizer que todos os nossos problemas são provenientes da China”, explica uma das fontes envolvidas nas discussões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Projeto Nova Luz busca negociação, mas não oferece garantia

Folha: LUCIANO BOTTINI FILHO

A concessão urbanística da Nova Luz –revitalização na região da República (centro)– propõe um novo modelo de desapropriação, em que os moradores podem participar mais do processo.

“A vantagem é a negociação feita diretamente com as empresas que exploram a concessão. Elas são mais flexíveis que o poder público e não estão presas a um orçamento”, afirma o advogado Oscar Graça Couto.

Couto explica que essa concessão urbanística foi lançada em 2009 como uma forma simplificada de desapropriar grandes áreas de revitalização e de evitar contestações judiciais.

Segundo especialistas, negociar com a iniciativa privada permite fugir da demorada fila de precatórios (requisições de pagamento judicial a um ente público).

Além disso, as empresas teriam mais interesse em incentivar a participação dos proprietários no investimento ao oferecer imóveis novos, pois essa seria uma solução mais econômica.

APOIO

Mesmo assim, há moradores que não estão convencidos dessa intenção. “A principal dificuldade do projeto é angariar o apoio popular de moradores e comerciantes da região”, destaca o advogado Ricardo da Costa Monteiro.

“Temos só os exemplos do São Vito e do Mercúrio [edifícios no centro de São Paulo, cuja demolição removeu várias famílias]”, argumenta a moradora Paula Ribas, que lidera movimento por transparência na negociação.

Na área pretendida pelo Nova Luz, moradores querem se organizar e cobrar apoio criando cadastro de pessoas afetadas. “É normal empresas concessionárias terem programas de assistência social para moradia”, diz o advogado Ventura Pires.

Para Daniel Silva, 49, dono de um apartamento na rua Aurora há 31 anos, ficar onde está é a melhor proposta. “Se oferecerem R$ 400 mil pelo imóvel, não aceito.

Com aumento de preço, consumidor migra para “carne de segunda”

Fonte: TATIANA FREITAS – Folha.com

A queda do preço da carne no atacado demora para chegar ao varejo, o que começa a provocar a migração do consumo de itens mais nobres para os cortes de “segunda”.

O quilo da picanha, que em meados de novembro era vendido pelos frigoríficos por R$ 30, em janeiro foi comercializado por R$ 19 -queda de 37%, segundo levantamento da Scot Consultoria.

O valor do filé mignon, por sua vez, caiu 42% no mesmo período na saída dos frigoríficos, de R$ 32 para R$ 18,50.

Nas gôndolas, no entanto, o preço continuou nas alturas. Em janeiro, a picanha ainda estava 10% mais cara do que em novembro de 2010 e o filé mignon era vendido por um valor 9% maior na mesma comparação, segundo dados do IPC-S, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

“O varejo não reduziu os preços na mesma proporção que os frigoríficos. Os valores não caíram a ponto de estimular o consumo”, afirma Alex Lopes da Silva, consultor de mercado da Scot.

Diante do alto valor dos cortes de traseiro (os mais nobres), crescem as vendas de cortes de dianteiro, mais conhecidos como “carne de segunda”.

A defasagem no repasse de mudanças de preço do atacado para o varejo é habitual, mas a maior demanda por carnes menos nobres já provoca a valorização desses produtos no atacado.

Na segunda semana deste mês, o quilo do acém (um dos cortes de dianteiro) foi vendido a R$ 7,41 pelos frigoríficos, em média, com alta de 13% em relação a igual período de janeiro. A paleta bovina também subiu (13%) na mesma comparação.

Ao mesmo tempo, os cortes nobres mantêm queda no atacado -sinal de que a demanda na ponta final de consumo ainda não reagiu.

Na semana encerrada na última quinta-feira, os frigoríficos vendiam o filé mignon por R$ 16,55 o quilo, com retração de 11% ante igual intervalo de janeiro.

A picanha baixou 8% na mesma comparação, agora vendida no atacado a R$ 17,56 o quilo.

Concessionária dá desconto em modelos 2011 para elevar vendas

Fonte: CLAUDIA ROLLI – TATIANA RESENDE – Folha.com

Com a queda nos emplacamentos de carros em janeiro, estoques equivalentes até 40 dias de vendas e o aperto no financiamento de veículos, as concessionárias oferecem descontos e promoções na tentativa de “desovar” os automóveis fabricados neste ano com modelo 2011.

