Dilma diz que novo Fies terá condições de financiamento ‘muito mais leves’

Entre estas condições, estão juros de 3,4% e maior período de carência para o início da amortização

Fonte: Agência Estado| Estadão.com

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff disse hoje que o novo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) terá condições gerais de financiamento “muito mais leves”, como juros de 3,4% e maior período de carência para o início da amortização. Dilma afirmou que o estudante terá de começar a pagar o financiamento da faculdade apenas um ano e seis meses após ter concluído o curso superior. A declaração foi feita no programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”.

De acordo com Dilma, durante esse tempo, o beneficiado poderá achar um trabalho e alcançar uma renda. Segundo a Agência Brasil, a depender do curso, como Medicina, a restituição poderá ser realizada em até 20 anos. Ela afirmou também que, se o aluno que obteve financiamento pelo Fies resolver cursar licenciatura e exercer o magistério no ensino médio, em colégios públicos, o débito será “perdoado” com uma diminuição de 1% por mês de prática profissional.

Dilma lembrou ainda o programa abrangerá estudantes com rendimento de até um salário mínimo e meio. Antes, os alunos necessitavam arranjar um avalista para ter conseguir o empréstimo estudantil. “Agora, o próprio governo é fiador”, disse.

JPMorgan planeja fundo para investir em internet e mídia digital, diz jornal

Fonte:Folha .com

Na esteira do crescimento de empresas como Twitter, Facebook e Groupon, o banco JPMorgan Chase planeja criar um fundo para investir em empresas de internet e mídia digital, informou o “Wall Street Journal”.

Segundo o jornal, o banco espera captar de US$ 500 milhões a US$ 750 milhões de investidores ricos.

A reportagem destaca que o primeiro grande banco que entrou no setor foi o Goldman Sachs. No mês passado, o Facebook recebeu aporte de US$ 1 bilhão captados entre clientes do banco. O Goldman e a empresa de investimentos russa Digital Sky Technologies investiram outros US$ 500 milhões.

A operação atribuiu um valor de US$ 50 bilhões ao Facebook.

PIB da China superou o do Japão que cresceu 3,9% em 2010

Fonte: DA EFE – Folha.com

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 3,9% em termos nominais durante 2010, ano em que a China o superou como segunda economia mundial, anunciou nesta segunda-feira o governo japonês.

O Executivo japonês já tinha descontado no dia 20 de janeiro, quando se divulgou o crescimento de 10,3% da China (seis trilhões de dólares em termos nominais), que o país vizinho o tinha relegado ao posto de terceira potência mundial após 42 anos como segunda economia do planeta.

O valor do PIB nominal do Japão nos 12 meses de 2010 foi de 479,223 trilhões de ienes (US$ 5,74 trilhões).

Entre outubro e dezembro, o PIB japonês caiu 1,1% em taxa anualizada, pela primeira vez desde o período julho-setembro de 2009, e se contraiu 0,3% com relação ao trimestre anterior, informou o Governo japonês.

Essa queda se deve especialmente ao retrocesso de 0,7% no consumo privado, uma variável que representa 60% do PIB japonês e que se viu afetada pelo fim das ajudas à compra de produtos ecológicos e a alta dos preços do tabaco nesse trimestre.

Além disso, no trimestre outubro-dezembro de 2010, penúltimo do ano fiscal japonês, o investimento público retrocedeu 5,8%, embora a despesa de capital tenha aumentado 0,9%, ambos com relação ao trimestre imediatamente anterior.

O fim do reinado do Japão como segunda economia mundial acontece em um momento no qual este país tenta pôr freio à grande dívida pública, à persistente deflação e ao risco que representa para o motor exportador um iene forte.

O Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) prevê que o Japão cresça 2,1% durante este ano fiscal, que termina em março de 2011, e o faça em 1,8% no seguinte exercício.

Apesar dos maus dados registrados entre outubro e dezembro de 2010, espera-se que entre janeiro e março deste ano a economia japonesa volte a gerar riqueza, especialmente graças à recuperação das exportações.

Pessoa física pode aplicar em commodities agrícolas por home broker

XP Investimentos já tem programa específico; especialistas em finanças pessoais alertam que investimento é de alto risco.

