EUA têm progresso com China sobre flexibilização do yuan

Fonte: – Vanessa Dezem- Valoronline.com –  com agências internacionais

SÃO PAULO – Os EUA conseguiram algum progresso com a China no que diz respeito à flexibilização do yuan. Segundo afirmou hoje a subsecretária do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais, Lael Brainard, a China já vê a apreciação do yuan como parte de uma reestruturação econômica.

“Há progressos”, afirmou Brainard. A autoridade disse que os líderes chineses se mostraram comprometidos com a questão do câmbio. “Eles têm debatido internamente sobre como agir”, completou, em pronunciamento no Conselho de Relações Exteriores, em Nova York.

Brainard enfatizou ainda que os EUA vão permanecer intensamente envolvidos com a moeda chinesa, “que caminha para uma moeda internacional, crescentemente determinada pelo mercado”.

Segundo a autoridade, os líderes americanos estão se esforçando para fechar um acordo de investimentos bilaterais entre os dois países. A China, por sua vez, deve se esforçar para a proteção dos direitos intelectuais, com a implementação de mecanismos para obrigar as agências governamentais a usarem softwares originais.

Nesta semana, os EUA contaram com a visita do presidente da China, Hu Jintao, que realizou reuniões com o presidente dos EUA, Barack Obama.

(Vanessa Dezem | Valor, com agências internacionais)

Companhias aéreas recebem R$ 2,3 milhões em multas no fim de ano

Fonte: Folha.com

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou nesta sexta-feira um balanço da operação fim de ano, realizada em 11 aeroportos do país na virada do ano para evitar os problemas mais recorrentes entre passageiros e companhias aéreas.

Ao todo, foram aplicados R$ 2,3 milhões em multas entre 17 de dezembro e 7 de janeiro. As multas foram aplicadas em 329 autos de infração abertos pelas equipes de fiscalização da agência.

Destes, 244 autos foram para as empresas TAM, Webjet e Gol. As companhias Azul, Avianca e Trip não tiveram nenhuma irregularidade comprovada até o momento. O restante das infrações foram cometidas por companhias estrangeiras.

Segundo a Anac, os números ainda poderão aumentar, já que todas as manifestações de passageiros registradas na agência também estão sendo avaliadas e poderão gerar autuações para as companhias aéreas.

No período da operação, a Anac registrou cerca de 3.000 reclamações contra as seis maiores empresas aéreas, o que corresponde a menos de 1% do movimento de passageiros transportados em voos domésticos no mês de dezembro.

CRESCIMENTO

Em dezembro, segundo balanço da Anac, os aeroportos brasileiros registraram 13,2 milhões de embarques e desembarques de voos domésticos, valor 2 milhões acima do registrado no mesmo período de 2009.

Mesmo com o crescimento, o índice de atrasos acima de 30 minutos permaneceu próximo ao dos últimos anos –por volta de 20%. Os cancelamentos também ficaram no mesmo patamar, cerca de 5% do total de voos programados.

Já os voos domésticos com decolagem com mais de 1 hora de atraso foram 7,89% em dezembro.

OUTRO LADO

Em nota, a TAM informa que “cumpriu com todas as medidas acordadas com a Anac para o período do final do ano de 2010” e que disponibilizou “equipes extras de tripulantes técnicos e de cabine, pessoal de check-in, check-out, embarque, comercial, cargas, manutenção, lojas e supervisão nos principais aeroportos do país”.

Ainda segundo a companhia, a prioridade “foi assegurar que todos os passageiros chegassem a seus destinos” e que os “atrasos e poucos cancelamentos registrados no fim do ano foram causados principalmente por problemas meteorológicos em algumas cidades do Brasil e no exterior, a manutenções não programadas ou a ajustes na malha, assim como a algumas manifestações pontuais de funcionários no período”.

A Gol emitiu nota dizendo que “não foi notificada oficialmente” e a Webjet afirmou que “respeita as decisões da Anac e analisará a questão internamente”.

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Facebook levanta US$ 1 bilhão em captação do Goldman Sachs

Fonte: Folha.com- ÁLVARO FAGUNDES – DE NOVA YORK

O Facebook levantou US$ 1 bilhão na captação feita pelo Goldman Sachs, apesar de a operação ter vetado a participação de investidores norte-americanos.

No início desta semana, o Goldman Sachs excluiu os investidores norte-americanos de adquirir uma fatia no Facebook, devido ao temor de que a “intensa atenção da mídia” não estivesse de acordo com as normas da SEC (a CVM dos EUA).

Segundo o site, que pelo acordo com o banco tinha a possibilidade de levantar de US$ 375 milhões a US$ 1,5 bilhão, a procura pelas suas ações superou a oferta, mas ele optou por captar US$ 1 bilhão.

“Com esse investimento finalizado, nós temos maior flexibilidade financeira para explorar quaisquer oportunidades que surjam no futuro”, afirmou o diretor financeiro do Facebook, David Ebersman.

