Empresas admitem ter preconceito com consumidores das classes C e D

Fonte: Folha.com

Sete em cada dez empresas que atuam no mercado popular admitem existir algum tipo de preconceito ou resistência interna em suas organizações para atender o consumidor de baixa renda.

Somente 20% dos profissionais consideram estar de fato preparados para fazer negócios em um mercado que movimenta cerca de R$ 900 bilhões, se considerada somente a massa de renda dos brasileiros das classes C (com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos) e D (1 a 3).

Os resultados são apontados em pesquisa realizada, a pedido da Folha, pelo Instituto Data Popular, especializado em baixa renda. No levantamento foram ouvidos 117 executivos, em cargos de comando, de cem empresas com faturamento anual a partir de R$ 100 milhões e que já oferecem produtos e serviços para a nova classe média.

Mínimo diferente de R$ 540 será vetado, diz Mantega

Para ministro, patamar preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal.

Fonte: Fabio Graner, Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez nesta terça-feira, 4, a mais enfática defesa do salário mínimo de R$ 540, definido pelo governo por Medida Provisória que ainda será examinada pelo Congresso. “Se vier algo diferente disso, vamos simplesmente vetar”, disse Mantega em entrevista coletiva. Ele argumentou que o valor definido está em um patamar que preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal. “Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação”, disse o ministro, explicando que um valor maior eleva os gastos com a Previdência e deterioraria as contas públicas. “É temerário, neste momento, um mínimo acima de R$ 540”, disse.

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez nesta terça-feira, 4, a mais enfática defesa do salário mínimo de R$ 540, definido pelo governo por Medida Provisória que ainda será examinada pelo Congresso. “Se vier algo diferente disso, vamos simplesmente vetar”, disse Mantega em entrevista coletiva. Ele argumentou que o valor definido está em um patamar que preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal. “Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação”, disse o ministro, explicando que um valor maior eleva os gastos com a Previdência e deterioraria as contas públicas. “É temerário, neste momento, um mínimo acima de R$ 540”, disse.

Queda em ações de energia e matérias-primas abate Wall Street

Fonte: LEAH SCHNURR – REUTERS

NOVA YORK – Investidores abandonaram as tão demandadas ações de commodities na terça-feira, enquanto temores de lucros menores em redes de supermercados golpearam varejistas de alimentos, deixando os índices Standard and Poor’s 500 e Nasdaq no vermelho.  

O índice S&P 500 perdeu 0,13 por cento, para 1.270 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,38 por cento, para 2.681 pontos. Mas o Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,18 por cento, para 11.691 pontos. 

O índice S&P para matérias-primas caiu 0,5 por cento, enquanto o indicador para energia recuou 0,6 por cento. As ações de empresas desses setores estiveram entre as de melhor desempenho em 2010. 

“O S&P está muito animado porque parece haver um pouco de interesse novo no mercado”, disse Nick Kalivas, analista sênior de índice de ações da MF Global, em Chicago.

 Os papéis da rede de supermercados Supervalu caíram mais de 6 por cento, maior queda percentual do S&P 500. O Morgan Stanley disse a investidores que cortassem suas posses dessas ações, afirmando que o crescente custo dos alimentos vai reduzir as margens. Safeway e Whole Foods Market também recuaram.

 O mercado teve algum suporte após a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que sugeriu a continuidade da injeção de dinheiro no mercado pelo governo. Os índices também reduziram as perdas diante do bom desempenho de ações de setores defensivos, o que colaborou para que o Dow Jones fechasse em alta.