O que muda com os tablets

 

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Fonte: Por Tatiana de Mello Dias – Estadão

O céu de espelho no estande da Samsung na CES 2011. FOTO: STEVE MARCUS/REUTERS

 Logo na entrada da Consumer Eletronics Show (CES), em Las Vegas, um anúncio clamava: “4G for the people” (4G para o povo). Faz sentido. A rede de internet móvel, até dez vezes mais rápida do que o 3G, é uma das estrelas desta edição da feira. A possibilidade de estar conectado em qualquer lugar em alta velocidade abre um novo paradigma no mercado de eletrônicos: é preciso ter máquina para aproveitar essa rede de todos os lugares.

Que essa edição da CES é a dos tablets, ninguém duvida. Praticamente todas as grandes empresas lançaram seus rivais contra o iPad. Além da Samsung, que lançou seu Galaxy Tab no final de 2010, Motorola, LG, Asus, e Toshiba – só para citar algumas – apresentaram os seus dispositivos portáteis de acesso à rede com telas touchscreen. Mas não são os tablets que vão mudar o futuro digital. Vai além.

Daqui para frente, pouco vai importar o formato do aparelho pelo qual você se conecta. Pode ser um celular, um notebook ou um tablet com teclado acoplado. O importante é estar conectado para aproveitar tudo o que a banda larga sem fio (ou, como aqui nos EUA, o 4G) oferece – e que o aparelho tenha um bom processador para aproveitar isso.

Eis outro trunfo da CES 2011: os super smartphones. Eles são equipados com Android 2.2, vêm com tela maior do que 4 polegadas, tem câmeras traseira e frontal para videochamadas e filmam em full HD. Mas o que os difere de seus antecessores é seu coração: o processador de núcleo duplo.

É o que permite a realização de múltiplas tarefas – como ver e-mails, assistir a um vídeo no YouTube e, claro, realizar chamadas – sem sobrecarregar o sistema. Com tudo isso, quem precisa de desktop ou laptop? A Motorola, por exemplo, quer “mudar a maneira como as pessoas se relacionam com seus telefones”.

Para isso apresentou o Atrix 4G, smartphone que tem todas as características dos telefones top de linha, mas que ainda inclui um tal “dock laptop”. O celular vai conectado na parte traseira do dock e usa a tela, o teclado e o mouse para se transformar em um computador. Basta acoplar um no outro e tudo o que está no celular é rearranjado para a tela de 11,6’’ do dock. O aplicativo do Firefox torna possível abrir varias abas ao mesmo tempo e navegar normalmente. Alguém precisa de netbook?

Falando neles, não se vê muitos netbooks e notebooks por aqui. Claro que Sony, Samsung, Acer, todas têm os seus devidamente expostos. Mas os aparelhos já não têm o mesmo espaço de antes, e nem atraem tanto os olhares dos visitantes da feira.

Já os tablets, esses sim, estão por todos os lados e fazem os presentes se acotovelarem para experimentá-los. Mesmo as marcas chinesas mais genéricas já têm os seus. Equipados com Android, eles cumprem com relativa eficiência – mesmo que, em muitos casos, a tela touchscreen deixe a desejar – a função de acessar a internet, assistir a vídeos e ler livros na tela do aparelho.

E o 4G está no ar. E, com ele, os tablets que o suportam também estão ficando mais poderosos para garantir a melhor experiência possível de conexão em qualquer lugar.

A carta na manga do Google. Outra atração da feira também aposta nos tablets e veio do Google – mas não é um aparelho, e sim, a nova versão de seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android. A nova versão, batizada HoneyComb, promete ser uma das principais tendências de 2011. Ela foi desenvolvida especialmente para tablets, e melhora a experiência do usuário em telas maiores. Permite a visualização de funções diferentes na mesma tela, e a visualização de fotos, vídeos no YouTube e a navegação na internet é facilitada – não há mais a impressão de que o aparelho é um celular com a tela maior. Mas um aparelho realmente novo.

E no Brasil? O Xoom, tablet da Motorola, deve chegar ao país logo após o lançamento nos EUA. Foi o único que teve anúncio voltado para nós. Para desfrutar de suas qualidades, no entanto, temos que esperar a rede 4G no Brasil, promessa para 2013 (!). Mas, quando ela vier, prepare-se: as coisas vão mudar. E vão ficar muito mais divertidas.