O montante captado confirma que o site (que não divulga balanços financeiros) tem um valor de mercado de cerca de US$ 50 bilhões, atrás de gigantes como Apple (US$ 301 bilhões) e Microsoft (US$ 240 bilhões), mas superando o Yahoo! (US$ 21 bilhões), por exemplo.

O Facebook não confirmou, mas, com a captação, já deve ter superado a barreira de 500 acionistas, o que significa que terá que abrir seu capital em Bolsa de Valores ou publicar balanços financeiros regularmente. A empresa reafirmou que uma dessas duas hipóteses vai ser realizada até abril do ano que vem.

Alemanha sai da crise e evidencia ‘duas europas’

Empresas do país anunciam ampliações de fábricas e contratações para reafirmar modelo exportador, mas pedaço grande do continente ainda patina.

Fonte: Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA – A BMW, Daimler e Audi anunciam medidas surpreendentes para muitos: vão ampliar suas fábricas para conseguir atender aos pedidos recordes. Dois anos depois do auge da pior crise econômica desde a era Hitler, a Alemanha dá sinais claros de que já deixou a crise no passado.

Depois de registrar seu maior crescimento do PIB desde a reunificação em 1991, ontem foi a vez da confiança do setor privado sofrer a maior alta já registrada. As exportações para países emergentes e a volta do consumo doméstico estão impulsionando a economia alemã. Mas também revelando um lado obscuro da Europa: a existência cada vez mais acentuada de um bloco em duas velocidades.

Pesquisa com 7 mil empresários feita pelo instituto de Munique Ifo constatou que a confiança do setor privado atingiu seu ponto mais alto em duas décadas, em uma demonstração de que a maior economia da Europa estaria saindo de sua crise. O aumento do consumo doméstico e principalmente as exportações são os motivos da retomada.

Em 2010, a economia alemã cresceu 3,6%, bem acima de todas as demais da UE. Para 2011, Berlim chegou a rever para cima a expansão de sua economia, com uma projeção de 2,3%. Nem a alta dos preços de commodities e de minérios parece ser um problema. O governo já acredita que atingirá a meta de redução do déficit antes do prazo estipulado pela UE, de 2013.

Para economistas alemães, a explicação para o bom desempenho é simples. O modelo é baseado nas exportações e, com a importação de emergentes em alta, a economia alemã conseguiu resistir. O desemprego ficou em 7% e permitiu que o consumo interno fosse fortalecido.

“A economia alemã começou o ano com grande vigor”, disse o presidente da Ifo, Hans-Werner Sinn. O resultado fez a bolsa de Frankfurt subir ao nível mais alto em dois anos e meio. Em toda a Europa, as bolsas também reagiram de forma positiva.

Para o presidente do BC alemão, Axel Weber, a economia do país “está se beneficando de forma considerável da recuperação da economia global, principalmente dos mercados asiáticos emergentes”, afirmou. “A demanda externa está mais uma vez dando impulsos fundamentais”, disse.

Na imprensa alemã, o noticiário é bem diferente do que se via há um ano, com demissões pela Europa e empresas fechando suas portas. A Audi, por exemplo, anunciou seu maior projeto de expansão de sua história há duas semanas. A empresa pretende contratar 1,2 mil trabalhadores e investir 11,6 bilhões em quatro anos. Não esconde: quer vender 1 milhão de carros apenas na China até 2014.

Velocidade. Mas se o crescimento da Alemanha está sendo visto como um alívio para muitos na Europa, a expansão também escancara uma realidade que a UE evita falar: a existência de duas europas. Se a Alemanha cresce, países como Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e até Itália continuam sofrendo.

Só a taxa de desemprego na Espanha, por exemplo, é três vezes superior à da Alemanha.

Na zona do euro, a projeção é de que o crescimento das economias em 2011 será de apenas 1,5%, média já elevada graças ao desempenho alemão.

A diferença é tão grande que comentaristas europeus chegam a alertar os alemães de evitar comemorar a recuperação para não deixar os demais parceiros do bloco ainda mais irritados. Berlim chegou a ser chamado de “arrogante” nesta semana por eurodeputados.

Para governos de países que enfrentam crises profundas, essa disparidade entre a Alemanha exportadora e suas economias cada vez menos competitivas é o que está ameaçando a Europa. Por anos, o saldo positivo na balança comercial alemã foi garantida graças ao consumo de espanhóis, gregos e irlandeses, hoje altamente endividados.

Em entrevista à revista alemã Spiegle, o economista Nouriel Roubini também alertou que a estratégia de Berlim de crescimento “não funcionará no médio prazo”. “Esse modelo exportador não funcionará nem para a Alemanha nem para a Europa”, afirmou o economista, que acusa Berlim de ter aprofundado a crise de seus vizinhos. 

Estatais de energia investem fora da área de atuação para ganhar mercado

Grupos seguem os passos da Cemig e entram na disputa por linhas de transmissão e novas concessões de usinas.

