Baixa renda garante expansão do mercado de cartões

Brasil deve chegar à marca recorde de 700 milhões de cartões em 2011.

Claudio Rossi/EXAME.com

Expansão da baixa renda vai impulsionar mercado de cartões em 2011.

São Paulo – O mercado brasileiro de cartões de crédito e débito deve atingir a marca de 700 milhões de unidades em 2011. O número recorde deve ser puxado principalmente pela expansão do produto nas classes de baixa renda e pela contínua migração de outros meios de pagamento, como cheque ou dinheiro, para os cartões.

A expectativa é que esses cartões façam mais de 8 bilhões de transações ao longo de todo o ano, movimentando mais de R$ 650 bilhões em pagamentos, uma expansão de 20% na comparação com 2010, conforme estimativas preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Segundo analistas, o mercado de cartões deve ganhar dinamismo extra em 2011 por conta da chegada da bandeira Elo, criada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. A Caixa Econômica Federal também já anunciou que vai emitir o cartão Elo, voltado basicamente para a baixa renda.

Por isso mesmo, alguns especialistas já argumentam que as projeções para este ano devem ser revistas para cima logo no primeiro trimestre, para incorporar o desempenho da nova bandeira, que deve ganhar mercado rapidamente em razão da força dos três bancos nas classes de menor renda. O objetivo da Elo é ter uma fatia de 15% do mercado brasileiro de cartões de crédito em um período de cinco anos.

O diretor da Abecs e do Bradesco, Marcelo Noronha, destaca que os pagamentos com cartões devem atingir a marca de 25,7% do consumo das famílias este ano, ante 24% em 2010. Em 2008, esse número era de 20,7%. Apesar do crescimento, esse índice ainda é pequeno quando comparado a países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde os pagamentos com cartões correspondem a 44% do consumo das famílias, e na França, onde esse número atinge 38%. Por isso, o executivo acredita que o setor de cartões deve continuar crescendo com taxas expressivas nos próximos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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