Popularidade de Obama é reforçada após eleições de novembro

Presidente recuperou prestígio após perder derrota nas eleições legislativas; americanos elogiam capacidade de negociação com republicanos.

Fonte:   – Exame.com

Alex Wong/GETTY IMAGES

Segundo a pesquisa, 62% dos republicanos apoiaram as decisões de Obama.

Washington – A popularidade do presidente dos EUA, Barack Obama, ficou reforçada após as eleições de novembro, segundo uma pesquisa que nesta sexta-feira revela que 77% dos americanos aprovam as medidas impulsionadas no Congresso nesse período.

A pesquisa, elaborada pela rede “ABC” e pelo “Yahoo! News”, conclui que, segundo essa parcela da população, Obama atuou corretamente em suas negociações com uma composição do Congresso que ainda contava com maioria democrata, antes de ser renovado no dia 5 de janeiro de acordo com as eleições legislativas.

As extensas negociações e o posterior acordo com os republicanos sobre a extensão dos cortes de impostos aos mais ricos, além da ratificação do novo tratado Start de desarmamento nuclear com a Rússia, entre outras medidas encaixadas em uma ajustada agenda, foram aprovadas pela maioria dos americanos.

Concretamente, 91 % dos democratas, 79% dos independentes e 62% dos republicanos aprovam as decisões tomadas sobre esses temas e outros mais polêmicos, como a derrogação da lei que impedia os soldados abertamente homossexuais de servirem nas Forças Armadas.

O número se soma aos de outras pesquisas que calculam que sua popularidade subiu vários pontos nos últimos meses, como a publicada na quinta-feira pela Universidade Quinnipiac, que indicou uma aprovação de 48% dos cidadãos, contra 44% de novembro.

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Poder do dólar no Brasil é o menor da história

Segundo estudo da Economatica, são necessários US$ 155,20 para comprar uma cesta básica no país.

Fonte:   – Exame.com

O poder aquisitivo do dólar no Brasil, ajustado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é o menor já registrado na história, segundo aponta estudo realizado pela Economatica. O levantamento mostra que, em 30 de junho de 2010, com US$ 100 era possível comprar uma cesta básica e, ontem, dia 13 de janeiro, esse mesmo valor permitia comprar apenas 44,8% da cesta.

“Para adquirir a mesma cesta básica de 30 de junho de 1994, precisaríamos colocar mais US$ 55,20 do próprio bolso”, diz a pesquisa. O estudo deflacionou a paridade do dólar pelo IPCA até 31 de dezembro de 2010, utilizando o dólar ptax de venda de R$ 1 6701. Ainda segundo o levantamento, em 22 de outubro de 2002, por exemplo, conseguia-se comprar 1,77 cesta básica com os mesmos US$ 100.

Ibovespa sobe 0,31% no dia, aos 70.940 pontos, e avança 1,3% na semana

Fonte: Beatriz Cutait | Valor

SÃO PAULO – Com um desempenho instável ao longo do dia, a bolsa brasileira conseguiu fechar os negócios desta sexta-feira e da semana em alta, mas o Ibovespa não retomou a linha dos 71 mil pontos.

Dados preliminares mostram que, com mínima de 70.396 
pontos e máxima de 71.184 pontos, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve valorização de 0,31%, aos 70.940 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,526 bilhões. Na semana, o Ibovespa avançou 1,27% e, no mês, acumula alta de 2,37%.

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN subiu hoje 0,57%, a R$ 52,55; Petrobras PN ganhou 0,87%, a R$ 27,55; OGX Petróleo ON ficou estável, em R$ 20,00; Itaú Unibanco PN teve valorização de 0,60%, a R$ 39,61; e BM&FBovespa ON se apreciou em 1,22%, a R$ 12,40.

No mercado americano, as bolsas seguem abertas. Há pouco, o índice Dow Jones avançava 0,45%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,58% e o S&P 500 ganhava 0,63%.

