Cristina Kirchner quer aprofundar integração produtiva com Brasil

Fonte: El Cronista | Valor Online

BUENOS AIRES – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou hoje em encontro com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, que, “se até agora as duas nações estavam unidas, a partir de agora estarão ainda mais”.

Cristina assegurou que a Argentina deve aprofundar a integração produtiva com o Brasil.

“Para nós é uma grande honra e representa a reafirmação de um compromisso iniciados por nossos antecessores, os presidentes Néstor Kirchner e Lula”, disse a presidente argentina, em entrevista coletiva na Casa Rosada, após o encontro com Dilma.

Dilma, por sua vez, assegurou que o Brasil e a Argentina representam “o grande potencial produtivo da América Latina”. Ela afirmou ainda que os dois países tem como desafio criar um “polo” que terá “papel estratégico” mundial.

Dilma destacou ainda que o desenvolvimento dos dois países foi alcançado com “o compromisso político de seus governantes, que tiveram sabedoria e coragem”.

Euro sobe 2,84% é a melhor opção de investimento em janeiro

Fonte: Eduardo Campos | Valor Online

SÃO PAULO – O investimento em euro apresentou o melhor retorno ao investidor entre as opções acompanhadas mensalmente pelo Valor Online. A moeda comum europeia subiu 2,84% no primeiro mês de 2011. Cabe lembrar, no entanto, que divisa foi a pior opção de 2010, ao acumular perda de 11,74% no ano.

Também ganhou, mas em proporção bem menor quem ficou na renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,86%, e o CDB também subiu 0,86%. Enquanto a caderneta de poupança retornou 0,57%.

Encerrando a lista de ganhadores está o dólar comercial, que avançou 0,48% e encerrou janeiro valendo R$ 1,674. Vale destacar que, ao longo do mês, o Banco Central (BC) acentuou as intervenções no mercado, lançando mão de swaps cambiais reversos (que representam compra de dólares futuros) e leilões de compra a termo.

Liderando as perdas, o ouro afundou 9,39% no primeiro mês de 2011. O metal precioso liderou o ranking em 2010 ao acumular alta de 32%.

Também perdeu dinheiro quem aportou recursos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa, principal índice de mercado caiu 3,94% em janeiro, captando a virada de mão do estrangeiro, que reduziu investimentos de olho no comportamento da inflação e dos juros.



Brasil importou 64 mil iPads em 2010

Fonte: Folha.com – CAMILA FUSCO

Silva Junior/Folhapress

 O mercado brasileiro importou legalmente 64 mil iPads no ano de 2010.

Os números –que não consideram consumidores que trazem os aparelhos do exterior– foram apurados pela consultoria IDC Brasil junto à base de dados da Receita Federal e divulgados, com exclusividade, à Folha. Procurada, a Apple não comentou o número.

“No ano passado, o Brasil vendeu mais de 13 milhões de computadores. Os números dos tablets chamam a atenção pela categoria ser nova, mas são pequenos diante dos PCs vendidos”, diz Luciano Crippa, gerente de pesquisas da IDC Brasil.

Para o ano, a expectativa é que sejam vendidos 300 mil tablets no Brasil.

“Por aqui, embora exista também o Galaxy Tab, da Samsung, existe a febre do iPad. Não temos um mercado de tablets no Brasil, por enquanto temos um mercado de iPads”, afirma.

O número de aparelhos vendidos da Samsung, lançado em novembro, chegou a cerca de 20 mil. Procurada, a empresa não comentou.

O iPad é vendido hoje em cerca de 150 lojas de varejo do país, que registraram o pico das vendas no fim do ano.

“O Natal puxa vendas, mas ainda há procura forte”, diz Marcílio Pousada, da Livraria Saraiva.

Apesar dos rumores sobre a nova versão do iPad para os próximos meses, os varejistas não percebem queda na procura pelo aparelho.

“Não sentimos adiamento de compra. Continuamos com demanda forte principalmente com o crescimento no volume de aplicativos, que interessa o consumidor”, diz Pimentel.

Já a Fnac afirma que as vendas pós-Natal caíram 50%, um volume não considerado ruim para eletrônicos em janeiro.

Embora exista a tese de que os tablets possam substituir os netbooks, entre os analistas e fabricantes essa visão ainda não é tão clara.

