Cristina Kirchner quer aprofundar integração produtiva com Brasil

Fonte: El Cronista | Valor Online

BUENOS AIRES – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou hoje em encontro com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, que, “se até agora as duas nações estavam unidas, a partir de agora estarão ainda mais”.

Cristina assegurou que a Argentina deve aprofundar a integração produtiva com o Brasil.

“Para nós é uma grande honra e representa a reafirmação de um compromisso iniciados por nossos antecessores, os presidentes Néstor Kirchner e Lula”, disse a presidente argentina, em entrevista coletiva na Casa Rosada, após o encontro com Dilma.

Dilma, por sua vez, assegurou que o Brasil e a Argentina representam “o grande potencial produtivo da América Latina”. Ela afirmou ainda que os dois países tem como desafio criar um “polo” que terá “papel estratégico” mundial.

Dilma destacou ainda que o desenvolvimento dos dois países foi alcançado com “o compromisso político de seus governantes, que tiveram sabedoria e coragem”.

Euro sobe 2,84% é a melhor opção de investimento em janeiro

Fonte: Eduardo Campos | Valor Online

SÃO PAULO – O investimento em euro apresentou o melhor retorno ao investidor entre as opções acompanhadas mensalmente pelo Valor Online. A moeda comum europeia subiu 2,84% no primeiro mês de 2011. Cabe lembrar, no entanto, que divisa foi a pior opção de 2010, ao acumular perda de 11,74% no ano.

Também ganhou, mas em proporção bem menor quem ficou na renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,86%, e o CDB também subiu 0,86%. Enquanto a caderneta de poupança retornou 0,57%.

Encerrando a lista de ganhadores está o dólar comercial, que avançou 0,48% e encerrou janeiro valendo R$ 1,674. Vale destacar que, ao longo do mês, o Banco Central (BC) acentuou as intervenções no mercado, lançando mão de swaps cambiais reversos (que representam compra de dólares futuros) e leilões de compra a termo.

Liderando as perdas, o ouro afundou 9,39% no primeiro mês de 2011. O metal precioso liderou o ranking em 2010 ao acumular alta de 32%.

Também perdeu dinheiro quem aportou recursos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa, principal índice de mercado caiu 3,94% em janeiro, captando a virada de mão do estrangeiro, que reduziu investimentos de olho no comportamento da inflação e dos juros.



Brasil importou 64 mil iPads em 2010

Fonte: Folha.com – CAMILA FUSCO

Silva Junior/Folhapress

 O mercado brasileiro importou legalmente 64 mil iPads no ano de 2010.

Os números –que não consideram consumidores que trazem os aparelhos do exterior– foram apurados pela consultoria IDC Brasil junto à base de dados da Receita Federal e divulgados, com exclusividade, à Folha. Procurada, a Apple não comentou o número.

“No ano passado, o Brasil vendeu mais de 13 milhões de computadores. Os números dos tablets chamam a atenção pela categoria ser nova, mas são pequenos diante dos PCs vendidos”, diz Luciano Crippa, gerente de pesquisas da IDC Brasil.

Para o ano, a expectativa é que sejam vendidos 300 mil tablets no Brasil.

“Por aqui, embora exista também o Galaxy Tab, da Samsung, existe a febre do iPad. Não temos um mercado de tablets no Brasil, por enquanto temos um mercado de iPads”, afirma.

O número de aparelhos vendidos da Samsung, lançado em novembro, chegou a cerca de 20 mil. Procurada, a empresa não comentou.

O iPad é vendido hoje em cerca de 150 lojas de varejo do país, que registraram o pico das vendas no fim do ano.

“O Natal puxa vendas, mas ainda há procura forte”, diz Marcílio Pousada, da Livraria Saraiva.

Apesar dos rumores sobre a nova versão do iPad para os próximos meses, os varejistas não percebem queda na procura pelo aparelho.