(Beatriz Cutait | Valor)

Índice de preços ao produtor no Reino Unido avança mais

Fonte: Juliana Cardoso | Valor

SÃO PAULO – O índice de preços ao produtor no Reino Unido subiu 4,2% nos 12 meses terminados em dezembro de 2010, seguindo alta de 4,1% verificada no penúltimo mês daquele ano.

No comparativo mensal, o indicador subiu 0,5% em dezembro, após avanço de 0,4% em novembro, refletindo um aumento nos preços do petróleo e dos produtos alimentícios.

Sem alimentos, bebidas, tabaco e petróleo, o indicador aumentou 2,9% nos 12 meses fechados em dezembro, depois de incremento de 3,3% em novembro. Na base mensal, a inflação seguiu em 0,2% no fim de 2010.

Os dados são da ONS, agência de estatísticas do Reino Unido.

(Juliana Cardoso | Valor)

Ibovespa teve 1ª queda na semana ontem; dólar recuou para R$ 1,669

Fonte: Beatriz Cutait | Valor

SÃO PAULO – Os mercados de câmbio e de ações caminharam para o mesmo sentido na quinta-feira, com a queda das bolsas no Brasil e nos Estados Unidos, e do dólar em escala global.

Após Portugal, foi a vez de Espanha e Itália passarem por um teste de confiança no mercado. Os países foram bem sucedidos em seus leilões de dívida, mas pagaram um preço alto para se financiar.

No mercado cambial, a moeda americana encerrou o pregão brasileiro no território negativo, acompanhando o front externo.

O dólar comercial teve queda de 0,47%, cotado a R$ 1,667 na compra e a R$ 1,669 na venda. O giro interbancário somou US$ 800 milhões.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto fechou a R$ 1,6682, queda de 0,48% em relação à quarta-feira. O volume caiu de US$ 266,250 milhões para US$ 71,205 milhões.

“O movimento no câmbio foi bem arbitrado com o mercado internacional. A queda do dólar não foi mais forte por conta do receio de que, a qualquer momento, o governo anuncie mais medidas para conter a valorização do real. Esse receio se transformou num temor constante”, explicou o diretor da Global Hedging, Wolfgang Walter.

Já na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), um movimento de realização de lucros pesou sobre os negócios e o Ibovespa teve a primeira baixa da semana.

O índice caiu 1,27%, aos 70.721 pontos, e teve volume financeiro de R$ 6,558 bilhões. Na semana, no entanto, o Ibovespa segue com alta, de 0,95%.

No mercado americano, o índice Dow Jones recuou 0,20%, enquanto o Nasdaq cedeu 0,07% e o S&P 500 perdeu 0,17%.

“Na quarta-feira, o mercado exagerou no otimismo com Portugal, foi incoerente. Os leilões ainda não sinalizam a confiança do investidor, os recursos obtidos têm sido pequenos perto do endividamento dos países. Há um alento imediato que logo passa”, afirmou o assessor de investimentos da corretora Souza Barros Luiz Roberto Monteiro.

Mais dados do mercado de trabalho americano ainda impulsionaram a trajetória das bolsas na última sessão. Os novos pedidos de seguro-desemprego no país aumentaram em 35 mil na semana passada, em relação à anterior, quando era esperada uma leve queda para o período.

No cenário corporativo doméstico, a trajetória das chamadas “blue chips’ foi determinante para o rumo do Ibovespa. Os papéis PN da Petrobras caíram 2,11%, a R$ 27,31, enquanto as ações PNA da Vale perderam 0,32%, a R$ 52,25. Os ativos ON da OGX Petróleo ainda cederam 1,52%, a R$ 20.

No mercado de juros futuros, os contratos tiveram nova sessão de alta. O estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, apontou que a formação de preços foi motivada pela expectativa dos investidores de alta da inflação, no primeiro trimestre deste ano, e pelos leilões de títulos realizados pelo Tesouro Nacional.

Segundo ele, o mercado segue apostando em uma alta da Selic de meio ponto percentual na próxima semana, porém a curva de juros indica que os agentes estão reavaliando as projeções para os próximos meses.

