Alimento e transporte devem pressionar inflação em SP

A projeção é de alta de 1,20% para o IPC como um todo este mês e de 1,39% para Alimentação

Fonte:   | Exame.com

A projeção é de alta de de 1,39% para Alimentação 

 São Paulo – Alimentação,   Transportes e Educação deverão  puxar para cima a inflação na capital paulista em janeiro, prevê o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Antonio Evaldo Comune. Ele projeta alta de 1,20% para o IPC como um todo este mês, e de 1,39% para Alimentação, 2,96% para Transportes e 5,94% para Educação, por causa do sazonal reajuste das mensalidades escolares.

                                                                                                                                                                             Para Habitação, Comune espera alta de 0,25%; para Despesas Pessoais, 0,71%; para Saúde, 0,25% e para Vestuário, 0,15%.

A estimativa de Comune para janeiro representaria forte aceleração em comparação com a alta de 0,54% apresentada pelo IPC em dezembro, a menor desde a de 0,53% do fechamento de setembro. “Eu imaginava que a carne bovina fosse desacelerar mais em dezembro”, comentou Comune. Seis itens ou subgrupos – frango, carnes bovinas, refeição fora de casa, álcool combustível, óleo de soja e café – responderam juntos por 40% de todo o IPC em dezembro. Com alta de 4,87% no mês, o álcool atingiu 67,49% do preço da gasolina. “Esse porcentual deve subir nos meses de janeiro e fevereiro”, disse o economista da Fipe.

Para o ano como um todo, Comune acredita que pode haver maior controle de preços monitorados do que em 2010, o que contribuiria para que sua previsão de IPC em 4,5%, “com viés de alta”, possa se concretizar. “Segurar não é a palavra, é administrar. A gasolina, por exemplo, é um preço que tem como administrar, e esse item tem forte peso no índice”, afirmou Comune, acrescentando que as tarifas de modo geral também podem ter reajustes baixos.

“Em 2010, por causa das eleições, houve muito gasto e muitas concessões. Talvez neste ano seja mais fácil fazer política monetária”, acrescentou.

Microsoft revela a estrutura do próximo Windows

O processador chamado “System on a Chip” (SoC) é nova tecnologia apresentada antes da inauguração da Consumer Electronics Show, maior feira eletrônica do mundo

Fonte: Exame.com

                                                                                               Miguel Villagran/Getty Images

Steve Ballmer, diretor-executivo da Microsoft: Windows em qualquer plataforma

Los Angeles – A gigante da informática Microsoft revelou na última quarta-feira a estrutura da próxima versão do sistema operacional Windows, o processador chamado “System on a Chip” (SoC), que já é empregado em tablets e telefones celulares.

A nova tecnologia foi apresentada em entrevista coletiva um dia antes da inauguração da maior feira de eletrônica do mundo, a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas.

O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, que em seu discurso evitou falar em um “Windows 8”, indicou que a tecnologia SoC permitirá condensar a essência do sistema operacional em pequenos chips para conseguir que “o Windows esteja disponível em qualquer plataforma existente”.

O software apresentado pela Microsoft ainda está em fase de desenvolvimento, e a companhia informou que trabalha nele com outras empresas, como AMD, Intel, Nvidia, Qualcomm, ARM e Texas Instruments.

Durante a apresentação da Microsoft, Ballmer não disse nada sobre o lançamento de um dispositivo para conectar televisão e internet, como a “Apple TV”.

O diretor-executivo da empresa ressaltou que a Microsoft continuará investindo “agressivamente” para melhorar e desenvolver o sistema Windows Phone 7.

Ballmer confirmou ainda o sucesso da divisão de videogames da empresa em 2010, graças ao rendimento do Xbox 360 e ao lançamento do Kinect, dispositivo de controle sem comandantes que já vendeu mais de oito milhões de unidades desde 4 de novembro.

A CES abrirá suas portas de quinta-feira a domingo

Vendas artificiais ajudam montadoras a bater recorde em dezembro

Fonte: Eduardo Laguna | Valor Online

SÃO PAULO – A corrida de montadoras e concessionárias para melhorar seus resultados – o que inclui vendas artificiais de carros – inflou os números do mercado de veículos em dezembro, quando foram negociados 361,197 mil automóveis e comerciais leves.

O volume, divulgado hoje pela Fenabrave (entidade que representa as revendas de carros), corresponde ao melhor desempenho em um mês na história.

No entanto, aproximadamente 45 mil unidades são decorrentes de uma antecipação no emplacamento de veículos, conforme informou hoje o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze.

A prática é comum em encerramentos de exercícios como forma de incrementar ou preservar as participações de mercados das montadoras. Também reflete o esforço final dos agentes para o cumprimento de metas, o que garante a eles bonificações.

Os carros são emplacados e entram nos balanços como vendas efetuadas, embora sigam nos estoques das revendas, sendo vendidos apenas posteriormente como carros usados, explicou Reze durante a divulgação dos números de 2010.

O resultado de dezembro ficou quase 100 mil unidades acima das previsões da entidade. Uma consequência da antecipação dos emplacamentos deve ser uma forte redução nas vendas de carros zero quilômetro em janeiro. Na indústria, fala-se em um tombo de 30% na comparação com dezembro, disse Reze.

O executivo disse que as medidas de restrição de crédito adotadas pelo governo no fim de 2010 e a tendência de aumento na taxa básica de juros não terão grande impacto no mercado, que deverá renovar seus recordes neste ano. “O consumidor continua tendo condições de compra”, afirmou Reze durante entrevista coletiva.

Contudo, espera-se que, em linha com o comportamento da economia, o setor perca fôlego. Em automóveis e comerciais leves, por exemplo, a estimativa é de um incremento de 4,2% neste ano, abaixo dos 10,63% de 2010.

As previsões levam em conta um crescimento de 4% a 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e uma elevação de 2 pontos percentuais da taxa Selic até dezembro.

“Saindo de um ano em que o crescimento chegou a quase 8%, ainda será um belo resultado”, disse Tereza Fernandez, diretora da MB Associados, empresa de consultoria que presta serviços na área de análise macroeconômica para a Fenabrave.

Criação de empregos nos EUA levanta o ânimo nas bolsas da Ásia

Fonte: Francine De Lorenzo | Valor Online, com agências internacionais

SÃO PAULO – A informação de que o setor privado nos Estados Unidos criou 297 mil vagas de trabalho entre novembro e dezembro provocou uma nova onda de otimismo nas bolsas da Ásia. A expectativa de melhora na recuperação econômica do país levou a maioria dos indicadores da região a encerrar o pregão desta quinta-feira em alta.

No Japão, o índice Nikkei 225, a bolsa de Tóquio subiu 1,44%, para 10.529,80 pontos. Grandes empresas exportadoras, que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos para seus produtos, apresentaram fortes ganhos nesta sessão, impulsionadas pelo fortalecimento do dólar frente ao iene. Os papéis da Toyota subiram 2,58%, enquanto os da Nissan tiveram valorização de 1,35%, os da Sony 1,48% e os da Canon, 1,42%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,12%, para 23.786,30 pontos, suportado pelas ações do setor imobiliário. Em Taipé, o Taiwan Taiex ganhou 0,42%, aos 8.883,21 pontos e, em Sydney, o S&P/ASX 200 subiu 0,21% para 4.725,00 pontos, apesar das preocupações com os estragos provocados pela chuva na Austrália.

Na contramão, o Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, caiu 0,51%, para 2.824,20 pontos, acompanhado pelo índice Kospi, que teve retração de 0,24%, aos 2.077,61 pontos.