CAÇA-CRIANÇA                                                                                                                                      

Esta é uma ideia bem vinda de uma marca desconhecida: um celular-rastreador para as crianças. Ele parece um bichinho virtual, tem uma tela sem cores e apenas cinco teclas. Cada uma delas armazena um telefone, como a casa dos pais e dos avós. O celular também monitorar a localização. A ideia é da chinesa Konka. (FOTO: Tatiana de Mello Dias/AE)

 

TV 3D AINDA É SÓ PROMESSA

Aposta na CES de 2010, as TVs 3D ainda não conquistaram o mercado esperado. Ainda assim, a maioria das empresas mostrou novos modelos, mais baratos e de tecnologia mais avançada. (FOTO: Steve Marcus/REUTERS)

 

 

 

E A POLAROID VOLTOU

    Quase todas as marcas apresentaram pelo menos um modelo de tablet – até a Polaroid (sim, ela mesma), que montou um estande razoável na CES. Mas o destaque ficou mesmo por conta de Lady Gaga que, junto à equipe de criação da marca, desenvolveu um óculos espião que fotografa, uma câmera digital e uma impressora portátil. (FOTO: Steve Marcus/REUTERS)

   

FONES COM GRIFE

  Não basta tocar música. O fone precisa mostrar o que toca. A moda agora são os fones com marcas. A família de Bob Marley lançou na CES uma coleção deles, e outras empresas apresentaram fones de hip hop, metal e outros estilos. (FOTO: Tatiana de Mello Dias/AE)

 

Rumo ao US$ 1 trilhão

A CES desse ano também marcou a saída da indústria da crise financeira mundial de 2008. Em 2009, a indústria faturou US$ 170 bilhões. Estima-se que em 2010 o setor ganhou US$ 175 bilhões e, em 2011, o valor voltará aos patamares recordes de 2008, com lucro de US$ 186 bilhões. Steve Koening, analista de mercado da feira, diz que, neste ano, o setor de eletrônicos de consumo deve atingir um novo patamar e o valor girado por este mercado, no planeta, deve chegar a US$ 964 bilhões. “Poderemos chegar à marca de um trilhão,” disse, frisando que as duas tendências neste crescimento são os smartphones e os tablets.

 

Obama nomeia Sperling para comando do Conselho Econômico

Presidente dos EUA disse que Sperling tem apresentado ‘habilidades extraordinárias’ para o governo nos últimos anos.

Fonte: Priscila Arone, da Agência Estado

WASHINGTON – O presidente Barack Obama nomeou nesta sexta-feira o ex-conselheiro de administração de Bill Clinton, Gene Sperling,  como diretor do Conselho Econômico Nacional, completando sua equipe de governo enquanto se prepara para lutar com os republicanos a respeito do código fiscal corporativo e a redução do déficit norte-americano.

Obama disse que Sperling – que substitui Larry Summers, da Universidade Harvard – tem apresentado “habilidades extraordinárias” para o governo nos últimos anos. O presidente também nomeou outras pessoas para outros cargos econômicos, encerrando uma semana de mudanças na Casa Branca que incluiu a saída do porta-voz Robert Gibbs e a escolha de Bill Daley, executivo do J.P. Morgan Chase como chefe de Pessoal da Casa Branca (cargo equivalente ao de ministro-chefe da Casa Civil).

Falando da janela de uma fábrica de manufaturados em Maryland, Obama disse que sua equipe de governo vai ajudar a “maximizar” as propostas para o crescimento da economia. O presidente afirmou que a economia tende a ir para a direção correta, mas reconheceu que o relatório de emprego divulgado nesta sexta-feira mostrou a necessidade de se fazer mais nessa área.

Atualmente, Sperling é conselheiro de Timothy Geithner no Departamento do Tesouro e sua nomeação para a chefia do Conselho Econômico era esperada. Dentre as suas habilidades está a de navegar em águas turbulentas. Ele ajudou a liderar as negociações do governo Obama durante o duro embate a respeito dos cortes de impostos definidos na era Bush. Embora os republicanos tenham conseguido o que queriam – a extensão dos cortes fiscais para os ricos – o partido também teve de engolir uma série de propostas dos democratas.

Sperling era diretor do Conselho Econômico Nacional quando Bill Clinton foi presidente, época em que a Casa Branca e o partido republicano fecharam uma série de acordos bipartidários, dentre eles um sobre o equilíbrio do orçamento. Ele também tem larga experiência em Wall Street e trabalhou em empresas como Goldman Sachs.

O presidente elogiou Sperling por ter ajudado a transformar “déficit em superávit” no governo Clinton.

Além de Sperling, Obama também nomeou a ex-comissária do Departamento de Estatística do Trabalho, Katharine Abraham, para o Conselho de Conselheiros Econômicos e Heather Higginbottom como diretora da política da Casa Branca. O presidente elevou Jason Furman ao cargo de vice-diretor do Conselho Econômico Nacional e assistente de política econômica.

As informações são da Dow Jones.