“Não sentimos adiamento de compra. Continuamos com demanda forte principalmente com o crescimento no volume de aplicativos, que interessa o consumidor”, diz Pimentel.

Já a Fnac afirma que as vendas pós-Natal caíram 50%, um volume não considerado ruim para eletrônicos em janeiro.

Embora exista a tese de que os tablets possam substituir os netbooks, entre os analistas e fabricantes essa visão ainda não é tão clara.

“Existe mercado para todos os aparelhos e ainda surgirão outras opções em mobilidade para concorrer nesse mercado”, afirma Ivair Rodrigues, diretor da IT Data.

Para Silvio Stagni, vice-presidente de telecom da Samsung, os tablets não devem “roubar” todos os consumidores dos netbooks porque a proposta dos aparelhos é diferente.

“O netbook ainda é visto como o computador de preço mais barato. Quem quer os tablets é o consumidor que está interessado na mobilidade”, afirma.

Rafael Marquez, da TIM –operadora que revende o Galaxy Tab, da Samsung–, diz que o consumidor só está reticente quanto ao preço.

“Quando o preço baixar, veremos a massificação. Poderemos ver neste ano o Natal dos tablets, como aconteceu em 2010 com os smartphones”, diz.


 

 

Atenção às alterações na declaração de IR

Neste ano, entrega do documento só poderá ser feita de forma eletrônica; prazo inicia no dia primeiro de fevereiro.

Fonte: Estadão.com – Bianca Pinto Lima e Roberta Scrivano, do Economia & Negócios

SÃO PAULO – Neste ano, entrega do documento só poderá ser feita de forma eletrônica; prazo inicia no dia primeiro de fevereiro

O prazo para entrega da declaração do imposto de renda começará no dia 1 de fevereiro e vai até 29 de abril. Os contribuintes devem ficar atentos às novas regras do processo, segundo advogados tributaristas.

A principal alteração prática, segundo a Receita Federal, é a obrigatoriedade da entrega online, por CD ou disquete. O tradicional formulário de papel não estará disponível neste ano. “O objetivo é tornar o processo mais rápido e, além disso, apertar o cerco já que o cruzamento de informações fica mais fácil”, diz Samir Choaib, advogado tributarista.

Ele salienta que será preciso cuidado reforçado na declaração das despesas médicas e pensão alimentícias, tópicos em que a Receita deve ter cuidado minucioso na análise.

A tributarista Elisabeth Lewandowski Libertuci destaca também o limite de isentos foi elevado para R$ 22.487,25. Porém, diz ela, os contribuintes que receberam abaixo do novo limite mas tiveram retenção durante o ano, possivelmente têm imposto a restituir. “Neste caso, é recomendável apresentar a declaração, mesmo não havendo a obrigatoriedade, para que haja a restituição.” Em 2010, o limite era de R$ 17.989,80.

A partir deste ano, os homossexuais também poderão incluir seus parceiros (desde que haja união estável) como dependentes na declaração. Elisabeth, alerta, contudo, que é preciso tomar cuidado e fazer cálculos. “Muito provavelmente é mais vantajoso entregar duas declarações, principalmente se ambos tiveram renda tributável.”

Entre as novidades do IR 2011, a especialista em Imposto de Renda da FiscoSoft, Juliana Ono, destaca a ficha para rendimentos recebidos acumuladamente, que passará a fazer parte do programa neste ano. Devem ficar atentos à mudança, os contribuintes que receberam rendimentos acumulados de trabalho e, principalmente, de aposentadoria de uma única vez.

Em caso de dúvida sobre o modelo completo ou simplificado, Juliana recomenda que o contribuinte tenha em mãos todos os documentos de despesas e preencha a declaração pela forma completa. Após inserir os gastos nos campos específicos, o programa dirá qual versão é mais vantajosa. No modelo simplificado, as deduções são substituídas pelo desconto automático de 20% sobre o rendimento tributável, limitado a R$ 13.317,09. Em 2010, o limite era de R$ 12.743,63. Caso o declarante já saiba que o simplificado é o mais adequado, poderá optar automaticamente por este modelo.