“Existe mercado para todos os aparelhos e ainda surgirão outras opções em mobilidade para concorrer nesse mercado”, afirma Ivair Rodrigues, diretor da IT Data.

Para Silvio Stagni, vice-presidente de telecom da Samsung, os tablets não devem “roubar” todos os consumidores dos netbooks porque a proposta dos aparelhos é diferente.

“O netbook ainda é visto como o computador de preço mais barato. Quem quer os tablets é o consumidor que está interessado na mobilidade”, afirma.

Rafael Marquez, da TIM –operadora que revende o Galaxy Tab, da Samsung–, diz que o consumidor só está reticente quanto ao preço.

“Quando o preço baixar, veremos a massificação. Poderemos ver neste ano o Natal dos tablets, como aconteceu em 2010 com os smartphones”, diz.


 

 

Atenção às alterações na declaração de IR

Neste ano, entrega do documento só poderá ser feita de forma eletrônica; prazo inicia no dia primeiro de fevereiro.

Fonte: Estadão.com – Bianca Pinto Lima e Roberta Scrivano, do Economia & Negócios

SÃO PAULO – Neste ano, entrega do documento só poderá ser feita de forma eletrônica; prazo inicia no dia primeiro de fevereiro

O prazo para entrega da declaração do imposto de renda começará no dia 1 de fevereiro e vai até 29 de abril. Os contribuintes devem ficar atentos às novas regras do processo, segundo advogados tributaristas.

A principal alteração prática, segundo a Receita Federal, é a obrigatoriedade da entrega online, por CD ou disquete. O tradicional formulário de papel não estará disponível neste ano. “O objetivo é tornar o processo mais rápido e, além disso, apertar o cerco já que o cruzamento de informações fica mais fácil”, diz Samir Choaib, advogado tributarista.

Ele salienta que será preciso cuidado reforçado na declaração das despesas médicas e pensão alimentícias, tópicos em que a Receita deve ter cuidado minucioso na análise.

A tributarista Elisabeth Lewandowski Libertuci destaca também o limite de isentos foi elevado para R$ 22.487,25. Porém, diz ela, os contribuintes que receberam abaixo do novo limite mas tiveram retenção durante o ano, possivelmente têm imposto a restituir. “Neste caso, é recomendável apresentar a declaração, mesmo não havendo a obrigatoriedade, para que haja a restituição.” Em 2010, o limite era de R$ 17.989,80.

A partir deste ano, os homossexuais também poderão incluir seus parceiros (desde que haja união estável) como dependentes na declaração. Elisabeth, alerta, contudo, que é preciso tomar cuidado e fazer cálculos. “Muito provavelmente é mais vantajoso entregar duas declarações, principalmente se ambos tiveram renda tributável.”

Entre as novidades do IR 2011, a especialista em Imposto de Renda da FiscoSoft, Juliana Ono, destaca a ficha para rendimentos recebidos acumuladamente, que passará a fazer parte do programa neste ano. Devem ficar atentos à mudança, os contribuintes que receberam rendimentos acumulados de trabalho e, principalmente, de aposentadoria de uma única vez.

Em caso de dúvida sobre o modelo completo ou simplificado, Juliana recomenda que o contribuinte tenha em mãos todos os documentos de despesas e preencha a declaração pela forma completa. Após inserir os gastos nos campos específicos, o programa dirá qual versão é mais vantajosa. No modelo simplificado, as deduções são substituídas pelo desconto automático de 20% sobre o rendimento tributável, limitado a R$ 13.317,09. Em 2010, o limite era de R$ 12.743,63. Caso o declarante já saiba que o simplificado é o mais adequado, poderá optar automaticamente por este modelo.

Ser empresário é ter capacidade de adaptação, diz Bertini, da Cinemark

Presidente da maior rede de cinemas do Brasil paneja expansão do grupo em cidades menores e  diz que pretende investir cada vez mais em tecnologia 3D.

