PT afaga PMDB, mas vê crescer risco na Câmara

Cúpula petista fez gesto concreto para estender a bandeira branca ao aliado

Fonte:   | Exame.com

                                                                                Marcello Casal Jr./AGÊNCIA BRASIL

Cúpula petista foi a posse de Moreira Franco para tentar apagar o fogo

São Paulo – Preocupada com a repercussão da crise do PMDB na sucessão da Câmara, a cúpula petista fez ontem um gesto concreto para estender a bandeira branca ao aliado: prestigiou a cerimônia de transmissão de cargo do novo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco (PMDB).

Não por acaso, o presidente da Câmara e candidato oficial do PT a comandar a Casa até 2013, Marco Maia (RS), foi um dos três petistas que compareceram à solenidade. Ele sabe que a insatisfação do PMDB com a perda de espaço para o PT no segundo escalão abre brecha para o lançamento de candidaturas dissidentes na base aliada, pondo em risco sua eleição.

Além de Maia, estiveram presentes os ministros petistas Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, e José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça.

No cenário atual, o comando do PMDB já dá como certo o lançamento da candidatura do líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (GO). E ele não deve ser o único a enfrentar Maia no dia 1.º de fevereiro. A estratégia de rebeldes de vários partidos governistas, todos descontentes com a cota de poder que lhes foi destinada até agora, é estimular pelo menos mais duas candidaturas, para levar a eleição ao segundo turno.

Os outros dois nomes mais cotados na base aliada até agora são os de Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). Mas o PR também não descarta a candidatura de Milton Monti (SP), embora Mabel já venha sendo abordado como “presidente” nos corredores da Câmara, por colegas de vários partidos, até do PMDB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil é país de democracia imperfeita, segundo Economist

Estudo da revista britânica traz o país na 47ª posição, de 160, atrás de Cabo Verde e Timor Leste

Fonte: Eduardo Tavares | Exame.com 

Brasil perde para o Timor Leste em grau de democracia

São Paulo – O Brasil ainda abriga contradições políticas tão grandes quanto seu território. No mesmo país onde há orgulho pela primeira mulher eleita presidente, os senadores e deputados aprovam para si mesmos um aumento de 61,8% nos salários, o que vai custar aos contribuintes quase 140 milhões de reais por ano. Por razões como esta, em um estudo feito pela unidade de pesquisa da revista britânica “The Economist”, o Brasil aparece descrito como um país de “democracia imperfeita”.

O trabalho da Economist apresenta um ranking de 160 países classificados quanto ao grau de desenvolvimento da democracia de cada um deles. O Brasil aparece em 47º, atrás de países como Cabo Verde (27º) ou Timor Leste (42º), que conquistou sua independência apenas em 1999.

Para chegar às notas finais (de um a 10, sendo a nota máxima equivalente ao conceito de “democracia plena”), o estudo considerou as opiniões dos habitantes de cada país pesquisado.Quem participou, respondeu a perguntas como “Existe um sistema eficaz para avaliar e contrabalancear a autoridade do governo?”; “Há mecanismos e instituições eficientes para assegurar a prestação de contas do governo perante o eleitorado no período entre uma eleição e outra?”; e “Como é a corrupção de modo geral?”.

Os brasileiros julgam que a cultura política do país é insuficiente e que a população fica alheia aos processos de decisão do governo. Outra crítica é com relação à falta de transparência e de prestação de contas por parte das autoridades. Confira nas fotos ao lado os demais resultados do estudo e conheça os 10 países mais democráticos do mundo.

Setor privado dos EUA gera 297 mil vagas em dezembro, nota ADP

Fonte: Juliana Cardoso | Valor Online

SÃO PAULO – O setor privado americano registrou a abertura de 297 mil vagas entre novembro e dezembro de 2010, respeitando ajuste sazonal. O número faz parte de levantamento da ADP, empresa de processamento de folhas de pagamento.

“Após uma pausa no meio do ano, o emprego parece ter acelerado como indicado pelo aumento de 29 mil em setembro, de 79 mil em outubro, de 92 mil em novembro e de 297 mil em dezembro”, destacou a empresa em nota em sua página eletrônica. “A força é também evidente dentro de todas as principais indústrias e negócios de todos os portes analisados pela ADP.”

O levantamento mostrou que o setor provedor de serviços adicionou 270 mil postos de trabalho no último mês de 2010, marcando o 11º incremento consecutivo e o maior aumento mensal na história da pesquisa. No setor produtor de bens, foram acrescidas 27 mil vagas, o segundo incremento mensal e o mais expressivo desde fevereiro de 2006. O segmento manufatureiro gerou 23 mil empregos, o segundo ganho mensal sucessivo.

A ADP reviu o dado de emprego de novembro – de 93 mil para 92 mil vagas criadas