Empresas fazem busca por talentos na Campus Party

Fonte: CAMILA FUSCO – DE SÃO PAULO- FOLHA.COM

A Campus Party, feira de inovações digitais que começa hoje em São Paulo, é o lugar certo, na avaliação das empresas de tecnologia, para encontrar talentos.

Os alvos, entre os 6.500 participantes esperados, são principalmente estudantes universitários ou jovens profissionais de ciência da computação e engenharia.

“São empresas que acreditam que do caos criativo poderão surgir coisas interessantes e que apostam também que do Brasil sairá um novo Google ou Facebook”, diz Mário Teza, diretor da empresa organizadora da feira, a Futura Networks.

As táticas para encontrar os talentos variam.

A Vivo terá uma equipe com dez funcionários que vão acampar e aproveitar para mapear interessados em trabalhar em suas unidades regionais pelo Brasil.

A Totvs, empresa brasileira de software de gestão empresarial, terá equipes para selecionar currículos e entrevistar candidatos para as vagas de engenheiro de pesquisa e desenvolvimento e de programador.

A Telefônica apostou na combinação de táticas de recrutamento.

No processo tradicional, seis profissionais de RH vão receber currículos e conversar com os candidatos.

TESTE DE RESISTÊNCIA

No formato alternativo, fará o concurso “Iron Geek”, que testará a resistência dos participantes em assuntos de tecnologia. O vencedor passará três meses em treinamento na sede da empresa, na Espanha.

Parte dos contatos feitos na Campus Party poderá ser aproveitada pelo recém-criado Centro de Inovação e Desenvolvimento.

A unidade, primeira fora da Espanha, pesquisará tecnologias de vídeo, TV e plataformas de internet em alta velocidade para os 25 países onde a operadora atua.

“Estratégias como essas nos permitem entender a demanda de uso da tecnologia, conhecer ideias inovadoras e ter contato com possíveis gênios que vão mover a indústria nos próximos dez anos”, diz Françoise Trapenard, diretora de RH da Telefônica.

O evento, que vai até domingo, terá 500 horas de conteúdo e mais de 400 atividades, distribuídas em ciência, criatividade, inovação e entretenimento digital.

O perfil esperado dos “campuseiros” -nome atribuído aos frequentadores da feira- inclui 73% de homens e 27% de mulheres. Cerca de 80% têm entre 18 e 29 anos.

Balança comercial tem saldo positivo de US$ 496 milhões na segunda semana

Fonte: Folha.com

A balança comercial brasileira teve uma superavit de US$ 496 milhões na segunda semana de janeiro, resultado de um volume exportado de US$ 3,883 bilhões e de importações que atingiram US$ 3,387 bilhões neste período.

Em duas semanas, o superavit comercial atingiu US$ 10 milhões. Em janeiro de 2010, a balança comercial havia registrado de um deficit de US$ 177 milhões.

Ainda no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 6,664 bilhões, ou uma média de US$ 666,4 milhões por dia útil, acima dos US$ 565,3 milhões/dia registrados em janeiro de 2010.

Já as importações somaram US$ 6,654 bilhões nestas duas semanas, ou US$ 665,4 milhões/dia útil, superior aos US$ 574,1 milhões/dia útil contabilizados no primeiro mês do ano passado.

A chamada corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 13,318 bilhões nas duas semanas, ou US$ 1,331 bilhão/ dia útil, ante a média de US$ 1,139 bilhão/dia calculada no início de 2010.

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A classe que sonha com ‘C’

Especialistas dizem que maiores sonhos de consumo da nova classe média brasileira são o carro, computador, carteira assinada e casa própria.

Fonte: Naiana Oscar, Júlio Castro e Ângela Lacerda, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Os marqueteiros que se dedicam a estudar o fenômeno da nova classe média brasileira aproveitaram o “C”, de classe C, para definir essa parcela da população que ascendeu socialmente na última década. “Basicamente, tudo o que coloca esses brasileiros no meio da pirâmide começa com a letra C”, diz Renato Meirelles, do instituto de pesquisa Data Popular. “Carteira assinada, canudo (diploma), consumo, computador, casa própria, carro zero, cruzeiro, cartão de crédito, e por aí vai.”