Fonte: Estadão.com  – Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

Confira os videos desta entrevista no  link abaixo

http://economia.estadao.com.br/videos/videos,ser-empresario-e-ter-capacidade-de-adaptacao-diz-marcelo-bertini-1,130233,a,0.htm

SÃO PAULO – Trabalhar até 14 horas por dia faz parte da rotina deste empresário, que faz questão de participar de todos os projetos da companhia que preside, além acompanhar as construções das salas de cinema e a inauguração de cada uma delas. “Todos meus amigos acham que eu só vejo filme, a única coisa que eu não faço”, brinca Marcelo Bertini, presidente da rede Cinemark no Brasil.

Para harmonizar a vida pessoal e profissional, Bertini admite: “A família tem de ser paciente porque você muitas vezes não está disponível”. Suas esposa e filha – Marcela e Patrícia -, diz ele, já estão habituadas com a sua rotina atribulada. Mesmo assim, o empresário garante que dá tempo de ir ao cinema. “Não necessariamente é um prazer, porque visito o cinema com olho crítico. Talvez para espairecer seja mais fácil ir no concorrente porque não fico observando nada”

Maior rede de cinemas do Brasil, a Cinemark está no país desde 1997 e hoje possui 433 salas em 29 cidades brasileiras. Os planos, além de expandir para cidades menores, é investir cada vez mais em tecnologia 3D. As salas 3D que em janeiro somam 90 devem passar a 120 até o fim de fevereiro, revela Bertini. “Temos 38 milhões de clientes para atender, quase uma Argentina”, compara.

Longe de ter uma carreira tradicional, Bertini começou a exercer sua profissão de economista no mercado financeiro. Fez pós-graduação em finanças e trabalhou como operador de mercado futuro na corretora de um banco. “Achava interessante, mas teve um momento em que eu quis uma vida mais corporativa”, lembra. Seu conselho é que mudar a carreira deve ser algo planejado. “Planejar é importante, mas não significa que vai ter êxito. É preciso deixar o instinto funcionar, acreditar naquilo que você quer e não no que o mercado te oferece”, afirma, ao dizer que também é interessante achar oportunidades, assim como ele diz ter encontrado na Cinemark

Ninguém pode garantir que dólar não subirá, diz Dilma

Declaração da presidente foi publicada por jornais argentinos neste domingo.

Fonte: Reuters – Estadão.com

A taxa de câmbio tem oscilado pouco no Brasil, mas não se pode descartar uma desvalorização do real no futuro, disse a presidente Dilma Rousseff de acordo com entrevista publicada por jornais argentinos neste domingo.

Perguntada se poderia afirmar que o real não vai se desvalorizar, possibilidade que preocupa os argentinos devido aos laços comerciais entre os dois países, Dilma respondeu: “No mundo, ninguém pode dizer isso.”

“Nos últimos tempos, conseguimos manter o dólar dentro de uma faixa de flutuação. Ou seja, não tivemos nenhum derretimento como se falou por aí. Oscilou todo o tempo entre 1,6 e 1,7 (real por dólar). Agora, ninguém no mundo pode dizer que garante isso (a não desvalorização)”, afirmou Dilma, de acordo com a edição eletrônica do jornal La Nación.

Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 1,685.

Dilma se reúne com a presidente argentina, Cristina Kirchner, na manhã de segunda-feira. É a primeira viagem internacional de Dilma. Entre os assuntos a serem abordados está a assinatura de um acordo para a construção de um reator nuclear.

Na entrevista aos jornais argentinos, Dilma afirmou também que “não vai negociar os direitos humanos e não fará concessões nesta área”, citando casos como de Abu Ghraib e Guantánamo, envolvendo os Estados Unidos, e a sentença de morte por apedrejamento determinada no Irã.

Questionada sobre Cuba, Dilma afirmou que o país deu um “passo à frente” com a libertação de presos políticos. “Em Cuba prefiro dizer que existe um processo de transformação e acho que todos os países deveriam incentivar esse processo… Não tenho nenhum problema em dizer que algo está ruim por lá, ou aqui também, porque nós não somos um país que não tem dívidas com os direitos humanos; nós as temos.”

De acordo com o Clarín, Dilma também deve se encontrar com as Mães e Avós da Praça de Maio, grupo ligado às buscas pelos desaparecidos na ultima ditadura militar.

Governo admite corrigir IR, mas reafirma R$ 545 para mínimo

Fonte: BRENO COSTA – VALDO CRUZ – DE BRASÍLIA -FOLHA. COM

O governo admitiu ontem, após reunião com as centrais sindicais, corrigir a tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte, uma das principais reivindicações dos sindicalistas.