Isso porque parte dos modelos 2012 já começam a chegar às revendedoras do país, como o Celta e o Prisma, da GM, e o novo Uno, da Fiat. Com isso, os descontos chegam a quase R$ 2.000 em carros que acabaram de ser produzidos.

Economistas e concessionários afirmam que os bônus e os descontos estão aparentemente maiores neste ano porque, no início de 2010, os preços estavam menores por conta da redução de IPI.

“O consumidor sentiu o crédito mais restrito. Houve uma freada nas vendas de janeiro [de 35,8% ante dezembro]. Com a limitação nos finaciamentos, a saída é oferecer descontos mais atrativos”, diz Marcio Antonio Augustinelli, gerente de vendas da Nova Chevrolet-Tatuapé.

Na concessionária, o Prisma 2011 é vendido na faixa de R$ 29,9 mil –até dezembro custava cerca de R$ 31,8 mil. O modelo 2012, R$ 31,5 mil.

Na Itororó Pedroso, o desconto para o Prisma 2011 (completo) é de R$ 1.500.

Na Amazon, concessionária da Volkswagen, o Fox 1.0 passou de R$ 32.300 para R$ 30.690. Quem optar por financiamento em 60 meses sem entrada terá juros de 1,8% devido às restrições de crédito implementadas pelo Banco Central em dezembro. Para conseguir a taxa obtida até então (1,39%), é preciso dar 40% de entrada agora.

Marcos Leite, gerente de vendas da Amazon, conta que, por isso, mais pessoas estão usando o carro usado para a entrada em vez de pegar o dinheiro para quitar outras dívidas e financiar 100% do automóvel.

Na Fiat Concorde, o gerente comercial Roger Pessoa diz que percebeu uma queda de 40% no número de pessoas nas lojas. Antes das medidas restritivas, segundo ele, entre 70% e 80% dos carros eram financiados. Em janeiro, esse número caiu para menos da metade.

Segundo o Banco Central, até o último dia 26, a liberação de novos empréstimos para financiamentos de veículos caiu 45% em janeiro.

Nesta concessionária, o novo Uno Vivace 1.0, com quatro portas, é vendido por R$ 26.790. Antes, custava R$ 28.140. Já o Palio Fire Economy (duas portas) passou de R$ 25.390 para R$ 23.990 –mesmo preço do modelo 2010/2011, que, na prática, é o mesmo carro, só que foi produzido no ano passado.

DESACELERAÇÃO

Ayrton Fontes, da MSantos, consultoria especializada no segmento de varejo de veículos, afirma que é difícil mensurar até quando vai essa desaceleração no ritmo de vendas, pois já houve feirões neste mês sem público.

O economista lembra ainda que as medidas do BC afastaram os consumidores de baixa renda, os que mais compram sem entrada.

Esse movimento já se refletiu na queda da participação dos automóveis 1.0 para 46,2% do total, igualando o patamar de novembro de 2008, logo após o agravamento da crise mundial.

“Quem não tem entrada ou carro usado para financiar sente o peso dos juros maiores. As parcelas sobem de R$ 80 a R$ 100. O público mais atingido é o que compra modelos que custam menos de R$ 30 mil, caso do Ford Ka”, diz Christian Nicola, gerente de semi-novos da Ford Caoa.

“Os preços de oportunidade se tornaram os preços normais. A maior parte dos consumidores hoje compra a oferta, não o produto”, afirma Sergio Reze, presidente da Fenabrave (federação das concessionárias).

VANTAGEM

Os consumidores que comprarem automóveis do modelo 2012 vão levar vantagem, pois ficarão durante dois anos com o carro “novo”, destaca o consultor Joel Leite, da Autoinforme.

“Quem acabou de comprar o modelo 2011 será prejudicado. Além disso, ainda que o 2012 não tenha nenhuma mudança, o 2011 vai valer menos na hora da troca, daqui a três ou quatro anos.”

Por isso, ele recomenda que, se a concessionária tiver as duas linhas do carro procurado no estoque, 2011 e 2012, o consumidor deve exigir ao menos 15% de desconto para o modelo 2011. “Esse carro vai valer menos na hora da revenda, portanto seu preço de compra tem de ser mais baixo”.

Segundo o consultor, em janeiro 11,6 mil pessoas compraram carros 2011 cujos modelos já valem menos porque os modelos 2012 já estão nas lojas.