Apesar de terem características comuns, os integrantes da nova classe média têm perfis e necessidades diferentes em cada região do País. No Nordeste, por exemplo, os 18 milhões de habitantes que pertencem à classe C usam muito mais cartão de crédito do que em qualquer outra região. Lá, 67% dos consumidores da classe C fazem compras com cartão. É mais até do que nos estados do Sudeste, onde esse porcentual é de 64% e no Sul, com 54%, segundo levantamento do Data Popular. “Essa situação está diretamente ligada à inclusão bancária”, diz o presidente da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços. Paulo Caffarelli. “Muita gente no Sul tem conta corrente, mas pode não ter cartão. E no Nordeste há muito mais gente com cartão e sem conta corrente.”

A aposentada pernambucana Elieldelza Souza de Albuquerque, de 71 anos, compra tudo com cartão de crédito. Costuma usar os cartões de loja e o Hipercard, que não cobra anuidade. Uma das últimas aquisições foi um fogão de quatro bocas, comprado no fim do ano passado, com o cartão da filha. “A data do cartão dela fica melhor para mim, porque não coincide com o vencimento dos meus cartões”, explicou. Com o salário do marido, a renda na casa de Edieldeza é de R$ 2 mil. Pagando à vista, seria impossível ter trocado a geladeira por uma duplex no ano passado, emendando a compra do fogão novo.

Caixa de uma unidade da rede Eletro Shopping, com 110 estabelecimentos espalhados pelas cidades do Nordeste, Edilza Moreira garante que de cada 10 clientes de baixo poder aquisitivo, sete pagam com cartão de crédito. “Só os mais bem remunerados pagam no débito”, afirmou.

Embora esteja no Nordeste o maior crescimento da população de classe C nos últimos anos, é o Sul do País que tem a maior concentração da nova classe média. “Lá temos um perfil bem diferente: uma classe C que lê mais jornal, mais escolarizada e, consequentemente, com intenções de consumo distintas”, diz Renato Meirelles, do Data Popular. Um exemplo: o Sul é a única região do País em que o computador não lidera a lista de futuras aquisições da classe média. No topo do ranking, está o carro – um bem muito mais valioso.

Contrariando o senso comum, é Florianópolis a cidade mais classe C do País: metade da população da capital catarinense, de 409 mil habitantes, tem renda familiar entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil – faixa que classifica essa categoria da pirâmide social. “É uma cidade com uma classe média mais antiga”, diz Marcelo Néri, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.

Alguns fatores ajudam a entender essa predominância: funcionalismo público, migrantes em busca de qualidade de vida e baixa “favelização”. Pesquisas apontam que o nativo da Ilha de Santa Catarina já é minoria entre a população. Pelo menos 60% da população é originária do interior do Estado, mas também com grande ascendência gaúcha, paulista e paranaense. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dois em cada cinco trabalhadores da capital catarinense estão empregados em um dos três níveis do setor público.

A cidade que se mostra um oásis para a classe C em busca de qualidade de vida, exclui naturalmente famílias com renda mais baixa. “Por ser uma capital cara, a população das classes D e E acaba se instalando em cidades vizinhas, da região metropolitana”, explica o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Jurandir Sell.

A história de Francisco Assis Marcelino, de 52 anos, é emblemática. Ex-agente de portaria, ele já foi office-boy e hoje trabalha como técnico do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em Florianópolis. Ele se mudou para a capital catarinense, em 1983, quando deixou o município de Tubarão, depois da morte do pai.

Na ilha, com a mulher Kirana Marcelino, hoje bancária aposentada, Francisco experimentou a ascensão da renda. Depois que virou funcionário público, conseguiu trocar a casa alugada por um imóvel próprio, com quatro quartos. Já teve um Fusca 1986 e duas Paratis usadas. Mas só no ano passado, conseguiu comprar o primeiro carro zero, um Ford Fiesta. A casa de praia, onde a família foi fotografada, está em reforma.