No entanto, manteve posição fechada em relação ao reajuste do salário mínimo, reafirmando que será enviado ao Congresso uma proposta de reajuste para R$ 545.

Em reunião com as seis centrais sindicais no Palácio do Planalto, na tarde de ontem, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) deixou claro que a discussão sobre a correção da tabela do IR é o ponto mais passível de negociação com as centrais, que reivindicam 6,46% de ajuste.

Segundo Carvalho, “a tendência do governo” é trabalhar com uma correção de 4,5% –núcleo da meta de inflação durante o governo Lula.

A possibilidade de correção da tabela do IR estará no topo de uma nova reunião com as centrais, marcada para a próxima quarta-feira (2).

Ao afirmar que “essa é a tendência” do governo sobre a correção da tabela, Gilberto Carvalho ressaltou que o governo não vai vincular uma eventual ajuste no imposto à negociação sobre o aumento do salário mínimo.

“O governo nunca falou em trocar uma coisa pela outra”, disse o ministro.

Neste ponto, o governo manteve a proposta de R$ 545, mas deixou indicado, segundo relato de representantes das centrais, que o Congresso poderá ser o fórum para a discussão do valor final. Gilberto Carvalho não quis falar da posição da presidente Dilma Rousseff acerca de um eventual veto na hipótese de o Congresso fazer passar um valor acima do planejado pelo governo.

“Não queremos pensar nessa hipótese. Nós achamos que o Congresso será sensível à proposta do governo, esperamos vencer no Congresso essa proposta”, disse.

A proposta a ser enviada pelo governo ao Congresso será de R$ 545, segundo o ministro. O governo está amparado no cumprimento de acordo firmado com as centrais em 2007, pelo qual o reajuste do salário mínimo seria calculado sempre pela variação do PIB de dois anos antes, mais a variação da inflação do ano anterior.

Com o impacto da crise econômica de 2008 no PIB de 2009, o reajuste previsto para este ano ficou aquém do que desejavam as centrais sindicais.

“Esse é um governo que cumpre acordos”, afirmou Gilberto Carvalho, usando o argumento central do governo para não ceder na questão do salário mínimo. “”O problema é que qualquer número diferente daquele do acordo abre uma discussão infindável, onde você pode entrar numa feira do imponderável.”

Ao mesmo tempo em que se manteve firme na discussão sobre o valor do mínimo, o governo se comprometeu a enviar para o Congresso uma medida provisória formalizando a regra atual de reajuste até 2015. A promessa foi bem recebida pelas centrais.

Ao final da reunião, da qual também participaram o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o ministro Carlos Lupi (Trabalho), os sindicalistas mantiveram a defesa dos R$ 580, mas reconheceram reservadamente que o governo dificilmente passará de R$ 550 e que devem aceitar este número final.

As centrais estão dispostas, inclusive, a descontar o aumento adicional do reajuste previsto para 2012, que deve ficar entre 12% e 13%.

Empresas buscam funcionários ‘inovadores’

Pesquisa da americana GE mostra que fator número um para a inovação é a contratação de pessoas criativas.

Fonte:Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Uma pesquisa mundial com mil executivos feita pela gigante americana GE mostrou que, na hora de inovar, as pessoas são o principal bem de uma empresa. Tanto na média dos 12 países incluídos na pesquisa quanto entre os brasileiros, o principal fator apontado para garantir a constante inovação em processos e produtos foi a contratação de funcionários que não tenham medo de apresentar ideias novas.

No Brasil, as respostas evidenciaram também que o mercado é especialmente carente de ideias inovadoras. Dos cem executivos brasileiros ouvidos pela GE, 89% responderam que existe um “apetite” social pela inovação; na amostra geral, que inclui vários países desenvolvidos, o porcentual cai para 77%.

Para Beth Comstock, principal executiva de marketing da GE, a pesquisa sobre inovação tem a função de validar o direcionamento da empresa em diferentes mercados. No caso do Brasil, diz ela, o levantamento deixou claro o otimismo da classe empresarial sobre o futuro econômico do País e também o importante papel que a inovação terá nessa expansão. “Os executivos estão cientes de que as pessoas criativas são necessárias. É o que fazemos na GE: buscamos pessoas de diferentes estilos e pontos de vista sobre a vida.”