Ao comprar um carro zero, ele recomenda que o consumidor se informe sobre a chegada da linha nova e verifique a data de fabricação e modelo emitidos na nota fiscal. “Somente assim você saberá a verdadeira ‘idade’ do carro.”

Regra de reajuste do mínimo é insustentável, defendem economistas

Pela regra atual, os especialistas apontam um avanço substancial nos próximos anos do déficit do INSS, que atingiu R$ 42,89 bilhões em 2010.

Fonte: Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

SÃO PAULO – Poucos dias depois de o governo aprovar na Câmara o novo valor de R$ 545 para o salário mínimo, economistas apontam que é insustentável e nociva às contas públicas a regra de reajuste desta remuneração. Desde 2007, o mínimo varia de acordo com o INPC do ano anterior mais o PIB registrado dois anos antes. De acordo com os especialistas ouvidos pela Agência Estado, o mais razoável é pagar a inflação e a evolução da produtividade total do País registradas no ano anterior. Segundo estimativas de alguns técnicos, a produtividade registrou avanço de 1,5% nos últimos anos.

Pela regra atual, os especialistas apontam um avanço substancial nos próximos anos do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atingiu R$ 42,89 bilhões em 2010. Segundo o ministério da Previdência Social, do total de 28 milhões de beneficiários do INSS, 19,3 milhões recebem até um salário mínimo. Nos cálculos de Borges, metade daquele saldo negativo está relacionado diretamente com o salário mínimo, o que equivale a um montante próximo a R$ 21,5 bilhões. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que para cada R$ 1 de aumento do mínimo as despesas do governo aumentam em R$ 300 milhões.

“Com base na atual fórmula de reajuste do mínimo, se a regra for mantida até 2015, como prevê o projeto do governo que está no Congresso,  o que hoje é um déficit de R$ 21,5 bilhões vinculados aquele vencimento subirá para  R$ 62 bilhões ao final de 2014”, comentou Braulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. Para chegar a este cálculo, ele usou como uma das premissas que o PIB deve avançar a média de 3,8% entre 2009 e 2012.

O economista é um dos defensores que a regra leve em consideração a alta da inflação, mais a produtividade total da economia. Segundo esse critério, aquele montante deve chegar a R$ 40 bilhões em 2014. A diferença de R$ 22 bilhões equivale a 47,8% dos R$ 46 bilhões gastos pelo Poder Executivo com investimentos no ano passado, como destaca o diretor do Eurasia Group para a América Latina em Nova York, Christopher Garman.

Impacto fiscal

O avanço do aumento do mínimo pela atual regra já se tornou uma preocupação dos economistas com o equilíbrio das contas públicas no curto prazo. “Em 2012, o governo terá que fazer mais um esforço fiscal grande, pois precisará encontrar uma maneira para  cobrir os gastos de R$ 22,5 bilhões que surgirão com o aumento do mínimo de R$ 545 para R$ 620 no próximo ano”, destacou o economista da Tendências Felipe Salto. Ele lembra que em 2003, quando o salário mínimo subiu 9,8% em termos reais, o Poder Executivo precisou fazer alguns cortes para compensar aquele reajuste do vencimento. Os investimentos públicos foram reduzidos em 0,5 ponto porcentual do PIB e as despesas de custeio diminuíram em 0,3 ponto porcentual do produto interno bruto.

Na avaliação de Salto, uma boa forma de reajustar o mínimo seria o pagamento da inflação mais a produtividade da economia. Contudo, ele acredita que tal mudança, na prática, só será avaliada pelo Poder Executivo no ano que vem para entrar em vigor em 2013. “Está implícito que o governo vai manter a regra atual em 2012, pois foi um dos argumentos utilizados pela autoridades para aprovar o mínimo de R$ 545 neste ano”, ressaltou. Excepcionalmente, o mínimo de 2011 não contou com a alta do PIB dos dois anos anteriores, pois em 2009 o produto interno bruto caiu 0,6%.

Para o professor  José Márcio Camargo, da PUC-RJ, além da regra do reajuste do mínimo ser “ruim para as contas públicas”, seria adequado que uma nova fórmula fosse adotada, que poderia também evitar pressões de alta da inflação decorrentes de elevações muito fortes do vencimento básico da economia. Segundo ele, além da inflação mais a variação da produtividade da economia, seria oportuno subtrair a variação do nível de emprego. “Desta forma, quando o desemprego aumenta, o indicador apresenta uma alta maior do que a produtividade e o inverso ocorre quando o nível de desocupação cai”, afirmou.