“Vivo realizando sonhos. Não posso reclamar. Tudo que a gente faz e conquista é do nosso jeito, devagar, economizando e batalhando”, diz. “Hoje, temos segurança para planejar e desfrutar de pequenas coisas.”

O próximo plano está definido: um cruzeiro de 15 dias pela costa brasileira – presente de aposentadoria que Kirana se prometeu. “A mala foi comprada assim que me aposentei.”

Mercado eleva previsão de inflação no ano pela 6ª vez

Segundo Relatório Focus, do Banco Central, projeção do IPCA para este ano subiu de 5,34% para 5,42%.

Fonte: Fabio Graner, da Agência Estado

SÃO PAULO – O mercado financeiro elevou pela sexta semana seguida a projeção para o IPCA, o índice oficial de inflação. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central, a mediana das projeções dos analistas está agora em 5,42%, ante 5,34% na semana passada e 5,29% há um mês. Para 2012, o mercado segue trabalhando com alta de 4,50% para o IPCA.

De acordo com o levantamento do BC, a mediana das projeções para a inflação nos próximas 12 meses (suavizada) passou de 5,35% para 5,47%. Há um mês, esta projeção estava em 5,40%. Entre as cinco instituições que mais acertam as projeções de médio prazo, a estimativa para o IPCA neste ano teve pequena queda, passando de 6,02% para 5,99%. Para 2012, esse grupo segue prevendo 5% de alta do índice.

As projeções do mercado para o IPC-Fipe se mantiveram em 4,90% para 2011 e 4,50% para 2012

Selic

Às vésperas da primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2011 e sob a presidência de Alexandre Tombini, o mercado financeiro mantém sua expectativa de alta de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros na próxima quarta-feira. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, além da alta nessa semana, que vai levar a Selic a 11,25% ao ano, os analistas seguem prevendo que a taxa básica fechará este ano em 12,25%, ou seja, com um ajuste total de 1,5 ponto porcentual sobre o atual nível de 10,75% anuais.

Para 2012, o mercado elevou sua expectativa para a Selic no fim do ano de 10,75% para 11%. A estimativa para a taxa Selic média para 2011 segue em 12,06% e, para 2012, subiu de 11,25% para 11,42%.

Câmbio

O mercado financeiro manteve suas projeções para o comportamento da taxa de câmbio neste e no próximo ano. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para a cotação do dólar no fim deste ano segue em R$ 1,75 e, para o fim de 2012, em R$ 1,80. A taxa de câmbio média para este e o próximo ano continuam em, respectivamente, R$ 1,72 e R$ 1,79. Os analistas alteraram ligeiramente a projeção para relação dívida líquida/PIB em 2011, passando de 39,65% para 39,60%, e também para 2012, de 37,80% para 37,75%.

PIB

O mercado continua travado em suas projeções para o crescimento da economia neste e no próximo ano. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 segue em 4,5% (pela 58ª semana), mesmo porcentual esperado para 2012 (que está em 4,5% há 44 semanas).

Para a produção industrial, a estimativa divulgada na Focus teve ligeira piora para 2011, passando de alta de 5,03% para 5,02%, mas ficou estável em 5% para 2012.

Conta corrente

O mercado elevou ligeiramente sua projeção de déficit na conta corrente brasileira em 2011, que passou de US$ 67,44 bilhões para US$ 67,49 bilhões, segundo a pesquisa Focus, a alta foi maior: de US$ 68,60 bilhões para US$ 69,00 bilhões.

A previsão para o superávit na balança comercial neste ano passou de US$ 8,75 bilhões para 9,00 bilhões e para 2012, de US$ 5,00 bilhões para US$ 5,10 bilhões. A projeção para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 segue em US$ 40 bilhões, mas para 2012 caiu de US$ 42 bilhões para US$ 41 bilhões.

IGP-M

O mercado elevou de 5,50% para 5,52% sua projeção para o IGP-DI em 2011 e de 5,53% para 5,60% a estimativa para o IGP-M neste ano. Para 2012, os analistas seguem trabalhando com inflação de 4,50% para ambos indicadores. A expectativa em relação aos preços administrados para 2011 teve recuo de 4,50% para 4,40%, mas segue em 4,50% para o ano que vem.