Fonte: Roberta Scrivano, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Investir em commodities agrícolas é uma boa opção para diversificação da carteira. O risco, no entanto, é grande, alertam especialistas em investimentos.

Quem comprou contratos de café, boi, milho ou soja no ano passado teve bons (ou ótimos) rendimentos. O café, por exemplo, rendeu 79,3% durante 2010. Já o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve alta de apenas 1,04%, enquanto as ações preferenciais (PN) da Petrobrás perderam 22,96% no ano passado.

As commodities têm rendimento descolado da renda variável e da renda fixa, por isso são boas para diversificar a carteira, segundo explica Beto Domenici, da Rio Bravo Investimentos. Fábio Colombo, administrador de investimentos, recomenda aplicação de, no máximo, 3% da carteira nessa modalidade. “As oscilações são fortíssimas. O risco de ganhar muito é igual ao de perder muito”, salienta.

Comprar uma fração de contrato é tão simples quanto adquirir a ação de uma empresa. A XP Investimentos, por exemplo, oferece aos clientes um home broker (plataforma online de negociação de ação e, agora, de commodities) para a negociação de contratos agrícolas. “Temos diversos perfis de investidor aplicando nas commodities”, diz Jorge Teixeira, da XP Investimentos.

Rapidez. O administrador de empresas Orlando Machado, 36 anos, é um dos investidores da XP que mescla investimentos em ação, opção e commodities. “Mexi muito com ação e opção antes de entrar nos agrícolas”, lembra. Ele afirma que, hoje, a modalidade de investimentos preferida é a compra de contratos de commodities. “É um investimento rápido. Fico com um contrato três dias, no máximo”, diz.

Teixeira explica que as commodities são de fato investimentos rápidos, por conta das oscilações nos preços. “Temos analistas especializados que sugerem o momento de compra e de venda”, afirma. “Mas, normalmente, o investidor fica com um contrato de no máximo uma semana na carteira. E depois compra outro”, detalha.

A velocidade das oscilações exige muito mais atenção do investidor. Esse é um fator que limita um pouco a participação das pessoas físicas na modalidade. “É preciso ter conhecimento”, diz Roberto Flor da Rosa, assessor de investimentos da mesa de commodities da Prosper Corretora. “Provavelmente esse investidor já possui conhecimento ou está envolvido de alguma forma no mercado agrícola. São, por exemplo, produtores agrícolas, exportadores, importadores”, emenda. Teixeira, da XP, discorda: “Se houver boa assessoria, não há tanta limitação de perfis.”

O investimento não exige grande desembolso inicial. Os contratos de milho, segundo Teixeira, são os mais baratos. “É possível comprar uma fração de contrato de milho por R$ 1 mil”, diz.

Os custos da negociação são similares aos dos cobrados em ações. Existe taxa de corretagem a cada compra e venda e taxa de custódia. Mas, como se trata de negociação no mercado futuro, é preciso “ter dinheiro para atender a chamada de margens de garantia”, diz Rosa, da Prosper.

Essa margem é solicitada pela  BM&FBovespa para garantir o cumprimento do negócio pelas duas partes envolvidas (comprador e vendedor). A margem de garantia do milho está sempre perto de R$ 1 mil. Mas, além desse dinheiro, é preciso deixar outros reais à disposição da corretora para possíveis ajustes diários negativos. Essa é uma das principais diferenças entre a negociação de ação e de commodity.

Risco. Domenici atua no private banking (que é um banco para pessoas de alta renda) da Rio Bravo. “E aqui não indicamos o investimento em commodities porque é algo muito específico, que exige muito conhecimento”, salienta.

Colombo, administrador de investimentos, endossa o que Domenici diz. E chama atenção para as fortes altas de preços que as commodities tiveram no ano passado. “Subiram muito e quase certamente não têm força para subir muito mais nesse ano”, destaca.

Os dois especialistas consideram o investimento muito específico, o que exige um nível de conhecimento mais alto que o normal.

Febraban vai ensinar finanças pessoais

Novo site entra no ar na quarta-feira como parte do plano da entidade de se aproximar do cotidiano dos consumidores.