De acordo com Camargo, o reajuste também precisa ser desvinculado da remuneração do benefício da Previdência Social, pois tende a elevar com força o déficit do INSS. Ele destaca que hoje 6,8% da população do Brasil tem pelo menos 65 anos e gasta 13% do PIB em aposentadorias e pensões. Essa realidade raramente tem paralelo em outros países. Segundo o acadêmico, a Alemanha a parcela da população com aquela faixa etária é bem maior, de 20%, mas os gastos são próximos em termos relativos, pois atingem 14% do produto interno bruto. “O Brasil gasta 15 vezes per capita com aposentadorias e pensões em relação às despesas com ensino médio e fundamental”, comentou.

Alguns economistas ressaltam que o aumento mais vigoroso do mínimo foi importante para diminuir a discrepância de renda no Brasil, que ainda possui um nível ruim de distribuição. “Não se pode satanizar o salário mínimo”, comentou o professor Francisco Lopreato da Unicamp. “O avanço do mínimo nos últimos oito anos deu o direito à compra e alimentos e outros produtos duráveis a uma parcela grande da população que estava alijada do consumo básico”, comentou o professor Francisco Lopreato da Unicamp,

“A adoção do PIB de dois anos anteriores à regra de reajuste do mínimo foi justa. Ela deu um bom tempo para que os empresários pudessem repassar aos trabalhadores um pouco dos benefícios que registraram anteriormente com a expansão da economia”, destacou Lopreato. Ele é favorável a uma nova fórmula de alta do mínimo, desde que faça parte de uma mudança geral de alguns parâmetros que regem o sistema de aposentadorias no Brasil. “O limite de idade atual poderia ser revisto, dado que a expectativa de vida no País avançou e está próximo do registrado em países desenvolvidos”, disse. “Não é razoável que pessoas se aposentem com 48 anos de idade.”

Discussão ambiental trava projetos de infraestrutura

AFRA BALAZINA E ANDREA VIALLI – Agencia Estado

SÃO PAULO – As dificuldades para conciliar desenvolvimento econômico e proteção ambiental travam as grandes obras de infraestrutura. Casos emblemáticos são a usina hidrelétrica de Belo Monte, o projeto de exploração do pré-sal e portos em São Paulo, Rio e Bahia, além do Rodoanel.

Muitos dos projetos sofreram modificações por causa da pressão para atender às exigências ambientais. Ainda assim, ONGs e o Ministério Público questionam as obras por causa de seus grandes impactos.

Esses embates levaram o governo a preparar um pacote de mudanças para tornar mais célere e menos burocrático os processos de licenciamento ambiental. Áreas como petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia terão normas fixadas por decretos. Para especialistas ouvidos pelo Estado, o choque de gestão é necessário – mas não deve significar um afrouxamento das regras ambientais.

José Goldemberg, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo, defende que a qualidade do projeto é o mais importante. “A verdade é que há maneiras de fazer as coisas. O trecho sul do Rodoanel ficou 25% mais caro, custou algo em torno de R$ 1 bilhão a mais, por conta das preocupações ambientais. Mas, no fim, foi construído muito bem e se resolveu um problema importante do trânsito”, diz.

Em sua opinião, o impasse atual ocorre por que há muito extremismo e maniqueísmo. No caso de Belo Monte, por exemplo, ele avalia que o governo empurra a construção da usina a ferro e fogo, pois assim poderá fazer qualquer obra na Amazônia. Os ambientalistas, por outro lado, querem barrá-la completamente para não abrir precedentes.

Outro problema é que, em geral, nas obras de usinas, os prejudicados estão próximos do local do empreendimento e os beneficiados, a muitos quilômetros de distância. “Cabe ao poder público balancear os prejuízos.”

Atraso. Na avaliação do economista Sérgio Besserman Vianna, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a visão que opõe desenvolvimento e questões ambientais é atrasada. “Esse anacronismo não corresponde mais à realidade. Quem continuar apostando nisso vai errar, pois a economia global está iniciando a maior transição tecnológica desde a Revolução Industrial”, diz.

Segundo Besserman, a economia ancorada no desenvolvimento a qualquer custo e nos combustíveis fósseis está no começo do seu declínio, e será substituída por uma economia de baixo carbono e baseada na manutenção dos recursos naturais. “É certo que essa transição ocorrerá, e sairão na frente os países que eliminarem essa visão obsoleta de que ambiente e desenvolvimento não podem conviver.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.