Bolsa de Tóquio avança 0,7%, puxada por bancos

Fonte> Yahoo.com / Agência Estado

A Bolsa de Tóquio fechou em alta, com as ações dos bancos registrando forte valorização pelo segundo dia seguido depois do bem-sucedido leilão de bônus da dívida de Portugal e da divulgação de uma avaliação otimista sobre o setor bancário. A alta do petróleo, por sua vez, puxou para cima os papéis de empresas de exploração mineral, como a Inpex. O índice Nikkei 225 subiu 76,96 pontos, ou 0,7%, para 10.589,76 pontos.

O mercado abriu em alta e permaneceu no território positivo por toda a sessão, chegando a atingir no intraday a maior pontuação em oito meses, em seguida aos ganhos de ontem nas bolsas dos EUA e aos resultados ligeiramente melhores do que o esperado do leilão da dívida portuguesa. “A questão da dívida soberana europeia levará um longo tempo para ser solucionada, mas um iene mais fraco depois do leilão de Portugal gerou alívio por enquanto”, disse Masayoshi Yano, analista da Meiwa Securities. Os investidores agora se concentram nos resultados do quarto trimestre da Intel, que saem nesta quinta-feira. As informações são da Dow Jones.

Como enfrentar crises de credibilidade

Quando grandes empresas passam por abalos em sua imagem, profissional deve preparar ‘plano de ação’ para decidir futuro da carreira .

Fonte: Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Você enviou currículo, participou de dinâmicas de grupo, baterias de testes e entrevistas para ingressar em uma grande empresa. Meses depois, essa companhia aparece envolvida em um escândalo e tem a credibilidade abalada. O que fazer quando o emprego dos sonhos fica ameaçado? Consultores e profissionais que já passaram por essa situação dizem que a primeira medida é evitar qualquer atitude precipitada.

Um exemplo de empresa que acabou por desaparecer depois de uma crise de credibilidade é a consultoria Arthur Andersen. A companhia era uma das cinco maiores do segmento no País em 2002, quando estourou o escândalo da Enron nos EUA – meses depois, teve a clientela no Brasil fatiada entre concorrentes. No ano passado, o Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, foi alvo de fraudes que resultaram em um rombo de R$ 2,5 bilhões – o que acabou respingando também na Deloitte, que auditava as contas do banco.

Se a primeira recomendação é não entrar em pânico, a segunda é evitar a letargia – é preciso traçar um plano de ação. O profissional deve fazer uma avaliação honesta de sua experiência na companhia. Segundo Marcelo Cuellar, da divisão de recursos humanos da Michael Page, se a falha ética não puder ser ignorada, é hora de preparar a saída. “É sempre preciso justificar a razão pela qual se trabalha em determinado lugar”, diz.

Há casos de executivos que decidem permanecer na empresa que passa por uma crise de credibilidade. “Eu conheço profissionais da BP (British Petroleum) que continuam a confiar na companhia, apesar do que aconteceu no Golfo do México”, diz o especialista, referindo-se ao maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Porém, a escolha de ficar também oferece riscos – caso o dano à imagem seja irreparável, a empresa pode fechar as portas. Mesmo em casos extremos, segundo Cuellar, há quem consiga extrair algo positivo: “Atendi o caso de um executivo que ficou no Banco Santos até a venda de todos os bens. Hoje, ele tem uma experiência rara: comandou o encerramento de uma empresa.”

Na hora de buscar um novo trabalho, porém, é preciso tomar cuidado para não exagerar a importância dos problemas do antigo (ou atual) empregador. Para Alexandre Fialho, presidente da divisão de consultoria da Korn/Ferry na América Latina, deve-se mencionar o tema de forma sucinta em entrevistas. “O profissional deve evitar a fofoca de bastidor e se concentrar no que pretende fazer no futuro.”

Fernando Lohmann, sócio e consultor da Fesa, diz que a melhor medida contra qualquer sobressalto é manter a rede de relacionamentos ativa. Ele aconselha o uso do horário de almoço para a apuração de possíveis oportunidades. “Vale trocar o churrasco com amigos para construir relações que possam ajudar na profissão.”

Na pele. Quem enfrentou uma crise afirma que a experiência é dura, mas não representa o fim da carreira. Após 40 anos na Arthur Andersen, Taiki Hirashima viu a empresa “se desmanchar como um castelo de areia”. E pior: ao contrário dos profissionais mais jovens, não foi convidado a permanecer quando a maioria das contas foi assumida pela Deloitte. “Passei um ano perdido, sem saber o que fazer.”