Segundo a executiva, a pesquisa em 12 países, que pela primeira vez incluiu mercados emergentes – antes, era feita só na Europa –, serviu para mostrar que, cada vez mais, as soluções inovadoras terão caráter local. “As soluções terão de ser multilaterais, não existe uma forma que sirva a todos os mercados. Nesse novo formato, as empresas terão de estar preparadas para um novo tipo de interação – e até estar preparadas para colaborar com seus principais concorrentes.”

Nas empresas com perfil inovador, a busca por profissionais inovadores é só o primeiro passo para a criação de novos processos e produtos. Para o diretor de comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, é preciso também criar o ambiente para a criatividade aflorar.

Liberdade

No caso do Google, diz ele, isso se traduz em horários flexíveis e no respeito às características individuais: “Aqui, as pessoas podem trabalhar em casa, em uma sala sozinhas ou em um grupo. Cada um pode criar de seu jeito”.

De acordo com o executivo, é possível encontrar o candidato com as características certas em processos seletivos. “Não buscamos gênios, mas sim pessoas com capacidade criativa, inquietude e que se interessem por coisas novas. E temos técnicas e estímulos para detectar isso durante a entrevista”, diz Ximenes.

O grupo mineiro Algar, que atua nas áreas de telecomunicações, serviços, turismo e agronegócio, incentiva a inovação por meio de programas destinados a processos produtivos e ideias de negócios. Desde 2001, a empresa investiu R$ 37 milhões nas iniciativas de inovação. Segundo o vice-presidente de talentos humanos da companhia, Cícero Domingos Penha, a arrecadação com mais de mil sugestões apresentadas no período foi bem maior: R$ 254 milhões.

O executivo diz que a meta para 2011 é “turbinar” o programa, incentivando a apresentação do pacote completo. “Além de conceber a ideia, queremos que os funcionários se responsabilizem pela operação do projeto”.

Fórum de Davos reflete angústia com riscos que ameaçam retomada global

Melhora da economia tem como pano de fundo forte insegurança, causada por fatores que vão do déficit americano à alta dos alimentos.

Fonte: Fernando Dantas, enviado especial de O Estado de S. Paulo

DAVOS – O mundo está indiscutivelmente melhor que há um ano, mas não faltam riscos ameaçando as perspectivas de recuperação da economia global.

Os mais citados no primeiro dia do Fórum Econômico de Davos foram o desequilíbrio fiscal dos Estados Unidos, a crise dos países periféricos da Europa (que ameaça chegar aos centrais, como a Espanha), as turbulências políticas causadas pela alta dos alimentos, especialmente no Oriente Médio, e a capacidade de os principais emergentes, como China, Índia e Brasil, realizarem um “pouso suave” de suas economias superaquecidas.

Além disso, como causa mais profunda de quase todos esses problemas, há a persistência dos grandes desequilíbrios macroeconômicos globais, levando a guerras comerciais e cambiais, e à grande volatilidade nos mercados financeiros. E, como falha mais gritante da recuperação, a crise do emprego nos países ricos persiste. “Há uma recuperação dos lucros, dos negócios e da bolsa, mas não há uma recuperação do emprego”, disse Philip Jennings, secretário-geral da UNI Global Union, que representa 900 sindicatos e 20 milhões de trabalhadores no mundo.

O célebre economista Nouriel Roubini, que previu a crise das hipotecas subprime, iniciou ontem sua apresentação em Davos usando a velha comparação com o copo meio cheio ou meio vazio. Em diversas apresentações, foi possível notar que o copo meio cheio diz respeito especialmente à exuberância das grandes economias emergentes e à surpreendente recuperação dos lucros das maiores empresas americanas, que têm hoje entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2 trilhões, segundo as cifras mencionadas no Fórum Econômico Mundial.

A própria recuperação americana, que ganhou fôlego com os últimos indicadores, também é apontada como um dos principais pontos positivos do atual cenário. Mas há preocupações quanto à sua firmeza, mesmo no curto prazo, sem falar do problema estrutural do déficit público. Outro destaque é que a retomada americana vem com políticas fiscais e monetárias que já se aproximam dos seus limites.