Fonte: Roberta Scrivano, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Uma seção sobre como economizar nos processos de embelezamento para as mulheres. Aos chefes de família, indicações de qual o melhor momento para financiar um carro. Dicas de como lidar com a mesada para as crianças. Para reunir a família, um software para organizar o orçamento no qual cada membro tem o seu próprio login e decide o que quer compartilhar com os demais.

Essas são algumas das lições de educação financeira que estarão disponíveis gratuitamente no novo portal da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que entra no ar na quarta-feira, dia 16, sob o endereço: www.meubolsoemdia.com.br.

Inovador, fácil e divertido são os termos usados pelo diretor de educação financeira da Febraban, Fábio Moraes, para definir o novo portal, que é uma reformulação de um site que já estava no ar, também chamado de “Meu bolso em dia”.

A primeira versão do site está disponível há um ano. Durante esse tempo, a Febraban contabilizou quase 2 milhões de visitas. “A procura é grande. Percebemos que poderíamos fazer algo mais completo”, explica Moraes.

Para chegar ao “algo mais completo”, a Febraban compilou todas as dúvidas dos consumidores recebidas por meio dos seus canais de comunicação (no site e por telefone). “Fomos entendendo a necessidade das pessoas e, a partir daí, elaboramos o novo portal”, conta Moraes. “Agora vamos ficar mais próximos do cotidiano das pessoas”, emenda.

No software de organização do orçamento (“que não é uma simples planilha”, reitera Moraes) chamado Jimbo, por exemplo, a Febraban incluiu gráficos de pizza que mostram exatamente para onde vai o dinheiro. “Com o gráfico de pizza é mais fácil ‘ler’ onde a família está gastando muito”, diz o diretor da federação dos bancos.

Estabilização. O tema educação financeira ganhou força no Brasil depois da estabilização da economia, que resultou no aumento da renda e do poder de compra da população e na enxurrada de oferta de crédito às pessoas físicas.

“Sabemos da importância da educação financeira há alguns anos, mas o tema só entrou de vez no Brasil recentemente, com a ampliação da oferta de crédito”, endossa a educadora financeira Cássia D’Aquino.

A importância de saber lidar com o aumento de renda e a consciência da necessidade de poupar e posteriormente investir também é despertada com lições de educação financeira, destaca Mauro Calil, que também é educador financeiro.

Outra função importante da disseminação do tema é controlar os níveis de inadimplência por meio da conscientização da necessidade de organização do orçamento familiar.

Medo da inflação realimenta preços

De pedreiros a manicures e dentistas, brasileiros reajustam preços de serviços em 8,45%, na média de 12 meses, muito acima da inflação geral.

Fonte: Márcia De Chiara, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A escalada da inflação dos últimos meses ressuscitou mecanismos informais de indexação de preços, especialmente dos serviços. É o pedreiro ou o cabeleireiro, por exemplo, que aumenta o valor da diária ou do corte de cabelo, seguindo a intuição ou usando critérios próprios, como o gasto com a condução para chegar ao trabalho ou com a refeição fora de casa.

Um estudo feito pelos técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Estado, com base nos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ilustra com números o estrago das expectativas negativas nos preços dos serviços que seguem uma indexação informal.

Em 12 meses até janeiro deste ano, os preços dos serviços reajustados segundo critérios informais aumentaram 8,45%. O resultado supera de longe a variação do mesmo período pelos serviços que têm critérios previamente definidos de reajuste (4,93%) e incluem aluguéis e contratos de assistência médica, entre outros.

Enquanto isso, a inflação geral ao consumidor medida pelo IPC da Fipe no mesmo período foi de 6,2%. Os demais 405 produtos que compõem o indicador e englobam desde alimentos a eletrodomésticos, eletrônicos e artigos de vestuário subiram, em média, 6,4% e seguiram de perto o resultado geral do IPC.

Nesse rol estão, por exemplo, o filé mignon, que aumentou 54,55% em 12 meses, seguindo a alta de preço das carnes no mercado internacional, e até eletrônicos como o celular, cujo preço caiu 13,38% no período por causa da desvalorização do dólar em relação ao real e da forte concorrência dos importados.

