Banco Central amplia atuação no mercado de câmbio

Autoridade monetária poderá agir também no segmento a termo, no qual as partes acordam uma taxa de câmbio prévia e há entrega dos dólares efetivamente na liquidação.

Fonte: Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA – O Banco Central divulgou no início da noite desta terça-feira, 25, regras para uma nova forma de atuação no mercado de câmbio. Agora, a autoridade monetária poderá agir também no segmento a termo – aquele em que as partes acordam uma taxa de câmbio prévia para uma data específica e há entrega dos dólares efetivamente na liquidação. Dessa forma, o BC passa a ter condições de agir nos três principais mercados de câmbio: à vista (spot), a termo e futuro (via contratos de swap cambial).

Desde 2002, havia a previsão legal para que o BC atuasse no mercado no segmento a termo. Mas, para isso, era necessário que houvesse a regulamentação dos leilões, o que foi divulgado nesta terça. Agora, a autoridade monetária amplia o alcance das mãos para o segmento que é usado amplamente por grandes bancos e corretoras. Nesse mercado, instituições que sabem previamente que terão necessidade ou oferta de dólares no futuro podem negociar no mercado a termo vendendo ou comprando com uma taxa preestabelecida.

De acordo com carta-circular divulgada no Sisbacen, as operações serão anunciadas via Sisbacen na tela da transação PCOT700, com dados como data de liquidação da operação, horário do leilão e modalidade (compra ou venda). Instituições interessadas poderão incluir propostas eletronicamente. De posse das propostas, o BC aceitará as ofertas cuja taxa de câmbio seja mais favorável ou igual à divulgada no resultado do leilão. Como há liquidação efetiva dos dólares, se o BC comprar a moeda nos leilões a termo, os recursos eventualmente adquiridos serão somados às reservas internacionais.

Dilma já trata Kassab como aliado e faz críticas indiretas a tucanos de SP

Sentados lado a lado durante cerimônia em São Paulo, prefeito e ex-presidente Lula conversaram bastante.

Fonte:Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

A iminente ida de Gilberto Kassab para o PMDB, partido da base governista, levou a presidente da República, Dilma Rousseff, a elogiar o prefeito paulistano e a destacar investimentos na capital, ao mesmo tempo em que criticou, de maneira indireta, o PSDB.

A presidente cumprimentou Kassab (DEM) “com muito carinho” e disse estar “honrada” com o convite feito por ele para participar nesta terça, 25, da cerimônia em comemoração ao 457.º aniversário de São Paulo, na sede da Prefeitura, na qual foi entregue a Medalha 25 de Janeiro ao ex-vice-presidente José Alencar, que luta contra um câncer há 13 anos.

Além de Dilma e Alencar, estavam com Kassab no palco montado na Prefeitura o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), com quem o prefeito mantém conversas sobre a troca de partido. Ontem, os dois conversaram rapidamente na presença de Alckmin.

Sentados lado a lado, Kassab e Lula falaram bastante durante a cerimônia. O prefeito concedera a mesma medalha ao ex-presidente em 2010 – à ocasião, também fez a homenagem ao ex-governador José Serra (PSDB).

Tanto Dilma como Lula são entusiastas da ida de Kassab, que está na oposição, para o PMDB. Ambos avaliam que a troca de partido enfraqueceria o PSDB em São Paulo, principal bastião oposicionista no maior colégio eleitoral do País. Nas últimas cinco eleições, o PT não quebrou a hegemonia tucana no Estado.

Kassab pediu aos peemedebistas discrição nas negociações. Quer tonar pública a decisão apenas depois de 15 de março, quando ocorrerá convenção nacional do DEM para a escolha da nova direção. Caso não consiga emplacar a troca de comando no partido, Kassab terá um argumento forte para abandonar a legenda.

O prefeito disse às lideranças tucanas que pretende mesmo mudar para o PMDB, legenda que lhe daria fôlego para projetos políticos maiores, como a disputa pelo governo paulista em 2014. Aos aliados afirmou que, mesmo no novo partido, pretende manter a aliança com o PSDB.

Na cerimônia, a presidente Dilma afirmou ainda que “junto” com Kassab vai “continuar esse processo de investimentos” feitos pelo governo federal na capital paulista. Sem citar os tucanos, que governam São Paulo há 16 anos, Dilma disse que o Estado ainda tem “desafios” a enfrentar com a população de mais baixa renda.

“Fico extremamente feliz de estar aqui em São Paulo e de que seja aqui que esta medalha esteja sendo entregue a José Alencar, porque justamente aqui temos um dos Estados mais desenvolvidos do nosso País. Mas, ao mesmo tempo, temos tantos desafios em relação à situação do nosso povo mais pobre”, disse.

A presidente ainda destacou que o País está no “rumo certo” e que essa trajetória teria sido “construída” por Lula e Alencar. Não mencionou o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que também foi um dos homenageados com a medalha ontem – o tucano não compareceu à cerimônia porque estava em viagem fora do País.

“Os dois presidentes (Lula e José Alencar) que não tinham diploma universitário mostraram um compromisso com a educação, como diz o nosso querido presidente Lula, ‘nunca dantes visto na história deste país’”, completou Dilma.

No final de seu discurso, a presidente dirigiu-se brevemente a Alckmin: “Queria dizer ao governador que estamos prontos para continuar a parceria entre o governo federal e o governo do Estado.” Pouco antes, o tucano disse receber com Dilma com “alegria” e desejar a ela um “ótimo mandato”. “Contem com São Paulo”, completou Alckmin.

Bolsa de Tóquio recua 0,6%, com balanços e câmbio

Fonte: HÉLIO BARBOZA – Agencia Estado

TÓQUIO – A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, uma vez que a valorização do iene e os fracos resultados corporativos nos EUA deflagraram uma realização de lucros. A queda das ações do laboratório Eisai e da montadora Toyota – esta última ante a notícia de um recall – pesaram fortemente no resultado do pregão. O índice Nikkei 225 perdeu 62,52 points, ou 0,6%, e fechou aos 10.401,90 pontos.

 As ações abriram em baixa e assim permaneceram por toda a sessão, em reação aos anêmicos balanços da American Express e da 3M. Segundo o estrategista da Okasan Securities, Hideyuki Ishiguro, a tendência declinante da bolsa japonesa pode continuar até a segunda semana de fevereiro. “Haverá uma correção no mercado”, afirmou Ishiguro, observando que as ações vêm subindo fortemente desde o começo de novembro. Essa correção, contudo, “não será baseada numa deterioração dos fundamentos da economia japonesa”, disse. As informações são da Dow Jones