Já o copo meio vazio está ligado à relutância dos Estados Unidos em traçarem um plano crível de médio prazo para lidar com seu explosivo déficit público e à dificuldade das autoridades econômicas europeias em enfrentar de forma coordenada e decisiva a crise dos países periféricos do continente, como Grécia, Portugal e Irlanda. A alta das commodities, por sua vez, está provocando inflação no mundo emergente, que pode atrapalhar a cambaleante recuperação do consumo nos países ricos, e está causando sérios problemas no Oriente Médio (as atenções de Davos voltaram-se ontem para a agitação popular e política no Egito).

Outra preocupação dos empresários e executivos em Davos é um clima de hostilidade da opinião pública em relação ao capitalismo e ao livre mercado. James Turley, chairman da Ernst & Young nos EUA, apontou “uma tensão crescente entre o setor público e o privado”. Para ele, esse clima hostil, combinado com incertezas regulatórias ligadas às reformas do presidente Barack Obama, estaria refreando o investimento. Turley admitiu, porém, que a situação melhorou com o movimento de Obama numa direção mais centrista.

China e Índia

A presença da China e da Índia em Davos continuou a crescer, tanto como tema de debate quanto no elenco de participantes. Os dois países tornaram-se menção obrigatória quando se fala na ascensão dos emergentes, com o Brasil também frequentemente lembrado. Segundo Azim Premji, chairman da Wipro, empresa indiana de tecnologia da informação, “em dez anos as economias do mundo emergente terão tamanho superior a US$ 20 trilhões, igual ao da economia americana (no mesmo momento)”.

Já o principal executivo do grupo WPP (marketing e comunicação), Martin Sorrell, classificou o mundo atual em “divisões”, de acordo com a atratividade para os investidores: na primeira divisão estão os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e mais 11 emergentes; na última, o Japão, com sua economia estagnada há décadas. E, nas intermediárias, países europeus e os Estados Unidos.

Para o chinês Zhu Min, ex-vice-presidente do Banco da China e assessor especial do Fundo Monetário Internacional (FMI), a China deve crescer 9,5% em 2011, ante 10,3% em 2010, e a Índia cerca de 8,5%, pouco menos do que os 8,9% do ano passado.

Os dois países, porém, estão com o uso da capacidade produtiva muito pressionado, com custos como trabalho e terra subindo. Um fator adicional de preocupação é que a alimentação, com alta explosiva dos preços, compõe 47% da inflação ao consumidor da Índia, e 34% da China.

Banco Central amplia atuação no mercado de câmbio

Autoridade monetária poderá agir também no segmento a termo, no qual as partes acordam uma taxa de câmbio prévia e há entrega dos dólares efetivamente na liquidação.

Fonte: Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA – O Banco Central divulgou no início da noite desta terça-feira, 25, regras para uma nova forma de atuação no mercado de câmbio. Agora, a autoridade monetária poderá agir também no segmento a termo – aquele em que as partes acordam uma taxa de câmbio prévia para uma data específica e há entrega dos dólares efetivamente na liquidação. Dessa forma, o BC passa a ter condições de agir nos três principais mercados de câmbio: à vista (spot), a termo e futuro (via contratos de swap cambial).

Desde 2002, havia a previsão legal para que o BC atuasse no mercado no segmento a termo. Mas, para isso, era necessário que houvesse a regulamentação dos leilões, o que foi divulgado nesta terça. Agora, a autoridade monetária amplia o alcance das mãos para o segmento que é usado amplamente por grandes bancos e corretoras. Nesse mercado, instituições que sabem previamente que terão necessidade ou oferta de dólares no futuro podem negociar no mercado a termo vendendo ou comprando com uma taxa preestabelecida.

De acordo com carta-circular divulgada no Sisbacen, as operações serão anunciadas via Sisbacen na tela da transação PCOT700, com dados como data de liquidação da operação, horário do leilão e modalidade (compra ou venda). Instituições interessadas poderão incluir propostas eletronicamente. De posse das propostas, o BC aceitará as ofertas cuja taxa de câmbio seja mais favorável ou igual à divulgada no resultado do leilão. Como há liquidação efetiva dos dólares, se o BC comprar a moeda nos leilões a termo, os recursos eventualmente adquiridos serão somados às reservas internacionais.