Ser empresário é ter capacidade de adaptação, diz Bertini, da Cinemark

Presidente da maior rede de cinemas do Brasil paneja expansão do grupo em cidades menores e  diz que pretende investir cada vez mais em tecnologia 3D.

Fonte: Estadão.com  – Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios

Confira os videos desta entrevista no  link abaixo

http://economia.estadao.com.br/videos/videos,ser-empresario-e-ter-capacidade-de-adaptacao-diz-marcelo-bertini-1,130233,a,0.htm

SÃO PAULO – Trabalhar até 14 horas por dia faz parte da rotina deste empresário, que faz questão de participar de todos os projetos da companhia que preside, além acompanhar as construções das salas de cinema e a inauguração de cada uma delas. “Todos meus amigos acham que eu só vejo filme, a única coisa que eu não faço”, brinca Marcelo Bertini, presidente da rede Cinemark no Brasil.

Para harmonizar a vida pessoal e profissional, Bertini admite: “A família tem de ser paciente porque você muitas vezes não está disponível”. Suas esposa e filha – Marcela e Patrícia -, diz ele, já estão habituadas com a sua rotina atribulada. Mesmo assim, o empresário garante que dá tempo de ir ao cinema. “Não necessariamente é um prazer, porque visito o cinema com olho crítico. Talvez para espairecer seja mais fácil ir no concorrente porque não fico observando nada”

Maior rede de cinemas do Brasil, a Cinemark está no país desde 1997 e hoje possui 433 salas em 29 cidades brasileiras. Os planos, além de expandir para cidades menores, é investir cada vez mais em tecnologia 3D. As salas 3D que em janeiro somam 90 devem passar a 120 até o fim de fevereiro, revela Bertini. “Temos 38 milhões de clientes para atender, quase uma Argentina”, compara.

Longe de ter uma carreira tradicional, Bertini começou a exercer sua profissão de economista no mercado financeiro. Fez pós-graduação em finanças e trabalhou como operador de mercado futuro na corretora de um banco. “Achava interessante, mas teve um momento em que eu quis uma vida mais corporativa”, lembra. Seu conselho é que mudar a carreira deve ser algo planejado. “Planejar é importante, mas não significa que vai ter êxito. É preciso deixar o instinto funcionar, acreditar naquilo que você quer e não no que o mercado te oferece”, afirma, ao dizer que também é interessante achar oportunidades, assim como ele diz ter encontrado na Cinemark

Ninguém pode garantir que dólar não subirá, diz Dilma

Declaração da presidente foi publicada por jornais argentinos neste domingo.

Fonte: Reuters – Estadão.com

A taxa de câmbio tem oscilado pouco no Brasil, mas não se pode descartar uma desvalorização do real no futuro, disse a presidente Dilma Rousseff de acordo com entrevista publicada por jornais argentinos neste domingo.

Perguntada se poderia afirmar que o real não vai se desvalorizar, possibilidade que preocupa os argentinos devido aos laços comerciais entre os dois países, Dilma respondeu: “No mundo, ninguém pode dizer isso.”

“Nos últimos tempos, conseguimos manter o dólar dentro de uma faixa de flutuação. Ou seja, não tivemos nenhum derretimento como se falou por aí. Oscilou todo o tempo entre 1,6 e 1,7 (real por dólar). Agora, ninguém no mundo pode dizer que garante isso (a não desvalorização)”, afirmou Dilma, de acordo com a edição eletrônica do jornal La Nación.

Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 1,685.

Dilma se reúne com a presidente argentina, Cristina Kirchner, na manhã de segunda-feira. É a primeira viagem internacional de Dilma. Entre os assuntos a serem abordados está a assinatura de um acordo para a construção de um reator nuclear.

Na entrevista aos jornais argentinos, Dilma afirmou também que “não vai negociar os direitos humanos e não fará concessões nesta área”, citando casos como de Abu Ghraib e Guantánamo, envolvendo os Estados Unidos, e a sentença de morte por apedrejamento determinada no Irã.

