Alemanha melhora previsão de crescimento econômico em 2011

Anteriormente, expectativa era de alta de 1,8% no PIB, mas governo subiu montante para 2,3%

Fonte:  | Exame.com

                                                                                                         Sean Gallup/Getty Images

Fábrica na Alemanha: déficit orçamentário do país deve chegar a 2,5% do PIB em 2011

Berlim – A Alemanha melhorou consideravelmente a projeção de crescimento econômico em 2011, a 2,3% contra 1,8% previsto em outubro, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.

O PIB (Produto Interno Bruto) da principal potência econômica europeia cresceu 3,6% em 2010, um recorde desde a reunificação do país há duas décadas.

O déficit orçamentário de 2011 será de 2,5% do PIB, dentro das normas do Pacto de Estabilidade da União Europeia (UE), que estabelece um teto de 3%, segundo o ministério da Economia.

No ano passado, o déficit alemão ficou pela primeira vez acima do limite, a 3,5% do PIB.

A inflação será de 1,8%, também dentro das normas europeias

Anúncios

Pré-sal pode conter mais que dobro do estimado

Segundo estudo de um geólogo que já trabalhou para a Petrobras, potencial da área foi subestimado

Fonte: Peter Millard, da  | Exame.com

                                                                                                  André Valentim/EXAME.com

A Petrobras está investindo mais de US$ 200 bi em 5 anos para a exploração do pré-sal

Rio de Janeiro – As reservas de petróleo da área do pré-sal do País podem conter pelo menos 123 bilhões de barris, mais que o dobro do que é estimado pelo governo, segundo um estudo conduzido por um geologista que já trabalhou para a Petróleo Brasileiro SA.

A pesquisa, que foi iniciada para mostrar que o governo estava sendo muito otimista em relação às reservas, mostrou que na verdade o potencial da área estava sendo subestimado, disse Hernani Chaves, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro que trabalhou na Petrobras por 35 anos. A pesquisa dele, que usou o modelo de simulação de pesquisa geológica dos Estados Unidos, se compara com uma estimativa de 50 bilhões de barris prevista pela Agência Nacional de Petróleo.

“Começamos com uma visão cética e terminamos com números maiores”, disse Chaves em uma entrevista na universidade, na cidade do Rio de Janeiro. “Quando recebemos os primeiros resultados eu disse: ‘Algo está errado, é muito grande.’”

A Petrobras, que atualmente tem 16 bilhões de barris em reservas confirmadas, está investindo mais de US$ 200 bilhões em cinco anos na exploração dos campos do pré-sal. Esses depósitos incluem as duas maiores descobertas das Américas desde o campo Cantarell, no México, em 1976. A Royal Dutch Shell Plc, a Repsol YPF SA e a Exxon Mobil Corp. também operam blocos nessa área. A BG Group Plc e a Galp Energia SGPS SA detêm participações minoritárias nos blocos.

Chaves e o também professor da UERJ e coautor do estudo, Cleveland Jones, descobriram que há uma chance de 10 por cento de a região possuir 206 bilhões de barris, o que é mais que os 172 bilhões de barris das reservas estimadas para a Venezuela no de 2009 segundo o Statistical Review of World Energy da BP Plc, publicado em junho do ano passado. A Venezuela é atualmente o país com maiores reservas provadas na América Latina.

Custos e desafios

A presidente Dilma Rousseff disse, em 2009 quando ela era ministra-chefe da Casa Civil, que a área do pré-sal pode conter 100 bilhões de barris.

Os custos de os desafios tecnológicos de extrair petróleo de águas profundas podem desacelerar o desenvolvimento dessas reservas, disse Chaves. Custará trilhões de dólares para desenvolver a área toda, segundo ele.

As reservas provadas da Petrobras, ou a quantidade que pode ser extraídos com a infraestrutura atual, aumentou 7,5 por cento em 2010 para 16 bilhões de barris, disse a empresa na sexta- feira.