“Antes, a curva mostrava uma aposta em quatro reajustes consecutivos de 0,5 ponto. Agora, os preços dos contratos revelam aumentos mais acentuados da Selic, a partir da segunda reunião do Copom deste ano”, disse.

Para Nepomuceno, o mercado está “mais nervoso com relação ao avanço da atividade econômica do país” e também está pedindo mais prêmio de risco, devido às incertezas quanto à postura do novo governo.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro teve venda integral de 6,75 milhões de títulos ofertados no leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), com giro financeiro de R$ 5,119 bilhões. Além disso, no leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) – foram vendidas todas as 900 milhões de notas ofertadas, com movimento de R$ 812,7 milhões.

 “O governo promoveu uma rolagem grande da dívida pública e os investidores puxaram um pouco os preços para comprar os títulos do Tesouro em um patamar melhor”, explicou o gestor da Coinvalores.

Antes do ajuste final das posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em fevereiro de 2011 tinha alta de 0,05 ponto, a 10,95%, enquanto o de março de 2011 subia 0,02 ponto, a 11,06%. Já o contrato com vencimento em abril de 2011 tinha alta de 0,02 ponto, para 11,30%. O DI de julho deste ano, por sua vez, registrava valorização de 0,02 ponto percentual, para 11,80%.

Entre os DIs de prazos mais dilatados, o do início de 2012 registrava acréscimo de 0,01 ponto, a 12,29%. Por outro lado, o contrato de abertura de 2013 apresentava queda de 0,04 ponto, a 12,57%. Já o de janeiro de 2014 tinha estabilidade, a 12,45%. O contrato de início de 2015, por sua vez, subia 0,03 ponto, para 12,40%. Por fim, o DI de abertura de 2016 tinha alta de 0,03 ponto, para 12,25%, enquanto o contrato de janeiro de 2017 subia 0,01 ponto, também a 12,21%. 

Até as 16h10 de ontem, foram negociados 1,087 milhão de contratos, equivalentes a R$ 95,22 bilhões (US$ 56,7 bilhões). O contrato com vencimento em janeiro de 2012 foi novamente o mais negociado, com 280.150 contratos, equivalentes a R$ 25,049 bilhões (US$ 14,93 bilhões).

(Beatriz Cutait | Valor)

Realização de lucro abate parte de bolsas da Ásia

Fonte: Reuters / Yahoo.com

SÃO PAULO (Reuters) – As bolsas de valores da Ásia encerraram a sexta-feira sem tendência comum, com investidores realizando lucros em alguns mercados, enquanto outros se beneficiaram da alta de ações do setor financeiro.

O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,1 por cento às 7h29 (horário de Brasília), a 482,32 pontos.A bolsa de Tóquio perdeu 0,86 por cento, para 10.499 pontos, depois de atingir máxima em oito meses. A força do iene ante o dólar desencadeou uma realização de lucros. 

A bolsa de Xangai caiu 1,29 por cento, para 2.791 pontos, em meio a especulações sobre um novo aumento de juro.Esse temor se acentuou nesta sexta-feira, já que o banco central chinês costumam tomar importantes decisões no fim de semana. “Essa conversa abateu a confiança do investidor… Mas (a bolsa) deve ter pouco potencial para cair fortemente no curto prazo, devido a uma ampla liquidez e ao otimismo com os resultados corporativos”, disse Zhang Qi, analista sênior do Haitong Securities.

 Em Cingapura, houve baixa de 0,3 por cento, para 3.245 pontos, e em Taiwan, de 0,03 por cento, para 8.972 pontos.Já em Seul, a bolsa subiu 0,89 por cento, para 2.108 pontos. Na Austrália, houve ganho de 0,13 por cento, para 4.801 pontos, na máxima em oito meses e meio. Ambos os mercados foram impulsionados pelos ganhos de bancos.

Em Hong Kong, o avanço foi de 0,18 por cento, com alta dos papéis financeiros devido a um otimismo sobre os lucros do trimestre.