Fonte: Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O forte apetite da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) por novos investimentos tem inspirado outras estatais a voltar ao mundo dos negócios. Nos últimos leilões de transmissão e geração de eletricidade, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Eletrosul deram um basta no período de estagnação e abocanharam até ativos que estão fora de suas áreas de atuação, como São Paulo e Mato Grosso.

A reação da companhia do Paraná ocorreu em junho do ano passado no leilão de linhas de transmissão. A estatal paranaense venceu a concessão de uma linha de transmissão entre Araraquara e Taubaté, de 356 quilômetros (km), e a subestação de Cerquilho, todas em São Paulo. Dois meses depois, ela arrematou a Hidrelétrica de Colíder, em Mato Grosso, com capacidade de 300 MW.

Até então, a última participação da companhia havia sido em 2006, quando venceu a concessão da Hidrelétrica de Mauá, nos municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira. Em todo esse tempo parada, a Copel perdeu 30% de seu mercado. “Até 2004, a empresa tinha superávit no Estado. Hoje, nosso déficit é de 30%”, afirma o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer.

Ele afirma que o objetivo da Copel é recuperar esse mercado nos próximos quatro anos, quando serão investidos R$ 2 bilhões nos projetos em andamento. Mas Zimmer garante que muita coisa virá pela frente nos próximos meses. A empresa acaba de lançar quatro chamadas públicas com o objetivo de formar parcerias para participar de leilões de transmissão e geração de energia, seja de hidrelétricas, unidades de biomassa e eólicas. A empresa também quer se unir a outros grupos para construir pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

“Adotamos essa estratégia porque não temos projetos na gaveta. Não estávamos focados nessa atividade”, afirmou o presidente da Copel, destacando que empresa tem grande potencial de investimentos. “Nosso grau de endividamento é pequeno, menos de 20% do patrimônio.”

A opinião é corroborada pelo analista da corretora Ágora, Filipe Acioli. Na avaliação dele, a Copel tem seguido as estratégias da Cemig de entrar em empreendimentos com participações menores. Em parcerias público-privadas, a empresa escapa das regras impostas as estatais. A parte boa, diz Acioli, é que a companhia já demonstrou que não vai sacrificar a rentabilidade para entrar em qualquer projeto.

Outra estatal que despertou para a expansão no setor elétrico foi a estatal federal Eletrosul. A empresa é sócia de duas grandes hidrelétricas. Uma delas é Jirau, no Rio Madeira, que entrará em operação em 2013. A outra é Teles Pires, arrematada em dezembro e prevista para entrar em operação em 2015. Na área de transmissão de energia, a estatal está no consórcio que vai construir o linhão entre Porto Velho e Araraquara.

Energia eólica. A menina dos olhos da Eletrosul, no entanto, é a Usina Eólica Cerro Chato, em Santana do Livramento (RS), de 60 MW. A expectativa é que a unidade entre em operação em setembro de 2011. “Estudamos energia eólica há mais de dez anos. Teremos outras unidades no Rio Grande do Sul”, destaca o diretor-presidente da estatal, Eurides Luiz Mescolotto.

O executivo conta que, a partir deste ano, a empresa já contará com receitas advindas da geração. A Eletrosul teve todo o parque gerador privatizado no governo de Fernando Henrique Cardoso e ficou apenas com a transmissão. O incremento nas receitas dará mais fôlego para a empresa investir em novos projetos. Apesar disso, a estatal continuará seguindo as diretrizes da holding Eletrobrás.

Mescolotto afirma que, neste ano, serão investidos R$ 1,179 bilhão em projeto de geração de energia e R$ 419 milhões, em transmissão. No ano passado, a empresa já havia investido R$ 771 milhões em geração e R$ 273 milhões em transmissão. “É bom trabalhar numa empresa que tem perspectivas de futuro. Os funcionários estão cada vez mais contentes com essa fase que inauguramos na empresa”, diz o presidente da estatal.

Obama quer impulsionar exportações em prol da recuperação econômica

FONTE: Yahoo.com – EFE- Agências Internacionais

Washington, 22 jan (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, insistiu neste sábado na importância de fomentar as exportações para favorecer a recuperação econômica dos Estados Unidos. 

“Se realmente queremos nos esforçar para gerar empregos e lutar pelas empresas nos EUA, uma das coisas mais importantes que podemos fazer é abrir mais mercados ao redor do mundo para nossos produtos”, declarou o líder em seu tradicional discurso de sábados. 

Após uma semana marcada pela visita do presidente da China, Hu Jintao, Obama aproveitou o discurso para destacar as medidas que seu Governo está tomando para impulsionar a competitividade americana. 

Como resultado dos acordos assinados com a China esta semana, as exportações americanas ao país asiático devem aumentar em mais de US$ 45 bilhões. A China, por sua vez, se comprometeu a elevar seus investimentos nos Estados Unidos, o que deverá criar novos empregos. 

Obama também comentou sobre a viagem que fez à Índia no ano passado. Segundo ele, a visita buscou “preparar o terreno para 10 bilhões de novos contratos que beneficiam empresas americanas e (criam) mais de 50 mil novos empregos”. EFE