Indústria perde R$ 17,3 bi e deixa de criar 46 mil vagas com importações

Participação da indústria de transformação no PIB caiu de 27% para 16% nos últimos 20 anos; para setor, quadro é de difícil reversão.

Fonte: Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Pressionada pelas importações, a indústria brasileira de transformação perdeu R$ 17,3 bilhões de produção e deixou de gerar 46 mil postos de trabalho em apenas nove meses de 2010. A informação é de um estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que mediu o impacto que o processo de perda relativa do setor na formação do Produto Interno Bruto (PIB) apresenta na economia brasileira.

Em dois anos, o chamado coeficiente de importação, que mede o porcentual da demanda interna suprido por produtos vindos do exterior, subiu quase dois pontos. Passou de 19,6%, no acumulado de janeiro a setembro de 2008 (pré-crise), para 21,2%, no mesmo período de 2010.

Se o setor não tivesse perdido participação para os produtos estrangeiros, as importações do setor cairiam de R$ 232,4 bilhões para R$ 215,1 bilhões, segundo a Fiesp. Ao mesmo tempo, a produção doméstica subiria de R$ 1,055 trilhão para R$ 1,072 trilhão. Esse crescimento da produção, de 1,6%, geraria aumento de 0,58% do emprego industrial.

“O País não pode se dar ao luxo de abrir mão de sua indústria na sua estratégia de desenvolvimento”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

No fim dos anos 1980, a indústria de transformação representava 27% do PIB brasileiro. Hoje, baixou para 16%, calcula a Fiesp com base na nova metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE), adotada a partir de 2007.

“É uma equação difícil de ser resolvida e não tem solução de curto prazo”, diz Paulo Francini, diretor do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp. “Além do problema do cambio valorizado, há a questão do custo Brasil, que acentua a perda de competitividade da nossa indústria.”

Não é de hoje que a indústria vem perdendo espaço. “O País está se desindustrializando desde 1992”, diz o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Para ele, o Brasil perdeu a possibilidade de “neutralizar a tendência estrutural à sobreposição cíclica da taxa de câmbio” quando fez a abertura financeira, no quadro de acordo com o FMI. “Em consequência, a moeda nacional se apreciou, as oportunidades de investimentos lucrativos voltados para a exportação diminuíram, a poupança caiu, o mercado interno foi inundado por bens importados e muitas empresas nacionais deixaram de crescer ou mesmo quebraram.”

Bancos centrais analisam endividamento da Europa e taxas de câmbio

Fonte: EFE – Yahoo.com

 

Frankfurt (Alemanha), 9 jan (EFE).- Os bancos centrais internacionais reúnem-se neste domingo e segunda-feira na cidade suíça de Basileia para analisar o atual endividamento da Europa e outras questões como as taxas de câmbio.

Na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), os bancos centrais do Grupo dos Dez e outros países industrializados e emergentes discutem estes e outros aspectos sobre a situação do sistema financeiro em reunião à qual também estão convidados os executivos-chefes dos grandes bancos comerciais.

O Tesouro espanhol colocará à prova na próxima quinta-feira sua credibilidade no mercado de dívida com o leilão de bônus para cinco anos, a primeira do exercício, e a primeira desde que a China confirmasse sua intenção de seguir comprando dívida soberana espanhola.

Na semana passada, a rentabilidade da dívida pública portuguesa para dez anos subiu aos níveis máximos há oito meses pelo risco de fracassarem os leilões que Portugal realizará na próxima semana.

A desconfiança dos mercados para investir na Espanha fez subir novamente o risco, diferença entre a rentabilidade dos bônus nacionais para dez anos (5,56%) e os alemães ao mesmo, até 269 pontos básicos.

A alta do risco do negócio se deve à desconfiança dos mercados de investir na Espanha e se situa em sua cota mais alta desde 30 de novembro de 2010.

Outros países periféricos da zona do euro como a Grécia, que junto com a Irlanda tiveram de solicitar o resgate da União Europeia (UE), e Itália tentarão de colocar emissões de dívida no mercado a próxima semana.

Estados, bancos e empresas na Europa inundaram nos primeiros dias do recém-estreado 2011 em mercado de dívida com uma emissão de 23 bilhões de euros.

Os países da zona do euro querem emitir em janeiro dívida no valor de 80 bilhões de euros, pelos cálculos do banco americano Citigroup.

A emissão de dívida dos países que compartilham o euro ficará este ano em 850 bilhões de euros.

O BIS, que foi fundado em 17 de maio de 1930 e reúne-se bimestralmente, fomenta a cooperação monetária e financeira internacional e atua como banco para os bancos centrais que são seus clientes.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, porta-voz dos governadores dos bancos centrais do G10, dará entrevista coletiva na segunda-feira para explicar as deliberações. EFE