“Em períodos de inflação alta, a inércia inflacionária ganha força entre os preços dos serviços reajustados informalmente”, afirma o gerente do IPC-Fipe Moacir Yabiku. Ele e a supervisora Hilda Miranda são os responsáveis pelo estudo.

Teto da meta. Esse mecanismo de reajuste, que leva em conta inflação passada e fatores aleatórios, foi citado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando soube do resultado da inflação oficial. O IPCA de janeiro atingiu 0,83%, a maior marca desde abril de 2005, e acumulou alta de 5,99% em 12 meses.

Segundo o coordenador do IPC da Fipe, Antonio Comune, em períodos de inflação alta, como o atual, a inércia inflacionária aumenta. Os agentes econômicos, especialmente fornecedores de serviços que não enfrentam a concorrência de importados, reajustam seus preços tentando se resguardar de perdas.

“Todo mundo coloca um pouco mais no preço, às vezes por questão de arredondamento.” Ele observa que entre os parâmetros para os reajustes geralmente estão a passagem de ônibus e o salário mínimo. Bráulio Borges, economista chefe da LCA, ressalta que a indexação informal sempre existiu. Mas, quando a inflação anual gira em torno de 5%, ela ganha força.

Melhora global ofusca brilho do Brasil

Cenário favorável de países ricos começa a tirar investidores do País, um dos mercados preferidos por financistas mundiais atualmente.

Fonte: Leandro Modé, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Queridinho dos investidores internacionais nos últimos tempos, o Brasil tem seu posto ameaçado por países desenvolvidos – aqueles que sofreram muito mais com a crise. Desde o início do ano, mercados emergentes como o brasileiro perdem dinheiro para os chamados mercados maduros. Motivo: a melhora das perspectivas de crescimento para países como Estados Unidos e Alemanha, e a provável alta dos juros na zona do Euro e na Inglaterra ainda em 2011.

Mas não é só isso. O risco de superaquecimento em economias como a brasileira e a chinesa, as altas dos juros para conter a inflação nessas e em outras nações em desenvolvimento, a crise no Egito e incertezas em relação ao novo governo brasileiro deixaram investidores com o pé atrás. “As virtudes brasileiras foram exageradamente elogiadas nos últimos anos e as limitações do País foram pouco enxergadas”, afirma Paulo Bilyk, sócio da Rio Bravo Investimentos.

Nem todos os analistas são tão ácidos. “O que está havendo é um rebalanceamento (dos investimentos) no mundo, mas nada trágico”, pondera o diretor do banco de investimentos do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira. Um dos principais executivos do País na área de abertura de capital (IPOs, na sigla em inglês), ele lembra que, apesar do cenário mais nublado, janeiro teve o maior volume de IPOs para o mês desde 2007.

“Pode ser que, no curto prazo, a tendência de migração para desenvolvidos seja dominante. Mas, considerando que os fundamentos de médio e longo prazo dos emergentes são melhores, a situação pode se inverter”, completa o diretor de Estratégia para América Latina do Deutsche Bank, Frederick Searby.

Desempenho ruim. Do início do ano até quinta-feira, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) apresentava um dos piores desempenhos do mundo. Em dólares, perdia pouco mais de 7%, à frente apenas dos mercados das Filipinas, da Tailândia, da Índia e do Chile. Na ponta oposta, encontravam-se indicadores de países desenvolvidos. O índice S&P 500, da Bolsa de Nova York, avançava pouco mais de 5%, porcentual semelhante ao da bolsa eletrônica americana Nasdaq.

Nos nove primeiros dias de fevereiro, o saldo de investimento estrangeiro na Bovespa estava negativo em R$ 1,4 bilhão. No ano, as saídas superavam as entradas em R$ 976 milhões.

Nas últimas quatro semanas, US$ 11,5 bilhões deixaram fundos de investimentos de países emergentes – do Brasil, saíram US$ 390 milhões e da China, US$ 1,4 bilhão. A maior parte da sangria ocorreu nos chamados fundos globais de emergentes, que mesclam ativos de todos os países inseridos nesse conceito.

No mesmo período, os países desenvolvidos acumularam entrada líquida de US$ 21,4 bilhões – os EUA lideram o movimento, com aportes US$ 14,3 bilhões superiores aos saques.