Ajuste fiscal determinará patamar de juros

Economista Sérgio Vale vê inflação caminhando perigosamente para a casa de 6%

Fonte: Luís Artur Nogueira, de EXAME.com

                                                                            Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

Trio da economia no governo Dilma: ajuste fiscal rigoroso aliviaria tarefa do Banco Central

São Paulo – O tamanho do ajuste fiscal prometido pelo governo Dilma vai determinar a intensidade do aperto monetário, que começou nesta quarta-feira (19) com uma alta de 0,5 ponto percentual.

A avaliação é do economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, que participou nesta quinta-feira (20) do programa “Momento da Economia”, na Rádio EXAME.

“Infelizmente, a inflação está caminhando perigosamente para o patamar muito próximo de 6% – e ficando nesse patamar. Ou seja, há uma certa dificuldade em trazer esse número para o centro da meta. Eu, definitivamente, não vejo isso acontecendo em 2011. Quanto mais crível for o ajuste fiscal do governo, mais espaço tem o Banco Central para não precisar subir tanto a Selic. Como a gente não acredita que o governo vai fazer uma política fiscal minimamente razoável, a gente vai depender do Banco Central”, diz Sérgio Vale.

Nesse contexto, o economista prevê um aperto monetário total de “pelo menos” dois pontos percentuais, com a Selic chegando a 12,75% ao ano. “As expectativas inflacionárias para 2012 já estão sendo contaminadas. Parte do mercado, incluindo a MB Associados, acredita que a inflação no ano que vem vai voltar a ficar acima da meta. Eu diria que teremos três anos de inflação – de 2010 a 2012 – com cenário preocupante.”

Sérgio Vale avalia que não será possível reduzir a meta de inflação nos próximos anos como sinalizou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em seu discurso de posse.

“O governo insiste na política de ter um pouquinho mais de inflação para permitir um crescimento mais forte. No fundo, quando o ministro da Fazenda coloca um crescimento médio de 5,9% do PIB nos próximos anos, implicitamente e infelizmente ele está colocando uma taxa de inflação acima da meta, entre 5% e 6%. Com isso, fica impensável uma meta de inflação que sairia, por exemplo, de 4,5% para 4%.”

Na entrevista (para ouvi-la na íntegra, clique na imagem ao lado), o economista-chefe da MB Associados também avalia o impacto da alta de juros no câmbio.

BB reduz projeção de crédito ao consumidor e foca em investimentos

Fonte: Azelma Rodrigues | Valor Online

BRASÍLIA – O freio do Banco Central ao crédito levou o Banco do Brasil (BB) a retirar o seu foco do crédito a pessoas físicas e eleger os investimentos como carro-chefe em 2011. Aldemir Bendine, presidente do BB mantido pela presidente Dilma Rousseff, informou ter reduzido de 25% para 22% a projeção para o aumento do crédito às famílias.

Convidado a permanecer no cargo pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, em nome de Dilma, Bendine disse já ter conversado com ela após sua posse. Dilma também manteve a diretoria do BB como está.

“Ela quer uma atuação forte do banco como agente indutor ao desenvolvimento do país, o que é o próprio papel natural do Banco do Brasil, e que também algo que o banco vem fazendo nos últimos anos, de ampliar a eficiência e market share”, disse ele, em café da manhã com jornalistas.

Segundo Bendine, as restrições do BC ao crédito levaram “a um deslocamento na carteira, com redução de crédito ao consumo e ampliação à pessoa jurídica, com foco no investimento”, disse.

A carteira geral de crédito do BB deve crescer entre 17% a 20% este ano, ante 20% até setembro de 2010.

O BB tem cerca de R$ 65 bilhões em projetos de investimentos dirigidos ao pré-sal e do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), já com a perspectiva de financiar R$ 20 bilhões. Até setembro do ano passado, os investimentos somaram R$ 30,7 bilhões, alta de 21,9% sobre igual período de 2009.

Para Bendine, as restrições do BC já se fazem sentir, mas “a classe consumidora vai se comportar de maneira diferente, porque temos um problema bom: o país está numa rota de crescimento, que não vai se reverter”.