Em 2003, abriu a própria consultoria – Hirashima & Associados -, com cinco ex-colegas. O negócio cresceu, hoje tem 25 profissionais e atende empresas como Itaú, BB e Caixa. No corpo de sócios está a advogada Luciana Moya, também oriunda da Arthur Andersen. Ela atuava como consultora havia um ano na época do escândalo da Enron. Ao contrário de Hirashima, migrou para a Deloitte para adquirir experiência e ficou lá por alguns anos. “Estava no início da carreira. Esperei a poeira baixar.”

Reino Unido abolirá idade obrigatória para aposentadoria em 2011

Objetivo da medida é oferecer a liberdade de poder trabalhar por mais anos, o que será positivo para a economia.

Fonte: Exame.com / EFE – Agência internacional

Getty Images/Getty Images

David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido: medida será positiva para economia.

Londres – O Governo britânico abolirá este ano a lei pela qual as empresas podem aposentar funcionários assim que completarem 65 anos.

Além de beneficiar os cidadãos, o objetivo da medida é oferecer a liberdade de poder trabalhar por mais anos, o que será positivo para a economia.

A abolição da aposentadoria aos 65 anos foi proposta em julho de 2010 pelo Governo de coalizão, sobretudo para tentar resolver a questão do déficit do sistema previdenciário.

A mudança legislativa significa que a partir de 6 de abril um empresário não poderá recorrer à lei para aposentar um empregado, podendo obrigar a isso apenas os que forem notificados antes desta data.

A lei entrará plenamente em vigor em 1 de outubro, mas algumas empresas seguirão podendo aplicar uma idade obrigatória de aposentadoria “sempre e quando puderem justificá-la objetivamente”, como, por exemplo, no caso de controladores aéreos e policiais.

Esfriamento do comércio em 2011 é inevitável

Medidas dos Banco Central vão contribuir para o freio do consumo.

Luís Artur Nogueira, de EXAME.com 

São Paulo – O comércio brasileiro não vai repetir em 2011 o desempenho chinês do ano passado. Além da base de comparação ser bem alta, o que dificulta um expressivo crescimento, há várias medidas econômicas que tendem a esfriar a economia.

A primeira delas é o aperto monetário comandado pelo Banco Central. Além de aumentar o compulsório, deve elevar os juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). O caminho natural será de encarecimento do crédito e prazos menores.

Outro ponto importante é uma expansão mais modesta da renda. Em 2010, a imensa maioria dos trabalhadores com carteira assinada teve reajustes acima da inflação, ou seja, ganho real. Nesse ano, as negociações devem ser mais duras, a começar pelo salário mínimo, que, em principio, teria apenas a reposição da inflação (passando de R$ 510,00 para R$ 540,00).

Sabe-se, porém, que parlamentares da oposição e da base governista trabalham para dar uma turbinada nesse valor, mas, de qualquer forma, o baixo reajuste do mínimo deve impactar principalmente as famílias de baixa renda e os aposentados.

Finalmente, não se pode descartar uma ajuda do governo federal no combate à inflação. O ajuste fiscal, se realmente vier, também vai esfriar a atividade econômica. Aliás, a própria alta da inflação reduz o poder de compra da população.

São ingredientes para um inevitável crescimento menor do comércio em 2011, na casa de 5% – ainda assim, longe de ser ruim.

Chuva causa prejuízo de R $3,4bi às indústrias de SP

Pesquisa da FIESP mostra que, a cada mês de chuvas em excesso, as empresas perdem cerca de 1,3 bilhão de reais.

Eduardo Tavares, de EXAME.com 

Nellie Solitrenick/VEJA

 Quando há enchentes, o prejuízo aumenta em até R$ 2,1 bi, segundo a Fiesp

São Paulo – Um estudo realizado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostra que, quando a temporada de chuvas terminar, as empresas do setor terão de arcar com um prejuízo próximo de 3,4 bilhões de reais.

Os números são resultado de uma pesquisa feita pela Fiesp com 478 indústrias da grande São Paulo após o fim do verão de 2010. Segundo as informações, em média, a cada mês de chuvas em excesso há uma perda de 1,3 bilhão de reais. Este valor é resultado apenas de perdas operacionais, como o atraso na entrega de produtos.

O prejuízo aumenta quando há enchentes. Por mês, os estragos causados por alagamentos chegam a custar 2,1 bilhões de reais às empresas. As companhias mais afetadas apontam danos nos estoques e nos equipamentos, além dos gastos com a limpeza das áreas afetadas. Nestes casos, o valor médio das perdas chega a 6,5% do faturamento mensal.

A análise por porte mostra que as empresas menores tendem a ser mais afetadas. Cerca de18% das pequenas companhias têm danos de, em média, 7,1% de seu faturamento. Para 22% das médias empresas as perdas ficaram em 5,5%. Para 8% das grandes, o lucro ficou em média 4,5% mais baixo.