Questionada sobre Cuba, Dilma afirmou que o país deu um “passo à frente” com a libertação de presos políticos. “Em Cuba prefiro dizer que existe um processo de transformação e acho que todos os países deveriam incentivar esse processo… Não tenho nenhum problema em dizer que algo está ruim por lá, ou aqui também, porque nós não somos um país que não tem dívidas com os direitos humanos; nós as temos.”

De acordo com o Clarín, Dilma também deve se encontrar com as Mães e Avós da Praça de Maio, grupo ligado às buscas pelos desaparecidos na ultima ditadura militar.

Governo admite corrigir IR, mas reafirma R$ 545 para mínimo

Fonte: BRENO COSTA – VALDO CRUZ – DE BRASÍLIA -FOLHA. COM

O governo admitiu ontem, após reunião com as centrais sindicais, corrigir a tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte, uma das principais reivindicações dos sindicalistas.

No entanto, manteve posição fechada em relação ao reajuste do salário mínimo, reafirmando que será enviado ao Congresso uma proposta de reajuste para R$ 545.

Em reunião com as seis centrais sindicais no Palácio do Planalto, na tarde de ontem, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) deixou claro que a discussão sobre a correção da tabela do IR é o ponto mais passível de negociação com as centrais, que reivindicam 6,46% de ajuste.

Segundo Carvalho, “a tendência do governo” é trabalhar com uma correção de 4,5% –núcleo da meta de inflação durante o governo Lula.

A possibilidade de correção da tabela do IR estará no topo de uma nova reunião com as centrais, marcada para a próxima quarta-feira (2).

Ao afirmar que “essa é a tendência” do governo sobre a correção da tabela, Gilberto Carvalho ressaltou que o governo não vai vincular uma eventual ajuste no imposto à negociação sobre o aumento do salário mínimo.

“O governo nunca falou em trocar uma coisa pela outra”, disse o ministro.

Neste ponto, o governo manteve a proposta de R$ 545, mas deixou indicado, segundo relato de representantes das centrais, que o Congresso poderá ser o fórum para a discussão do valor final. Gilberto Carvalho não quis falar da posição da presidente Dilma Rousseff acerca de um eventual veto na hipótese de o Congresso fazer passar um valor acima do planejado pelo governo.

“Não queremos pensar nessa hipótese. Nós achamos que o Congresso será sensível à proposta do governo, esperamos vencer no Congresso essa proposta”, disse.

A proposta a ser enviada pelo governo ao Congresso será de R$ 545, segundo o ministro. O governo está amparado no cumprimento de acordo firmado com as centrais em 2007, pelo qual o reajuste do salário mínimo seria calculado sempre pela variação do PIB de dois anos antes, mais a variação da inflação do ano anterior.

Com o impacto da crise econômica de 2008 no PIB de 2009, o reajuste previsto para este ano ficou aquém do que desejavam as centrais sindicais.

“Esse é um governo que cumpre acordos”, afirmou Gilberto Carvalho, usando o argumento central do governo para não ceder na questão do salário mínimo. “”O problema é que qualquer número diferente daquele do acordo abre uma discussão infindável, onde você pode entrar numa feira do imponderável.”

Ao mesmo tempo em que se manteve firme na discussão sobre o valor do mínimo, o governo se comprometeu a enviar para o Congresso uma medida provisória formalizando a regra atual de reajuste até 2015. A promessa foi bem recebida pelas centrais.

Ao final da reunião, da qual também participaram o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o ministro Carlos Lupi (Trabalho), os sindicalistas mantiveram a defesa dos R$ 580, mas reconheceram reservadamente que o governo dificilmente passará de R$ 550 e que devem aceitar este número final.

As centrais estão dispostas, inclusive, a descontar o aumento adicional do reajuste previsto para 2012, que deve ficar entre 12% e 13%.